domingo, 3 de agosto de 2014

MEDITAÇÃO DE SPURGEON



“E o Cordeiro é a sua lâmpada.” (Apocalipse 21:23)

Medita calmamente sobre o Cordeiro como a luz do Céu. A luz é na Escritura o emblema do gozo. O gozo dos santos no Céu está compreendido nestas palavras: Jesus escolheu-nos, amou-nos, comprou-nos, purificou-nos, vestiu-nos, guardou-nos e glorificou-nos: estamos aqui unicamente pela mediação de Jesus. Cada um destes pensamentos será para eles semelhante a um cacho de uvas de Escol. A luz é, além disso, a causa da beleza. Não há beleza quando não há luz. Sem luz, a safira não brilha, nem a pérola luz. Assim também, toda a beleza dos santos que estão no Céu procede de Jesus. Como os planetas, eles refletem a luz do Sol da Justiça; eles existem como raios que procedem do astro central. Se Ele Se retira, eles morrem. Se a Sua glória Se oculta, a deles expira. A luz é também o emblema do conhecimento. No Céu, o nosso conhecimento será perfeito, mas o SENHOR Jesus, Ele mesmo, será a sua fonte. A enigmática providência, que nunca antes a entendêramos, será, então, claramente compreendida, e tudo o que agora nos confunde, ser-nos-á compreensível com a luz do Cordeiro. Oh! Que revelações existirão e que glorificação do amor de Deus haverá ali! A luz também significa manifestação. A luz manifesta. Neste mundo, “ainda não é manifestado o que havemos de ser.” O povo de Deus é um povo oculto, mas quando Cristo o receber no Céu, Ele tocá-lo-á com a vara do Seu amor e configurá-lo-á à imagem da Sua glória manifestada. Eles eram pobres e miseráveis, mas que transformação! Eles estiveram manchados pelo pecado, mas com um toque do Seu dedo eles ficarão tão brilhantes como o Sol e tão claros como o cristal. Oh! Que manifestação! Tudo isto procede do augusto Cordeiro. Jesus será o centro e a alma de qualquer esplendor refulgente que ali houver. Oh! O que será estar presente e vê-Lo na Sua própria luz, como o Rei dos reis e SENHOR dos Senhores!


Tradução de Carlos António da Rocha

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