segunda-feira, 10 de junho de 2019

A MENSAGEM DO FALSO MESTRE (12 de 12)



“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deem ouvidos às palavras dos profetas que profetizam entre vós e que vos enchem de falsas esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: “O Senhor disse: Vós tereis paz; e a todos os que andam segundo a dureza do seu coração dizem: Nenhum mal lhes sobrevirá” (JEREMIAS 23:16-22).
O CAMINHO FÁCIL PARA A MENSAGEM DO FALSO MESTRE: “Não mandei...”
        Entro agora na parte final desta mensagem para mostrar o quanto os falsos mestres aproveitam os períodos de aparente liberdade dada por Deus. Em época de esfriamento na fé, quando há ausência de abundantes chuvas espirituais, eis aí o tempo oportuno para as manifestações vorazes de elementos perigosos. Quando a nação de Israel se achava endurecida no coração, então os falsos profetas apareciam com suas mensagens tão atraentes e ainda mais enganadoras. Eles são instrumentos da ira de Deus, derramadas sobre um povo. Em nossos dias presenciamos o grande número de elementos, agentes de satanás; eles aproveitam as falsificações religiosas e a disposição do povo em acreditar nas crendices e superstições; eles são resultados do afastamento do evangelho bendito, o qual deveria estar sendo pregado nos púlpitos e são eles também o efeito da ausência de homens e mulheres realmente crentes.
        O texto acima nos ensina que aos falsos profetas ou falsos mestres o Senhor não lhes entregou a Palavra da verdade: “...não lhes falei...”. Ouvir um falso mestre é dar ouvidos à voz pervertida e astuciosa do malicioso pai da mentira. As belas palavras enunciadas por eles são carregadas de venenos, ciladas mortais e fazem do caminho largo uma via que parece transportar os homens ao céu. Os falsos mestres são especialistas em falar de Deus; com muita habilidade eles costumam usar a bíblia, falando de textos bem preparados como iscas para atrair os desejos dos homens. As mentiras deles não aparecem como mentiras. Ela vêm pintadas com belas cores da verdade, de tal maneira que ninguém percebe o que está por detrás dessas mensagens.
        Normalmente as palavras dos falsos mestres são doces, suaves e bem agradáveis aos ouvidos. As palavras dos servos do Senhor são as palavras de Deus. É claro que Deus usa personalidades diferentes, mas todos eles falam o que Deus manda falar. O amor de Deus através dos Seus mensageiros é mostrado em bondade e fidelidade. Os falsos mestres escondem bem suas reais intenções. Eles furtam as palavras de Deus; elas são tomadas com propósitos não vistos pelas multidões. Eles tomam a palavra de Deus, tirando a glória do Deus vivo e implantando nelas a glória deles mesmos. Por essa razão os seus fieis veem esses homens como pessoas enviadas por Deus. Suas mensagens resultam em emoções sem raciocínios; em decisões sem base, em superstições e não o firme fundamento de uma fé que sabe o que crê.
        É normal vê nos ouvintes e seguidores dos falsos mestres, pessoas zelosas, mas o zelo deles é sem qualquer discernimento. Eles ficam empolgados, dominados e fascinados por eles. Quando os servos do Senhor pregam, os ouvintes são pessoas que pensam e agem conforme o que Deus diz. Eles têm o temor do Senhor e seguem ao Senhor. Os fieis seguidores da Palavra de Deus reconhecem que os servos do Senhor são homens falíveis, usados por Deus. A mensagem dos servos do Senhor são dirigidas ao povo certo: “Meu povo e eles transmitem a mensagem de arrependimento, tendo a intenção de que eles se arrependam e deixem o mau caminho: “voltar do seu mau caminho”.
        Meu sincero desejo é que os leitores crentes ganhem discernimento. Já vi muitos crentes sinceros voltados aos falsos mestres. Quando isso ocorre, normalmente os crentes abandonam a verdade e se tornam tipos “super espirituais”. Que o Senhor nos livre desses elementos perversos e que nós voltemos de coração para a palavra fiel que nos foi entregue e que é pregada por homens fieis.
       
                                                                                                                                                                                             ;

sexta-feira, 7 de junho de 2019

A MENSAGEM DO FALSO MESTRE (11)


                 
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deem ouvidos às palavras dos profetas que profetizam entre vós e que vos enchem de falsas esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: “O Senhor disse: Vós tereis paz; e a todos os que andam segundo a dureza do seu coração dizem: Nenhum mal lhes sobrevirá” (JEREMIAS 23:16-22).
O LUGAR DA VERDADEIRA MENSAGEM: “Porque quem esteve no conselho do Senhor...”
        No texto vemos o perfil da mensagem que é entregue aos que Deus envia, no caso vemos Jeremias e outros profetas de então. Notemos pois que a mensagem dos verdadeiros servos do Senhor contém uma justa punição de Deus: “Eis a tempestade do Senhor!”...”. Naqueles aumentou o número de falsos profetas e já pude mostrar o quanto a mensagem que eles tinham eram vinda deles mesmos; eram mensagens que o povo queria ouvir, cheias de adulações e promessas derivadas dos corações daqueles homens mentirosos. Os falsos profetas (ou falsos mestres) são permitidos por Deus, a fim de causar ainda mais endurecimento nos corações dos homens. Eles representam perigo e não bênção, como muitos pensam. Na mensagem pregada pelos servos do Senhor vemos que são homens sérios, comprometidos em avisar ao povo acerca dos juízos de Deus, como o texto acima nos mostra.
        É bom que saibamos que não significa que os mensageiros de Deus vão sempre pregar sobre o inferno, ou sobre a ira de Deus. Tudo depende de como está a situação religiosa no momento. Os tempos de afastamento da verdade, como estes que presenciamos, necessitam que urgentes mensagens as quais tratam dos justos juízos de Deus contra um povo rebelde e religiosamente iludidos sejam pregadas. Era necessário que os profetas pregassem sobre a vingança do Senhor: “...o furor saiu...”. Os falsos profetas anunciavam que tudo estava bem; que o povo que fora levado cativo retornaria em pouco tempo. Eles eram homens perigosos, aparentemente fieis e honestos, mas eram cheios de ardilosas malícias. Os profetas do Senhor eram como trovões e relâmpagos; eles enfrentavam a resistência e hostilidade da população; corações endurecidos e embrutecidos queriam mata-los.
        Os falsos mestres modernos são irmãos dos falsos profetas; são parentes no sangue e na alma. A meta é a mesma, manter os homens iludidos; pregar de um Deus de amor, que ama todo mundo e que entende a situação de todos. O falso mestre parece ser alguém cheio de amor, mas por detrás ele tem planos perversos. Por fora eles falam de amor, de bondade e outros itens tão aceitos pelos homens, mas por dentro ninguém percebe que eles estão saqueando seus fieis e mantendo-os aprisionados em torno deles.
        Os servos enviados por Deus para a pregação da verdade proclamam que virá o terror de Deus e que cairá inevitavelmente sobre a cabeça dos rebeldes, de forma inesperada: “...um redemoinho...”. Enquanto o castigo não chega, os homens se sentem bem; eles não veem qualquer sinal de punição à vista; nenhuma nuvem ameaçadora paira no céu. Em Sodoma e Gomorra, antes da chegada do juízo, o céu estava limpo e não havia qualquer sinal de chuva. Foi assim que as milhares de pessoas pervertidas foram pegas no redemoinho da ira e furor do todo-poderoso (Gênesis 19).
        Ora, milhares de servos da mentira estão espalhados por todo Brasil, e milhares têm seus corações conquistados por eles. As multidões iludidas por tais elementos normalmente os veneram e aceitam tudo o que eles falam. Isso é sinal de que Deus já endureceu o coração de muitos. Louvamos ao Senhor porque ainda há muitos servos fieis, os quais não têm medo de pregar o que Deus manda pregar. A presença dos servos do Senhor pode ser sinal de ainda a misericórdia de Deus pode entrar em ação em nosso meio.

O CLAMOR DOS ELEITOS (8)


                           
“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
O CLAMOR PELA SUA CONDIÇÃO DE POBREZA ESPIRITUAL: “Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança”
        Humildade, sinceridade e confissão fazem parte dos eleitos. Quando tombou ante o fulgor da luz que se emanou da glória de Cristo, eis que o velho Saulo de Tarso tombou; seu ego foi atingido em cheio e o velho inimigo, o velho Adão morreu ali. O poderoso chamado da irresistível graça resulta num viver humilde; a glória da salvação é dada somente a Cristo e o salvo há de compreender que fora chamado da miséria para o alto posto de herdeiro de Deus. Homens que jamais viram sua condição miserável, a ponto de clamar: “...a justiça está longe de nós e a retidão não nos alcança”, realmente desconhecem o real significado da salvação bíblica. Na salvação bíblica toda justiça própria tem que ser queimada, pois ela tem um cheiro abominável perante Deus. Quando Deus implanta justiça perfeita, o que é imperfeito tem que ser arrancado.
        Quando um eleito é salvo, ele passa a viver como um santo vive, mesmo consciente de suas imperfeições vistas ainda na carne. O arrogante não consegue viver em santidade. Ele pode operar estilo de vida firmado em regras de homens; ele poderá ser zeloso quanto aos costumes de sua religião, mas não consegue ser santo, conforme a santidade de Deus vista nos salvos. O que é santidade? Não passa de ser a glória da tão grande salvação, mostrada no viver simples, humilde e obediente do crente enquanto aqui vive. Falsa salvação resulta em falsa paz e falsa paz resulta em hipocrisia no viver. Em Romanos 8 Paulo afirma categoricamente que a natureza carnal não pode agradar a Deus e toda tentativa é vã. A natureza carnal é corrompida, e aliada ao mundo ela se mostrará completamente inimiga de Deus. Os crentes sinceros sabem disso, por essa razão lutam, clamam e combatem contra essa infame atividade carnal que opera neles. Na natureza carnal todas as infâmias do pecado aparecem, como se fossem leões ansiando por carne, por isso os crentes devem ficar prevenidos; seus corações devem estar abarrotados da palavra de Deus, a fim de vencer a batalha diária e conquistarem plena vitória contra o mal.
        Os eleitos, aqueles que estão à procura da verdade salvadora, eles sabem disso no íntimo. Eles reconhecem a derrota deles; eles sabem o quanto são escravos do pecado; eles estão cheios dessa confissão de que nada são aqui; confessam no coração que quebraram a lei de Deus, que ofenderam ao Senhor no viver; confessam que realmente são dignos do inferno e da poderosa ira de Deus. Os eleitos não querem brincar de religião; não querem ser domados pela infâmia e mentira dos falsos mestres; eles não tentam manobrar Deus com argumentos de sofismas. Na alma eles clamam a Deus, vendo o quanto são imperfeitos aqui e que não há quem possa tirar-lhes dessa vil condição onde o pecado lhes colocou.
        Os eleitos são assim. São eles os pecadores pelos quais Cristo morreu. Muitos estão lendo suas bíblias em casa, mas não há quem possa lhes explicar. O eunuco não podia entender a passagem de Isaías 53, até que Filipe assentou-se ao seu lado e pode mostrar-lhe Jesus o Salvador e foi ali que ele creu de coração (Atos 8). Muitos eleitos são cravejados instantaneamente pela mensagem do evangelho, e logo eles caem em si, reconhecendo a pura idiotice do viver. Eles estão cercados pela radiante luz da misericórdia; a poderosa mão de Deus está estendida, para alcançar Seu povo escolhido e o Senhor não perde nenhum deles.
        Talvez tenha alguém que está lendo esses escritos meus e tenha seu coração agora tocado pela maravilhosa graça. Pode ser este o momento de uma tão grande salvação!

quinta-feira, 6 de junho de 2019

A MENSAGEM DO FALSO MESTRE (10)


            
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deem ouvidos às palavras dos profetas que profetizam entre vós e que vos enchem de falsas esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: “O Senhor disse: Vós tereis paz; e a todos os que andam segundo a dureza do seu coração dizem: Nenhum mal lhes sobrevirá” (JEREMIAS 23:16-22).
O LUGAR DA VERDADEIRA MENSAGEM: “Porque quem esteve no conselho do Senhor...”
        Enquanto a mensagem do falso mestre nada tem da verdade estribada no alicerce da palavra viva, a mensagem do fiel mensageiro provem da experiência da realidade da Palavra: “...viu e ouviu...”. Homens chamados à pregação sabem da seriedade da Palavra, porque atingiu seu próprio viver. Paulo pode dizer com firmeza: “Ai de mim se não pregar o evangelho”. Aqueles homens não brincavam de pregação; não viviam chamando a atenção para eles mesmos. Eles sabiam da responsabilidade que pesava sobre seus ombros; sabiam que eram porta-vozes de Deus aos homens pecadores e mortais. A mensagem que eles tinham valia mais do que a vida deles, por isso muitos foram presos, torturados e assassinados. Foi nesse espírito que Paulo partiu para a obra e até mesmo fez da prisão um lugar de púlpito para a pregação. Foi nesse espírito de fidelidade e ardente amor pelo seu povo que Estêvão encarou a oposição religiosa de Jerusalém para falar-lhe a verdade, mesmo custando sua própria vida.
        Também, o texto acima mostra o quanto a mensagem é entregue por Deus a um coração submisso e obediente: “...quem esteve atento... e a ela atendeu?”. Após ter negado o Senhor três vezes, Pedro voltou humilde e pronto a confessar a mediocridade do seu amor em relação ao Mestre. E ali aquele homem foi encarregado de pastorear o rebanho. Se houver um mensageiro orgulhoso, certamente Deus lidará com ele, até que ele se humilhe. Deus permitiu que Paulo ficasse cercado de problemas físicos, a fim de que Seu servo ficasse livre do orgulho. O orgulhoso corre à frente de Deus, enquanto o humilde para perante o Senhor para expor sua condição e incapacidade. Quem tomar a frente de Deus para pregar, quando Deus não o enviou, certamente terá a mesma missão que têm os falsos mestres.
        Qual é a mensagem que Deus entregou aos Seus servos? A resposta está no próprio texto de Jeremias 23: “Eis a tempestade do Senhor!...”. É exatamente isso o que sai da boca de Deus,  a fim de que Seus profetas proclamem? Claro! Os que são chamados à pregação devem levar a água que recebe, pois ela é pura e cristalina. A palavra de Deus não deve passar pelo nosso julgamento, somos nós que temos de ser julgados, antes de irmos à batalha. Qualquer sinalzinho de medo ou de descontrole emocional significa que não está pronto. Qualquer medo de perder amizades e posição, é sinal que não pode representar o Rei da glória. A mensagem de Deus não pode ser entendida como o mundo quer entender. Para entender o amor de Deus, o pregador deve saber acerca do furor de Deus. A mensagem dada trata do amor Dele, mas também trata do furor Dele: “Eis a tempestade do Senhor! O furor saiu...”.
        Ninguém saberá do amor de Deus, sem saber da Sua fúria, do terror, de uma santidade que foi ofendida por nós. O amor do Senhor só pode ser visto na cruz, onde Seu Filho foi pregado, mas antes disso tem uma lei que foi quebrada e que grita, xingando a todos de “Malditos!”. Afinal, a mensagem dos falsos mestres contem essas coisas? Não! O falso mestre é um humanista, ocupado colocar seus remédios nas feridas dos homens. O falso mestre pega as Escrituras e as torce, a fim de tirar todo conteúdo de “negativismo”, a fim de pegar o que ele acha que é bom para o povo. Mas na realidade, o falso mestre é cruel, egoísta e interesseiro. Não demora para que todos vejam quem é o elemento cheio do poder da mentira de satanás, capaz de induzir outros a maiores erros.

O CLAMOR DOS ELEITOS (7)


                                   
“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
O CLAMOR PELA SUA CONDIÇÃO DE POBREZA ESPIRITUAL: “Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança”
        Outra lição aparece no tocante ao clamor dos eleitos, é que eles veem a vida de retidão aqui como algo impossível: “...e a retidão não nos alcança”. A alma que clama por salvação, que se vê perdida, nada vê de justiça em si mesma; ela olha para si e só sua própria tortuosidade e incapacidade de alcançar as perfeições de Deus. Ela tenta de todos os meios, chega a frequentar religiões, coloca-se sob as instruções dos homens, mas sempre se depara com a impossibilidade da retidão. Sua alma é vista sempre direcionada por caminhos tortos. Ela olha a lei de Deus como sendo perfeita lei e declara-se a si mesma como maldita, porque quebrou a lei. Todos os esforços religiosos e toda tentativa para moralizar seu viver aqui não passam de pretensões inúteis. Por essa razão os perdidos clamam, dizendo que é impossível.
        Os eleitos (ou perdidos) não estão procurando viver em santidade; eles não querem ser hipócritas; não querem agir com falsidade. Na visão dos eleitos só há escuridão, pois não veem qualquer escape. Foi assim com Abel, porque ao ter consciência de sua condição, eis que a tristeza ocupou seu viver e não descansou até que achou o caminho de escape, mediante o sangue do cordeiro (Gênesis 4). Os eleitos não tentam “empurrar com a barriga”. Quando eles são despertados pelo poder da graça, logo eles se asseguram que estavam enganados, iludidos pelas artimanhas dos homens, por aqueles que são usados por satanás no propósito de prender as almas em seus embustes religiosos. Os não eleitos tentam ser o que não podem ser; fazem de tudo para serem, religiosamente falando, os melhores aqui. Eles utilizam um tipo de vestes religiosas, costumes religiosos, linguagem religiosa, etc. na tentativa de encobrir a situação agravante de seus corações, mas é inútil, porque a vida é tortuosa. O mundo está lá dentro, os vícios lhes convidam; os prazeres lhes chamam, o amor às riquezas lhes e seus ídolos lhes fascinam com promessas ilusórias.
        As almas que são despertadas por Deus logo veem que diante do Senhor são pobres e miseráveis. Mesmo que por foram sejam ricas, com todo conforto material aqui, os eleitos reconhecem que diante de Deus são mendigos espirituais. Eles são chamados pelo Senhor de “Pobres de espírito” (Mateus 5:2). Esse é o verdadeiro estado de pobreza, visto por Deus. Essa é a verdadeira humildade que Deus exalta; essa é a mão que realmente está vazia, solicitando da parte de Deus aquilo que de fato vale a pena ter. Humildade, sinceridade e confissão fazem parte dos eleitos. Com seus olhos abertos pela graça eles veem realidades eternas. Debaixo dos seus pés eles percebem que o abismo está escancarado e que facilmente poderão cair no terror eterno. Acima deles está a glória celestial e eles não acham ninguém aqui neste mundo que poderá lhes levar a Deus. Por essa razão os eleitos clamam por salvação.
        Já mencionei tanto Saulo de Tarso, mas vale a pena usar a vida desse homem como ilustração daquilo que aqui tento mostrar aos meus leitores. Saulo foi esmagado, por assim dizer, diante da luz que veio da glória de Cristo. A luz do sol não passou de lamparina ante o facho de luz que partiu do santuário celestial. Os eleitos perguntarão com Saulo: “Quem és tu Senhor?”. Os perdidos dirão com Isaías: “Ai de mim, vou perecer!”. A alegria da salvação vem quando os eleitos percebem a glória do Salvador; quando eles sabem acerca Daquele que veio ao mundo buscar pecadores. Eles são descobertos pelo evangelho. Quando Jesus deixou a casa de Zaqueu, um coração ficou ali tomado de prazer, porque o Senhor passou a habitar na vida de alguém que Ele mesmo salvou.

terça-feira, 4 de junho de 2019

O CLAMOR DOS ELEITOS (6)


                         
“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
O CLAMOR PELA SUA CONDIÇÃO DE POBREZA ESPIRITUAL: “Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança”
        Os eleitos clamam, devido sua condição de pobreza espiritual. Eles veem que estão em falta em relação a Deus; eles sabem o quanto é imensamente grande a dívida que têm contra Deus e a falta de paz traz terrível aridez em suas almas. Quando devemos a alguém, a falta de paz vai manifestar-se em relação àquela pessoa. É triste ver como a multidão acha que está tudo bem! Satanás disseminou mentiras religiosas na mente e nas emoções todos em relação a Deus e tais mentiras resultaram numa miserável falsa paz. Mas não é assim com os eleitos, porque quando são despertados para buscar a salvação, eles logo veem a condição individual na balança de justiça divina. Por mais religioso que for, o homem despertado por Deus tem seu coração rasgado perante o Santo e Sublime Senhor. Não foi assim com Isaías? Tudo ia aparentemente bem com aquele moço, mas quando pode ver a glória de Deus, imediatamente seu conceito de vida foi desmoronado, e quando viu sua miséria e culpa, eis que pode presenciar o inferno aberto perante ele: “Ai de mim! Vou perecer”
        Os eleitos clamam porque percebem que não há paz sem justiça. E onde achar tal justiça? Não é achada neles! Eles veem que não pode pagar a Deus o resgate de suas almas; eles sabem que se morrer, certamente cairão no castigo eterno. Por essa razão os eleitos clamam; eles sentem seus pecados, veem sua perdição e o merecido castigo escancarado perante seus olhos. Os pecadores por quem Cristo morreu são pessoas humilhadas diante da verdade. Eles dizem: “...a justiça está longe de nós...”. Eles já olharam para todos os lados e não viram qualquer lugar de escape, por isso clamam: “Quem nos poderá salvar?”. A luta do homem no pecado é para provar que Deus está errado; eles argumentam em palavras e em obras que há justiça neles; que são bondosos, fazem caridade, têm Deus no coração e que merecem um lugar de descanso após a morte. O que a palavra de Deus diz não tem qualquer valor na mente do homem no pecado, pois no íntimo declaram que Deus é mentiroso e que eles têm a verdade.
        Desconhecendo a Deus, eis que os homens no pecado acham que seus pensamentos, suas ideias e palavras superam tudo o que Deus diz. As Escrituras não têm valor de documento, porque para eles, suas mentiras são vistas como reais documentos. O Deus santo, entretanto vê as obras deles como trapos; declara que os pensamentos deles não são Seus pensamentos. Eles seguem seus caminhos achando que estão limpos, quando Deus os intitulam de “imundos”; acham que detêm a verdade, enquanto Deus os chama de “mentirosos”; seguem arrogantes, pensando que estão indo na direção da felicidade, quando realmente estão sendo levados ao matadouro. É triste ver a situação dos homens, na tentativa de exibir a justiça própria, mas o que eles fazem é usar uma balança errada. Ao invés de pesar na balança divina, eles utilizam as balanças dos homens aqui.
        Quanta diferença com o que passa no íntimo dos eleitos! O chamado da graça eficaz faz com que eles passem a ver. Eram cegos, mas agora veem que estão perdidos. Por essa razão eles clamam e confessam a condição deles, exatamente de acordo com o que a Bíblia diz. Quando o ladrão na cruz foi despertado, não demorou para que ele mesmo condenasse a si mesmo, dizendo que merecia o castigo; ele viu sua perdição, mas pode contemplar o escape, porque o Salvador bendito estava ali perante ele. Era o momento certo para escapar da condenação. Ele não olhava o mundo, ele via o inferno aceso lá embaixo, mas viu a esperança do Paraíso, por isso clamou para o Braço forte do Redentor.

A MENSAGEM DO FALSO MESTRE (9)


          
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deem ouvidos às palavras dos profetas que profetizam entre vós e que vos enchem de falsas esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: “O Senhor disse: Vós tereis paz; e a todos os que andam segundo a dureza do seu coração dizem: Nenhum mal lhes sobrevirá” (JEREMIAS 23:16-22).
O LUGAR DA VERDADEIRA MENSAGEM: “Porque quem esteve no conselho do Senhor...”
       O chamado à pregação da verdade leva o servo do Senhor a viver continuamente nesse santo lugar dos mistérios do evangelho. Paulo diz em Efésios que Deus o chamou para pregar os mistérios e eles estão na palavra de Deus. Os falsos mestres podem ter a bíblia na mão, mas estão fora do santuário; a palavra de Deus será obscura para eles. Nas mãos dos servos de Deus a palavra é a espada do Espírito, nas mãos do falso mestre não passa de um ramalhete de flores. Entrar nos mistérios da palavra é envolver-se no conselho do Senhor; é cercar-se dos santos e eternos pensamentos que envolvem as decisões das três Pessoas da santa triunidade. Deus jamais entregará Seus mistérios a elementos que não foram chamados à pregação; o evangelho bíblico revela a glória de Cristo; são riquezas da verdade jamais vista nem entendida pelos homens.
       Significa que a pregação da verdade requer conhecimento dos planos eternos de Deus. O falso mestre tem a mensagem que envolve a vida aqui; suas promessas estão ligadas ao deus deste mundo; está sempre temperada de humanismo e desperta a atenção daqueles que estão envolvidos com este presente século perverso. Os falsos mestres abrem a bíblia, mas eles tocarão maliciosamente na palavra; eles serão sempre espertos em manejá-la, na tentativa de satisfazer o povo, exatamente naquilo que o povo gosta. Os falsos mestres usam a mentira religiosa, porque desperta a atenção do povo. Os que foram chamados à pregação são os porta-vozes do Senhor. Os servos de Deus costumam gastar tempo na Palavra.
       Os homens que Deus chama não brincam com as Escrituras. A palavra de Deus é temida por eles; eles são mantidos em constante vigilância contra o orgulho. Paulo foi o instrumento de Deus em trazer os mistérios do evangelho que seria pregado aos gentios, mas Deus permitiu que Paulo ficasse em constante fraqueza física, a fim de manter Seu servo humilde e em constante dependência da graça, para que jamais viesse a se orgulhar. Os que são chamados à pregação da verdade não buscam glórias para si mesmos; eles não têm interesses em fama, prestígios, riquezas e bajulação dos homens. A pregação da verdade envolve a vida dos servos de Deus em constante vigilância, eles devem estar sempre perante o trono de misericórdia, sempre em confissão de suas fraquezas e na santa dependência da graça.
       “No conselho do Senhor”, os servos Dele devem estar ativamente envolvidos no conhecimento da palavra. O falso mestre já tirou nota 10 em suas heresias, mas os que são chamados à pregação aprendem sempre. A bíblia deve ser lida constantemente, porque eles estão lidando com a mensagem eterna. Seus corações devem estar lotados da verdade a todo instante, para que eles possam ter o que pregar. Eles não podem ser preguiçosos no uso da palavra, caso contrário estarão fora. Eles devem estar munidos das riquezas eternas; devem estar prontos para pregar todos os dias, por isso devem estar preparados. Não há lugar para canseira; não há lugar para desculpas. Todos os livros que os servos de Deus têm devem estar subordinados à Palavra da verdade. Se os crentes conseguem ler a bíblia uma vez por ano, os homens chamados à pregação devem ler a palavra, pelo menos uma vez por mês.
       Aprouve ao Senhor usar homens para pregar aos homens; usar mortais para pregar aos mortais; usar fieis para pregar aos infiéis; usar homens que foram salvos, a fim de pregar aos perdidos.