“Porém, se não fizerdes
assim, eis que pecastes contra o Senhor; e sabei que o vosso pecado vos há de
achar” Números 32:23
Moisés estava plenamente certo que devia ser rígido em sua abordagem com
os líderes das duas tribos e meia que desejavam habitar na transjordânia e não
do outro lado do rio Jordão. Aqueles quarentas anos que passaram peregrinando
pelo deserto foram suficientes para mostrar o perigo de brincar com Deus e
receber o castigo da desobediência. Moisés queria averiguar os motivos daqueles
homens, se eram motivos puros ou estavam encobrindo um ato de rebelião contra
Deus.
Os homens imaginam que podem brincar com o pecado e passar como se nada
tivesse acontecido. Mas a verdade está definidamente clara: “... e sabei que o
vosso pecado vos há de achar”. Jacó brincou com a arte de enganar, trapacear, e
quando fugiu da casa de seu pai Isaque para morar com seu tio Labão por 20 anos,
não sabia que seu pecado estava lhe acompanhando bem de perto. Labão era também
um enganador e ainda mais trapaceiro do que ele. Foi por misericórdia de Deus
que Jacó escapou do seu tio e sogro voltando para sua terra com os bens que
honestamente havia ganhado. Mesmo sendo um homem de Deus, seu pecado de
trapacear lhe acompanhou durante toda sua vida. Foi enganado pelos próprios
filhos que mentiram no caso do seu querido filho José, causando um terrível
sofrimento ao velho Jacó por muitos anos.
Mesmo sendo um homem segundo o coração de Deus, o rei Davi não ficou
livre da verdade que o pecado é um perseguidor implacável. O adultério e
assassinato praticados contra uma família foram os algozes para a miséria e
destruição na sua casa e no seu reino. Seu pecado lhe perseguiu o resto de sua
vida para sua tristeza.
Vemos com tristeza como os homens hoje estão brincando com todo tipo de
pecado e estão eufóricos, alegres, radiantes, porque acham tudo vai bem. Brincam
de adulterar, fornicar, trapacear, mentir, etc. A leviandade tem encontrado
abrigo até mesmo dentro das igrejas. Acham que estão livres para continuar
engrossando o caldo da maldade. Quanto engano! “Sabei que o vosso pecado vos há
de achar”. Estão iludidos pelo próprio pecado que algemou suas mãos, colocou
grilhões em seus pés, amordaçou suas bocas, controlou suas mentes, vendou-lhes
os olhos, tudo isso para que eles não saibam a desgraça que virá aqui e na
eternidade.
Não há como estabelecer a vida em cima da iniquidade. Ninguém consegue
alcançar a felicidade num caminho tortuoso e maligno. O pecado só traz desgraça,
caos e ruína para a pessoa e para toda sociedade. O Grande Juiz do universo
trata o pecado como sempre tratou e há de tratar: “Quanto, porém, aos covardes,
aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros,
aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que
arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte” (Apocalipse
21:8).
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