quarta-feira, 6 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (5)


         
“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece/ esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
CONFESSANDO A MANEIRA CLARA COMO O PECADO DOMINA NO ÍNTIMO.
        Notamos no texto o quanto a experiência dos eleitos é dramática e amarga, pois eles passam a ver o pecado como ele realmente é. O mundo é um ambiente feito da mentira e toda verdade fica encoberta nesse ambiente agradável, onde até satanás se esconde de várias maneiras, a fim de se aparecer como ele quer. Quando a luz de Deus aparece, eis que logo os pecadores que hão de ser salvos se manifestam de uma forma ou de outra para confessar sua culpa perante Deus. Isso não acontece se não for por uma intervenção graciosa e compassiva de Deus.
        Ainda há a clara impiedade no íntimo: “transgredimos”. Hoje vivemos a era do amplo orgulho mundial, pois o rei dos orgulhosos infundiu esse espírito de arrogância no coração do homem. Eu sei que já nascemos orgulhosos e rebeldes contra Deus, mas é outro detalhe quando esse ambiente é tomado desse espírito que encoraja o homem a sentir-se livre e independente. Hoje nossa sociedade é vista assim e é raridade achar um pecador culpado. Até mesmo os cultos são feitos para o homem sentir-se bem e que suas culpas fiquem encobertas. É como tomar calmante, ou mesmo um comprimido que faça a dor passar provisoriamente. Preguei em uma ou mais igreja onde pude perceber que o ambiente não é feito para a pessoa sentir seus pecados, mas sim para sentir que Deus está abençoando a vida. O ambiente dos cultos moderno está carregado de superstições e de um véu que cobre a realidade da alma e da culpa do pecador.
        Notemos bem que as almas confessas no íntimo não estão tentando manipular Deus com meras atividades disfarçadas. Já tenho mostrado o quanto os homens modernos acham ambientes religiosos onde se sentem seguros para encobrir suas consciências culpadas. Não vemos mais pecadores; não vemos mais homens e mulheres sentindo sua miséria e culpa que os condenam ao inferno. Cristo veio buscar perdidos, mas hoje não vemos mais pessoas perdidas. A pregação da lei, da culpa do homem, da necessidade de arrependimento e da cruz não é mais ouvida nos púlpitos modernos. Tudo o que temos hoje são mensagens que visa a autoajuda dos chamados evangélicos. Mas os perdidos não querem isso, eles querem a verdade; eles querem ouvir da justiça de Deus e como há um Deus que pode salvá-los e arrancá-los não somente da condenação do inferno, como também venha salvá-los do poder que o pecado exerce em suas vidas diariamente.
        Veja que também que na confissão dos pecadores, eles denunciam o fato que viveram usando seus lábios com falsidade: “...negamos o Senhor...”. Quer ver o homem salvo? Veja o que sai da sua boca. Quer ver o homem em sua vida de impiedade? Veja o que sai dos seus lábios. A boca é o canal de onde sai o que vem do coração, assim como de um canal vem a agua que procede de um poço. Tiago em sua carta ataca fortemente os pecados da língua e afirma que a língua pode produzir um inferno. Foi essa a mesma confissão que Isaías teve: “Ai de mim, sou um homem de impuros lábios...” (Isaías 6).

terça-feira, 5 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (4)


           
“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece/ esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
CONFESSANDO A MANEIRA CLARA COMO O PECADO DOMINA NO ÍNTIMO.
        O texto de Isaías mostra a dramática experiência vivida pelos eleitos em sua confissão íntima, quando enxergam seus pecados no íntimo. Homens e mulheres quando são despertados por Deus logo percebem o quanto o pecado aparece em sua forma hedionda, vil, enganadora e perversa. O pecado é em essência injustiça e necessita ser julgado. Os eleitos querem saber como tratar com o mal de uma forma correta, por isso eles confessam: “...esperamos o juízo, mas ele não aparece. Sob o poder e escravidão não temos nenhuma arma capaz de lidar com o pecado para puni-lo; somos escravos dominados e eles exercem esse domínio no homem durante toda vida.
        É quando Deus nos abre os olhos que vemos o quanto o pecado nos impulsiona às más obras, que exige que nossos membros sejam santificados para as obras de injustiça e para promover a maldade contra outros. Foi essa verdade que nosso Senhor transmitiu aos judeus, naquele magnifico capítulo 8 de João. Ele afirma que aqueles elementos arrogantes e aparentemente espirituais não passavam de escravos do pecado (João 8:34). Paulo experimentou isso e usou sua experiência para expor o capítulo 7 de Romanos. Nota-se que Paulo já era um crente que agora percebia a realidade do poder do pecado em seu corpo mortal. Os eleitos confessam isso e com os olhos da alma abertos eles percebem esses inimigos agora como algozes, como criminosos rindo da miséria deles e aguardando que sejam empurrados para o abismo e sofrimento eterno: “...testificam contra nós”. Eis aí a triste realidade do pecado no viver dos homens e são milhões que nada veem dessa tão triste condição na qual o pecado lhes deixou.
        Os eleitos também veem o pecado como elementos que policiam suas vidas constantemente: “...estão conosco”. Um prisioneiro de guerra contou que foi mantido numa cela onde o único acesso de luz era um buraco na porta, onde um olho permanecia fixado nele dia e noite. Não é assim o pecado quando visto como pecado? Os homens pensam que suas maldades lhes abandonam e o que ficou para trás é como leite derramado. Mas quanto engano! Os eleitos, pela maravilhosa atuação da graça começam a revirar-se em seus túmulos; começam a ver que realmente não tem qualquer saída para eles e que os poderes do mal tomaram seus olhos, ouvidos, mãos, boca, pés, etc. que não são livres e que não podem subir para o céu. Por isso eles clamam contando a situação deles.
        Também, a experiência é dramática e amarga: “Conhecemos as nossas iniquidades”. Que confissão impressionante, porque não é algo comum no meio dos homens. Antes eles diziam que o pecado não era inimigo; que eles tinham direito do que faziam; que não eram transgressores e que podiam viver do jeito que bem queria, porque simplesmente se sentiam felizes. Mas agora eles veem seus pecados sem máscaras. Aquela face de amizade e de conselheiros desaparece e eles veem quem são os elementos que lhes colocaram como réus e dignos do inferno.

Pregação - Consciência do afastamento de Deus - Isaías 64:7-8 - Pr David...

segunda-feira, 4 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (3)



“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece/ esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
CONFESSANDO A MANEIRA CLARA COMO O PECADO DOMINA NO ÍNTIMO.
        A vida parece maravilhosa, monótona e cheia de sossego, até que o Espírito Santo abra os olhos e revele o que está cercando sua vida, quem são seus companheiros. Notamos essa verdade na vida de Isaías, pois quando foi tomado pela visão da glória de Deus, eis que imediatamente ele pode ver quem realmente era; ele viu o horror e podridão que produzia essa fábrica interior, fazendo de sua boca um instrumento da perversidade. Sem a luz da verdade revelada o pecado se ocultará e mostrará apenas aquilo que fica na superfície. Os homens veem e sentes aqui apenas a espuma do que é a realidade de suas maldades. Sempre compreendemos nossa culpa a partir daquilo que praticamos na sociedade, ou mesmo do conceito de uma religião sem bíblia que nos foi passada desde nossa infância. A ideia é que pelo fato que nunca roubei, matei ou pratiquei quaisquer coisas feias, então tudo está bem comigo.
        Mas não é assim que os eleitos percebem as coisas, pois eles sentem a miséria na alma: “Todos nós bramamos como urso e gememos como pombas...” Os pecadores arrependidos, os que buscam a verdade vinda de Deus, eles sentem que a multiplicidade de nossa culpa é vertical, não horizontal. Foi nesse sistema de medida vertical que Deus considerou que era o tempo certo de destruir as duas cidades de Sodoma e Gomorra. Os pecados delas se multiplicaram, chegando até o céu. Minha condição tão triste no pecado só pode ser vista quando Deus revela em Sua misericórdia. A lei traz a ficha criminal, a fim de expor perante meus olhos interiores. Assim meus pecados são realmente vistos por meio da revelação escrita, isto é, quando Deus, por meio do Seu Espírito mostra isso ao pecador. Posso tomar a vida de Raabe aqui, porque as notícias que ela teve acerca do Deus de Israel e do que Ele fez, abrindo o mar vermelho  e guiando Israel pelo deserto, foram suficientes para gerar nela a fé que é dada aos santos. Vemos que por muito tempo Raabe esperou, sabendo que Deus enviaria Seus emissários para ela falar de sua confissão de fé, como de fato aconteceu num ambiente perigoso em Jericó (Josué 2).
        Como os eleitos veem seus pecados? Examinemos o que o texto de Isaías 57 nos oferece, porque não vemos homens brincando, nem buscando coisas desta vida passageira. Eles estão encarando o céu; eles estão com seus corações voltados para Altíssimo, à busca de uma resposta, porquanto esse grupo de pecadores percebe que seus pecados aparecem como seus reais inimigos: “testificam contra nós”. Agora, sua consciência que antes permanecia tapada e obscurecida, agora é despertada pela luz celestial. Então, aqueles que antes pareciam amigos voltam suas faces de terror, mostrando que eles são culpados. Milhares de almas vivem em harmonia com suas maldades no íntimo; muitos pensam que seus pecados vão embora, que são como rastro na areia, mas quão enganados são, porque eles não percebem esses inimigos atrozes não vão embora, eles se multiplicam e enchem o aposento do coração e se multiplicam. O que o texto mostra é que os eleitos percebem que seus pecados estão continuamente ali a fim de alimentar ainda mais seus sofrimentos.

A PAZ QUE É PERMANENTE (3)



“ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)
A PAZ QUE O SENHOR OFERECE AOS PECADORES: “A minha paz...”
        A paz que o Senhor oferece aos pecadores, Ele o faz como dádiva Dele? “A minha paz vos dou...”. Note bem que Ele dá e essa verdade deve encher o coração arrependido de felicidade. Onde neste mundo poderemos achar algo eternamente valioso, chegando a nós de forma gratuita e graciosa? Observe bem que o mundo nada tem para oferecer aos perdidos e quando eles tentam fazer é porque o que oferece é perigoso e ilusório. Quantos elementos perigosos e gananciosos, durante a história têm ocupado a posição de clérigos, a fim de extorquir o povo com ensinos que enganam as almas. É triste ver quantas almas foram feitas herdeiras do inferno, porque colocaram a confiança naqueles vendedores de indulgências.
        Essa história antiga não ficou marcada no passado, porque os amantes das riquezas sempre aproveitarão a ocasião, a fim de vender paz com Deus ao povo. Ainda têm os larápios que aparecem nutridos de piedosos e enviados de Deus. Eles são os amantes dos bens dos outros e a religião é uma porta que leva com facilidade à fonte dos tesouros daqueles que lutam para ganhar seu sustento diário. Normalmente têm os que se agarram às melhores oportunidades que aparecem, a vim de ganhar desonestamente seu sustento e ajuntar riquezas no custo do sofrimento alheio.
        Mas não é assim com o nosso Senhor, pois de seus lábios fieis Ele promete dar Sua paz. Não podemos deixar de lado esse tesouro exposto aos homens. Quem prometeu é fiel, não pode mentir; quem prometeu é Aquele que provou que todo bem, conforto, poder, riquezas e dádivas terrenas e eternais vêm de Suas poderosas mãos. Nunca o Senhor iludiu qualquer pecador. Seus discípulos, mesmo naqueles momentos cruéis, quando as sombras da morte começavam a dissipar toda luz, ainda assim eles enxergavam no Mestre Deles o Salvador e Senhor em quem eles podiam confiar. Suas palavras não foram meras palavras. Aquele que fez o céu e a terra apenas com Suas palavras de ordem, ali inseriu essa paz em seus corações. O que eles precisavam era aquilo que experimentariam nos momentos difíceis.
        Então meu amigo, você pode entender isso agora? Ele está querendo dizer que quando qualquer pecador se achegar a Ele, de todo coração, certamente Ele dará Sua paz. Não foi assim que Esse maravilhoso Salvador fez com aquela mulher adúltera? (Lucas 7). Aquela alma confessa foi aos pés do Senhor levando consigo todo seu inferno de angústia, miséria e culpa, mas ao ouvir Suas palavras de perdão, eis que ela pode ser erguer dali cheia das dádivas celestiais vindas das palavras que ela tanto queria ouvir: “A tua fé te salvou. Vai em paz”. Veja bem que o Senhor concede aos perdidos aquilo que é eficiente e eternamente melhor. É impossível cair aos pés Dele em santo arrependimento e confissão e erguer-se dali com o mesmo fardo que havia levado.
        Digo mais que Suas palavras são suficientes. Os mundanos vivem à busca de coisas aceitáveis à natureza carnal, assim como a multidão foi procurar Jesus por causa do milagre da multiplicação. Bondoso é o Senhor e vezes após vezes Ele concede o que os homens tanto pedem. Ele nenhum bem sonega aos que precisam dessa bondade. Que coração terno e compassivo do Senhor! Mesmo que o mundo inteiro seja uma demonstração clara dos espetáculos de Sua bondade, mesmo assim Ele ainda põe seus bens nas mãos de homens e mulheres que O buscam. Mas para as almas aflitas, as quais buscam Sua paz, basta Sua palavra de ordem; basta o simples: “A minha paz vou dou...”. As almas famintas se sustentam do fato que não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. É isso que serve como completo nutriente aos famintos: “A minha paz vou dou...”


sexta-feira, 1 de maio de 2020

A PAZ QUE É PERMANENTE (2)



“ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)
A PAZ QUE O SENHOR OFERECE AOS PECADORES: “A minha paz...”
        Homens e mulheres que buscam a verdade da tão grande salvação logo descobrem, mediante a verdade revelada, que estão carecendo de um Salvador completo. Cristo não traz consigo elementos externos, pois Ele mesmo é suficiente em todos os aspectos nessa tão grande salvação. Notemos isso em Suas palavras ditas aos Seus discípulos: “A minha paz vos dou...”. O que os ídolos podem fazer por pobres pecadores neste mundo? O que eles têm para seus fieis tão iludidos? Qual a religião que pode fornecer paz aos pobres pecadores neste mundo? Tudo está sendo feito pelo pai da mentira, a fim de iludir a multidão com uma sensação de bem-estar e de paz consigo mesmo. Todas as palhaçadas do inferno têm vindo à tona, a fim de mergulhar os homens em perigosos tratamentos que, segundo eles fornecem paz à alma.
        Também, qual falso mestre tem concedido paz? Os elementos mentirosos são agitados dentro deles e a maldade domina suas mentes e emoções. É fato que com engenhosidade vil eles fazem com que seus seguidores caminhem na sombra da liderança perigosa deles. Quantas almas já conheci, as quais foram enganadas, roubadas e saqueadas por tais elementos e elas debaixo de suas promessas viviam e vivem numa atmosfera de paz. Como confiar no homem? Quem são os homens neste mundo? Têm eles algum poder de conceder paz aos homens? O que eles fazem é conduzir as almas por caminhos extremamente perigosos. Já lidei com muitos que pensavam que estavam certos, mas se conscientizaram que viviam errados.
        Quando nosso Senhor disse: “...a minha paz vos dou...” é porque Ele é o próprio Autor da paz. Elucidemos essa verdade. Ele é o Autor da paz no sentido que Ele desceu do céu para trazer paz aos pecadores; Sua mensagem foi de paz e foi nessa paz que Ele encaminhou milhares à verdade. Ele sendo o grande Deus não adentrou no meio dos homens para trazer juízo e terríveis punições. Ele manifestou o fato que Ele é poderoso para fazer isso, e fez quando desceu do céu para destruir Sodoma e Gomorra. Mas antes de fazê-lo o Senhor conversou com um homem que conheceu Sua paz – Abraão (Gênesis 18). Ali estava perante Sua face de amor e graça, com Seus ouvidos apurados para ouvir a petição do Seu servo. E Ele ouviu sim, porque libertou o justo Ló da terrível ira que viria assolar toda aquela população, como de fato aconteceu.
        Ele também é o Autor da paz porque em toda história, conforme nos é narrada nas Escrituras vemos um Deus longânimo, suportando os atos perversos dos homens e mesmo assim traçando o caminho para Sua chegada como homem, a fim de ir até à cruz. As centenas de anos mostram o quando Deus é capaz de sustentar este mundo com Seus atos de bondade, nunca deixando faltar todo suprimento para a existência das nações. A morte dos homens e a destruição de poderosas nações ficaram marcadas para mostrar o quão horroroso é o pecado com suas consequências funestas. A história não nos prova o quanto o Salvador é o Deus de toda paz? A história de Seus atos no meio dos homens mostra o fato que Ele está vestido de graça, compaixão, ternura e paciência. Quantas e quantas vezes esse Senhor intercedeu diante do Pai em favor dos homens!
        Veja amigo como esse Salvador é completo! O Autor da paz chega ao coração e diz: “A minha paz vos dou”. Não é isso o que a alma precisa? Essa paz vem habitar no coração cheio de trevas, onde a alma vive aflita e amedrontada, diante de tantos terrores. A paz vem habilitada de perdão, alegria  e segurança eterna que Deus concede aos pecadores que se arrependem e se convertem ao Senhor.


A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (2)



“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece/ esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
CONFESSANDO A MANEIRA CLARA COMO O PECADO DOMINA NO ÍNTIMO.
        Chegou o momento para que entremos no texto e descubramos as maravilhas da revelação de Deus em coisas que jamais o ser humano é capaz de entender nem explicar. A salvação bíblica é Deus lidando com o povo que Ele conhece de antemão. Lidamos com o Deus todo-poderoso e com Ele não há dificuldades com o tempo; Ele nos mostra o passado como se fossem acontecimentos presentes. O que ocorre é que Deus quer que saibamos quem são os pecadores que Ele há de salvar e o texto de Isaías 59 nos mostra isso com clareza. Noutra mensagem dentro desse capítulo já pude mostrar como os eleitos clamam pela real salvação. O que vemos acerca da singela confissão dos eleitos no texto?
        Primeiramente vemos uma visão clara da enormidade da culpa: “Porque as nossas transgressões se multiplicaram perante ti”. Ora, como os homens conseguem chegar a essa conclusão? Ninguém consegue ver quão grande é sua culpa, até que os olhos são abertos e nós os crentes sabemos desse fato em nossa própria experiência. A natureza enganosa do pecado sempre faz os homens pensar que são justos. Muitos são pessoas boas, excelentes, são como Nicodemos, religiosos e dedicados. Muitos são como Cornélio (Atos 10), praticantes de boas obras, mas jamais viram sua condição pecaminosa diante de Deus. No caso de Cornélio vemos que foi o Espírito Santo quem abriu os olhos dele para mostrar-lhe que seus atos vinham do próprio Deus.
        Tomemos o texto de forma mais acurada. Vejamos ali o fato que as transgressões se multiplicam. Essa é a consciência de uma vida que foi descoberta perante Deus. Os eleitos estão declarando que não há como barrar o avanço das transgressões no íntimo. Os nossos pecados, se não forem tratados pelo próprio Deus em nos livrar deles, a tendência é que a maldade se multiplica. Não pensemos que cultura, mera religiosidade externa e disciplinas mentais e físicas diminuirão esse frenesi do mal. A realidade do pecado é no coração do homem e dali que surgem novos projetos da maldade. Pequenas mentiras vão avançando em novas formas de mentir. O homem dominando pelo amor ao dinheiro há de gastar em novos projetos de como ganhar mais. Olhemos a vida de Labão (tio de Jacó, irmão de Rebeca). Desde quando o servo de Abraão foi buscar Rebeca para ser esposa de Isaque, Labão revelou seu coração em suas palavras. Na chegada do servo de Abraão levando consigo joias, logo Labão mostrou o quanto seu coração não resistia o amor pelas riquezas (Gênesis 24). Quais foram suas palavras? “Entre bendito do Senhor!”. Já velho, Labão expressou o que era na maneira como tratou Jacó seu sobrinho, com atitude de avareza e maldade (Gênesis 30 e 31)
        Os eleitos percebem que não têm poder algum para tratar com o mal em suas vidas. Eles descobrem com a visão de Deus que são pecadores, caídos e que não há nenhuma esperança neles mesmos, para viver como Deus quer. Uma visão da condição do coração depravado mostra o quanto pecadores arrependidos estão à busca do verdadeiro Salvador trazendo consigo tudo o que precisa para livrá-lo da escravidão do pecado.