“E assim, se alguém
está em Cristo é nova criatura; as coisas velhas já passaram, eis que se
fizeram novas” (2 Coríntios 5:17)
A REALIDADE DA NOVA
CRIAÇÃO: “...eis que se fizeram novas”.
Com a força da graça devo encerrar esse
assunto tão precioso aos corações santificados. A graça quando apresentada na
fidelidade da palavra, ela aparece em seu resplendor e glória, adornada de
poder e completamente vencedora sobre tudo e sobre todas as forças do mal. A
graça é matéria endereçada aos santos e não há distinção, porque todos eles,
cultos e simples são convidados a conhecer as maravilhas da obra da nova
criação no meio dos homens.
O texto emerge trazendo a mais preciosa
lição: “...eis que se fizeram novas”. Visto que é esse o real objetivo da
graça, então eis que um novo homem aparece. Onde há vida eterna, então o
que era antigo se torna novo. Um novo homem aparece para encarar o novo
caminho. Eis que surge um novo homem capaz de andar rumo ao céu. No domínio da
morte não há movimentação para o céu; não há sinal de homens e mulheres andando
sob o poder da graça na direção daquilo que é eterno e perfeito. A graça abriu
caminho rumo ao céu em pleno ambiente infernal e escravizador do pecado. A graça
ordenou: “Haja luz”, onde só havia escuridão, trazendo ruína para o império das
trevas. A velha criação foi conspurcada pelo pecado e cercou este mundo com os
grilhões e prisões da morte. Mas eis que irrompeu a nova criação para destruir
toda força do mal e mostrar a glória de Deus àqueles que antes estavam “...destituídos
da glória de Deus” (Romanos 3:23).
Também, o novo homem aparece para exibir
ao mundo justiça e santidade. Vejamos a tragédia ocorrida no Éden; vejamos o
quanto os homens passaram a andar fazendo veredas tortuosas e enchendo o mundo
de hostilidade contra Deus, de iniquidades e abominações. O que podemos esperar
deste sistema pecaminoso? Por acaso o mundo pode melhorar por si mesmo? Onde
não há justiça, retidão, pureza, então é certo que tudo vai de mal a pior e o
que se espera é um abismo de eterno terror lá adiante. A criação de Deus foi
feita em justiça e santidade, mas o pecado veio e trouxe nódoa e imundície em
tudo; o pecado veio e na força da morte conseguiu fazer da criação um
verdadeiro velório. A presença do pecado declara que os homens estão longe da
glória de Deus; declara que é impossível para eles agradar a Deus e caminhar
pelos caminhos de Deus.
Mas eis que aparece agora a “nova
criação” em Cristo, a fim de exibir o que Deus fez por meio da graça; que a
força da nova criação foi superabundante; que homens nascidos de novo, marcados
com a vida eterna e desfrutando dessa vida agora e para sempre, podem sim andar
em justiça e santidade. Eles foram revestidos de Cristo; eles foram unidos ao
Filho de Deus para sempre e agora podem exibir o fato que eles são justos e que
essa justiça redunda em santidade. Na velha criação o traje deles era de prisioneiros
do pecado (João 8:34), mas agora não, pois estão vestidos da pureza de Cristo e
são plenamente aceitos por Deus como homens e mulheres feitos cidadãos do céu.
Quem pode destruir os feitos da graça?
Ninguém! Nem o diabo, nem a morte, nem os anjos, nem o inferno e nem os homens.
Satanás tem imitar e fazer com que seus feitos religiosos dos últimos dias
pareçam que são de Deus. Muitos são os falsos crentes; por fora são vistos pelo
mundo como se fossem de Deus, mas a verdade é que é o velho homem condenado
tentando se disfarçar. Mas logo o que vem do coração brota pela boca e pelo
modo de viver, denunciando tudo. A nova criação é o homem do coração que dia a
dia é transformado e parecido com Cristo no viver, conforme vemos em Romanos
12:2.
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