JoãoBunyan
Em terceiro lugar, a oração é derramar a alma diante de Deus de modo sincero, consciente e afetuoso. Oh!, que calor, que fortaleza, vida, vigor e afecto os da verdadeira oração! “Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!” (Salmos 42:1). “Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça” (Salmos 119:40). “Tenho desejado a tua salvação, ó SENHOR; a tua lei é todo o meu prazer” (Salmos 119:174). “A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo” (Salmos 84:2). “A minha alma está quebrantada de desejar os teus juízos em todo o tempo” (Salmos 119:20). Observai como diz: “Minha alma está desejosa”, etc. Oh!, que afeto se descobre nesta oração! O mesmo encontrareis em Daniel: “Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome” (Daniel 9:19). Cada sílaba está impregnada de poderosa veemência. Isto é o que Tiago chama de oração fervorosa, ou eficaz. Assim também em Lucas 22:44: “E, posto em agonia, orava mais intensamente”, ou seja, seus afectos eram atraídos mais e mais para Deus, em busca de Sua mão ajudadora. Oh!, quão longe estão de se parecer as orações da maioria dos homens com a verdadeira oração que sobe ao trono de Deus! Que lástima que a maior parte não sente este ardor em sua consciência, e quanto aos que o sentem, é de se temer que muitos deles não saibam o que é derramar seu coração e sua alma diante de Deus de maneira sincera, consciente e afetuosa. Mais ainda, se contentam com um mero exercício de lábios e corpo, murmurando umas poucas orações de memória. Quando os afectos formam deveras parte da oração, o homem todo participa nela, e de tal maneira que a alma, por assim dizer, prefere gastar tudo o que tem para não ser privada do bem desejado, ou seja, a comunhão e consolação com Cristo.
Em terceiro lugar, a oração é derramar a alma diante de Deus de modo sincero, consciente e afetuoso. Oh!, que calor, que fortaleza, vida, vigor e afecto os da verdadeira oração! “Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!” (Salmos 42:1). “Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça” (Salmos 119:40). “Tenho desejado a tua salvação, ó SENHOR; a tua lei é todo o meu prazer” (Salmos 119:174). “A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo” (Salmos 84:2). “A minha alma está quebrantada de desejar os teus juízos em todo o tempo” (Salmos 119:20). Observai como diz: “Minha alma está desejosa”, etc. Oh!, que afeto se descobre nesta oração! O mesmo encontrareis em Daniel: “Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome” (Daniel 9:19). Cada sílaba está impregnada de poderosa veemência. Isto é o que Tiago chama de oração fervorosa, ou eficaz. Assim também em Lucas 22:44: “E, posto em agonia, orava mais intensamente”, ou seja, seus afectos eram atraídos mais e mais para Deus, em busca de Sua mão ajudadora. Oh!, quão longe estão de se parecer as orações da maioria dos homens com a verdadeira oração que sobe ao trono de Deus! Que lástima que a maior parte não sente este ardor em sua consciência, e quanto aos que o sentem, é de se temer que muitos deles não saibam o que é derramar seu coração e sua alma diante de Deus de maneira sincera, consciente e afetuosa. Mais ainda, se contentam com um mero exercício de lábios e corpo, murmurando umas poucas orações de memória. Quando os afectos formam deveras parte da oração, o homem todo participa nela, e de tal maneira que a alma, por assim dizer, prefere gastar tudo o que tem para não ser privada do bem desejado, ou seja, a comunhão e consolação com Cristo.
Por isso os santos têm gastado suas forças e perdido suas
vidas, antes do que se privar da bênção (Salmos 69:3; 38:9, 10; Gênesis 32:
24,26). Todo este formalismo se observa sobremaneira na ignorância,
irreverência e inveja que reina nos corações daqueles que são tão zelosos pelas
formas da oração, mas não pelo seu poder. Dificilmente um entre quarenta deles
sabe o que é ter nascido de novo; ter comunhão com o Pai por meio do Filho;
experimentar o poder da graça santificadora em seu coração. Apesar de todas as
suas orações, vivem, todavia, vidas cheias de maldição, embriaguez, lascívia e
abominação, malícia, perseguindo aos amados filhos de Deus. Oh!, que horrendo
juízo virá sobre eles; juízo contra o qual todas as suas reuniões hipócritas, e
todas as suas orações, jamais poderão ajudar-lhes ou proteger-lhes!
Prosseguindo, orar é derramar o coração ou alma. Há na oração um ato em que o íntimo se revela, em que o coração se rende a Deus, em que a alma se derrama afetuosamente em formas de petições, suspiros e gemidos: “Senhor, diante de ti está todo o meu desejo”, disse David no Salmo 38:9, “e o meu suspirar não te é oculto”. E também: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e verei a face de Deus?… Dentro de mim derramo a minha alma…” (Salmos 42:2-4). Observe-se que disse: “Derramarei a minha alma”, expressão que significa que na oração a própria vida e todas as forças voam para Deus. Com disse em outro lugar: “Confiai nele, ó povo, em todo o tempo; derramai perante ele o vosso coração” (Salmos 62:8). Essa é a oração a qual a promessa é feita, a de livrar uma pobre criatura do cativeiro e servidão. “Mas de lá buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma” (Deuteronômio 4:29).
Prosseguindo, orar é derramar o coração ou alma. Há na oração um ato em que o íntimo se revela, em que o coração se rende a Deus, em que a alma se derrama afetuosamente em formas de petições, suspiros e gemidos: “Senhor, diante de ti está todo o meu desejo”, disse David no Salmo 38:9, “e o meu suspirar não te é oculto”. E também: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e verei a face de Deus?… Dentro de mim derramo a minha alma…” (Salmos 42:2-4). Observe-se que disse: “Derramarei a minha alma”, expressão que significa que na oração a própria vida e todas as forças voam para Deus. Com disse em outro lugar: “Confiai nele, ó povo, em todo o tempo; derramai perante ele o vosso coração” (Salmos 62:8). Essa é a oração a qual a promessa é feita, a de livrar uma pobre criatura do cativeiro e servidão. “Mas de lá buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma” (Deuteronômio 4:29).
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