C. H. Spurgeon
V. Outro caráter tem de receber
também uma palavra: agora, vamos notar OS CAMINHOS DO PROFESSANTE MUNDANO.
É surpreendente como algumas pessoas,
fazendo uma profissão de religião, adaptam-na à sua consciência para poder
viver como vivem. Não poderias detectar com um microscópio alguma diferença
entre elas e os mundanos comuns, e sem embargo, pensam que há uma vasta
diferença, e sentir-se-iam insultados se não lha concedesses. Hoje sobem aqui à
casa de Deus, porém, a que diversões assistiram durante a semana? Como estão
vestidos? Como são educados os seus filhos? Oram em família? Há alguma coisa no
seu lar que seja cristã?
Olha-os no negócio. Acaso não
comercializam precisamente como quem não tem nenhuma pretensão da religião?
Pergunta aos seus trabalhadores, simplesmente vê, e, observa-os: olha se não
podem dizer mentiras inocentes da mesma maneira como os outros, se não são em
tudo como o mundo, como as demais pessoas não convertidas e não regeneradas,
assim como duas ervilhas são semelhantes uma com a outra. Sem embargo, os seus
caminhos parecem-lhes muito limpos, na verdade muito limpos, e a sua
consciência não os perturba de maneira alguma.
Só tenho esta palavra para dizer com
todo o afeto a essas pessoas, desejando sinceramente que possam ser arrebatados
deste fogo, “o SENHOR pesa os espíritos.” Ele conhece a nossa vida inteira. Não
nos julgará sem o livro. Quando vier a prestação de contas, Ele não será como
um juiz que tem de inteirar-se dos fatos; virá para o Juízo Final como tendo
visto com esses olhos de fogo os pensamentos secretos, os sentimentos privados
da nossa vida. Todos nós poderíamos dizer: Deus, sê propício a nós, pecadores;
mas, ó Deus, salva-nos especialmente de sermos como os ímpios.
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