“Mas, ai de vós, os ricos! Porque tendes a vossa
consolação” Lucas 6:24
OS RICOS: (continuação)
Prezado
leitor, dando continuidade ao assunto que Cristo trata em Lucas 6, mostrarei
agora um contraste entre um “rico” e um “pobre”. Estamos tão acostumados com a maneira humana de pensar que muitas
vezes fica mui difícil entender a linguagem usada por Deus em Sua Palavra. Podemos
definir que o “rico” é aquele que se elevou a si mesmo, e o “pobre” é aquele
que a sim mesmo se humilhou. É exatamente essa a linguagem usada por Deus em
toda sua palavra mostrando a diferença entre o salvo e o perdido.
Quem
é a pessoa que Deus afirma que rejeita? Quem é a pessoa que Deus afirma que Ele
conhece de longe? Quem é a pessoa que Deus afirma que Ele resiste? É o soberbo,
o orgulhoso, aquele cujo coração está endurecido, que não se curva perante o
Deus da palavra. Esse é o “rico”. O “pobre”, pelo contrário, é aquele que se humilhou
no íntimo, que reconhece que é exatamente um pecador merecedor da punição divina.
Temos
várias ilustrações nas Escrituras mostrando a diferença entre o “rico” e o
“pobre”. Tomo aqui a história dos dois ladrões que foram levados para a serem
crucificados com Cristo no monte do calvário. Os dois eram igualmente culpados
aos olhos de Deus; os dois eram dignos da punição. Mas, eis que, de repente um
deles teve seus olhos abertos por obra do Espírito de Deus para enxergar a
merecida punição do seu erro. Ele pode olhar para Cristo pendurado ali ao seu
lado e viu ali o inocente Senhor; enxergou em Jesus a manifestação da
misericórdia de Deus em favor dos homens; viu ali o socorro bem presente para
sua angustiosa situação na qual se metera.
O
que fazer quando se viu entre o abismo do inferno debaixo de seus pés e o
paraíso de Deus para onde jamais poderia ir por si mesmo? Foi ali que aquele
homem, que até aquele momento foi dominado pela soberba da vida que lhe
empurrou para a busca das ambições deste mundo de uma forma tão ilegítima, foi
ali mesmo, cercado pela agonia da crucificação, que ele caiu. Foi ali que o
“rico” se viu completamente “pobre” perante o glorioso Senhor; foi ali que sua
boca foi aberta para humildemente clamar o socorro e livramento do Senhor.
Jesus veio ao mundo buscar essas almas, e ali mesmo aquele homem foi salvo.
O
outro ladrão manteve sua inflexível posição de “rico” dominando todo seu ser.
Ele queria e pediu ironicamente ajuda de Jesus, mas era a mesma ajuda que todos
os homens “ricos” pedem de Deus, até mesmo com ousadia. Ele queria que Jesus
descesse da cruz e o tirasse daquela agonizante situação. Morreu em seus
pecados e partiu para a eternidade sem que pudesse levar consigo aquilo que
jamais queria perder aqui. Quis ganhar sua alma aqui, então a perdeu. Foi um
louco aos olhos de Deus, e nem mesmo a mudança mostrada no arrependimento de
seu colega foi suficiente para lhe abalar e assim lhe convencer.
Nada
pode mudar o homem que caminha nesta vida fugaz endurecido pelo engano do
pecado. Nem mesmo milagres levam-no à prostração diante do Salvador Bendito. A
perigosa situação de “rico” no coração não permite que um homem sinta-se
satisfeito por ter sua esposa como a única e exclusiva de sua vida, porque se
sente que é seu direito ter todas as mulheres ao seu dispor. Tal mentalidade
perigosa e perversa ilude seu coração desde que nasce, porquanto já se adentra
a este mundo como um verdadeiro egoísta querendo a atenção de todos.
É
Deus quem visita o pecador com o dom do arrependimento. Minha grandiosa
esperança é que estas palavras tenham chegado a algum coração que fora dilacerado
pela verdade revelada. O Senhor é o perfeito Salvador dos pecadores
arrependidos. Bendito o homem que é descoberto no coração, gerando ali o
arrependimento vindo de Deus. Essa alma encontra em Cristo a verdadeira e
eterna riqueza. Caro leitor, veja essa bendita promessa: “Todo aquele que
invocar o Nome do Senhor, será salvo” (Romanos 10:13)
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