“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó
justos; exultai, vós todos que sois retos de coração” (verso 11)
A
MANIFESTAÇÃO DA FELICIDADE “Alegrai-vos... regozijai-vos...exultai...”
Caro
leitor estamos vendo nesse salmo como a felicidade cristã é contagiante,
preciosa e incrivelmente útil neste mundo. Já pudemos ver como ela se manifesta
na poderosa força que só a fé pode ter: “Alegrai-vos no Senhor...”.
Em
seguida vemos que ela evidencia-se em sabedoria: “...regozijai-vos...”. Não é
mera felicidade, porquanto ela entra neste mundo para exibir a vida que há no
Filho, a vida celestial implantada em corações regenerados. A sabedoria entra
para retirar do mundo a insensatez, loucura e terror implantados pelo pecado. A
alegria pode transformar-se em regozijo; avança-se de glória em glória,
adornando este mundo maligno com as maravilhas da Nova Jerusalém. O mundo é um
palco de cortejo fúnebre; é uma casa
assombrada, cheia de vermes, ratos e baratas do mal.
Tomemos
a ordem dada aos santos: “...regozijai-vos...” para que vejamos
como isso funciona na prática. A felicidade do crente traz vida onde há luto.
Quanta alegria nosso Senhor levou aos lares, aos corações desesperados e
cortados pela dor! A felicidade do salvo mostra ao mundo que mesmo as tristezas
e sofrimentos causados pelos golpes da morte não superam a força da consolação
que domina o ambiente carregado da certeza da ressurreição. O Egito chorou com
José pela morte de Jacó (Gênesis 50), mas nada compreendiam da fé que envolvia
os corações dos hebreus, como eles fitavam além da morte.
Por
isso a felicidade tão absurda e misteriosa para a mente natural leva vida
onde há luto. Certamente foi essa certeza que envolveu o coração de Jó.
Deus não lhe devolveu seus filhos, como fez com seus bens, mas deu ao Seu servo
outros filhos, porque aqueles que foram tomados pela repentina morte estavam
com o Senhor na glória: “Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos
Seus santos” (Salmo 116:15).
Vejamos
também como a felicidade que habita em corações santificados traz dinamismo
onde há fraqueza. De onde uma viúva como Noemi pode arrancar tanta coragem
e dinamismo? Como poderia enfrentar sozinha a batalha pela sobrevivência? Não
foi a confiança num Deus que vivifica os mortos? Sua coragem abriu fogo contra
toda rebeldia, ingratidão e murmuração, conquistou a profunda e inquebrável
amizade de Rute, sua nora e partiu para Belém, a fim de levar bênçãos e bênçãos
conquistadas pela fé: “Bendize ó minha alma ao Senhor...!”.
O regozijo de Paulo e Silas brilhou infinitamente mais do que a tocha acesa
pelo carcereiro no lúgubre cárcere de Filipos (Atos 16).
Digo
mais que a felicidade manifestada em regozijo traz vitória onde só há
derrota. Foi embasado nisso que Abraão com 400 homens puderam vencer grande
exército e libertar seu sobrinho Ló com família (Gênesis 14). Foi assim, tomado
da abundante força que Davi venceu a depressão e saiu para vencer o poderoso
exército amalequita e resgatar sua família e as famílias de seus soldados, além
dos bens (1 Samuel 30). O regozijo superou o medo e fez com que Josafá com toda
Jerusalém louvassem a Deus pela vitória antecipada (2 Crônicas 20).
Posso
afirmar ainda que a felicidade traz a verdade num ambiente de mentiras.
Os santos de Deus regozijam pela salvação, pela presença do Espírito de Deus
neles. Eles regozijam porque foram tirados da morte para vida; dos laços do
diabo onde estavam presos, para a verdadeira liberdade dos filhos de Deus. Os
santos anunciam essas verdades ao mundo; carregam consigo essas novas que
encheram seus corações de santo temor e plena convicção. Elas são as riquezas
eternais, as jóias que adornam suas vidas e que estão entesouradas em seus
corações.
Caro
leitor, lance fora suas obras e corra para Cristo em busca dessa tão grande e
eterna salvação!
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