“E eis que um
leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes
purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo!
E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra” (Mateus 8:1-3)
O PODER
SALVADOR DO SENHOR.
Agora
é o momento para que vejamos a atuação graciosa e bondosa do Senhor, como
aquele que se humanizou se identifica perfeitamente com nosso sofrer aqui e que
está pronto a livrar os contritos dessa condição tão vil, onde o pecado os
colocou. Foi assim com aquele leproso, é assim com todos que o buscam de
coração. Não podemos ignorar isso, porque se não conhecermos nossa miséria,
certamente estaremos prontos para escutar a voz da serpente, a qual
constantemente quer nos manter sob o engano de quer nós somos bonzinhos e que
merecemos tudo o que há de melhor aqui e na eternidade.
A
primeira lição trata-se do fato que nosso Senhor se identificou conosco, seres
caídos. Claro que ele não se identificou com nossos pecados, mas sim com nossa
humanidade. Aquele leproso percebeu isso imediatamente, pois assim que
contemplou a presença do Senhor, eis que logo confessou sua fé nele, sem que
duvidasse nem um pouco desse amor. Sem essa compreensão da humilhação do
Senhor, eis que os homens jamais entenderão o que significa se humilhar perante
Deus. A ênfase do movimento ecumênico moderno tem em vista exaltar o homem,
como percebemos em nossos dias, por essa razão é quase impossível achar um
perdido em nossos dias. O que vemos hoje são homens e mulheres encontrando nas
religiões modernas, meios para lidar com seus pecados, sem qualquer ligação com
os santos e legítimos meios conquistados por Cristo na cruz. Mas é importante
saber que a glória eterna de Cristo e sua humilhação são os ensinos
fundamentais na obra da graça para a salvação dos homens. Cristo é Deus –
Homem. O humilde Nazareno veio do céu à terra, a fim de buscar perdidos.
O
cristianismo é essencialmente constituído de homens e mulheres humilhados, que
reconheceram sua condição pecado, mas que foram envolvidos pela história da
redenção, acerca daquele que jamais conheceu pecado, mas que foi feito maldição
em nosso lugar. A lepra é uma figura bem simples do pecado, por isso quando
homens sentem sua miséria, eis que seus lábios imediatamente confessam e
invocam o nome do Senhor para a salvação. O cristianismo moderno não passa de
ser um ajuntamento de homens e mulheres unidos no orgulho do pecado e
declarando que não são tão caídos assim. Eles estão unidos, proclamando que têm
no coração muito para dar para Deus e que são incrivelmente “espirituais”. Na
ignorância deles, estão acreditando que Deus está sendo movido pelos seus
cultos e adoração. Realmente, nunca houve tanta necessidade da pregação da
verdade como em nossos dias.
Mas a
palavra de Deus ressalta o fato que Cristo amou e não que o homem amou. Os
crentes sabem que conseguem amar uns aos outros porque Cristo lhes amou
primeiro. O pecado não está associado a qualquer bondade; o pecado não tem
qualquer lugar para justiça, retidão, santidade e graça. O pecado está ligado à
iniquidade e à morte. Sem Cristo o homem é um réu marcado e sentenciado para
ser lançado como lixo para o inferno. Deus não vê nada, absolutamente nada no
homem que o impulsiona a ter prazer nele, mas sim ódio. Não adianta tentar
buscar atalhos; não adianta tentar encobrir a situação. O que somos? De onde
viemos? Para onde vamos sem esse salvador? Ele está perto agora, por isso quão importante
é que os pecadores não fujam, mas que humildemente se aproximem, aproveitando
da força dele para lhes libertar da imundície do pecado, assim como ele já tem
feito com milhares que se arrependeram e creram de todo coração.
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