“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço e elas me seguem; eu lhes dou a vida eterna, jamais perecerão eternamente e ninguém as arrebatará das minhas mãos (João 10:27,28)
O CHAMADO DAS OVELHAS (terceira)
Amigo leitor, na mensagem de ontem
procurei esclarecer, que é Deus quem chama as suas ovelhas e para isso Ele
utiliza a sua Palavra poderosa e eficaz. Falei também um pouco sobre o ardil de
Satanás que luta incansavelmente para impedir que a Palavra Eterna seja
pregada.
Vamos continuar explicando o
significado dessa frase inspirada: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz”. A voz
do Senhor é a Sua Palavra e há um íntimo contato entre a ovelha do Senhor e a
Palavra Dele. Mas, quero lhes dizer que a Palavra de Deus não é somente
detestada por Satanás, como também pelo pecador sem salvação. Há o elemento da
incredulidade arraigado no seu coração e tudo isso é causado pelo pecado.
Enquanto a pessoa está vivendo em seus pecados é impossível para ela escutar a
Palavra de Deus. O pecado causa surdez e cegueira espiritual. É a triste
situação do pecador, tem ouvidos, mas é incapaz de ouvir, tem olhos, mas não
pode ver.
Gostaria que o leitor acompanhasse
comigo o texto de Efésios 4:17-19. Ali o Espírito Santo mostra a terrível
situação na qual vive o homem em seus pecados. Em primeiro lugar, é dito no
verso 17, que eles andam na vaidade de seus pensamentos. A palavra vaidade
significa “um esforço que não produz resultado positivo e eterno. Esse é o mais
claro resultado do pecado no coração do homem. Seu viver aqui é pura vaidade.
Ele não percebe que toda sua luta é em vão; que todo o seu esforço é inútil;
que todas as suas aspirações resultarão em nada.
Em Eclesiastes, Salomão mostra a
sua experiência neste mundo e todas as suas ambições e trabalhos. O resultado
de cada esforço, para ele era vaidade e correr atrás do vento. Para o pobre
pecador é essa a sua situação neste mundo. Ele não pode perceber porque o
pecado não o deixa ver que ele trabalha
inutilmente e que caminha para a
eternidade. Tal situação impede que ele ouça a Palavra de Deus, e é só quando o
Espírito Santo o acorda: “Desperta ó tu que dormes; levanta-te dentre os mortos”,
é que ele passa a ver que está descendo numa correnteza para o abismo de trevas
e desespero eterno.
No verso 18 de Efésios 4 vemos
outro terrível efeito do pecado no homem sem salvação. É o que o Espírito Santo
chama de dureza de coração. Quando Deus quer falar ao homem através de Sua
Palavra, Ele vai ao íntimo. O homem verdadeiro está no coração. Por fora, pode
parecer bonito, religioso, bonzinho, mas Deus não vê o homem assim, porque Ele
vê o interior. Então, por causa da
vaidade, atmosfera de engano em que vive, o homem endurece o coração para não
escutar a palavra; ele taramela a porta do coração. A bíblia chama isso de dureza
de coração. Não tem um pecado mais terrível do que esse, quando o homem impede
que o Espírito fale por meio da Palavra.
A sua guerra, não é contra o
pregador e sim contra o próprio Espírito Santo, aquele que foi enviado para
revelar Sua verdade ao homem por intermédio da Sua Palavra. A pessoa endurecida
contra a Palavra de Deus está numa situação perigosíssima e o Senhor Deus pode
até entregá-la para que ela caia nos mais terríveis laços do diabo. A pessoa
passa a uma situação tal, que ela vai ficar ainda mais endurecida e obstinada
sem que ela mesma perceba. Ela poderá cair no ludibrio de uma religião falsa e
Satanás até fará milagres para que a pessoa fique pensando que foi Deus.
Não tem outra solução, senão humilhar, e é aí que a alma
contenta-se em obstinar-se contra a verdade. Mas, mesmo assim o poder não
provém do homem, mas de Deus. Ele tem aqueles com os quais usa de misericórdia.
Quando parece que ninguém se converte, eis que surgem neste mundo as exibições
da infalível graça de Deus operando em corações e atraindo pecadores para esse
tão grande amor conquistador. É isso que o Senhor faz neste mundo por meio do
evangelho. O poder está no Seu “vinde a mim”. Esse é o evangelho que chama os
mortos à vida que há no Filho. Pregamos não confiados na decisão do homem, mas
sim no absoluto poder da mensagem em atrair pecadores humilhados aos pés do Rei
para obter salvação eterna.
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