segunda-feira, 20 de maio de 2013

MEDITAÇÃO DE SPURGEON





Mas Maria guardava todas essas coisas, conferindo-as em seu coração.” (Lucas 2:19)

AQUI temos em atividade três faculdades desta bendita mulher: a sua memória: ela guardava todas estas coisas; os seus afetos: ela guardava-as no seu coração; o seu intelecto: ela conferia-as. De modo que a memória, os afetos e o entendimento, tudo estava ocupado nas coisas que ela tinha ouvido.
         Amado, recorda o que ouviste do teu Senhor Jesus, e o que Ele tem feito por ti; depois faz do teu coração o vaso de ouro do maná para preservar o memorial do pão do Céu do qual te alimentaste nos dias passados. Deixa que a tua memória entesoure todas as coisas a respeito de Cristo que tu tenhas sentido, conhecido ou crido, e então deixa que os teus apaixonados afetos O retenham para sempre. Ama a pessoa do teu Senhor! Traz o vaso de alabastro do teu coração, ainda que esteja quebrado, e deixa que todo o precioso unguento do teu afeto corra sobre os Seus pés perfurados.      Que o teu intelecto pense em Jesus: medita no que lês; não te detenhas na superfície, penetra na profundidade. Não sejas como a andorinha que toca o regato com as suas asas, mas como o peixe que penetra na profundidade das águas. Habita com o teu Senhor; que Ele não seja para ti como um simples caminhante, que fica só uma noite, porém, constrange-O, dizendo-Lhe: “Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia.” Segura-O e não O deixes ir. Na versão inglesa, em lugar da palavra “conferir”, temos ponderar, que significa pesar. Prepara, pois as balanças para o juízo. Mas, onde estão as balanças que podem pesar o Senhor Jesus? “Eis que lança por aí as ilhas como a uma coisa pequeníssima,” quem pois O levantará a Ele? “Ele pesou os montes em balanças,” em que balança O pesaremos a Ele? Se o teu entendimento não pode compreendê-Lo, deixa que os teus afetos O entendam; e se o teu espírito não pode abarcar o Senhor Jesus com a capacidade de compreensão do entendimento, abarca-O com os braços do afeto.
Tradução de Carlos António da Rocha

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