sexta-feira, 9 de agosto de 2019

UM DEUS QUE TRABALHA PARA QUEM NELE ESPERA (5)



“Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalha para aquele que Nele espera” (Isaías 64:4)
A DIFERENÇA ENTRE O DEUS VIVO E OS DEUSES DOS PAGÃOS.
        Somente os crentes podem saber, por meio das Escrituras, como o próprio Deus narra a história dos Seus atos e tudo ficou registrado durante os milênios, a fim de que todas as nações soubessem desses fatos. Na escola aprendemos a história do nosso país e de outras nações, mas o que aprendemos tem pouquíssima importância e muitos detalhes ficaram sepultados pelos anos que se passaram. Além disso, nem sempre podemos contar com a autenticidade dos historiados. Mas não é assim com a história dos grandes feitos de Deus narrados por Ele mesmo nas Escrituras. E sabemos que não foi contado tudo, mas sim aquilo que era importante que nós soubéssemos, a fim de crescermos no conhecimento do Senhor e muito mais, para que pudéssemos adorá-Lo como Ele é.
        O fato é que muitos são os crentes que desconhecem o Deus que se revelou em Sua palavra, para que nós pudéssemos conhece-Lo, saber que Ele é Deus, que não é um tirano do Seu povo, que não é um Deus que age como os homens ou mesmo como pensam os idólatras acerca dos seus deuses. Nosso Deus não Se escondeu, bem que poderia fazê-Lo. Pelo contrário, ao longo dos anos trabalhou com Seu poder, a fim de deixar Sua palavra escrita a nós; para que essa fiel palavra Dele chegasse às nações em cada língua, e assim os salvos pudessem saber desse Deus de amor, de glória, poder, bondade, provisão, etc. Sua palavra é riquíssima em Suas promessas, assim como vemos no texto acima de Isaías 64:4: Um Deus “...que trabalha para aquele que Nele espera”. Não é algo maravilhoso? Essas coisas não transbordam de prazer o coração do salvo?
        Meditemos um pouco acerca dessas verdades. Num mundo cheio dos aparatos da tecnologia, convidando a todos para confiar no homem; num mundo cheio de conforto e bem-estar, proclamando o sucesso da chamada ciência. Não é verdade que somos inclinados a recusar crer na palavra de Deus? Não é verdade que não temos prazer por conhecer nosso Deus? Queremos coisas fáceis; queremos tocar na tecla do sucesso, para vermos as coisas funcionando e tudo chegando a nós com facilidade. Não queremos enfrentar o desafio de crer num Deus que fez promessas de trabalhar por aquele que Nele espera. Para nossa natureza adâmica, incrédula e rebelde isso é um trabalho terrível. Achamos no íntimo que as Escrituras na realidade são meros homens que falam e não Deus, por isso, não raro damos valor mais à nossa força e superstições do que às palavras de um Deus fiel.
        Voltemos às Escrituras, pois a história de 5, 6 mil anos é Deus mostrando que foi Ele quem atuou na vida de homens e mulheres iguais a nós; que Ele trabalhou por esses homens. Eu sei que é mais fácil para nós confiar em Abraão, do que no Deus de Abraão; em Moisés, do que no Deus de Moisés e assim por diante. Quando nosso Senhor encarou os judeus (João 8), Ele contemplou ali uma multidão de elementos, cuja fé era cravada num homem chamado Abraão, mero barro assim como nós. Eles não firmavam a fé deles no Deus de Abraão, por isso estavam prontos a matar o Senhor que estava perante eles.
        Caro irmão em Cristo, voltemos para o Deus que nos entregou promessas riquíssimas. No texto vemos a promessa que Ele trabalha para aquele que Nele espera. Estamos prontos a crer nisso? Hoje vejo o quanto são poucos os crentes que estão prontos a reunir em oração, pedindo coisas extraordinárias, esperando receber maravilhas de um Deus que só opera maravilhas no meio do Seu povo.


PERIGOS DE UM VIVER REBELDE CONTRA DEUS (5)



“Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às maravilhas. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia” (Salmo 78:33)
OS CASTIGOS DE DEUS QUE APARECEM COMO BÊNÇÃOS: “...fez que os seus dias se dissipassem num sopro...”.
        Caro leitor, consideremos essa frase: “...fez que os seus dias se dissipassem num sopro...”. Os castigos de Deus não aparecem como nós pensamos; entendemos a ira de Deus como sendo sempre as manifestações de Suas fúrias e cóleras; pensamos num Deus nervoso e irritado, que age como muitos homens, de repente levanta e esmaga Seus inimigos e todos quanto O irritam. Devemos lembrar que a ira de Deus é cheia de sabedoria, assim como é o amor Dele. Quando Ele deu comida ao povo que tanto queria comer carne no deserto, eis que o castigo veio com eles sofrendo os efeitos de uma resposta de Deus dada na ira Dele. Nem todos morreram, mas a maior parte sofreu terrível consequência daquilo.
Como havia já dito, em Sua ira Deus permite que homens e mulheres vivam muitos anos no mundo, mas o que Ele faz é com que os dias dos Seus inimigos sejam marcados pela vaidade. O que os homens mais querem neste mundo é viver mais, ter saúde e dinheiro, a fim de gastar com aquilo que ama e venera. Mas eles não sabem que um viver de longos dias sobre a terra pode vir marcado pela ira de Deus e não por bênçãos. Foi exatamente isso que Ele fez com aquele grupo de milhares de israelitas, os quais rebeldes contra Deus desafiaram, zombaram e tentaram o Senhor, assim como vemos os homens fazendo em nossos dias. O que Deus fez com eles? Deus não tirou a vida deles imediatamente, mas sim deu a resposta que eles tanto queriam. Eles queriam prosperidade, abundância de bens terrenos, luxúria e prazeres, ao invés de andar submissos ao Senhor até chegar à terra prometida.
Creio que vale a pena examinar esse assunto. O que significa consumir os dias na vaidade? Não temos outra resposta senão com o fato que Deus sabe lidar com nossos dias; que eles vêm para nós ou como bênçãos ou como tormentosas maldições. O salmista no Salmo 90 pediu que o Senhor lhe ensinasse a contar os dias, de tal maneira que ele alcançasse coração sábio. Ele queria viver aqui, mas sabendo o quanto esta vida é traiçoeira e perigosa, ele viu que a única forma de viver os brevíssimos dias na face da terra seria enchendo o coração da sabedoria, que vem do temor ao Senhor (Provérbios 1:7).
Porém, no tocante aos rebeldes, a situação é diametralmente oposta, pois Deus faz com que a ira Dele entre em cada dia de um viver rebelde. Não é uma terrível e horrenda notícia? O que Deus estava dizendo àqueles israelitas rebeldes no deserto? “Vocês estão querendo coisas que jamais prometi? Vocês querem curtir a carne e os prazeres que tinham no Egito, mesmo sob intensa escravidão? Então, eu vou dá o que vocês querem; vou deixar vocês viverem, curtirem seus dias na vaidade e os anos na angústia”. Noutras palavras, eles não seriam abençoados, com as bênçãos advindas de um Deus que transporta Seu povo em amor, cuidado, sabedoria, prudência, e por fim em maravilhas eternas. Aqueles homens e mulheres curtiriam o mal, pensado que aquilo era o bem; curtiriam perigos, pensando que estivessem em segurança; eles seriam fortalecidos no mal, mesmo tendo tudo o que queriam. É exatamente isso o que Deus faz com os que se mantêm rebeldes contra Ele e contra Sua Palavra.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

PERIGOS DE UM VIVER REBELDE CONTRA DEUS (4)



“Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às maravilhas. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia” (Salmo 78:33)
OS CASTIGOS DE DEUS QUE APARECEM COMO BÊNÇÃOS: “...fez que os seus dias se dissipassem num sopro...”.
Somos iludidos quando pensamos que se os homens enxergarem Deus operando maravilhas, então eles se converterão. Eles ficarão admirados e darão a impressão que realmente creram. Foi assim com Israel quando nosso Senhor viveu entre eles. Muitos deram prova de que a fé era algo passageiro, porque à medida que eles sentiam a ameaça da sociedade religiosa, eles simplesmente calavam e não confessavam. O cego de nascença que fora curado pelo Senhor, esse sim, confessou e não se acovardou. Entretanto, é comum que, assim que passe a euforia e alegrias momentâneas, logo os homens descem ladeira abaixo, a fim de curtir suas vidas corrompidas e mundanas. A disposição natural dos homens, sempre foi de rejeitar a bondade e a benignidade de Deus, como ocorreu na história de Israel no deserto.
        Posso afirmar que mesmo que os homens forem tratados com rigor e forem cercados pelo terror da morte, mesmo assim eles não mudam. Se investigarmos o verso 34 do Salmo 78, veremos o quanto isso é verdade: “Quando os matava, então o procuravam; e voltavam, e de madrugada buscavam a Deus”. Parece que houve conversão, não é? Mas olhe o verso 36: “Todavia lisonjeavam-no com a boca, e com a língua lhe mentiram”. Precisamos conhecer a perfeita psicologia do homem através da bíblia, caso contrário ficaremos embaraçados e não compreenderemos os homens do ponto de vista correto. Eles sempre vão dar a impressão que se arrependeram, mas a realidade é que as punições não mudam os corações dos homens, eles apenas escondem o castigo por um tempo. Se você pisar superficialmente uma barata ela dará impressão que está morta, mas deixe-a e logo ela se vira, suspira e vai embora.
        Eu sei que tem muito mais a tratar sobre o assunto que terminei acima. Mas é o momento agora para que lidemos com o fato que os castigos de Deus, incrivelmente aparecem como se fossem bênçãos. Como assim? Se olharmos bem a frase: “...fez que os seus dias se dissipassem num sopro...”, veremos que o quanto tal verdade não é perceptível aos homens, quando estão sob o castigo de Deus. Por quê? É simples. Para os rebeldes, felicidade, prazer e bênção é viver como a natureza quer. É comum ouvir os homens falarem: “Tendo saúde tem tudo” e outras frases que mostram o quanto eles querem saúde, comida, diversão e prazeres aqui. Normalmente, Deus faz com que os que são entregues à dureza do coração se sintam como as pessoas mais felizes do mundo. O que Deus faz é cerca-los de tudo o que eles anseiam ter.
        O perigo, porém está no fato que Deus vai consumindo os dias deles em que mesmo? Na vaidade! Eis aí o problema! Nós sempre pensamos erradamente, porque achamos que os castigos de Deus aparecem com punições mortais. Deus não matou todos os israelitas rebeldes, os quais não quiseram entrar na terra prometida (Números 14). Deus os fez andar errantes por 40 anos no deserto. Eles comeram e beberam? Sim! Eles riram, brincaram e participaram de tudo o que o restante do povo fizeram? Sim! Mas eles não sabiam Deus estava consumindo seus dias na vaidade e seus anos na angústia. E é justamente isso o que devemos conhecer nesse texto tão revelador.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

PERIGOS DE UM VIVER REBELDE CONTRA DEUS (3)



“Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às maravilhas. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia” (Salmo 78:33)
OS ATOS DE REBELIÃO CONTRA DEUS: “Sem embargo, continuaram a pecar...”
        Israel viu as maravilhas de Deus, desconhecidas do povo egípcio e de outros povos. Ele eram um povo privilegiado, pois estavam debaixo das promessas feitas por Deus a Abraão. O que eles viram era para mover seus corações em humildade, temor, obediência e dependência de Deus em tudo, pois o Senhor estava, como que dizendo: “Eu vou cuidar de vocês; eu Sou o Deus que tirou vocês e meu braço é forte para não permitir que passem fome ou sede, e vou livrar vocês de todo perigo e inimizade que acharem pelo caminho”. Para aquele povo tudo era motivo para adorar o Senhor, para prestar-Lhe culto no deserto, para temer Seu nome e até mesmo sentir orgulho em face dos perigos. Podemos esperar isso dos homens? Claro que não! Eles se ergueram para requerer de Deus coisas que jamais o Senhor prometera. Deus os tirou do Egito, mais eis ali milhares querendo voltar para lá. Incrível, mas preferiam estar na escravidão que subordinar-se ao Deus que os tirou de lá com mão forte e poderosa.
        Os mundanos provam seu mundanismo pelo fato que não creem em Deus. O que Deus requer dos homens? Não é verdade que Ele quer que apenas confiemos Nele? Mas a verdade é que, para os homens, é mais fácil confiar na sombra do que no Deus da bíblia. Eis aí a natureza maligna, caída, vil e rebelde do homem. Para os incrédulos judeus no deserto, era muito melhor voltar e morrer no Egito do que estar sob o amparo do Todo-Poderoso. Ora, estamos nós alarmados com essa atitude? Pois é, não somos diferentes coisa nenhuma. A natureza do homem é assim. Quando os homens dizem que crê em Deus, na realidade essa fé é realmente rebelião.
Não podemos esquecer que essa foi a atitude do povo quando enviou os doze espias e, após o relatório incrédulo de dez deles, ficaram revoltados com Deus e queriam até mesmo levantar um líder para voltar à escravidão de onde foram arrancados. Quando ouviram que Deus em Sua ira faria com que todos eles morressem no deserto e que não entrariam na terra da promessa, imediatamente tomaram a disposição de obedecer (Números 14). Quão enganoso e vil é o coração dos homens! Quando estão rebeldes e mostram dureza não querendo obedecer, logo parece que mudaram de atitude quando enfrentam o fato do castigo de Deus. Mesmo que Deus afirme que não está com eles e que em tudo que fizerem não serão bem sucedidos, mesmo assim no orgulho eles vão à frente.
Sempre achamos que os homens hão de se converter quando virem as maravilhas de Deus, mas é puramente engano. Já lidei com pessoas que pareciam que se converteram devido aos perigos de morte que enfrentaram. Mas o fato é que foi algo do momento. Por fora pareciam sinceros, mas o coração não mudou e logo quando o vendaval passar e as brisas do mundo voltarem, seus corações reanimarão para o pecado de antigamente. É como uma víbora congelada, que após ser aquecida está disposta a picar e matar quem a ajudou.
Os crentes devem lembrar que eram assim antigamente. Não fosse a graça de Deus, um Saulo de Tarso se ergueria em sua cegueira, reuniria o grupo de extermínio e iria à procura dos crentes para mata-los, no ódio contra Jesus.

UM DEUS QUE TRABALHA PARA QUEM NELE ESPERA (4)



“Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalha para aquele que Nele espera” (Isaías 64:4)
A DIFERENÇA ENTRE O DEUS VIVO E OS DEUSES DOS PAGÃOS.
        A história dos atos do nosso Deus é narrada por Ele mesmo em Sua palavra. É impossível que seres mortais fossem autores desse livro eterno e basta uma breve consideração para ver o quanto as histórias bíblicas são contadas por Deus. Entre Gênesis e Êxodo há um espaço de quase quinhentos anos. Para nós quinhentos anos é muito tempo, corresponde ao tempo da história do Brasil. Mas para Deus esse tempo é como se Deus estivesse ocupado e, de repente, passado alguns minutos, Ele fosse alertado sobre o momento da intervenção Dele para libertar Israel do poder de Faraó. Essas preciosas verdades fazem da bíblia um livro impressionante e digno das nossas mais altas considerações, pois Deus está nos ensinando lições preciosas aos crentes, mostrando o quanto Ele é o mesmo; que não depende do homem ou do tempo para cumprir Seus atos soberanos e eternos.
        Ora, nós somos tão débeis e tão entregues à noção de nosso tempo, que não conseguimos meditar nas grandezas de Deus. Mas a bíblia incrivelmente nos leva a pensar e meditar no passado, segundo as lições bíblicas, a fim de viver pela fé no presente e descansar no poder de Deus para o futuro. Em Jeremias 6:16, Deus, por meio de Jeremias convida o povo endurecido a voltar atrás e examinar a história passada, a fim de conhecer o caminho antigo do Senhor. Sempre Deus fez isso, pois deixou Seus escritos para nos ensinar e para que ensinássemos aos nossos filhos (Salmo 78). Mas eu sei o quanto o pecado e este sistema pecaminoso que rege o mundo tendem a nos envolver tanto e transtornar nossas mentes, para que vivamos como incrédulos e não como crentes.
        O mundo hoje sobrevive por causa de que? Não é por causa dos atos soberanos de Deus? Claro! O mundo prossegue porque Deus tem ouvido as orações dos santos, porque o mesmo Deus de ira é o Deus cuja misericórdia dura para sempre (Salmo 136). Se não orarmos, a bíblia está sempre orando. Se não intercedermos, eis que outros santos hoje estão intercedendo. Deus age e há de agir neste mundo em resposta às petições dos Seus santos,  pois Ele sempre buscou alguém que tapasse a brecha; Ele sempre tem um Moisés, um Daniel, um Neemias, um Mardoqueu, um Esdras, um Paulo e outros. Lembremos bem que nosso Sumo-intercessor entre Deus e os homens é Jesus Cristo HOMEM! Ao lidar com seres humanos, Deus aprouve usar homens, a fim de agir em resposta às orações deles pela raça caída.
        Não é verdade que devemos nos valer disso? No verso de Isaías vemos que Deus trabalha enquanto eu oro, confiando inteiramente Nele. Entendemos que quando pela fé confiamos inteiramente que Deus é capaz de fazer coisas inauditas, certamente Ele está agindo em respostas às nossas orações e súplicas. Às vezes parece demorar em nos atender, mas a fé fica firme e confiante. Naquilo que é possível para que nós façamos, Deus ordena que sejamos responsáveis em nosso dever. Porém, naquilo que é impossível, significa que é obra Dele e não nossa. Se não podemos andar até Ele sobre as aguas, então é melhor que fiquemos no barco lhe esperando. Noé podia fazer a arca, mas não podia fazer chover; podia narrar a todos sobre o juízo do dilúvio, mas não podia mudar o coração do povo, fazendo-o voltar para Deus.
        Eis aí algumas lições preciosas que derivam dessa promessa achada no verso de Isaías. Que maravilha poder saber que há um Deus que trabalha por mim, basta apenas que eu saiba como esperar Nele. O que estamos fazendo? Estamos orando quando vemos que as coisas que acontecem ao nosso derredor estão fora de nosso controle?