quinta-feira, 4 de junho de 2020

A RESPONSABILIDADE DO HOMEM PERANTE (3)



“Passava Jesus por cidades e aldeias, ensinando e caminhando para Jerusalém. E alguém olhe perguntou: Senhor, são poucos os que são salvos? Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (Lucas 13:22-24)
A CEGUEIRA DO PECADO IMPEDE QUE VEJAMOS NOSSA RESPONSABILIDADE (verso 23)
        Estou tratando ainda sobre o fato que a cegueira do pecado impede que o homem veja a sua responsabilidade e ouso adicionar o fato que o sentimento de bem estar neste mundo faz isso. O sistema mundo funciona como o oceano do pecado e os homens sentem bem respirando esse perigoso oxigênio. O mundo oferece um ambiente mui agradável, porque onde habita o pecado não pode habitar nada mais além daquilo que trata desta vida. Se os homens querem saber de justiça, eles meditarão na justiça terrena; na bondade, no amor, na família, na religião, na divindade, no progresso, etc., mas tudo será visto deste ponto de vista terreno passageiro. Se quiser entender isso melhor examine o livro de Eclesiastes, pois ali tudo é visto no fundo desse oceano de aparente paz – o mundo. Note bem que não estou falando da terra, da criação, tudo o que veio da fascinante e perfeita criação de Deus. Refiro ao mundo organizado (cosmos); refiro-me a este sistema bem preparado para nossa entrada pelo nascimento e saída pela morte. Nosso Senhor com Sua maestria em nos ensinar, passa as verdades a nós a respeito deste sistema enganador onde o povo Dele
        Deus afirma que essa atitude dos mundanos é loucura. Vemos essas advertências em toda bíblia. No Velho Testamento, através dos Seus profetas o Senhor fala a todos os homens, até mesmo adverte as nações daquele tempo; fala também aos judeus, especialmente porque foi o povo com quem Deus fez aliança. Notamos isso no Novo Testamento, nas palavras de Jesus, de João Batista e dos apóstolos, pois tudo estava envolvendo os homens com suas responsabilidades diante de Deus. Foi exatamente isso que nosso Senhor passou para aquele homem no texto de Lucas 13, e usando o assunto para expor os perigos que virão, caso os homens agora não se arrependam. Também é certo que as coisas deste mundo servem de perigosa armadilha, tirando os homens da responsabilidade que cada um tem. O amor ao dinheiro é o laço mais eficaz usado no mundo para prender milhares. Aqui no Brasil temos visto os efeitos desastrosos da corrupção que alastrou em todas as áreas que envolvem a sociedade. O desejo por ter dinheiro e mais dinheiro, com ganho desonesto tem tomado o coração dos políticos e suas manobras têm enfeitiçado suas mentes, de tal maneira que eles não pensam nas consequências aqui e na eternidade.
        Também, as nossas concepções teológicas não removem a responsabilidade dos homens. Eu mesmo creio de todo meu coração nas doutrinas da graça e essas puras doutrinas para mim constituem o verdadeiro evangelho. Já presenciei e li muito acerca da responsabilidade do homem, e os resultados sempre foram que Deus espera que o homem tome uma decisão para Deus. Mas a bíblia em nada nos ensina isso. A responsabilidade do homem consiste em saber da verdade de Deus e se humilhar perante essas verdades. Todos os homens e mulheres no mundo devem saber que são responsáveis; todos devem saber que são culpados. O fato que são mortos no pecado e que nada podem fazer por si mesmo para salvar já é motivo suficiente para que eles entrem em desespero e busquem socorro. Todos devem saber que vão ter que enfrentar o horroroso e inescapável juízo de Deus. O evangelho puxa a lei consigo para primeiramente perfurar os corações endurecidos e fazer com que toda boca esteja fechada diante de Deus.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

CHAMADOS À SANTIDADE (11)



“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:
TORNANDO SANTO.
        Uma das mais preciosas lições que aprendemos na doutrina da salvação é que tudo se reverte em prol da santidade de vida. Antes no pecado, todo amor, carinho e devoção o pecador consagra ao pecado. Não há como amar a Deus e amar ao pecado ao mesmo tempo; não há como dividir o amor. Veja bem que os crentes não amam o pecado, eles lutam contra esse princípio que opera em seu corpo mortal. Foi exatamente isso o que Paulo transmite em Romanos 7 e passa mostrar como funciona essa guerra no capítulo 8. A luta do crente contra as manifestações que se erguem contra a santidade de vida declara o fato que o crente realmente odeia o pecado. No momento que luto contra algo é porque aquilo é meu inimigo e essa guerra é contínua; as conquistas transmite maturidade e preparam o crente para novas vitórias e tudo é feito por amor ao Senhor.
        Também, cada crente tem nele a presença do Espírito Santo. Essa é a mais gloriosa e tremenda obra atividade que ocorre na salvação. Nosso Senhor faz essa promessa antes da Sua morte (João 14) e após a descida do Espírito de Deus no dia de Pentecostes sabemos que o Espírito é dado aos que creem e esse ensino é autenticado nas cartas. Ele foi dado aos crentes como a mais preciosa joia que eles precisam para viver aqui. Nenhum de nós poderia se tornar santuário de Deus para a morada em Espírito, não fosse o fato que Ele habita em nós. Incrível, mas Deus aprouve fazer do nosso corpo de barro Seu “cofre de barro” (2 Coríntios 4:7). Acredito que poucos são os crentes que estão conscientes desse fato.
        Uma razão é que o Espírito de Deus realiza Seu trabalho nos crentes, tendo em vista glorificar a Cristo, preparando os crentes, identificando-os com o Senhor. Seu trabalho no crente é nos levar à santidade, carregar nossos fardos, os quais são insuportáveis na jornada, e conforme Romanos 8:26 Ele identifica conosco em nossas tremendas fraquezas. Numa rápida explicação do verso em Romanos 8, no grego aparece o termo “sun”. Essa preposição indica exatamente identidade, mas de tal maneira que as partes unidas se tornam como se fossem uma só, como ocorrem no casamento. Isso explica o quanto o trabalho do Espírito de Deus é de incrível humildade e que Ele sente nossa própria miséria, assim como o Filho em Sua humanidade identificou-Se conosco.
        Assim, não há dúvida que nesse intenso e contínuo serviço a santidade tem sim um efeito precioso em nossa vida; seus resultados são inevitáveis, caso contrário é porque não habita na pessoa o Espírito de santidade, e nós sabemos que quem não tem o Espírito de Deus esse tão não pertence a Deus. Esses fatos vêm nos dizer o quanto é sério essa verdade; o quanto o Espírito Santo é apagado e entristecido em Suas obras no crente, mas por outro lado o quanto é prazer do Senhor mostrar resultados de maturidade, adoração no íntimo, consagração, obediência e muito mais no nosso viver. Que ensino precioso! Cristo em vós, esperança da glória!
        Caro leitor, o que esse ensino representa em sua vida aqui? O humilde serviço feito pelo Espírito de Deus tem em vista tornar Cristo glorificado em nossa maneira de viver e é exatamente isso o que Pedro comunica em sua primeira carta: “Sede santos, porque eu sou santo” (1:15). Santidade não é mero sentimentalismo, nem desejos momentâneos. Santidade é vida, alegria em Cristo e prazer em viver por Ele aqui. Santidade não é adquirida sem luta, sem contínuo conhecimento do Senhor por meio da Sua palavra. Quem não ama a bíblia, também não ama santidade e não é crente. Santidade é a vida do crente até à morte, e quando chegarmos na glória alcançaremos a santidade completa, uma vez que seremos semelhantes ao Senhor.

        

A RESPONSABILIDADE DO HOMEM PERANTE (2)



“Passava Jesus por cidades e aldeias, ensinando e caminhando para Jerusalém. E alguém olhe perguntou: Senhor, são poucos os que são salvos? Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (Lucas 13:22-24)
A CEGUEIRA DO PECADO IMPEDE QUE VEJAMOS NOSSA RESPONSABILIDADE (verso 23)
        Deixo a introdução da primeira página, a fim de entrar na exposição do texto, conforme mostra o verso 23. A pergunta daquele homem: “Senhor, são poucos os que são salvos?” mostra como o homem esquece de sua necessidade de se humilhar perante Deus. O que acontece é que a tendência é ser curioso e entrar em assuntos que não são necessários para o momento. Não foi assim com os atônitos discípulos, quando o Senhor estava prestes a subir para o céu? (Atos 1). Eles queriam saber algo que o Filho afirmou ser reservado ao Pai. Pois é, foi assim com o judeu que curiosamente queria saber sobre quantos são salvos. Notemos que nosso Senhor não lhe dirige resposta ofensiva, mas sim procura coloca-lo no lugar certo. Para que saber quantos serão salvos? Não é nessa interrogação que mais eleva o homem no orgulho, ao querer entrar nos mistérios de Deus?
        Acontece que nossas interrogações que envolvem assuntos não importantes para o momento só revelam nosso orgulho próprio, ou mesmo uma tentativa de encobrir sua condição de culpa perante Deus. Os que têm sede não querem saber sobre a composição química da agua, eles querem beber por causa da sede. O sedento não pegará o copo de água e levará para uma sala de estudos. Assim, a salvação de Deus e quantos serão salvos não era uma pergunta importante nem sábia. Já lidei com muitos que têm perguntas bíblicas, mas que jamais se interessavam em saber sobre sua condição eterna perante Deus. Os judeus mostraram ser relapsos na questão religiosa, por não interessar em ouvir sobre a condição deles no pecado. Quando homens encontram uma religião errada, mas que é confortável, eles a tomam como um gostoso lugar de descanso.
        Também, por detrás dessas perguntas há um orgulho em achar que é muito espiritual e de grande interesse por profundidade teológica: “...são poucos os que serão salvos?”. Na resposta do Senhor vemos como Ele desmancha essa atitude presunçosa. A bíblia nos chama à realidade individual diante de Deus, pois cada um dará contas de si mesmo. Os ensinos divinos nos dão “beliscões” que muitas vezes doem. Creio que o assunto mais ignorado da bíblia é sobre nossa condição como caídos, culpados e condenados diante de Deus. Mas o que vemos é uma tentativa de passar por cima disso e ignorar nossa triste situação, assim como fazemos de tudo para não ir a um médico, porque não queremos ouvir sobre uma doença grave que porventura temos. Parece que enquanto a dor não vem com intensidade os homens acham que podem passar sem os solenes avisos de Deus.
        Falo isso porque é o que mais vemos hoje, numa sociedade que se envolve com assuntos periféricos e não com aquilo que é de fato importante. Quando Paulo chegou em Atenas, o que ele começou pregar para aqueles homens cultos, mas idólatras, imediatamente o apóstolo os colocou diante da situação de responsabilidade que cada um tinha diante de Deus: “Deus não leva em conta o tempo da ignorância...” (Atos 17). Por que quero saber quantos são os eleitos? Por que o assunto não me leva a buscar se meu viver prova se sou um dos eleitos de Deus? A Nova Jerusalém estará lotada de pessoas salvas do mundo inteiro. Eu estarei lá? Sou um dos remidos? Meu nome está escrito no Livro da vida? Enfrento esse fato com humildade diante de Deus? Minha esperança é que o assunto venha mover nossos corações.

Pregação - A justiça de Deus parte 3 - 2 Corintios 5:21 - Pr. David Sena

terça-feira, 2 de junho de 2020

A RESPONSABILIDADE DO HOMEM (1)



“Passava Jesus por cidades e aldeias, ensinando e caminhando para Jerusalém. E alguém olhe perguntou: Senhor, são poucos os que são salvos? Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (Lucas 13:22-24)
INTRODUÇÃO:      
        A pergunta feita por aquele homem a Jesus sobre quantos iriam ser salvos mostra que somos iguais e que nossas perguntas curiosas vem apenas para encobrir nosso desejo de continuar transitando o caminho largo ignorando nossa responsabilidade de conversão. Nosso Senhor com profundo amor vai de encontro aquele homem trazendo para nós uma grande lição acerca da urgente responsabilidade de cada ser humano em buscar a sua salvação ante a tão grande oportunidade que Deus tem proporcionado.
        Eu creio que este é um assunto de imensa importância em nossos dias, especialmente porque há uma busca pelos ensinos acerca da soberania de Deus. Não vejo algo errado em entender as maravilhas da soberana atuação de Deus, ao tratar sobre eleição, depravação, redenção limitada, graça irresistível e segurança eterna. Sim, são fatos maravilhosos e cheios de riquezas que enchem a visão dos eleitos de prazer e santas emoções. Mas o fato é que temos a tendência de dar ênfase a alguma coisa em detrimento de outras. O que acontece é que se os homens não enxergarem sua responsabilidade individual diante de Deus, a tendência é tomar os ensinos da soberania, a fim usar como se fosse um colchão tranquilizar-se nisso.
        Falo isso porque já vi e vejo esses fatos ocorrendo em nossos dias. Se houver uma doutrina que me deixa tranquilo, achando que pelo fato que sou um eleito de Deus, então me cubro com isso e ignoro outros fatos. Nosso Senhor, no texto de Lucas 13 mostra o ensino da eleição, mas imediatamente Ele lida com aquele homem que lhe fez a pergunta, tratando-o com sua responsabilidade: “Entrai pela porta estreita”. A bíblia é um livro assim e nós precisamos cuidar com os perigos que nos cercam quando buscamos um lugar de comodidade no pecado. Ilustro isso com o ensino de Paulo acerca da fé em Cristo, conforme vemos em Romanos. Tudo parece fácil quando traduzimos tudo com o “basta crê!”. Lógico que Paulo estava referindo à fé santa e pura. Mas eis que Tiago “puxa o tapete” da comodidade e chama a todos à verdadeira fé prática, quando afirma que a fé sem obras é morta. Ele não estava atacando Paulo, mas simplesmente dizendo que a fé que Paulo ensinou é atuante fé, e ilustra isso com Abraão e Raabe.
        Por outro lado quero explicar que a responsabilidade que desejo tratar não é a mesma conforme defende o ensino arminiano, de que a soberania de Deus e a responsabilidade do homem andam juntos, no sentido que chega o momento que não há mais como explicar. Colocar a responsabilidade do homem no mesmo nível da soberana atuação de Deus, a meu ver não passa de heresia. Nada, absolutamente nada pode estar no mesmo patamar da soberania total, absoluta de Deus. Os que defendem o livre-arbítrio creem no fundo que Deus depende da decisão do homem e até mesmo dizem que Deus respeita o livre arbítrio do homem.
        Resta que agora eu explique melhor o que creio. Para mim, conforme vejo nas Escrituras, a responsabilidade que o homem tem perante Deus é de se humilhar e não de tomar uma decisão. Nossa decisão foi tomada em Adão ali na queda; não temos poder para tomar outra decisão de ir ou não para Deus. Nosso Senhor deixou claro que todo o que comete pecado é escravo do pecado (João 8:34). O escravo do pecado não vai se tornando escravo aos poucos, ele já é um escravo. Então, o que dizer da responsabilidade? Os homens no pecado são chamados de volta ao pó e isso consiste em se humilhar perante Deus. Ó que o Senhor me dê graças para explicar essa verdade aos meus leitores!

CHAMADOS À SANTIDADE (10)



“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:
TORNANDO SANTO.
        O homem culpado, que reconhece sua culpa perante Deus e que precisa de perdão e purificação começa a dar início ao verdadeiro significado de santidade. Eis aí a salvação, porque Deus toma o homem sujo, imundo no pecado, a fim de purifica-lo e torna-lo salvo e participante de Sua natureza. Notemos bem que isso é impossível para quem jamais conheceu a salvação. É na salvação que é dada de uma vez por todas ao homem arrependido que começa carreira do santo pelo caminho da santidade. Lembremos bem, na linguagem simbólica vista no livro de Levítico, que começa com sangue na orelha, no dedão da mão e no dedão do pé, depois que vem o azeite nos mesmos locais mencionados.
        Outra lição importante é que nenhum pecador que jamais viu sua culpa para a busca do Salvador, realmente pode entrar nesse santo caminho. O assunto é humilhante; o tema lança fora todo nosso orgulho e dissipa toda vã confiança e religiosidade falsa. A necessidade do Salvador e da salvação pelo Cordeiro de Deus é é a verdade que lança fora toda soberba, a fim de que o homem caia ao pó e confesse sua condição perante Deus. É nessa condição que o homem perdido percebe a necessidade do substituto justo que ocupou seu lugar ali na cruz. É assim que o homem arrependido pode ouvir as palavras de total perdão e de completa paz enchendo o vácuo de sua alma. Não há como mudar essa situação! Não há como contornar, buscando um atalho religioso aqui e ali. Eu sei que hoje tudo tem sido feito para iludir os corações. Muitos tentam, como que construir uma ponta sobre o assunto da cruz; querem saltar e achar amparo em doutrinas importantes; querem saltar sobre o tema central e achar que podem louvar a Deus e inventar cultos para se sentirem bem com Deus. Mas quantas veredas perigosas inventadas pela natureza carnal!
        Ora, encaremos o fato com humildade e temor; eu não poderei ter comunhão com Deus, participar da natureza Dele, nem andar para o céu, se porventura não fui ao Mediador perfeito (Atos 4:12). As leis estabelecidas para os sacerdotes servirem no Tabernáculo era que eles passassem por rigorosa purificação, caso contrário seriam eliminados pela glória da presença santa ali. Acaso Deus mudou? Claro que não! Mas hoje milhares pensam que poderão escapar se porventura tornarem membros dessa ou daquela igreja, se passarem pelo rito do batismo, ou mesmo se passarem por um sistema de discipulado, conforme o costume de sua igreja. Quanto engano! O homem não verá a face santa do Santo Deus da bíblia, se não foi salvo. Cornélio foi um grande homem, cheio de boas obras, mas precisava ouvir a mensagem que lhes levaria à salvação (Atos 10).
        Vou dar ênfase a isso, porque esse assunto tende a ser esquecido e ignorado. A graça irresistível não chama homens e mulheres para meros ritos religiosos, mas sim para o encontro do perdido com o Salvador; a mensagem do evangelho proclama: “Arrependei-vos e convertei-vos, para que sejam cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19). Os ritos judaicos nos ensinam essa verdade, especialmente na lei da circuncisão, porque todos os que queriam ser judeu e participar dos sistemas religiosos ali precisavam ser circuncidados. Assim também o mesmo ensino nos é passado, com uma circuncisão feita no coração, a obra da nova criação, feita por Deus no pecador arrependido.
        Como o pecador entrará no reino de luz, sem que seja primeiramente tirado das trevas? Como saberá que foi salvo, se nunca se viu perdido? Como entenderá sobre o perdão, se nunca viu suas culpas? Como será elevado à posição de herdeiro do céu, se jamais soube de sua humilhação, como réu culpado?