“Porque o meu povo fez duas maldades: a mim
me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram para si cisternas, cisternas
rotas, que não retêm as águas”
(Jeremias 2:13).
Caro
leitor procurei esclarecer biblicamente o real significado da queda em Adão,
mas eu sei que minhas palavras são tão débeis para expor a profundeza do poço
da perdição, onde homens e mulheres foram atirados (Salmo 40). Que o Senhor em
Sua misericórdia venha tomar essas verdades reveladas, a fim de levar pecadores
e mais pecadores ao arrependimento; que almas ouçam o chamado da graça; que a
mão poderosa do Senhor venha arrancar milhares desse lamaçal e colocá-los sobre
a Rocha dos séculos e firmar seus passos.
Mas
as preciosas verdade do texto de Jeremias 2:13 não param aqui, porque temos
duas provas da rebelião do homem. Já mostrei a primeira – a causa: “...a mim
me deixaram...”. Agora é o momento de para que chequemos a segunda
lição - O efeito: “...e cavaram para si cisternas, cisternas rotas,
que não retém as águas”. Que linguagem tão clara e ilustrativa do
Senhor! A nação de Israel podia receber essas palavras com profundo
discernimento bíblico, porque aquele povo estava bem informado do significado
de cisternas. Eles poderiam lembrar bem de Abraão e as cisternas que cavou em
pleno território dos filisteus. Eles poderiam lembrar bem de Isaque e de Jacó,
porque aqueles homens com suas famílias bebiam dessas fontes.
A linguagem de Deus para Israel é
mostrando que Ele é a fonte da água viva; é o próprio Senhor Jesus antes da Sua
encarnação, mostrando ser Ele o Deus de compaixão que se manifestou ao Seu
povo. É Deus mostrando que aquelas almas não teriam paz, alegria, prazer,
sossego e felicidade fora Dele. Caro leitor, essa é a mesma mensagem que temos
no Novo Testamento! É a mensagem de Cristo para a mulher Samaritana em João 4: “mas aquele que beber da água que
eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele
uma fonte de água que jorre para a vida eterna”
(João 4:14).
Então, dá para o leitor
atento perceber que estamos lidando com a mesma mensagem – a mensagem do
evangelho, tanto no Velho, como no Novo Testamento. O que o povo de Israel
fazia nos dias de Jeremias, desprezando o Senhor, desprezando Sua verdade, Seu
amor e Sua misericórdia, acontece também com todos os homens, em todas as
épocas, em todos os lugares e toda condição social. A raça é uma só na queda; a
natureza pecaminosa é a mesma em todos os filhos de Adão e os efeitos do pecado
são exatamente os mesmos: “Não há quem entenda, não há quem busque a
Deus” (Romanos 3:11). Os mesmos efeitos do pecado que atingiram a nação
de Israel nos dias de Jeremias são presenciados em todos os homens em pleno
século 21, aqui no Brasil e em qualquer parte deste mundo.
Tomemos agora a Palavra de
Deus e vejamos esse efeito tão dramático e maligno do pecado nos corações de
homens, mulheres, jovens, meninos e meninas! O que significa realmente a
ausência da água viva no coração e quais são as reações! Sabemos bem da importância
da água em nossos corpos; sabemos bem que a ausência da água pode ser fatal à
nossa existência; sabemos bem que não podemos viver sem água. O que é verdade
para nosso corpo, Deus quer transmitir às almas de homens e mulheres.
Mas, da mesma forma que o
povo de Israel abandonou o Senhor, e na soberba de seus corações passaram a
cavar cisternas rotas, assim também vemos homens e mulheres agitados pelos seus
corações endurecidos no pecado, fugindo de Deus e lutando para saciar a sede da
alma ao cavar seus próprios poços. Vou mostrar isso em duas lições principais.
Na primeira veremos o que implica na alma a ausência da água viva. E na segunda
mostrarei as atividades inúteis dos homens.
Ó, que o Senhor desperte
pecadores! Que o Senhor derrame do céu a benção eterna do arrependimento aos
meus leitores! Que haja almas com intensa sede por conhecer a verdade da
salvação em Cristo!
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