sexta-feira, 17 de abril de 2020

SERVOS FIEIS (2)


                              
“Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará” João 12:26
SERVOS FIEIS SÃO SEGUIDORES: “Se alguém me serve, siga-me...”
        Notemos bem as palavras do Senhor aos Seus discípulos: “Se alguém me serve, siga-me...” Como a vida cristã apresentada pelo Senhor vai diametralmente oposta ao sistema evangélico curtida nestes dias. Ser discípulo hoje significa conhecer algumas verdades na mente e ser preparado para ser membro de alguma denominação. Nas palavras do Senhor ser discípulo Dele é segui-Lo. Foi esse o estilo de vida dos crentes na igreja primitiva, porque todos os que criam seguiam a Cristo na maneira de viver, por isso eles eram conhecido como os “seguidores do Nazareno”, ou denominados de “cristãos”, pois se identificavam com Cristo no viver.
        Na verdade, pelo evangelho Cristo chama pecadores a segui-Lo; o caminho do Mestre é nosso caminho; Suas leis são nossas, Seus ensinos devem ser aprendidos e Seus preceitos aplicados no viver diário. Não fomos chamados a criar nosso próprio sistema de vida cristão. Podemos perceber nos verdadeiros discípulos do Senhor o quanto eles amam e se apegam a Palavra de Deus. Eles são ovelhas e se alimentam das palavras do Senhor; eles são obedientes e ouvem a voz do Pastor que vai à frente; eles sabem bem por onde vão e têm certeza do caminho pelo qual seguem o Senhor rumo ao lar. Os crentes de Tessalônica abandonaram seus ídolos para servir ao Deus vivo e verdadeiro. Não tem como burlar a vida cristã, porque o cristianismo é provado no viver. Os crentes seguem o Santo Senhor, por isso detestam o mau caminho do mundo, buscam diariamente na oração e na palavra uma real dependência de Deus no viver. Jamais os salvos vão estar onde nosso Senhor não estaria; jamais trilharão pelos caminhos ímpios deste mundo. O rebanho de Deus está junto no redil do bom Pastor, num ambiente cristão onde adoram o Senhor na realidade da verdade.
        Assim, não somos seguidores de longe. O verdadeiro cristianismo não é constituído de meros admiradores. Não estamos nas arquibancadas, mas sim na arena em pleno combate contra o mal. Cristo não dá vida eterna para os que sentem bem com o mundo e desprezam o ambiente cristão. Aliás, ter vida eterna significa ser diferente dos que não a possuem. Se alguma ovelha começa a afastar-se do caminho santo, o Senhor a busca e muitas vezes a trata com severa disciplina, por causa do Seu grande amor que corrige os santos. Percebe-se que Simão Pedro foi deixado em seu orgulho, a fim de que pudesse ver o quanto não passava de covarde e disposto a negar o Senhor. Pela graça mostrou ser um seguidor do Mestre, pois com coração contrito e cheio de sincero arrependimento voltou para a presença daquele que tanto provou perfeito amor por ele.
        Alguns creem, mas não seguem o Senhor. Já lidei com alguns assim, pois mostraram no começo grande ânimo e aparente convicção. Mas seus corações não estavam ligados ao Senhor. Eles apreciaram a doutrina e admiraram as maravilhas da graça, mas o tempo provou que na provação não tinham o Espírito Santo neles, pois olharam para o mundo, para as felicidades e promessas de uma vida terrena melhor, por isso abandonaram o reto caminho. Nos dias de Cristo muitos fizeram o mesmo, porque creram Nele, mas ficaram com medo das autoridades religiosas e não foram como o cego de nascença que confessou seguir a Cristo, mesmo que tenha custado tão caro para ele.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Pregação - A herança de Cristo para o seu povo - João 14:27 - Pr. David ...

SERVOS FIEIS (1)


                                             
“Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará” João 12:26
INTRODUÇÃO:      
        Que entendamos bem este texto, porque preciosa e prática lição vem para nós os crentes. O livro de João é dividido em duas partes. Na primeira que vai do capítulo 1 ao capítulo 11, nosso Senhor lida com o mundo, onde Ele se apresenta dizendo que veio dar vida. Essa é a mensagem que vemos em lições profundas, carregadas da graça abundantes e cheias de ilustrações. E no capítulo 11 encerra com a ressurreição de Lázaro, a fim de mostrar o poder que o Senhor tem de dar vida aos mortos.
        A segunda parte começa no capítulo 12 e segue até o fim do livro, mas é a partir desse capítulo que nosso Senhor ajunta Seus discípulos numa comunhão impressionante com eles. De imediato Judas sai e o Senhor passa a dar lições importantes aos Seus servos, os quais nesse cenário representam a igreja que pela Sua morte seria comprada. Que lição o Senhor traz para nós nessa passagem! É o momento angustiante, porque agora sua direção é centrada na cruz. O Cordeiro veio para realizar a obra de salvação dos eleitos, conforme os planos eternos estabelecidos pela vontade do Pai. Agora é o momento quando Ele vai ficar sozinho com Seus discípulos, a fim de encorajá-los e consolar seus corações que começam a angustiar-se. Foi assim que Ele passou essa verdade sobre Seus servos. Ele sempre serviu, veio ao mundo para servir e todos quantos O seguem devem servi-Lo também. Tomemos isso agora para nosso viver.
        Que lição o Senhor tem nesse maravilhoso capítulo 12? Agora é o momento de partir para Sua entrega aos inimigos. Judas saiu e retornará com os inimigos; era o momento de provação para Seus discípulos, por isso nosso Senhor trata desse tema, conforme o verso 26: “Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará”. Seguir e servir ao Filho de Deus? Era mais fácil fazer isso pelo rei Davi, como ocorreu na história do Velho Testamento, quando seus valentes dispuseram para até mesmo morrer e lutar com o rei pela causa do Deus de Israel. Mas aqui era diferente. O Senhor não estava munido de espada; sua entrega na cruz era assunto entendido por Ele e pelo Pai. Naquele momento as trevas estavam se aproximando, as comitivas infernais se reunindo e o mundo pronto para seus atos cruéis.
        É nessa circunstância que o Senhor fala com seus discípulos. Os covardes O negariam, os amantes do mundo fugiriam para se reunir com os mundanos, aqueles que criam sem confessar optariam pelo silêncio e medo. O que fazer? É nesse ambiente que nosso Senhor se encarrega de mostrar aos discípulos tudo o que eles precisavam ouvir. Era a obra da redenção que seria executada pelo Cordeiro de Deus. Seus discípulos ficaram sabendo deveriam amar uns aos outros, agindo como servos uns dos outros (capítulo 13); que receberiam o Espírito Santo, a fim de serem guiados em toda verdade (capítulo 14) e que não seriam entregues a orfandade espiritual; que seriam perseguidos, porque seu Senhor foi perseguido (capítulo 15); que seriam consolados com a vinda do Consolador (capítulo 16) e finalmente nosso Senhor ora por eles, pedindo ao Pai que os proteja e os guarde (capítulo 17)

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (3)



“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU-SE A FORÇA DA PALAVRA: “Respondeu-lhe Jesus”
        Amado leitor, que força incrível aparece nas palavras do Senhor, dirigidas aos pecadores na salvação! Quantos desprezam o evangelho e aos poucos trabalham para revestir a mensagem dos poderes e invenções dos homens, achando que a mensagem precisa de nossas habilidades. O que Paulo diz em Romanos é que ele não se envergonhava do evangelho, porque é o poder de Deus. Quanta luta de satanás para tornar a mensagem santa como uma explanação medíocre e fracassada! Paulo fala sobre isso em 2 Coríntios 4:4, que o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo. O fato é que a graça opera na salvação em consonância com a fé. O céu encontra com a terra nesse encontro que resulta na salvação eterna dos perdidos, e foi assim que ocorreu na cruz.
        Mas você pode querer usar de argumento, afirmando que a graça opera quando há a colaboração do homem em crer. Porventura houve colaboração do ladrão para sua salvação? Será que ele fez sua parte em crer em Deus, caso contrário não seria salvo? Obviamente aquele homem creu e é preciso crer para ser salvo: “...para que todo o que nele crê tenha a vida eterna”. Mas nós seremos medíocres em acreditar que a fé veio daquele homem. Não fosse uma obra operada pelo Espírito em vivificar aquela alma, aquele homem teria partido para o abismo de trevas eternais juntamente com seu colega.
A.    O poder para realizar o milagre está na Palavra. Por sua própria disposição e natureza ele era um sócio do seu colega em suas maldades e propósitos infames mesmo na cruz. Seu coração carregava as mesmas armas contra Deus que toda multidão tinha. Por natureza ele não queria o paraíso celestial; ele queria um salvador terreno, queria sair livre dali como Barrabás saiu. O que aconteceu na cruz foi que a misericórdia triunfou sobre o juízo, retendo o punhal da ira de Deus; foi a invisível obra do Espírito Santo que milagrosamente arrancou o coração de pedra, concedendo-lhe um novo coração, para que invocasse o nome do Senhor para ser salvo. Tudo ali mudou segundo as maravilhas da graça, pois o soberbo se humilhou, o cego viu o real Salvador e o Paraíso celestial estava ao seu alcance para livrar-se de uma vez da punição eterna.
        Caro leitor, não há quem possa contra a Palavra de Deus. O horror de satanás e do mundo é contra as palavras que saem da boca de Deus. Ora, ali pendurado no madeiro estava o Cordeiro de Deus que tira o pecado e quem pode contra esse poder salvador Dele. Em Sua obra de salvar Ele garante que o poder está na atividade vivificadora da Sua Palavra. A humildade do Filho de Deus não O despojou do Seu poder, o mesmo poder que Ele, como sendo o Verbo divino teve para criar céus e terra e, além disso, pela mesma palavra faz sustenta o universo. Não estamos lidando com mero homem. A força de Sansão foi embora com sua desobediência, mas a força descomunal do Senhor em dar vida aos espiritualmente mortos é a mesma e o será sempre, foi essa a demonstração de que ninguém pode contra Ele, quer andando aqui, quer preso na cruz, quer no sepulcro ou mesmo no céu agora.
        Amigo, a distância jamais afetou nem afetará o grande Salvador em Sua obra de salvar. O contato de salvação da graça é com a gloriosa fé que é despertada no coração dos perdidos. Tanto faz o Senhor estar a dois metros de distância do perdido, como a milhões de km. Preso na cruz Ele salvou o ladrão; do céu Ele salvou Saulo de Tarso, e assim o grande Senhor invisível opera nos corações pela graça. Foi assim que Ele tocou no coração de Lídia (Atos 16) e assim opera o bendito Senhor, cumprindo poderosamente Sua obra planejada na eternidade em reunir Seus eleitos dos quatro cantos da terra.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

A VITÓRIA QUE VENCE O MUNDO (14 de 14)



“Daniel resolveu não se contaminar com as finas iguarias do rei, nem como vinho que ele bebia; por isso, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar. E Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos” (Daniel 1:6 e 7)
O MISTÉRIO DA FÉ Capítulo 6
        Finalizo a mensagem dizendo que a fé tem uma só fonte de alimentação – Deus: “Minha alma tem sede do Deus vivo”. Nota-se como aqueles homens tinham seus corações centrados no Alto e soberano trono e para lá dirigiam suas orações, firmados numa disposição inflexível de jamais se curvar diante da imposição de satanás mediante os homens. A fé desce em humilhação e a fim de subir em coragem; os homens que creem transformam seus corpos num arco que se curvam e suas petições são como flechas atiradas até ao céu. Que o mundo se cuide quando homens de fé realmente oram e suplicam ao seu Deus. Daniel desceu à cova dos leões, a fim de abrir sepultura para seus inimigos.
        Também, a fé tem sua posição em relação ao mundo – a morte. Foi essa a mensagem de Paulo na carta aos gálatas. Aqui não é nosso lar nem nossa pátria. O nome de cada crente está arrolado no livro de Deus; nosso tesouro está lá, por isso nossos corações sempre direcionam para o alto. O que é o mundo? É o palco onde a morte exibe seus macabros trabalhos. Para Daniel a realidade da vida aqui era a chegada da morte a qualquer instante e as circunstâncias do final estavam com Deus. Para o mundo a morte é o final de tudo, por isso é tomada pelos inimigos como emblema de vitória. Para a fé a morte física marca o começo de felicidade eterna, enquanto para os ímpios torna-se o inicio de sempiterno e indizível sofrimento. Por isso a fé encara a morte com firmeza tal que choca os perversos.
        Também, a morte traz aflição ao coração incrédulo. Foi assim com o rei Dario. Enquanto Daniel tinha absoluto repouso cercado pelos leões, o rei estava aflito, mesmo cercado de favores durante a noite. Onde o Senhor está presente, todo terror e escuridão transformam-se num ambiente de conforto e paz ao coração: “Seguro estou, não temo o temor do mal, sim guardado pela fé em meu Jesus!”. É mais do que isso, pois a fé tem sua herança na ressurreição. O conforto, as honras e todo luxo aqui na terra são como sombra que passa. Tudo aqui é desfeito e o tempo se encarrega de dar seus golpes destruindo toda aparência. A realidade das coisas vai mostrar que a consistência de tudo virá na ressurreição, por esse fato aqueles homens não temiam nada, a não ser o Senhor.
        A fé também traz consigo sua arma de defesa. Daniel não buscou defender-se antes, pois deixou com Deus, uma vez que não foi levado a um julgamento. Assim que a justiça veio, então pode abrir sua boca e dizer ao rei sobre sua inocência. As palavras de um justo vêm como sol que irradia um ambiente outrora infestado de pragas devido a escuridão. O céu desceu à terra e era Deus mostrando Sua justiça na defesa de um servo e para o juízo dos inimigos. O palácio na babilônia pode assistir o real julgamento de um Deus que livra o inocente e pune o culpado. Para Daniel a experiência foi morte, sepultamento e ressurreição.
        Também, a fé traz a lume a mensagem de salvação e de juízo. O Deus de Daniel estava presente, anunciando ali que Ele é o Deus que salva e que pune. As lições experimentadas pelos 3 amigos, por Nabucodonosor e por Belsazar não foram suficientes. Agora é o momento amargo para a incredulidade enfrentar a ira de Deus, quando aqueles homens com todas as suas famílias partiram para a eternidade de terror. Enfim, a glória de Deus foi proclamada ali na Babilônia, exatamente como Deus mesmo diz: “Sou glorificado entre as nações, serei glorificado na terra” (Salmo 46). Esse é o propósito da fé que foi entregue aos santos, pois por meio da fé Deus é exaltado, mostrando Sua força em salvar e punir um mundo culpado. Glórias ao Seu nome!

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (2)


                
“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU-SE A FORÇA DA PALAVRA: “Respondeu-lhe Jesus”
        É notável que no encontro da graça com a fé o poder para operar a tão grande salvação está na palavra de Deus. Nós estamos tão acostumados aqui no mundo a ver os atos dos homens, os quais são destituídos de milagres, mas não é o caso da graça salvadora. Os atos poderosos de Deus são feitos por Sua palavra. Foi assim na criação, pois ordenou e tudo veio a existir. Os braços físicos do Senhor estavam fixados pelas mãos pregadas na cruz, mas sua palavra não. Com isso o mundo e o diabo não podiam contar. Toda luta do diabo é evitar que os homens não sejam atraídos para Cristo e por Cristo, mas ali estava o Filho de Deus, trazendo salvação a uma alma perdida. Que linda história. Foi exatamente isso que Paulo quis dizer quando estava preso em Roma; ele afirmou que a palavra de Deus não estava algemada, e tal verdade deixa o reino das trevas apavorado.
        Aqui está uma lição de grandíssimo valor para os pregadores, pois precisamos confiar inteiramente no poder da Palavra de Deus, tanto no viver quanto na exposição dela. Vivenciamos um evangelho tão voltado aos esquemas e programas que anulamos completamente a obra soberana de Deus através da Palavra. Acreditamos que os pecadores vêm a Cristo se envolvermos o ambiente com boa música e com toda habilidade que pudermos ter para atrair os homens, mas ali estava o Senhor crucificado, distanciado de um homem, sem qualquer aproximação física, mas mesmo assim, por meio da Sua palavra trouxe poderosa salvação. Qual é a resposta para isso? “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna” (João 5:24).
        Foi sempre assim que Deus operou, para que a glória fosse Dele e não dos homens. Ele sempre equipou Seus servos com esse poder, ordenando que eles pregassem aos ouvidos do povo. Foi assim que os apóstolos saíam às cidades da Judéia, Samaria, Ásia e Europa anunciando, sem usar quaisquer meios humanos e Deus, como resultado operava maravilhas. Por quê? A resposta clara é que a graça tem essa ligação incrível com a fé. Assim que o Espírito Santo abriu os ouvidos do ladrão na cruz, a graça entrou em ação; houve a confissão que resultou na salvação imediata. Foi assim quando Pedro pregou no Pentecoste, usando a passagem extraída de Joel e mais de três mil almas se converteram e foram batizadas naquele mesmo dia (Atos 2).
        Mas você pode perguntar acerca dos contatos físicos de Cristo com os homens. Ele agiu com o leproso e o curou, por causa da Sua compaixão. Foi assim com o cego de nascença (João 9) e nos outros casos contados nos evangelhos. Mas no que tange a salvação dos perdidos Deus aprouve dar vida e essa vida vem por meio da Palavra pregada. Caro leitor, Deus opera maravilhas neste mundo e tais maravilhas vêm dizer que os homens não podem realizar. Podemos fazer algumas coisas pelos homens; podemos ajuda-los em suas necessidades, mostrar com nossos atos que os amamos e que queremos o bem deles. Mas quando lidamos com a obra salvadora, eis que a obra é totalmente de Deus.
        Já vi muitos falando do desejo de ganhar pessoas para Cristo, mas a verdade é que essa tarefa pertence exclusivamente a Deus. Podemos fazer amizades, dar nosso testemunho e convidar nossos amigos e parentes para os cultos, mas leva-los a Cristo é tarefa tão somente de Deus. Deus encaminha Seus servos para que eles fiquem perante os pecadores. Quando Paulo foi enviado a Filipos, o Senhor disse a ele que tinha muitas almas que Lhe pertenciam naquela cidade, e Paulo foi usado por Deus para pregar a essas pessoas. Somos os canais que Deus utiliza para a pregação da verdade, mas a verdade é que o trabalho é feito por Deus, a fim de chamar Seu povo e dar esse povo ao Seu Filho: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim...” João 6:37)

terça-feira, 14 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (1)


           
“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
      INTRODUÇÃO:
        Querido leito, para mim não há maior prazer, senão falar sobre a fé e a graça! Normalmente jogamos lixo fora, não tesouros. Quanto aos tesouros de Deus revelados aos homens, tais tesouros são desprezíveis e desprezados pelos homens mundanos, assim como os israelitas desprezaram o maná que veio do céu. Esses tesouros de Deus são vistos em toda Palavra e a igreja cheia de fé inunda seu ser com a graça salvadora. No verso anterior: “Lembra-te de mim quanto entrares no teu reino”, a fé foi bem destacada em seu milagre, sua força e sua plena e completa vitória. Mas ela não se exalta acima da graça salvadora, ela é submissa, mas vitoriosa. O que aquele moço buscou conseguiria achar? Nosso Senhor estaria pronto para ouvir seu clamor? Pela lei santa e justa aquele moço merecia a punição pelos seus erros, por isso a prisão perpétua lhe aguardava com ansiedade. Mas ali estava ao seu lado o Salvador bendito, e foi ali que a alma aflita achou descanso, repouso e salvação.
                               “Ó Jesus, achei descanso em teu terno coração
                                É manancial de gozo e consolação.
                                Já cheguei a contemplar-te e minha alma se inundou
                                Com a refulgente graça que ela em Ti se achou!”
        Da mesma maneira que dispomo-nos para averiguar as maravilhas da fé, devemos muito mais ver como a graça brilha intensamente quando Deus encontra um pecador em desesperada busca pela salvação. A luz é um tesouro preciosíssimo e sabemos dessa verdade quando passamos muito tempo sem ela. Naquele momento toda ocupação é voltada para o acontecimento marcante da crucificação é voltada para o desdobrar-se da maravilhosa graça salvadora em salvar um perdido pecador!
        O que aconteceu ali? Vemos o espetáculo da tão grande salvação, “pois o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”. Enquanto satanás realiza sua festa perversa, o espetáculo que o mundo e as potestades do mal querem assistir, eis que o céu festeja a eterna redenção, pois do mundo o filho mau voltou. Que maravilhoso encontro ocorrido na cruz! Por que não ocorreu quando o Senhor andava livremente pelas ruas das cidades de Judá? A resposta é que aprouve o Senhor que a esse ato de luz ocorresse no meio da escuridão espessa de sofrimento; que a alegria eterna enchesse uma alma sofredora e confessa e que o Senhor estendesse a força da Sua Palavra para salvar o perdido e o recepcionasse no céu naquele mesmo dia. Não há um acontecimento mais majestoso do que o encontro entre a graça e a fé, porque são coisas jamais vistas aqui. Não há neste mundo qualquer sinal de compaixão, amor nem justiça.
        O mundo não tem qualquer poder para enviar alguém para os altos céus, mas sim para empurrar os homens para o abismo. Mas ali estava o Salvador, desprezado por este sistema cruel. O mundo não quis o forte braço do Senhor; não quis aquele que provou ser a fonte da bondade, da vida, da justiça e do amor perfeito. O mundo ingrato quer esmagar as excelências da provisão graciosa de Deus, como foram mostradas através do Servo de Jeová. Mas, o que importa? Nosso Senhor veio cumprir a vontade do Pai e foi essa vontade santa que o Pai lhe confiou os eleitos. O mundo vil não queria, nem quer nem vai querer nada do céu, mas Deus tem Sua vontade e é da vontade que todos os pecadores por quem o Filho morreu sejam salvos. Qual é o braço forte daqui que pode superar o onipotente braço do Senhor? Foi provado na cruz que o grande Salvador enviado do céu realmente salva e o faz seguindo a vontade do Pai: “Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia” e foi assim que a graça atingiu em cheio um vil pecador, para tira-lo da perdição merecida e dar-lhe o Paraiso imerecido.