sexta-feira, 29 de setembro de 2023

OS SEIS AÍS DE DEUS CONTRA OS HOMENS (13)

 


Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas” (Isaías 5:4)

O CONSEQUENTE JUÍZO: “Portanto, meu povo será levado cativo…”

Na página anterior pude mostrar a todos o realmente ocorre quando os homens, por causa do orgulho resultante de uma vida próspera se afastam do Senhor. Vimos que há uma indiferença diante da realidade das coisas, pois perdem a noção da realidade da vida. Eles usam a música e a embriagueis justamente anular a verdade. A música tem em vista manter o que eles acham ser felicidade, enquanto o álcool tira o discernimento.

Mas eles vão mais longe, chegando à perda da razão: “...nem consideram as obras de suas mãos”. Eis o terrível laço do pecado e do diabo, porquanto sem essa visão clara, inequívoca dos atos de Deus, os homens não percebem que caminham em direção ao tenebroso juízo de Deus. Vemos isso em nossos dias, pois essa festa carnal, com instrumentos e músicas sem qualquer noção, com comida e bebidas, os homens se entregaram às mais profundas vaidades, com seríssimas consequências.

Devo prosseguir mostrando os inevitáveis juízos de Deus e para isso devemos examinar o verso 13: “...meu povo será levado cativo…”. A primeira lição aqui é que Deus está lidando com Israel, seu povo no Velho Testamento, povo com quem fez Ele a aliança da lei. É a partir de Isaías que Deus avisa através de seus profetas a punição que viria contra a nação, através da Babilônia. É fato que demorou mais de cem anos para que isso ocorresse nos dias do profeta Jeremias. Mas foram várias as vezes que Deus usou outras nações para castigar o povo de Israel.

Que lição podemos trazer para nossos dias? A primeira lição é que os homens que vivem nessa falsa impressão de liberdade não passam de escravos do pecado e são usados pelo diabo para fazer o que estamos vendo em nossos dias. A próxima lição é que não podemos descartar o fato que Deus é poderoso para tirar os bens e trazer fome, miséria e escravidão aos povos. A história prova o quanto Deus usou inimigos para destruir várias nações. Hoje o comunismo é a diabólica que Deus autoriza para punir um povo rebelde. Várias nações até hoje estão bebendo esse veneno de castigo e bem pode ser que o Brasil não escapará da aterrorizante mão punitiva de Deus, através dos açoites desses elementos.

Outra lição é que à medida que o povo avança em abrir o horizonte para se extravasar em seus pecados, Deus permite que eles vão se aviltando cada vez mais. O pecado rebaixa o homem à uma condição abaixo dos animais. Estamos vendo essa triste consequência em nossos dias, quando animais como cães, gatos e outros estão sendo mais bem tratados do que os seres humanos. Satanás é perito em matar, por isso avança a crueldade uns contra os outros e chegam ao ponto de criar leis que protegem os malfeitores e permitem a matança de inocentes, como acontece com abortos no mundo inteiro. O que acontece é que queriam liberdade e Deus faz com que a liberdade que eles tanto queriam sejam transformadas em um cárcere imenso, porque eles não conseguem mais escapar.

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

OS SEIS AÍS DE DEUS CONTRA OS HOMENS (12)


Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas” (Isaías 5:4)

A TENTATIVA POR CONQUISTAR ESSE ESQUECIMENTO: “liras e harpas, tamboris e flautas há nos seus banquetes…” (v.12)

Temos visto em Isaías o quanto o amor ao deus mamon cria estratégias para avançar no mal. O que parece aos homens ser um corredor de felicidade, se torna um túnel da maldade. Vimos como o amor aos bens desta vida leva os homens a se insurgir contra Deus. Era assim que agiam em Israel, pois de se humilhar e render graças a Deus eles se uniram para proclamar a alegria carnal. Participavam das cerimônias religiosas em Jerusalém, mas era tudo aparência e não algo do coração. No engano do pecado eles achavam que enganavam o Deus de Israel, mas não percebiam que estavam atraindo os juízos de Deus.

Vimos também como suas festas eram curtidas de instrumentos e estes servem para fantasiar o ambiente numa atmosfera de aparente felicidade. Havia todo tipo de instrumentos e isso pode ser usado para tirar a mente da realidade e impulsionar as emoções. Também o ambiente era curtido de vinho, porque tira o entendimento. Eles se enchiam de álcool e não da verdade, o que para eles era noção de felicidade, de gozo e prazer, anulando Deus e sua glória.

Afinal, não estamos nós presenciando essa mesma euforia carnal de diabólica em nossos dias? Claro. O mundo atual tenta produzir uma sociedade que se acha sem culpa; quer criar um contexto de felicidade derivada de uma divindade inventada em seus corações. Eles querem curtir a vida, inventaram uma religião deles, forjaram um sistema de culto conforme a natureza carnal quer e estão aí assentando para comer e levantando para se divertir. É exatamente o que vemos em nossos dias.

Agora chegou o momento para que chequemos a intenção: “...e não olham para a obra do Senhor, nem considerem as obras de suas mãos” (verso 12). Será que podemos entender isso? Será que temos capacidade de visualizar a situação atual à luz do que Deus diz? O que acontece é que qualquer ídolo criado no coração tende a desviar o homem de Deus. Quando Roboão, rei de Jerusalém viu que a vida estava boa, imediatamente abandonou o Senhor, trazendo ruína para sua vida e para seu reino (2 Crônicas 12). Já vimos a respeito de Uzias, porque quando se sentiu dono de si, imediatamente abandonou o Senhor para incendiar-se no orgulho próprio.

Duas coisas vemos no texto que estava acontecendo com o povo de Israel nos dias de Isaías. A primeira foi a perda de uma visão óbvia: “...e não olham para a obra do Senhor...”. Examinemos essa verdade. O pecado tem a função de trazer imediata cegueira espiritual. Mesmo que mostre tudo a respeito dos atos de Deus aos homens que se deliciam no pecado, eles não vão ver. Não esquecemos que foi isso que nosso Senhor mostrou em João, pois o povo via os sinais e maravilhas feitas por Cristo, além dos seus ensinos, mas eles reagiam erradamente, querendo condenar e assassinar o Senhor.

Não tem algo mais absurdo na vida do que usufruir dos bens deste mundo, sem ver que foi Deus quem fez e que Ele é digno de todo louvor e ações de graças. Essa cegueira é fruto de corações arrogantes e os homens não só são culpados, como também enfrentarão os juízos terríveis de Deus. No Salmo 37 Deus ordena aos crentes para não se indignar contra os malfeitores, nem ter inveja dos que praticam a iniquidade. Por que? A resposta vem de imediato: “Porque cedo serão ceifados”. Veja que a cegueira do pecado é que faz o homem ser o que é e fazer o que faz, para não dar a Deus a glória que só a Ele é devida.

39 - Exposição Chamados a guerra - Efésios 6:10-20 | Pr. David Sena

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

OS SEIS AÍS DE DEUS CONTRA OS HOMENS (11)

 

Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas” (Isaías 5:4)

A TENTATIVA POR CONQUISTAR ESSE ESQUECIMENTO: “liras e harpas, tamboris e flautas há nos seus banquetes…” (v.12)

Avancemos no exame desse texto tão revelador, para que conhecemos o que acontece quando os homens na fartura e prosperidade esquecem de Deus. Lembremos que Deus está olhando o resultado da sua vinha em Israel e declara que a plantação produziu umas bravas. O que Deus via eram homens arrogantes e dispostos a desafiar a Deus.

Trago essas verdades para nossos dias, porque vemos o mesmo acontecendo quando um povo, no amor pelo dinheiro se enlouquece à busca de diversão, a fim de esquecer de Deus. Assim como acontecia em Israel, vemos os homens também com suas festas, tentando aliviar suas consciências, até mesmo dentro de igrejas, para esquecer de Deus.

Voltemos nossos olhos ao texto de Isaías 5:12. O que temos agora é o resultado do orgulho que tomou conta dos homens naqueles dias. Ao invés de cair aos pés do Deus de Israel em santa devoção e consagração, o que eles faziam era promover festas e mais festas, com instrumentos musicais e vinhos. Veja os instrumentos: “...harpas, alaúdes, tamboris e gaitas…”. Eles não tinham em vista fazer culto de ações de graças; não havia neles a alegria por ter um Deus assim, tão bondoso, que supria com largo amor o que eles precisavam para viver como peregrinos sobre a terra. Eles não queriam fazer culto racional, mas o culto das emoções, promovendo felicidade

Vemos essa euforia em nossos dias. Vemos um povo que quer esquecer de Deus e de suas responsabilidades. Hoje eles têm tudo, tem carro, casas, comidas, roupas, empregos, televisão, celulares, viajam, passeiam e muitos fazem turismos internacionais, etc. Tudo agora é festas; suas músicas vêm com sons estridentes; suas festas são cheias de comidas, cervejas e assim cantam, cantam e cantam com deboche, com letras sensuais e fazem barulhos. Todos estão envolvidos nessa algazarra. A música vem com a intenção de mobilizar o ambiente e o vinho tem em vista transtornar as funções mentais e emocionais.

O que eles querem é fazer o ambiente cheio de alegria, mas de forma carnal, sem base, sem raciocínio, sem qualquer razão. Querem ser felizes, apenas felizes, mas sem Deus. Como pode? Ele estão cercados de fartura, então querem adorar o deus mamon; querem sentir a felicidade da carne; querem esquecer de que há um Deus que criou todas as coisas, diante de quem eles devem adorar, temer e tremer; querem abrir outro caminho, o caminho que leva às práticas de maiores iniquidades.

Nos dias de Isaías havia os costumes religiosos, embasados na lei de Moisés. Os crentes adoravam a Deus em obediência àquilo que Deus estabeleceu para a nação de Israel. Mas a multidão não queria isso. Eles queria fazer do jeito deles. Não havia em seus corações o temor ao Senhor, por isso achavam que podiam persuadir Deus segundo o que pensavam.

Em nossos dias acontece o mesmo. O povo envolvido na prosperidade mundana tenta manobrar Deus; acha que pode cultuar a Deus do jeito deles. Trouxeram músicas mundanas para os cultos; trouxeram um fervor carnal para os cultos; fizeram do ambiente como se todos fossem tomados de alcool, onde querem apagar todo temor e sentir que são alegres e felizes numa suposta adoração. Foi assim com Israel e é assim que acontece em nossos dias.

terça-feira, 26 de setembro de 2023

OS SEIS AIS DE DEUS CONTRA OS HOMENS (10)

 

Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas” (Isaías 5:4)

A BUSCA POR FESTA PARA ESQUECIMENTO: “Ai dos que ajuntam casa a casa…”

Os que estão familiarizados com a história bíblica, pode lembrar bem do famoso “bezerro de ouro” feito pelos rebeldes de Israel à beira do Monte Sinai (Êxodo 32). Sem querer narrar o histórico, só faço menção do propósito daquele ídolo. Era um povo que se sentia livre da escravidão e não tinha mais seus exatores trazendo-lhes sofrimento, como ocorria no Egito. Mas a liberdade deles foi usada de modo errado, não foi para tributar louvores ao Deus que lhes tirou da escravidão com mão forte e poderosa. O coração deles estava fervendo de anseios por dar toda vazão aos anseios carnais, por isso fizeram o bezerro de ouro, para que fosse visto como a divindade que lhes tirou do Egito e que queria vê-los livres e felizes. Foi o que fizeram, pois assentaram para comer e levantaram para se divertir.

Por que os homens querem riquezas? A razão clara é que eles querem curtir a vida e a riqueza rasga o cenário e mostra o mundo com seu divertimento, avançando cada vez mais para as mais terríveis expressões do pecado. Foi o que Israel fez naqueles dias, pois com a vida cheia de prosperidade e tendo dinheiro para divertimento, então partiram para a felicidade banal que a carne tanto deseja. Eles queriam festas e até mesmos os cultos solenes no templo em Jerusalém tinha em vista seus prazeres. Era para mostrar ao Deus de Israel que eles estavam bem; que faziam tudo o que Deus ordenava na lei, como vemos no capítulo 1. Mas era tudo engano da carne, achando que podiam manipular Deus.

Afinal o que é que o povo fazia? Era errado divertir? Não. O problema era a motivação, pois o progresso material deles só mostrou a corrupção dos seus corações. Uma vez que pensavam ter manipulado Deus, então à frente para eles havia a liberdade para expressar seus insanos desejos de um coração corrompido. Já vimos o verso 8: “Ai dos que ajuntam casa a casa…”. Isso foi visto como o começo. Agora vejamos o que Deus em sua ira faria com Israel: “A meus ouvidos disse o Senhor dos exércitos: Em verdade, muitas casas ficarão desertas, até as grandes e belas, sem moradores”.

O que nosso Senhor está querendo dizer? Veja bem que o texto mostra a conversa entre as duas Pessoas da divindade, como vimos no começo do capítulo 5. Mas agora o que aparece são palavras de juízo. Os homens são assim, sempre pensa que a prosperidade continuará e que a vida será bela, sem qualquer interferência divina. Quando a vida é bela, próspera e cheia de aventuras românticas da carne, os homens pensam que tudo continuará assim. Para Belsazar, a festa no palácio duraria e que ninguém tiraria esse prazer, mas foi naquela mesma noite que ele foi morto e Babilônia foi tomada pelo exército Medo Persa.

Não há engano maior do que o que é promovido pela felicidade de uma vida livre e bela. O mundo de hoje vive assim; para a multidão tudo à frente é agradável, lindo e acham que estão recebendo as bênçãos de Deus para seus atos malignos. Que o Senhor venha abrir os olhos de muitos, para que sejam acordados, antes que o juízo chegue e os pegue desprevenidos. A impressão de liberdade num viver de prosperidade carnal é a mais perigosa armadilha que pega milhares desprevenidos.

Pregação Vícios para esquecer a realidade - Os AIS de Deus - Isaías 5 :1...

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

OS SEIS AIS DE DEUS CONTRA OS HOMENS (9)


Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas” (Isaías 5:4)

A BUSCA POR FESTA PARA ESQUECIMENTO: “Ai dos que ajuntam casa a casa…”

Querido leitor, estamos vendo que o pecado é o mesmo, com suas táticas e consequências em qualquer época e em qualquer lugar, porque o homem é o mesmo. O que aconteceu com Israel é que o povo prosperou muito durante o reinado de Uzias, mas foi uma prosperidade que arruinou suas vidas, porque afastou o povo de Deus. É o que ocorre quando as vida material vai maravilhosamente bem. Foi o que Deus advertiu o povo desde a entrada na terra prometida, dizendo que quando as coisas estivessem bem e eles tendo de tudo que receberam de Deus, certamente iriam esquecer o Senhor e abandoná-lo.

Mas é o que está acontecendo ultimamente, quando tudo hoje parece maravilhoso, fácil e um mundo moderno sorri para todos. O que acontece é que o Deus da bíblia é retirado e posto em seu lugar outra divindade – o deus mamon. Foi assim com Israel e é o que acontece hoje. Veremos agora as consequências terríveis contra Israel e o que poderá acontecer em nossos dias, quando vemos o estado em putrefação desta atual geração, tão rebelde e arrogante.

O que fazer para eliminar todo conceito de Deus no íntimo? Voltemos ao texto no verso 8: “Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar e fiquem como os únicos moradores no meio da terra”. O que Deus quer nos ensinar? Israel havia prosperado materialmente, mas esqueceu do propósito das bênçãos materiais. Tornou-se um povo egoísta, esquecendo de que as bênçãos terrenas vêm de um Deus bondoso. O dono da prata e do ouro ergueu à nação um período atípico para Israel, mas o povo esqueceu do Senhor. O propósito desta vida é a glória; tudo que recebemos vem Dele e devemos oferecer-lhe glórias, louvores, adoração e nossos sacrifícios a Ele. A vida é assim, caso contrário tudo se transforma num palco de maldade e de juízo. Mas não foi assim com Israel. A nação se desviou de Deus, porque o amor às riquezas deu margens para eles tentar manipular Deus através da religião, como vemos no capítulo deste livro.

O que a riqueza sem Deus faz? Imediatamente satanás se torna a divindade tão querida e abraçada no íntimo. Quando isso ocorre, eis que os atos egoístas aparecem, insurgindo contra Deus e escapando das suas responsabilidades. O amor às riquezas tornam a vida de alguém um saco sem fundo e nunca o homem vê uma luz na caverna que lhe dê segurança de que as riquezas vão continuar. Perder um deus é motivo de terror para o homem. Quando Labão foi roubado dos seus deuses, isso foi causa de maior ódio da parte dele em relação a Jacó (Gênesis 31). Por essa razão é que os homens querem ajuntar “casa a casa”, “campo a campo”. Os homens brigam por possessões e não importam com as dificuldades do seu próximo e muito menos de Deus.

Na vida do crente todo seu objetivo é ser fortalecido no homem interior, conhecendo seu Deus. As riquezas não moveram a vida de Abraão nem de Jó. Eles sabiam como administrar seus bens com fidelidade, mas sabiam quem era o dono de suas posses. Muitos crentes são deixados sem riquezas, mas sabem que a riqueza maior está no descanso em confiar plenamente em Deus, o qual cuida em suprir suas necessidades. Mas onde está o perigo? O perigo está no fato que o homem quando conquista liberdade material, ele procura ser forte para se sentir livre de Deus no íntimo. Até onde o amor às riquezas podem levar o homem?