quinta-feira, 3 de julho de 2014

COMÉRCIO ESPIRITUAL INSALUBRE (11)




C. H. Spurgeon
V. Outro caráter tem de receber também uma palavra: agora, vamos notar OS CAMINHOS DO PROFESSANTE MUNDANO.
         É surpreendente como algumas pessoas, fazendo uma profissão de religião, adaptam-na à sua consciência para poder viver como vivem. Não poderias detectar com um microscópio alguma diferença entre elas e os mundanos comuns, e sem embargo, pensam que há uma vasta diferença, e sentir-se-iam insultados se não lha concedesses. Hoje sobem aqui à casa de Deus, porém, a que diversões assistiram durante a semana? Como estão vestidos? Como são educados os seus filhos? Oram em família? Há alguma coisa no seu lar que seja cristã?
         Olha-os no negócio. Acaso não comercializam precisamente como quem não tem nenhuma pretensão da religião? Pergunta aos seus trabalhadores, simplesmente vê, e, observa-os: olha se não podem dizer mentiras inocentes da mesma maneira como os outros, se não são em tudo como o mundo, como as demais pessoas não convertidas e não regeneradas, assim como duas ervilhas são semelhantes uma com a outra. Sem embargo, os seus caminhos parecem-lhes muito limpos, na verdade muito limpos, e a sua consciência não os perturba de maneira alguma.
         Só tenho esta palavra para dizer com todo o afeto a essas pessoas, desejando sinceramente que possam ser arrebatados deste fogo, “o SENHOR pesa os espíritos.” Ele conhece a nossa vida inteira. Não nos julgará sem o livro. Quando vier a prestação de contas, Ele não será como um juiz que tem de inteirar-se dos fatos; virá para o Juízo Final como tendo visto com esses olhos de fogo os pensamentos secretos, os sentimentos privados da nossa vida. Todos nós poderíamos dizer: Deus, sê propício a nós, pecadores; mas, ó Deus, salva-nos especialmente de sermos como os ímpios.
















Nenhum comentário: