sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

OCULTOS NA CRUZ (8)




“Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gálatas 6:14)
A INCLINAÇÃO NATURAL DO HOMEM EM BUSCAR ONDE SE GLORIAR
        A cruz, também mostra quão maldito somos, porque em nosso lugar Cristo tomou sobre si essa maldição. Então, os trovões aterrorizantes da lei, seu fogo de ira e cólera mostram o quanto a cruz mostra quão maligna foi minha decisão no pecado e o quanto o Justo Deus mostra que para mim era impossível obedecer-lhe segundo as justas exigências da sua lei. Agora, imagine nós como malditos! Se uma palavra de maldição saída da boca de um homem era suficiente para trazer consequências terríveis, imagine a lei de Deus me infamando a todo instante! Imagine a lei de Deus se ocupando em derramar suas gotas de veneno, de dor, de angústia, etc. em cada parte de meu corpo, em meus pensamentos e sentimentos!
        Imagine um viver aqui sob essas circunstâncias tão terríveis! Somente o engano e o orgulho do pecado pode me fazer ignorar essas coisas. Mas, nada pode mudar os fatos, pois a lei de Deus continua com suas ameaças constantes sobre a cabeça do maldito pecador. A cruz arranca de mim todas as vestes de justiça própria; todo vestígio de orgulho, todo disfarce e chega lá dentro para revelar toda minha infâmia que vai infinitamente além das aparências.
        Pensemos também na maldição que se estende além desta vida; que ultrapassa este breve tempo e que assola os herdeiros do inferno! Somente os santos que habitam o Paraíso da Nova Jerusalém estão para sempre livre dessa voz que sacode a consciência do ímpio, a qual aqui tentou mantê-la silenciosa. Muitos pensam que após a morte o silêncio reinará para sempre. Mas quanta ignorância, pois é no inferno e lago de fogo que as almas sofrem os horrores da maldição da lei para todo sempre. O evangelho chegou a nós, a fim de revelar que a única forma de escapar dessas misérias eternas é voltar-se para aquele que ocupou nosso lugar na cruz.
        Mas a cruz também é um lugar revelador. Milhares fogem da mensagem da cruz, porque querem o consolo das doces palavras provenientes dos lábios adocicados dos falsos mestres. Satanás não quer perder as almas, por isso ele envia seus mensageiros que os mantêm ocupados e entretidos. Mas a mensagem da cruz revela o quanto desprezei meu Senhor; o quanto andei sozinho neste mundo, acreditando que eu era esperto e autossuficiente. A cruz mostra o quanto eu estava iludido e que foi a misericórdia de Deus que me livrou da mais pavorosa queda pela morte no abismo. A cruz mostra o quanto abominava o bem e amava o mal; o quanto queria o mercenário satanás em lugar do bondoso Pastor das ovelhas – Cristo Jesus.
        A cruz também mostra o quanto meu ser e meu corpo era consagrado ao mal; o quanto acreditava que tinha direitos às minhas paixões lascivas; o quanto amava o mundo e me sentia tão empolgado com suas festas, prazeres e até mesmo a religião. A cruz mostra o quanto acreditava loucamente que Deus era diferente, que era filho dele e abençoado por ele. Tudo isso era o meu prazer, e quanto a morte, eu acreditava que ela viria para coroar-me com um descanso merecido. A cruz mostra o quanto eu jazia no maligno e que o conforto do enganador; como ele mostrava ser meu amigo e o quanto era encorajado a seguir nesse lindo e largo caminho que ele consagrou para seus amaldiçoados filhos.
        Mas, ao ver tudo isso, a cruz me mostrou que somente almas arrependidas comparecem ali. Pela fé o pecador arrependido pode mirar seu Salvador, o qual ali ocupou o lugar de miseráveis. A cruz mostra o quanto tudo muda e que é a partir dali que o homem passa a viver, e viver para sempre. É a partir da cruz que a luz ilumina o caminho que leva a alma arrependida ao céu.

CHAMADO AO ARREPENDIMENTO (4)




“Não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento” (Lucas 5:32).
PERIGOSO CAMINHO TOMADO NO PECADO.
        Por que Deus chama os pecadores ao arrependimento? Não é verdade que, além de tomarmos o caminho de Caim, também desprezamos a Deus e a sua lei? O que é o pecado? Nós aprendemos com o mundo que o pecado é algo tão irrisório, como vício, mentira e outras práticas comuns vistas no meio dos homens. Ah! Quanto somos insensatos! Sem a luz da verdade brilhando em nosso coração, toda iluminação que temos vem deste sistema que tanto despreza Deus. O que é o pecado? Não foi verdade que ali no Éden viramos a costa para nosso Criador e bondoso Deus? Não é verdade que trocamos sua glória por aquilo que nada tem de proveito? Não há melhor definição para “pecado” do que esta: “Pecado é desprezar a Deus e sua glória, a fim de buscar glória em si mesmo, no mundo e no diabo”.
        Algumas pessoas continuam se banhando em sua tolice, ao dizer que amam a Deus. Mas olhemos bem para nossos caminhos. Eles são os caminhos do Senhor? Claro que não! Amamos a ele? Queremos conhece-lo melhor e trilhar por veredas santas e puras? É óbvio que não! Quando achamos que estamos lá em cima, tudo não passa de sonho, de ilusão, porque de fato estamos lá embaixo, sem perceber o quanto estamos curtindo miséria. Por natureza desconhecemos os caminhos santos, puros e justos do Senhor. Não há qualquer possibilidade de trilhar o caminho nosso, no qual entramos desde o nascimento, e ao mesmo tempo o caminho do Senhor. Aliás, não há quem posso atingir o caminho do Senhor, sem que primeiramente tenha sido chamado por ele (Jeremias 30:21).
        Vemos como a bíblia mostra com clareza e nossa experiência prova o quanto é necessário que os homens sejam chamados ao arrependimento. Posso acrescentar mais razões e a próxima é o fato que por natureza optamos pela escravidão do pecado do que a liberdade em servir a Deus. O viver de escravo é imperceptível no coração, porque, quando comparamos o viver no pecado e a vida submissa a Deus, achamos que servir ao pecado é experimentar o verdadeiro paraíso. Foi assim nossa decisão louca e destruidora na queda, porque olhamos para todos os benefícios e maravilhas da criação, da comunhão com Deus e da glória de sua criação e resolvemos dar as costas, a fim de buscar o vazio de um caminho cheio de ilusão oferecido pela ardilosa serpente.
        É claro que a liberdade em andar com Deus consiste em ver sua glória e sua liderança em nossas vidas. Quando Deus fez com que Israel trilhasse o caminho deserto até Canaã, quarenta anos depois ele disse que fez com que seu povo passasse fome (Deuteronômio 8). Para o homem isso é sinônimo de escravidão. A liberdade oferecida por Deus consiste em andar com ele e ser guiado como uma ovelha sustentada e protegida. A liberdade oferecida por Deus só pode ser experimentada quando os grilhões da carne, do diabo e do mundo forem arrancados. Afinal, a natureza humana deseja isso? Quer aprender os ensinos de justiça e santidade? Pode curvar-se em submissão a esse Deus que prometeu cuidar do seu povo? Claro que não! Ouçamos os gritos do povo de Israel, querendo levantar um líder, a fim de voltar à escravidão Egípcia (Números 34). E nós somos diferentes? Não temos nós as mesmas intenções insanas que tiveram os homens no passado?
        Diante desses fatos comprovados em nossa maneira de pensar, sentir e viver, não é verdade que é Deus em sua graça que chama o homem? Nosso Senhor não veio ao mundo porque foi chamado e solicitado pelos homens. Não houve qualquer emissário que levou uma mensagem da terra ao céu. Foi o amor de Deus e sua graça que enviou o Filho aqui, a fim de chamar pecadores, tirando-os desse lamaçal e desse covil do pecado, a fim de conhecer sua glória eternal.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

OCULTOS NA CRUZ (7)




“Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gálatas 6:14)
A INCLINAÇÃO NATURAL DO HOMEM EM BUSCAR ONDE SE GLORIAR
        A cruz não somente significa o lugar que revela nossa vergonha, como também mostra o quão desprezível somos. Basta mirar o puro e imaculado Cordeiro de Deus, a fim de vermos o quanto ele ficou sozinho e desprezado. Ó, quanto fugimos disso! Aqui no mundo queremos sempre honras e glórias dos homens; aqui queremos ser notados e desejamos a segurança que esperamos dos homens. Mas a cruz anula tudo isso. É por essa razão que a mensagem da rude cruz é tão desprezível e desprezada por nós, porquanto toda realidade acerca de nossa condição tão vil é revelada ali.
        Basta que meditemos um pouquinho em nossa condição aqui, e veremos o quanto partimos para o desprezo. O barulho ensurdecedor deste mundo está sempre ao nosso derredor, mas o tempo e as circunstâncias são suficientes para mostrar o quanto somos desprezíveis. No pecado já somos objetos de desprezo, porquanto a ira santa e justa de Deus paira sobre a cabeça de todos quantos estão fora de Cristo. Satanás o pai da mentira gosta de dizer aos nossos ouvidos que somos melhores, que aqui não vai faltar aquilo que gosto e que tanto sonho. Basta que uma enfermidade nos atinja, e logo vemos o quanto somos empurrados para a solidão. Por mais que nossos amigos e parentes nos queiram, eles são incapazes de nos manter perto deles. Quando as vozes daqui começam a silenciar, então passamos a ouvir as terríveis vozes do além.
        Também, o mundo está dizendo de uma forma ou de outra que somos dispensáveis aqui. O mundo quer os homens por pouco tempo, mas logo o próprio tempo cuida em mostrar que nossa força é vã, nossa beleza é inútil e nossa inteligência é desprezível. Quantos colocam sua confiança na família! Eu sei o quanto a família é de extrema utilidade neste mundo. Mas ela mesma vem dizer que somos empurrados para longe; que a saudade logo será dissipada com o tempo e que cada um há de se virar sozinho. O mundo é assim, pois o pecado entrou para borrifar suas maldições e trazer a presença aterrorizante da morte. O mundo despreza os pobres, mas também despreza o rico quando sua riqueza nada pode fazer por ele.
        A cruz mostra o quanto o amor do Senhor Jesus foi profundo em favor de seus escolhidos. Nosso Senhor viu o quanto fomos atirados ao desprezo, por isso na cruz ele foi exposto para ser zombado, escarnecido e abandonado pelos seus discípulos. Quem é o homem que pode tirar o homem de uma condição tão vil como essa? Então, já que ele tomou nosso lugar, meditemos no fato que ali era nosso lugar, onde todos os poderes das trevas e a ira de Deus chegaria para gritar nossa maldição eterna. Nosso lugar na cruz era de merecimento; seríamos colocados como ladrões e não entre ladrões. Seríamos colocados como assassinos e não entre os assassinos; seríamos sentenciados os piores malfeitores, réus do inferno e do lago de fogo. Atirados na perdição eterna seríamos vistos como os desprezados juntos com outros desprezados.
        O que podemos falar? Crentes, onde podemos nos gloriar, senão na cruz? Qual deve ser a mensagem que devemos ouvir? Não é a mensagem da cruz? O que deve motivar nosso louvor e santa adoração? Não é a mensagem da cruz? O que deve nos manter humildes, contritos e caídos aos pés do Senhor? Não é a mensagem da cruz? Por que correr? Por que se sentir tão ofendido quando a mensagem chega para lhe confrontar? Por que correr à procura de um lugar mais confortável?
        Rapidamente me dirijo aos pecadores arrependidos, para dizer-lhes que o Senhor Jesus veio ao mundo lhes salvar. Se seu coração agora está cheio de arrependimento diante dessas verdades, eis que Ele jamais vai lhe desprezar, jamais lhe lançará fora!

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

CHAMADO AO ARREPENDIMENTO (2)




“Não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento” (Lucas 5:32).
PERIGOSO CAMINHO TOMADO NO PECADO.
        A mensagem deixada pelo Senhor Jesus aos judeus arrogantes é que ele veio ao mundo chamar pecadores ao arrependimento. O Senhor sempre operou assim neste mundo, desde que o pecado entrou. Todos os que foram a ele pela fé, foram sim em sincero coração e cheios de convicto arrependimento. Os orgulhosos querem um Jesus que faça tudo diferente; eles não querem que mudem as suas regras religiosas, camufladas, mas cheias de mentiras. Precisamos entender que o Senhor veio ao mundo para buscar pecadores e que esses pecadores que ele chama são pessoas que verdadeiramente conhecem o arrependimento. Crença sem arrependimento é igual a incredulidade; fé sem arrependimento é irmã gêmea da fé que os demônios possuem; religião sem arrependimento é base para todo tipo de idolatria. Sendo assim, importa que nós saibamos as razões pelas quais importa que os homens saibam o quanto precisam de arrependimento.
        Na primeira lição a bíblia deixa bem claro que caímos em Adão: “Porque todos pecaram...” (Romanos 3:23). O “todos” indica a culpa individual dos homens perante Deus. Isso significa que somos iguais aos nossos pais ali na queda; que nosso prazer foi pela desobediência; que marchamos unânimes em direção oposta; que nosso foco era um paraíso terreno e não celestial; que nosso deus era a serpente, o pai da mentira. O tempo não mudou nada, porque no pecado não evolui para o bem, mas sim somente para um estado maior de degeneração. Se fugimos de Deus, o que queremos? Não decidimos por escolher nossa própria desgraça? Se fugimos da face amorosa do Senhor, não é certo que optamos juntamente pelo homicida, o qual tem maior prazer que sejamos utilizados aqui e depois atirados no terror eterno?
        Olhemos de perto alguns dos nossos irmãos. Miremos Caim. Que diferença temos daquele, cujo coração era cheio de arrogância e prontidão para se irromper em fúria contra o caminho de justiça, o qual Abel escolheu, a fim de chegar ao Paraíso? Dispostos a seguir o caminho da rebelião, eis que todos nós temos a mesma disposição assassina, porque não toleramos que nossa jornada infame seja interrompida pela luz da verdade. Tomamos o mesmo caminho de Caim, porque provamos pelos nossos atos e pensamentos que gostamos do estilo mundano criado por Caim; que desejamos este mel cheio de veneno das paixões e da fama. Ah! Se que decepção as glórias celestiais nos causam! Desejar morar no céu? Por que isso? O desejo infame que habita em nós por natureza é estar longe de Deus e não perto dele.
        Também, por que almejar ir para o céu? Não podemos caminhar em dois caminhos ao mesmo tempo. O caminho traçado por Caim nosso irmão é lindo, largo, encantador e atraente, enquanto o caminho rumo ao céu é estreito e cheio de perigos que somente crentes como Abel podem andar nele. Sendo assim, tudo mostra que se eu e você meu amigo, precisamos ser chamados ao arrependimento, caso contrário não há poder algum que possa nos barrar nessa caminhada perigosa. Nossa natureza caída nos concedeu o prejuízo da cegueira espiritual; nossa visão só pode vislumbrar as aparências e não as realidades das coisas. Somos tão insensatos e loucos, que nem percebemos que as algemas que prendem nossas mãos e os grilhões que prendem nossos pés; pensamos que nossas vestes são lindas, belas, mas nosso estado de vergonhosa cegueira nos impede de ver que estamos com os trajes de prisioneiros, marcados na testa como condenados à morte eterna.
        Não é verdade que carecemos de arrependimento? Se o Senhor Deus não abrir nossos verdadeiros olhos, eis que jamais veremos nossas pisadas por este mundo, a fim de que mergulhemos em humildade, temor e santa confissão e assim vejamos o verdadeiro Salvador à nossa frente!

OCULTOS NA CRUZ (6)




“Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gálatas 6:14)
A INCLINAÇÃO NATURAL DO HOMEM EM BUSCAR ONDE SE GLORIAR
        Mas, qual é o lugar da nossa glória? Não é nossa igreja, nossa família, etc. Paulo responde com clareza: “...senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo...”. Não é verdade que precisamos estar ciente dessa verdade? Não é fato que nossas mentes e emoções devem estar impregnadas dessa doutrina, que mexe tanto com nosso orgulho? Se desviarmos da mensagem da cruz, logo inclinaremos para acolher focos de idolatrias em nosso ser. Tendemos sim a fitar os homens; ocupamo-nos com as habilidades e heroísmos de Paulo e de outros nomes. Mas ali está um homem que conheceu a mesma salvação que qualquer crente conheceu; ali está um homem com os mesmos sentimentos e fraquezas que nós temos e ele carrega consigo a mais poderosa confissão que deve brotar dos lábios que foram santificados pela graça na salvação: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão...”.
        Creio que essas palavras abrem o cenário para um grande culto, para um maravilhoso sermão e para a verdadeira adoração. Por quê? Negativamente, digo que a cruz não é um lugar de idolatria. Não é para que carreguemos um crucifixo no peito, ou mesmo criar no íntimo a tão farsante superstição. Podemos fazer de uma cruz o mesmo que Israel fez com a serpente de metal, transformando-a num objeto de veneração e de culto aos demônios. Se dependermos de nossa infame natureza corrompida, nossa tendência natural é fazer de tudo um ambiente de idolatria. Por que Deus mesmo ocultou o corpo de Moisés? Não foi por causa do povo? Ora, o povo se sacrifica por aquilo que é nada e venera até mesmo um pedaço de pau.
        Mas não estou falando com falsos crentes; não me dirijo aos endurecidos de coração, os quais têm seus pensamentos e emoções em completa escuridão. Mantidos nas trevas, eis que os homens continuam erguidos pela soberba, devido a ignorância em que vivem. Dirijo-me aos santos de Deus, porque habitamos ainda neste mundo e somos tendenciosos a nos desviar da única mensagem que nos faz crentes humildes e dependentes do Senhor. Para isso quero levar aqui as lições que devem assaltar e ferir nossa soberba, a fim de caiamos humilhados perante nosso Deus. Por que devemos, como Paulo gloriar na cruz? Que proveito há nisso?
        A primeira lição é que, quando contemplamos a mensagem do nosso Cordeiro, o qual foi levado e imolado em nosso lugar, então vemos o quanto ali é lugar de vergonha. O próprio Filho de Deus experimentou toda vergonha que nós deveríamos enfrentar. Ficou ali sozinho, desamparado, exposto à crueldade da multidão, sem qualquer defesa, sem nenhum advogado. Ali foi aviltado, exposto em nudez, cuspido, açoitado e cercado de inúmeras ofensas. Nós que merecíamos isso; os crentes estavam marcados para serem motivos da terrível ira de Deus; os crentes que seriam expostos à miséria dos demônios, à recepção do inferno e aos horrores e desespero eterno. Paramos para pensar o quanto escapamos dessas afrontas?
        Caro leitor, pense no que significa vergonha. Nosso Senhor adverte aos falsos mestres que eles sofrerão vergonha eterna (Jeremias 23:40). Neste mundo os homens pecam, andam como querem e fogem e acreditam que vão escapar da mais infamante vergonha; que será exposto para que todo universo saiba o que Deus fará com todos os que aqui brincaram com seu nome, ofenderam sua santidade e blasfemaram de sua dignidade.
        Os crentes são melhores do que aqueles que já partiram para a eterna vergonha? Claro que não! Somos o que somos pela graça! Somos o que somos porque alguém morreu em meu lugar e sofreu o que merecíamos. Não devemos nós cair em pranto, confissão e adoração?