terça-feira, 7 de junho de 2016

O TESTEMUNHO DE UMA VIDA TRANSFORMADA (1)




“Amo o Senhor, porque Ele ouve a minha voz e as minhas súplicas, porque inclinou para mim os seus ouvidos, invocá-Lo ei enquanto eu viver” (Salmo 116)
INTRODUÇÃO:              
        Querido leitor, quero chamar sua preciosa atenção para este Salmo. Creio que ao pregar nessa passagem nosso Senhor há de nos guiar em verdades preciosas daquilo que somente o evangelho poderoso faz nas vidas de homens e mulheres. Sei que ultimamente os testemunhos que ouvimos são dignos de dó e só mostram o quanto o povo em geral desconhece a verdade acerca de Deus e de Sua obra salvadora. Estou trazendo essa verdade à lume, porque eu sei o quanto nossa natureza se engana, ao pensar que o testemunho de uma vida transformada é mostrado por alguém que cometera grandes pecados e que vivera dissolutamente. Sempre pensamos assim, mas a verdade é que nós estamos iludidos. É certo que Paulo teve uma experiência inaudita quando foi salvo ali na entrada de Damasco, mas seu testemunho não foi contado duas vezes por causa dessa atuação incrível da parte do Senhor. Paulo contou a fim de mostrar aos judeus e ao rei Agripa o que ocasionou sua salvação e seu chamado ao ministério.
        Por favor, não me entenda mal. Não estou dizendo que as grandes experiências de salvação são espúrias. Quero apenas dizer que salvação é igual a todos. Não existe uma salvação mais dramática do que outra, pois o poder de Deus age igualmente. Tanto faz ressuscitar um morto, que está no sepulcro muitos dias, quanto ressuscitar alguém que acabou de falecer. Morte é morte. Assim, digo e afirmou que todos os salvos têm um testemunho igual a dar. É claro que nem todos vão cair perante uma luz mais forte do que o sol, como ocorreu com Paulo, mas a verdade que a salvação faz com que todos caiam prostrados perante a verdade dos seus pecados e perante a glória salvadora do Senhor. Alguns são chamados como o Senhor chamou Mateus; outros são salvos na hora da morte; alguns vêm à igreja, ouvem a pregação e são salvos ali, outros são salvos no leito da dor, à beira da morte. Mas a verdade é que a salvação é igual e todos têm o mesmo louvor e o mesmo testemunho a dar.
        Por essa razão chamo meus leitores para ver como esse testemunho de uma vida transformada é mostrado no Salmo 116. O leitor atento vai perceber que há assunto se destaca nesse Salmo. É o fato que a invocação aparece em seu sentido glorioso e real: “...Invocá-lo-ei enquanto viver”. Considero esse assunto como sendo de vital importância aqui, porque a Bíblia claramente mostra que todos os que querem ser salvo hão de invocar o Nome do Senhor para isso. Também, importa que saibamos que quando tudo começa com invocação, certamente a santa invocação há de continuar: “...enquanto viver”. O Salmo 116 vai expressar essa verdade em todos os sentidos da vida do Salmista, e acima de tudo mostrando o que realmente significa a experiência de um crente em Cristo.
        Ora, trago esse fato aqui, também porque o Salmo 116 mostra a nós a diferença entre o que o evangelho produz com aquilo que o evangelho moderno tem produzido em nossos dias. O antigo evangelho leva o homem à humilhação, ao reconhecimento de sua miséria, da sua inutilidade e fraqueza, bem como da merecida condenação. Por essa razão o homem realmente salvo há de ver quem é o Salvador e por essa razão clama a Ele, para que o liberte da miséria eterna. O homem salvo olha para a cruz, vê o amor de Cristo ali por ele e vê esse Filho de Deus como sua única esperança para livrá-lo da ira de Deus para sempre. O homem salvo se apega a esse Salvador; ele realmente entende o que significa “...socorro bem presente na angústia”. Não há engano, não há hipocrisia, porque a graça puxa o homem ao pó e a misericórdia chega para abraçá-lo e livrá-lo da punição eterna.

DESEJO POR UMA VIDA PIEDOSA (1)



                               
“Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça. Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teus louvores. Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Salmo 51:14-17).
INTRODUÇÃO:              
        Amado leitor, é impossível abrir as Escrituras sem ver a notável mensagem de salvação e da obra transformadora que a graça opera nos homens. O Egito cheio de armazéns abarrotados de mantimentos contra fome nem sequer podem servir para ilustrar a imensidão da riqueza dessa boa nova de salvação que Deus tem para os arrependidos. O que irei pregar, senão essas verdades? O que eu terei para apresentar aos homens, senão o fato que Deus abriu Sua porta de misericórdia e a escancarou, a fim de homens e mulheres pudessem buscá-lo?
        Amado leitor, eis-me aqui pronto para tornar notória a verdade das boas novas aos perdidos. Anelo abrir o cenário dessa tão grande salvação e mostrar no Salmo 51 os milagres que Deus opera no homem, tirando-o das profundezas do pecado, a fim de levá-lo aos altos ideais de um viver que agrada a Deus. E não é exatamente isso o que vemos nesse Salmo? O que aconteceu? Davi cometera terrível pecado contra Deus: “Contra Ti pequei!”, pois tomou a esposa de Urias e depois decidiu matar um homem inocente, na tentativa de encobrir sua culpa. Mas o Salmo 51 aparece para contar como foi sua confissão; como foi que Davi encarou suas maldades, logo após ter sido descoberto por meio do profeta Natan. Vemos também que nesse Salmo, Davi começa sua confissão do fundo do poço, vai elevando as suas petições completamente desprovido de qualquer hipocrisia.
        O que vemos nesse Salmo? Vemos um homem completamente caído, cheio da humilhação verdadeira e disposto a enfrentar tudo o que vier, a fim de obter de Deus a restauração desse doce convívio que ele sempre teve com seu Senhor. Davi não chega perante Deus com motivações ocultas; não vai ao Senhor pedindo-Lhe a restauração de sua família, nem o reino vitorioso de volta, nem tampouco a felicidade de ser bem-visto pelos homens. Davi não estava interessado nessas vaidades. O que Ele realmente queria era seu Deus; ouvir Sua doce voz de amor; levar-se por Sua sábia e perfeita liderança e honrá-lo em seu viver e em seu governo. Seu terrível pecado pode não ter sido notório aos olhos do povo; talvez pudesse passar sem que fosse descoberto. Mas para Davi nada disso era importante. Para que ter um reino aqui sem o comando do Deus do céu? Para Davi não importava as perdas terrenas, nem mesmo as honras de ser um rei. Seu tesouro era seu Deus; seu amigo era o Senhor e dessas coisas ele não iria abrir mão.
        Também, Davi sabia que ele não prosperaria sem o Senhor; que a face de amor do Senhor era sua alegria; que ele queria ser exemplo, modelo de um servo do Senhor enquanto aqui vivesse. Por essa razão seus pedidos foram impressos de forma inspiradora pelo Espírito Santo, para assim fazer parte dos Salmos e de toda Bíblia. Assim tenho agora uma perfeita obra de arte da graça, para assim levar aos meus leitores o verdadeiro significado de ser piedoso, conforme as Escrituras.
        Estamos vivenciando em nossos dias o que realmente significa afastamento da verdade; estamos vendo hoje o que satanás faz de estardalhaço com a Palavra de Deus, quando a igreja se afasta da verdade. Hoje a piedade é da aparência, o sentimentalismo ocupou a razão e Deus é visto como um ser mais voltado aos homens do que à Sua glória. O poder transformado do evangelho hoje deu lugar aos métodos modernos que eles usam, a fim de transformar o homem segundo os moldes do mundo.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

O ONTEM, O HOJE E O AMANHÃ DA IGREJA (10 de 10)




“Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Josué 3:5).
AMANHÃ:       VENDO AS MARAVILHAS DO SENHOR
        Amado leitor, creio que o pequeno comentário envolvendo nosso viver em santidade hoje é suficiente para que agora compenetremos bem naquilo que Deus fará amanhã.  Se andarmos agradando ao Senhor em tudo é óbvio que o Senhor fará do Seu povo um povo útil neste mundo, a fim de que Seu Nome seja santificado. Israel seria vitorioso contra as nações em Canaã se apenas obedecesse, caso contrário o Senhor mostraria o quanto os inimigos eram fortes e capazes de derrotar um povo débil e incapacitado de lutar. Quase quarenta anos antes Deus havia provado isso, pois por causa da incredulidade e rebelião, Deus simplesmente fez com que aquela multidão endurecida ficasse rodeando no deserto até foram todos eliminados pela morte.
        Então, é certo que Ele opera Suas maravilhas, pois vai à frente de  um povo santo. À Sua frente tudo se derrete, os inimigos fogem, uma Jericó tenta buscar refúgio atrás de uma inútil muralha. Quando o povo de Deus vive em santidade podemos esperar porque Deus há de ser nosso Capitão, assim como foi à frente de Davi nas grandes pelejas. Olhemos história da igreja, pois foi assim que Deus operou quando a igreja simplesmente se humilhou, passou a depender de Deus e vivem na abundante graça de Deus. O mundo está agora do jeito que está porque a igreja não é santa e nem vive em santidade. O que vemos hoje é um crescente avivamento do diabo; vemos elementos perigosos e enganadores tomando escarnecendo da verdade e zombando da causa santa. Vemos hoje satanás com ampla liberdade para introduzir seu sistema mundano dentro das igrejas e assim fazer expandir a mentira em lugar da verdade.
        Também, posso afirmar que quando a igreja for santa, nosso Senhor mostrará ao mundo as maravilhas da Sua graça e compaixão por meio do evangelho. Mostrará salvando pecadores e ampliando Sua igreja. O que vemos hoje, não é um falso evangelho bem disfarçado? Pois é, quando Deus vai à frente do Seu povo, tais inimigos e pervertedores da santa causa são banidos. Não há quem possa lutar com Deus. Foi assim com o rei Ezequias, pois quando se humilhou, orou e provou viver para Deus, o Senhor foi à sua frente para destruir as fileiras inimigas e numa noite só foram abatidos os mais poderosos soldados de Senaqueribe (2 Reis 19).
        Também, nosso Senhor mostrará no futuro as maravilhas eternas para Seu povo. Nem podemos imaginar, nem passa por nosso pobre entendimento o que aguarda o povo de Deus. É em santidade que o povo de Deus marcha para o céu. Foi embasado dessa santa obediência ao Senhor que as tropas de Israel destruíram as nações inimigas e assim todas foram eliminadas, para a conquista da terra santa. A igreja de Deus avança assim rumo ao céu. Sem santidade no viver nem prazer os crentes têm para andar, nem força da fé e do amor terão para perseverança no caminho certo. Sem santidade os joelhos ficam trôpegos e as mãos combalidas para conquistar o que Cristo já conquistou. Não temos uma mera conquista terrena, temos sim as regiões celestiais em Cristo Jesus.
        Finalmente, amigo leitor, você tem se entregado ao Senhor para a batalha? Consagração sincera ao Senhor tem sido a disposição diária em seu viver? Você faz parte das fileiras santas e o Senhor tem examinado sua vida? Você faz parte da igreja, dos vencedores? Você avança contra o mundo, contra o diabo e a carne? Você segue exatamente na direção oposta ao mundo perverso? Se for assim, quão útil é sua vida neste mundo! Maravilhas! Mais um remido cheio de coragem avançando pela causa santa aqui!
                 












AS INÚTEIS OBRAS DO PECADO (10 de 10)




“As suas teias não prestam para vestes nem se poderão cobrir com as suas obras; as suas obras são obras de iniquidade, e obra de violência há nas suas mãos” (Isaías 59:6)
CONHECENDO A SITUAÇÃO DO PONTO DE VISTA DE DEUS:
        Amado leitor estou chegando ao término de meus comentários em torno desse tema, o qual na realidade é claramente Deus mostrando o estado depravado do homem no pecado. Deus está expondo o fato que não há nada que venha a ser útil no pecado, nem para os homens, nem tampouco para Ele. Com esses fatos perante nossos olhos, minha esperança é ver homens e mulheres não mais retrucando contra Deus, não se escondendo para se defender, mas sim para cair aos pés do Senhor e Salvador, buscando em Cristo Jesus a perfeita provisão para suas almas, tão entregues ao pecado.
        Já vimos que nessa condição os homens desconhecem a verdadeira paz: “...o caminho da paz eles não o conhecem”. Isso significa que por onde os homens no pecado transitam não pode haver paz, justamente porque o verdadeiro sentido de paz é experimentado quando os homens são reconciliados com Deus, caso contrário a guerra continua. Em qualquer lugar por onde os homens andarem, não importa se estão em suas residências, no serviço, na escola, em suas festas ou até mesmo dentro de uma igreja, não há paz e nem sequer podem transmitir a paz. Eles podem lutar para terem paz uns com os outros na sociedade. Mas o fato é que a guerra continua e tudo o que parece ser paz é logo desmanchado com um clima de guerra e manifesto ódio entre eles. Os homens no pecado sabem como esconder bem suas armas quando perante os olhos da multidão, mas não demora muito para que elas se manifestem.
        Deus mostra, também, que não há neles capacidade para viver em santidade: “...não há justiça nos seus passos...”. Quando o caminho pelo qual o homem percorre não é o caminho de Deus, não adianta orar, rezar, buscar meios supersticiosos nem encher o seu ser de emoções. Não há possibilidade para o homem no pecado seguir a retidão; a alma torta fará com que as suas veredas sejam tortas também. Tente pegar um homem não salvo para ensiná-lo a trilhar os retos caminhos do Senhor. É impossível! Ele imediatamente se voltará contra a vereda santa, pela qual andam os santos. A mulher de Ló podia ser puxada para fora de Sodoma, mas seu coração estava arraigado no meio daquele povo corrompido e amadurecido para a justa punição de Deus (Gênesis 19). Os filhos de Eli podiam ouvir as repreensões de seu pai, mas as maldades dos seus corações continuariam, mesmo estando eles no serviço sacerdotal.
        Como mudar o homem? Se tivéssemos que ensinar um leão a se alimentar de ervas, teríamos que mudar seu coração, a fim de implantar na fera um coração de ovelha. Então, é impossível. Josafá tentou aliar-se ao ímpio Acabe, mas tal sociedade só trouxe repreensão de Deus e problemas sérios para sua posteridade (2 Crônicas 19). Onde o pecado habita e reina, eis que consequentemente o caminho será corrompido. Não se espera justiça partindo do pecado, assim como não podemos esperar que um porco agirá qual um animal limpo, justamente porque sua natureza é de porco.
        Qual a solução para o pecador combalido pelo pecado? A esperança está em Deus apenas. Quem pode mudar o pecador? Quem pode tirá-lo dessa condição tão suja e desonrosa na qual o pecado o colocou? Porventura, tem alguma igreja que possa mudá-lo? Tem algum santo capaz de torná-lo diferente e aceitável perante Deus? Claro que não! “E não há salvação em nenhum outro...” (Atos 4:12). A esperança do perdido está em que Deus venha para despertá-lo e assim levá-lo à contrição, a fim de que conheça o perfeito Salvador e Senhor, Cristo Jesus. Ele é chamado de Justiça nossa. Isso significa que o pecador encontra Nele plena purificação dos seus pecados, pois toda imundície é removida e assim o perdido pecador torna-se aceitável perante o Deus eterno. Então ó alma confesse a Cristo como seu Salvador e Senhor.











sexta-feira, 3 de junho de 2016

AS INÚTEIS OBRAS DO PECADO (9)




“As suas teias não prestam para vestes nem se poderão cobrir com as suas obras; as suas obras são obras de iniquidade, e obra de violência há nas suas mãos” (Isaías 59:6)
CONHECENDO A SITUAÇÃO DO PONTO DE VISTA DE DEUS:
        Amado leitor, tenho me esforçado para mostrar quantos terrores manifestam no caminho promovido pelas inúteis obras do pecado. Tudo isso porque não se pode esperar nenhum bem da iniquidade; não se pode plantar uma estrutura de confiança, de sólida esperança na iniquidade, pois tudo tende a desmoronar e mostrar que sucumbe perante a ira de Deus. Nas obras do pecado a tendência é desrespeitar as leis, ignorar suas ordenanças e assim aos poucos o terror é implantado.
        Outro detalhe é que as motivações antes tão ocultas são manifestadas: “Os seus pensamentos são de iniquidade”. Por que Davi não saiu com o exército como ele o faziam costumeiramente? Ah! Logo vemos que sua meta era atrair para si a bela Bate-Seba (2 Samuel 11). As iniquidades são normalmente alimentadas nos pensamentos e Deus perfeitamente as vê. Nosso Senhor Jesus jamais foi levado pela euforia da fé momentânea, porque ele bem conhecia a natureza enganosa do pecado no homem (João 2:24,25). Por que Simão mostrou interesse pela fé cristã e logo aceitou ser batizado? Porque tinha em vistas obter lucros financeiros por meio das atividades evangélicas. Ninguém consegue ocultar suas reais intenções por muito tempo, porque eis que logo elas emergem em seus caminhos.
        Finalmente, os males são vistos pelo caminho afora: “...a desolação e a destruição acham-se nas suas estradas”. Veja amigo, não há como segurar as obras inúteis do pecado, porque elas aparecem ao longo do caminho pelo qual percorre os homens no pecado. Veja para onde eles vão; veja o que eles falam uns com os outros; veja seus ídolos com os quais gastam seus corpos e seus bens; veja suas paixões e seus interesses por um mundo ainda melhor e mais inflamado de prazer; veja a distância de Deus e como correm da luz do evangelho, a fim de se ocultarem nas trevas, crendo que jamais serão vistos. As obras dos homens no pecado provam sim quem eles são, o que eles realmente amam, com quem preferem andar, seus interesses carnais e o destino que lhes aguarda lá adiante.
        Chegou agora o momento para que vejamos bem o terceiro assunto que emerge do texto em pauta. Vejamos agora qual é o ponto de vista do próprio Deus, e para mim é isso que faz a diferença no exame minucioso das Escrituras, porque à medida que aproximamos da linguagem bíblica, logo percebemos que estamos sendo ensinados pelo próprio Deus. Que fujamos de nossa própria maneira de interpretar a Palavra de Deus! Que tenhamos temor e tremor ao entrar nesse recinto sagrado! Quem conhece perfeitamente o homem? Sem esses ensinos seremos insensatos no viver e em nossa avaliação acerca de nós mesmos.
        A nossa primeira lição é que Deus mostra que os homens em suas obras de iniquidade estão em pé de guerra contra Ele: “...O caminho da paz eles não o conhecem”. Que declaração bombástica! Quando olhamos do nosso ponto de vista, vemos os homens em paz e amor com a vida. Eles parecem confiantes, dedicados à vida aqui, saudando uns aos outros e desejando que Deus abençoe a todos. A vida neste mundo aparentemente está sem qualquer indício de conflitos, mas a verdade é que tudo vai muito assim porque não vemos como Deus vê. Há uma intensa guerra no coração dos homens, porque pelas obras da iniquidade eles estão declarando que suas armas estão empunhadas contra o Deus da Bíblia. Nosso Senhor está declarando que eles não conhecem o caminho da paz. Note bem que o Senhor refere-se a uma paz específica: “...da paz...”. Por que isso? Porque as obras do pecado pode pintar um cenário diferente aqui, mas a verdade é que o conflito é tremendo lá dentro, porque eles não conhecem a paz com Deus.