segunda-feira, 28 de outubro de 2019

O QUE SIGNIFICA CRER EM JESUS? (6)


                              
“Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3:18).
O CRER VERDADEIRO
        O que significa crer em Jesus? Se deixarmos ser levados pelas ondas de engano, como estamos presenciando em nossos dias, certamente seremos envolvidos pelos misticismos e superstições da época. Satanás espertamente toma o nome para ludibriar o povo. O mundo se sente bem ao falar de Jesus, crê que ele ouve suas orações e envolve o nome do Senhor com seus ídolos. Essa sempre foi a tática do pai da mentira. Os termos bíblicos devem ser usados à luz dos ensinos da Palavra, se sairmos de lá certamente vamos nos perder nos emaranhados de um mundo perigoso e sutil. 
        Sem dúvida a fé que salva não é da natureza humana, porque nada de bom pode vir do homem. Ter fé salvadora é fazer o bem, e Paulo afirma em Romanos que não há quem faça o bem. Tomemos o texto de Efésios 2:8: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé e isto não vem de vós...”. Notemos que Paulo expõe a fé como um feito de Deus, juntamente com todos os outros elementos da graça. Todos aparecem num só pacote das grandiosas obras salvadoras. O que pode vir de um morto? O que temos nós para dar a Deus? Notemos os homens no pecado. Eles têm no íntimo um potencial de fé? Examinemos os judeus nos dias do Senhor na terra. Eles criam no Deus de Abraão, de Moisés e de outros elementos do Velho Testamento, mas a fé deles não passava de ser confiança no homem; eles vão inventar algum ídolo, a fim de por a confiança nele. Os judeus criam em Abraão, da mesma forma como no Velho Testamento criam na Rainha do céu (Jeremias 44); como criam num bezerro fabricado pelas mãos dos homens. Eles criam em Moisés, assim como estavam dispostos a adorá-lo, caso descobrissem a sepultura dele.
        A fé que crê em Jesus é a simples, mas poderosa fé, a qual é implantada no coração, por obra do Espírito Santo. O Autor da fé dos eleitos é Aquele que conquistou tudo na submissão ao Pai; a que o mundo pervertido tem não pode nem estará associada à fé santíssima. A fé salvadora eleva os santos à condição de soldados do Senhor. Eles não somente creem para serem salvos e entrarem no céu, eles creem para viver diariamente batalhando contra o mal e na santa dependência de Deus em suas vidas. A fé supersticiosa dos não salvos os mantem escravos, estultos e idólatras. A fé dos que são realmente crentes é sustentada na Palavra; ela renova suas forças na verdade; ela mantem seus músculos espirituais fortes, devido ao poder renovador da palavra; a luz da fé vem da verdade escrita, é como o sol, enquanto a fé inútil deste mundo não passa de mero palito de fósforo aceso em densa escuridão.
        A fé mundana não está associada ao Deus da bíblia. Nota-se que Dario, o rei da babilônia cria no Deus de Daniel, mas não era o mesmo crer daquele homem de Deus. Enquanto Daniel dormia entre os leões, o rei não conseguia dormir em seu palácio, com todas as honras ao seu dispor. Que resposta ele tinha? Era um fracassado e dominado por uma cúpula de elementos invejosos e por uma lei incapaz de julgar de verdade. Quais foram suas palavras para Daniel? “Que teu Deus te livre das garras dos leões”. Eis aí a turbulenta fé dos homens; ela reina bem na calmaria das trevas; ela ouve bem a voz sutil e enganadora do pai da mentira. Um Faraó tirano tinha fé, mas era a fé que desafiava Deus e na hora dos terrores tinha que apelar para Moisés e Arão: “Rogue ao teu Deus!”.
        Meu amigo, se seu coração se humilhou diante da verdade; se agora vê sua condição e a necessidade de um salvador que venha livrar você deste mundo e do castigo eterno é porque já brotou a fé verdadeira em teu coração. “Se com tua boca confessares a Jesus...” (Romanos 10:9)

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Pregação - A mensagem do céu - 1 Timóteo 1:15 - Pr. David Sena

O QUE SIGNIFICA CRER EM JESUS? (5)



“Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3:18).
O CRER VERDADEIRO
        Tenho escrito várias páginas tratando sobre a fé verdadeira. Sabemos o quanto satanás imita as coisas de Deus especialmente quando se trata de assuntos religiosos. O inimigo de Deus e do povo de Deus é astuto, esperto e inteligente na arte de imitar, especialmente no que diz respeito a fé. Ele pode imprimir uma fé falsa num coração, de tal maneira que a pessoa vai pensar que ela é realmente crente, quando na realidade não é. Alguns creem na mente, concordam com grandes e poderosas verdades, mas jamais experimentaram o novo nascimento e conversão sincera no coração. Muitos aprendem sobre as poderosas doutrinas da bíblia e elas servem como luz brilhando e alegrando seus corações, mas jamais conheceram o amor do Senhor mostrando na cruz para a expiação dos seus pecados. Já lidei com muitos que viviam iludidos, especialmente porque ouviram algo sobre a certeza de salvação que a bíblia dá aos crentes.
        É claro que a bíblia é enfática sobre a fé em Cristo. A carta de Paulo aos Romanos é a carta da fé, da justiça de Deus para todo aquele que crê. A intenção de Paulo não é mostrar a qualidade da fé, mas sim falar da grandeza da justificação. Mas, mesmo em Romanos vemos como a fé aparece como algo distinto, algo que é realizado por Deus no coração do homem arrependido: “Se com tua boca confessares...e com teu coração creres...” (Romanos 10:9 e 10). Observemos bem o quanto o crer é algo feito no coração do homem. Sendo algo do coração, então não é natural, nem produzido pelo próprio homem. Percebemos essa ação sobrenatural vendo a vida do eunuco, conforme narra Atos 8. O Espírito Santo impulsionou Filipe a assentar-se na carruagem porque ali estava aquele homem lendo Isaías 53; ele queria saber quem era o personagem do texto. Notemos bem que ele vinha de Jerusalém, ele fora lá adorar, era um gentio que aprendeu sobre os costumes e sobre a religião judaizante, mas que nada sabia da verdade. Mas assim que compreendeu imediatamente quis ser batizado, porque creu de todo coração: “É lícito se crês de todo coração”.
        Assim entendemos que fé não é mero assentimento intelectual ou emocional; não é o resultado de uma festa temporária; não é uma luz que acende hoje, mas que apagará amanhã. Na parábola da semente nosso Senhor mostra o quanto tem aqueles que parecem que vão dar fruto. A semente cai na terra, parece que vai brotar, pois há alegria, festa e muito louvor, mas quando chega o momento de dar fruto, esse fruto não aparece. A semente caiu em terra? Sim! Mas o que aconteceu, não houve profundidade, pois logo abaixo havia pedra, a pedra da incredulidade estava oculta; aquela plantinha morreu secou e resultou em nada. Lembro-me de uma jovem que parecia uma grande conquista da graça. Ela ficou impressionada com as grandes doutrinas e as abraçou imediatamente; não demorou para ser batizada e vinha com prazer aos cultos. Mas quando a provação chegou ela mostrou que sua fé não era proveniente de uma obra realizada pelo Espírito Santo em seu coração.
        Uma coisa é ter fé, outra coisa é estar na fé. A fé verdadeira aparece sim na vida daquele que incrivelmente recebe a palavra com alegria, é provado e aprovado para produzir fruto resultante da palavra. Algumas pessoas recebem a palavra com alegria na sala de suas vidas, mas logo percebe-se que elas não querem que a verdade penetre no íntimo, por isso procura logo se esconder. Nos dias do Senhor na terra Ele deparou com alguns seguidores de João Batista, os quais queriam apenas a luz daquele grande pregador, mas assim que a candeia daquele profeta apagou com sua prisão e morte, eis que eles simplesmente recusaram a luz que nunca se apaga, a luz do mundo (João 5).


A TREMENDA GUERRA DO ÍMPIO (5)


                    
“Mas os ímpios são como o mar agitado, que não se pode aquietar; cujas águas lançam de si lama e Iodo. Para os ímpios, diz o meu Deus, não há paz” (ISAÍAS 57:20,21)
CONHECENDO OS ÍMPIOS NO ÍNTIMO:       “Mas os ímpios são     como o mar agitado...”
        Há no ímpio, em sua guerra contra Deus, uma constante busca de paz com a criação. Como assim? Os ímpios sempre miram a natureza como se fosse ela uma divindade em si; é um meio usar a natureza como motivo de culto, por essa razão é comum ver os ímpios saudando a natureza, chamando-a de “mãe natureza”, fazendo dela uma fonte de conforto e alívio para o coração. Na história sempre os homens cultuaram algo da criação; nações adoravam animais e coisas bizarras faziam com suas mãos. Eles cultuavam a lua, o sol, as estrelas. Muitas são as nações que cultuam os peixes, os rios, vacas (como na Índia). Não pensemos que tal atitude parte de elementos incultos, porque até mesmos os sábios deste mundo tentam achar na natureza um modo de desviar de Deus, não atribuindo a criação ao Criador, por isso cultuam e celebram uma divindade que eles intitulam de evolução.
        Não pretendo entrar nos pormenores disso, mas afirmo que os ímpios fazem de tudo para encontrar fonte de paz nessas coisas, menos em Deus; são meios de saudar a mentira e achar refúgio onde jamais encontrarão. O Autor da criação convoca toda as criaturas para contemplar a insensatez do homem; a própria criação está submissa à vontade do soberano. A tripulação do navio onde Jonas estava percebeu pelo que Jonas falou que Deus estava sacudindo o mar por causa de um homem; Jonas foi visitado por um grande peixe na ação da misericórdia de Deus, tanto os tripulantes do navio, como Jonas perceberam a ação de Deus em agir com poder usando a criação.
        Sendo assim, quanta insensatez é buscar paz na criação! A criação não vê o homem como amigo; não busca ser o centro de atenção nem de culto; a criação está sob o controle do Criador que rege tudo pela palavra do Seu poder (Hebreus 1:3). Buscar refúgio e paz na natureza é estar desguarnecido e exposto aos perigos da ira de Deus.
        Notemos que Deus usou o que os egípcios adoravam, a fim de usá-lo como poderoso exército contra eles. Os gafanhotos apareceram para dizer que se matassem alguns tinham outros milhares que estavam chegando. O sol não terá dó dos homens; a chuva pode se tornar um inimigo mortal; os ventos podem tornar furiosos em arrancar os homens da zona de conforto. Enfim, a natureza clama contra a presença do homem no pecado; os animais estão voltados furiosos contra os homens querendo esmagá-los e sugar o sangue deles, porque são inimigos na criação; até mesmo um bichinho de estimação pode voltar-se contra seu dono para destruí-lo.
        Não há paz fora do sangue remidor. Para onde os ímpios forem eles estão desamparados, assim como soldados na guerra ficam quando se expõem aos inimigos. Não há lugar onde os homens possam se esconder de Deus; não há refúgio aqui; não há caverna, não há lugar secreto, pois tudo está escancarado perante Deus. Então tudo é inútil para o homem na busca por um lugar de paz aqui. Toda paz que eles encontram tem efeito momentâneo. Em Provérbios vemos como o sábio mostrou que o lugar onde o justo se acolhe e se sente seguro é o Nome do Senhor. Os salvos já correram para lá, já acharam refúgio e abrigo eterno, a fim de correr da Ira de Deus. Quão insensatos são os homens! Como eles desafiam a Deus! Como têm coragem em se expor! Vivem se sentindo livres, sem qualquer noção do perigo que ameaça suas almas.
        Não é o momento para arrependimento? Podemos escapar dos homens; podemos escapar da fúria de uma autoridade; podemos encontrar abrigo contra perigos temporários, mas não há lugar de escape para o perdido fora do sangue remidor do Filho de Deus!

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

A TREMENDA GUERRA DO ÍMPIO (4)


                        
“Mas os ímpios são como o mar agitado, que não se pode aquietar; cujas águas lançam de si lama e Iodo. Para os ímpios, diz o meu Deus, não há paz” (ISAÍAS 57:20,21)
CONHECENDO OS ÍMPIOS NO ÍNTIMO:       “Mas os ímpios são     como o mar agitado...”
        Os ímpios também buscam paz neste sistema mundano. Na tentativa de fugir de Deus eles estão constantemente tentando achar um lugar no mundo onde haja alguma luz. Eles buscam essa paz na amizade mundana, porque a presença dos amigos, parentes parece trazer um estímulo de confiança. Com os amigos que pensam, falam e creem do mesmo jeito, os homens se sentem fortalecidos. Os que bebem sempre serão vistos nos bares rindo, pagando bebidas e se sentindo heróis naquilo que falam e fazem. Normalmente o mundo oferece o melhor em termos de companhia em todos os aspectos. Olhemos a religião mundana, porque são muitos que seguem as mentiras e idolatrias; são as multidões que se reúnem em proclamar suas crenças sem qualquer fundamento da verdade e é nesses lugares que os ímpios buscam paz. Também sabemos que no mundo não falta elementos trajados de sacerdotes, trazendo suas superstições para cobrir a cabeça dos fieis de mais enganos.
        É na multidão que os ímpios se sentem confortados; eles querem seguir o embalo da alegria de um carnaval, de um baile e de outros programas oferecidos pelo mundo. Há uma paz em tudo isso e quando eles retornam, então se sentem satisfeitos, porque muitos participavam daquilo. Há certo lampejo de paz no mundo; parece que o mundo tem consigo aquilo que os homens têm prazer. Notemos nos filmes, pois tudo aquilo é mentira, mas os ímpios se sentem bem; parece que acham conforto, promessa e consolo nessas coisas. Eles não percebem que satanás está ampliando o cerco e que ficam ainda mais presos em mentiras. Essas luzes mundanas que tanto atraem o coração logo apagam. A felicidade achada num filme logo é desfeita como névoa, por isso os ímpios são chamados de volta para obter novamente. Quanto mais o mundo se torna mais belo, agradável e cheio de luxos e prazeres, mais os homens ficam mais escravizados; mais os laços de amizades se estreitam; mais a religião fica trajada de amor e de solidariedade. Quanto mais eles se envolvem em iniquidades, mas simpáticos eles ficam.
        Oh! Quanto o mundo cobra caro! É impossível melhorar o mundo e ainda manter os padrões puros e santos de Deus firmados na sociedade. Quanto mais o mundo parecer com o céu, mais os homens procurarão destruir os verdadeiros valores. Quanto maior a paz com o pecado, mais guerra haverá contra os inflexíveis padrões santificados por Deus para o bem dos homens. Quanto mais a família for desfeita, mais surgirão homossexuais e lésbicas na sociedade; quanto mais sumirem os fieis, mais aparecerão as crueldades do adultério e da fornicação. O príncipe deste mundo, quanto mais belo e atraente for, é porque tem intenções de destruir todas as leis santas e puras do Senhor na face da terra. E é exatamente isso o que estamos vendo em nossos dias.
        Há também uma busca de paz com o inimigo de sua alma, e ele sabe bem como se disfarçar! Satanás é o autor da falsa paz; dele nada podemos ter do que se refere à verdade (João 8:44). Não tem maior sacerdote da mentira do que satanás. Ele é um esperto conselheiro, um amigo incrivelmente atraente, que sabe esconder bem seu punhal. É um profeta incrível, porque se disfarça bem, prometendo grandes coisas aos homens. Ah! Como os homens dão crédito a ele! A religião dele é um doce colchão, onde as multidões deitam e ali descansam, sem perceber quais perigos. Satanás se disfarça como sendo dono da prata e do ouro; sempre tenta construir um trono e assentar-se nele, dizendo que é Deus. Todos os ímpios veem nele a esperança de um mundo melhor. Por isso confiam em suas palavras e creem em suas mentiras.
        Oh! Que o Senhor use de compaixão com milhares que vivem neste mundo iludidos e levados pelas ondas perigosas desse mar revoltoso.

O QUE SIGNIFICA CRER EM JESUS? (4)


                        
“Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3:18).
O CRER DA NATUREZA HUMANA
        Já sabemos o quanto a natureza humana é esperta. Os homens no pecado tentam ludibriar o próprio Deus, pois estão sempre dizendo: “cremos, cremos em Deus”. Não foi assim com os rebeldes israelitas? Pois viram a mão de Deus operando de forma poderosa no Egito, arrancando-os daquela fornalha de ferro, a fim de leva-los com sabedoria, poder, bondade e segurança à terra prometida. Mas não demorou em que eles mostrassem o que estava gravado em seus corações dissolutos e rebeldes. Várias vezes grupos se erguiam contra Deus, contra Sua liderança, contra Sua provisão e assim querendo voltar para o Egito.
        Ora, nós somos assim e não há nos crentes qualquer motivo que os leve a sentir orgulhosos, achando que temos mais vantagens. Quantas vezes ofendemos a Deus, não crendo em Sua provisão! Quantas vezes somos açoitados pela disciplina de amor de um Pai bondoso! Estamos sempre perante tantas promessas, mas não cremos nelas, por isso é preciso que Deus nos faça passar por duras provações, a fim de nos ensinar a viver, obedecer e trilhar rumo à maturidade. Com os santos Deus sempre agiu e agirá assim. Enquanto fez Esaú prosperar materialmente, com Jacó Ele fez que descesse com a família para o Egito. Notemos a atitude de Tomé. Não andou tanto tempo com o Senhor? E agora mostrava sua disposição em não crer naquilo que fora ensinado, que o Senhor seria crucificado e ressuscitaria ao terceiro dia. Ele creu nessa verdade? Não! (João 20:28,29).
        Também, a natureza humana, tão rebelde, segue a Deus sob o impulso paternal. Talvez na história de Israel não houve um rei que mais causou surpresa ao povo de que Joás (2 Crônicas 24). Ele foi realmente criado sob o comando de um homem piedoso, Joiada. Quando assumiu o trono, ainda novo, pareceu que seria um poderoso líder espiritual e haveriam bênçãos de um homem de Deus sobre a nação. Mas, assim que Joiada saiu do cenário pela morte, então Joás mostrou quem de fato era ele, um lobo que estava enjaulado. Quantos filhos de crentes parecem fieis enquanto estão sob o cuidado dos pais, mas assim que se sentem livres, então rebelam e vão o tão ambicionado mundo, conforme anelava seus corações. Eles afirmam que creem, porém não é o crer vindo da Palavra e operado no coração pela palavra.
        Também, a natureza crê por interesses. Muitos olham a religião cristã como fonte de recursos materiais, assim como Esaú queria a bênção da primogenitura, porque queria granjear riquezas. Quando o servo de Abraão, Eliezer apareceu com joias, ouro e prata, então Labão pode dizer para ele: “Entre bendito do Senhor!”. Os homens sempre foram assim, porque buscam Deus com esses interesses. Em nossos dias vemos isso em abundância. A doutrina da prosperidade poderosa e conquista milhões. Hoje as bênçãos são contadas por quantas “moedas” caem do céu em nossas mãos. O mundo hoje vem a nós cheio de luxos e confortos; há um grande anseio por viagens, comidas, carros, amizades, cinemas, festas entre outras coisas. Muitos abrem a boca para confessar Jesus, mas estribados em sonhos de uma vida melhor aqui. 
        Não foi assim nos dias de Isaías? O povo de Israel parecia muito espiritual, mas eles lutavam para dizer que estavam indo bem; que eram adoradores; que amavam Deus; que estavam dispostos a ofertar, cantar, trazer seus sacrifícios e realizar suas festas. Mas foi nessa euforia contagiante que Deus mostrou o quanto eles estavam distantes; o quanto tinham seus corações carregados de iniquidade e que precisavam ser purificados. Deus chama tais pessoas individualmente à conversão sincera, de coração a Ele, para que sejam salvos, crendo de todo coração em Seu Filho.