quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (9)


“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
CONHECENDO A VERDADEIRA FAMÍLIA DO SENHOR (versos 48-50).
        Caro leitor, que nossos corações sejam tomados dessa santa verdade que está acima da compreensão natural, que Deus tem Sua família aqui e que essa família é composta de pessoas que fazem a vontade Dele. Além disso, nosso Senhor não faz distinção entre judeus e gentios, pois afirma: “Porque qualquer...”. Isso significa que qualquer alma que de coração se converte a Cristo, certamente algo miraculoso, maravilhoso, eterno e incompreensível à mente humana está ocorrendo em sua vida, porque é impossível que o homem natural venha fazer por si mesmo a vontade de Deus.
        Então, quando uma alma se converte a Cristo, eis que se finda os laços terrenos e fortalecem os laços eternos. Na família do Senhor não há mais grau de parentescos, como de primos, tios, mãe, avôs, etc. Nosso Deus não possui netos nem sobrinhos. Ele é o Pai eterno e só tem filhos. Quando homens e mulheres se arrependem e se voltam à Palavra de Deus, eis que imediatamente surge uma cisão, porque a família natural não combina com a família espiritual. Foi assim com Rute, porque aquela alma convertida ao Deus de Noemi imediatamente se se desinteressou pela sua família, e assim a fé se dispôs a mudar definitivamente para Belém, a fim de ali viver com o povo de Deus, servir ao Deus de Israel e morrer com o povo santo.
        Foi assim também com Abel, pois quando conheceu a justiça de Deus mediante o sangue do Cordeiro, eis que achou pela frente o ódio mortal do seu próprio irmão, Caim (Gênesis 4). Tem sido assim a história do povo de Deus, porque não pode haver ligação entre o que é natural com aquilo que é eterno e espiritual. Mas eu sei que o leitor está pensando agora que os verdadeiros crentes terão ódio em seus corações contra seus familiares, a partir da conversão. Quanto engano! Nosso Senhor não mostrou tal atitude para com Sua mãe, nem para com Seus irmãos. Pelo contrário, na cruz Ele designou João para cuidar de Maria e esta se tornou uma fervorosa crente, participante da comunidade dos discípulos. Sabemos também que pelo menos alguns de Seus irmãos, após a ressurreição se converteram, reconhecendo que Jesus, de fato era o próprio Deus que se tornou carne.
        Então, creio que podemos ver a dimensão gloriosa e impactante dessa família do Senhor, pois é certo que as coisas eternas e santas fortalecem as coisas naturais. O que é santo vem para santificar aquilo que é impuro e passageiro. Por exemplo, José no Egito, ao invés de ter em seu coração um ódio e desejo de vingança contra seus irmãos, foi abrasado em seu coração um amor incrível por eles e um desejo de vê-los seguros e protegidos. Os salvos normalmente não guardam ira em seus corações, mesmo que sejam odiados e repudiados porque se tornaram crentes; os santos de Deus estão armados de amor, de compaixão, de oração, de santos desejos de ver seus queridos aqui conhecendo o que eles passaram a conhecer.
        Posso aqui lembrar de Paulo, porque quando era um fariseu severo e cruel, o que podia dar ao seu povo? Mas quando se converteu e conheceu seu Senhor, eis que seu coração foi tomado de uma intensa compaixão, a ponto de se tornar um intercessor perante Deus em favor do povo de Israel, por isso disse: “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação” (Romanos 10:1). Eis aí o que significa a diferença entre o amor natural e o amor espiritual que habita no coração do povo salvo.
        Caro leitor, o que vemos aqui em termos de família é apenas algo simbólico, a fim de mostrar as realidades eternas. Todo amor familiar aqui passa. Então amigo, conheça agora em seu coração o amor salvador de Cristo, então tudo mudará.
style='font-size:14.0pt;font-family:"Arial","sans-serif"'>         Meu amigo, qual é a sua situação no momento? No íntimo você é ainda um rebelde contra o Filho? Se for esteja certo que está debaixo da terrível ira de Deus. Só há uma chance de escapar: é se humilhando perante a verdade, se arrependendo e se convertendo a Ele de todo coração.


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

TODOS DEBAIXO DO PECADO IV. “Todos se extraviaram...” (4)


“Todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis...” (Romanos 3:12)
A INDIVIDUALIDADE DO PECADO: “todos e cada um”
        Amigo leitor, estamos vendo como individualmente todos os homens em Adão tomaram um rumo diferente, cada um considerou que o caminho a tomar era belo e agradável. A individualidade indica que cada um simples se desviou do caminho certo, a fim de seguir o que cada um achava que era melhor para si. No tocante a Deus só há um caminho, mas no que tange ao pecado têm vários caminhos, os quais no fim se tornarão num caminho só – o caminho da morte.
        Mas essa verdade traz a lume outro fato, que cada um vem a este mundo para seguir seu próprio conceito de um viver sem Deus. No pecado não importa se são milhares e milhares de caminhos diferentes, porque o sistema da mentira é assim. Cada indivíduo cria seu próprio meio de viver. O que importa no pecado é que cada um vai confessar pelo seu modo de viver que não há Deus. No triste caminho por onde os homens andam não há luz para cima, não há qualquer revelação, indicando a presença da glória de Deus, mesmo tendo a criação perante eles, mesmo tendo a luz natural provando a divindade e o poder de Deus em tudo e em todos os detalhes. O pecado prescreve seu sistema religioso e procura adotar nos corações um sistema teológico diferente. Então, olhando com a visão bíblica para a raça caída, eis que vemos o mundo com milhares de direções diferentes, pois cada um persegue seus intentos de ganhar a vida, mesmo sabendo que houve uma porta de entrada, e que no final haverá uma porta para o além.
        Mas, há uma unidade no pecado e essa unidade é mostrada no coração e não na aparência, nem tampouco no caminho. No coração os homens se ajuntam; no coração proclamam que todos amam a mesma coisa; no coração mostram que têm uma ambição de um mundo melhor; no coração estão querendo distância da verdade e anseiam mais luzes daqui mesmo; no coração estão mancomunados, aptos para atacar o reino de justiça e da verdade; no coração estão com suas armas apontadas contra o céu e prontos a fugir e se esconder, caso o Rei da glória se manifeste; no coração podem ajuntar suas vozes e preferir Barrabás a Cristo. Eis aí, caro leitor a calma, o repouso e a paz que os homens caídos procuram neste sistema mundano.
        Mas a individualidade indica que, não importa, pois todos são responsáveis perante Deus. Cada um é culpado por ter tomado ofendido a santidade de Deus; cada um é responsável por ter quebrado a santa lei, dando as costas para Deus e seguir satanás. Foi isso o que Paulo quis dizer aos moradores da culta cidade de Atenas, na Grécia: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (Atos 17:30).        
        Vejo o quanto os homens lutam e inventam meios para escapar dessa terrível responsabilidade. Conscientemente eles sabem que terão que enfrentar o inexorável juízo de Deus. Os homens ficam atordoados quando veem os prenúncios de juízo, mas mesmo assim são levados pelo engano do pecado que não serão atingidos. Muitos correm tentando se esconder de Deus e da Sua Palavra. Muitos se abrigam em “refúgios religiosos”; muitos tentam se disfarçar com os truques dos falsos mestres; muitos tentam buscar ensinos mentirosos os quais tentam anular o castigo eterno. Uma vez conheci um homem que se gabava em provar que o inferno não é eterno. E os leitores sabem o quanto em nossos dias as mentiras que aparecem disfarçadas de evangélicas vêm para trazer “calma e paz” aos corações culpados.
        Caro amigo, todo meu esforço tem em vista levar-lhe ao conhecimento da tão grande salvação em Cristo Jesus. O Filho de Deus se manifestou para desfazer as obras do diabo e assim arrancar pecadores dessa escravidão, a fim de salvá-lo e levá-lo para o céu.  


A FAMÍLIA DO SENHOR (8)

“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
CONHECENDO A VERDADEIRA FAMÍLIA DO SENHOR (versos 48-50).
        Amado leitor, aprendemos que participar da família do Senhor é a vontade de Deus em ação e não a vontade do homem. E quando o homem se converte a Cristo ele está realizando a vontade de Deus, conforme as palavras ditas pelo Senhor: “...qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste...”. É verdadeiramente uma lição preciosa acerca da soberana atuação no meio dos homens, realizando assim Sua obra salvadora e regeneradora no coração. É Deus chamando homens e mulheres mediante a pregação do evangelho, a fim de que eles sejam para sempre participantes da Sua família; é Deus tirando homens da filiação mundana, da ligação e parentesco adâmico, a fim de tornarem Seus filhos, herdeiros Dele em Cristo.
        Então, seguindo essa verdade poderemos conhecer melhor quem são os participantes da família de Deus; também percebemos que a conversão a Cristo, o arrependimento e a fé no Salvador e Senhor não são atos provenientes do homem, mas sim de Deus, conforme vemos em João 1:13. Que o Senhor venha nos dar Sua graça para distinguirmos a verdade do erro, especialmente quando agora estamos em meio a esse avanço do ecumenismo, o qual nega toda essa verdade do novo nascimento e da obra soberana de Deus.
        Também, sabemos que essa distinção é vista no viver, óbvio. Deus não coloca estranhos em Sua família; Deus jamais chamará um filho das trevas de filho Seu; Deus jamais prometeu que o ímpio e profano irá morar com Ele no céu, nem tampouco herdar a herança eterna; Deus jamais há de chamar um filho da desobediência (Efésios 2:2) de filho da obediência (1 Pedro 1:14), e nem se espera que um não salvo irá viver em santidade, porque é impossível. Enquanto um Nicodemos não nascer de novo, poderá ser ele um príncipe entre os fariseus, mas não um filho de Deus (João 3). Enquanto Saulo de Tarso não cai perante o Senhor Jesus a quem ele tanto perseguia (Atos 9:1,2), eis que ele poderá ser até mesmo um irrepreensível na lei de Moisés, mas jamais será chamado um filho de Deus.
        Caro leitor, levemos isso a sério, cultivemos em nosso ser o espírito de temor, não brinquemos com os “vasos santos” das doutrinas santificadas por Deus. Homens e mulheres, mesmo que sejam parecidos com crentes; mesmo que frequentem igrejas e por fora pareçam zelosos; mesmo que sejam emotivamente adoradores e com corações satisfeitos em todas essas atividades, mesmo assim o Senhor Jesus lhes dirá: “Necessário vos é nascer de novo” (João 3:7).
        O fato é que é pelo novo nascimento que nasce uma nova natureza, um novo coração é implantado e o temor do Senhor será visto para viver em santidade e agradar a Deus (1 Pedro 1:15). Como podemos conhecer os filhos de Deus? Como saberemos que este e aquele pertencem à família celeste? Ah! Eles estão revestidos de santos ornamentos (Salmo 110:3). Os homens podem carregar uma bíblia debaixo dos braços, mas é bom saber que Deus nada fala com os não salvos, a não que cada um se arrependa e se converta a Cristo. Deus não tem um plano B; Deus não lida com aqueles cujo coração pertence ao mundo e ama o mundo e suas paixões.

        Ora, neste mundo nós lidamos com nossos filhos, com eles tratamos, disciplinamos e somos achegados a eles. Isso ilustra o fato que Deus, semelhantemente só lida com aqueles que Ele salvou e chamou. Com eles o Senhor trata como um Pai trata os filhos (Hebreus 12:10). Então, a mensagem que agora levo aos meus leitores é que se há entre eles alguém que ainda não se arrependeu e se converteu a Cristo de todo coração, o momento agora é para que você confesse a Cristo e peça a Ele para lhe salvar.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

TODOS DEBAIXO DO PECADO IV. “Todos se extraviaram...” (3)


“Todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis...” (Romanos 3:12)
A INDIVIDUALIDADE DO PECADO: “todos e cada um”
        Caro leitor, ontem dei início sobre a individualidade do pecado, porque é claro que Deus lida com cada ser humano como indivíduo responsável pelos seus atos. Falei que na decisão em Adão cada um seguiu o seu próprio caminho, a sua própria maneira de pensar e assim cada alma um dia chegará a ajuntar a todos e verá o terrível destino para onde o pecado os leva.
        A individualidade indica que cada um segue seu próprio pensamento, pensa como quer pensar, vive como quer viver e no íntimo acha que é livre para curtir esta vida e chegar ao ápice da glória terrena. O próprio pecado enche o coração do desejo de ser igual a Deus. A individualidade no pecado mostra que mesmo agindo assim, eis que todos são unânimes num só propósito de recusar Deus. O plano diabólico para este mundo é o ecumenismo e isso satanás consegue, porque a mentira religiosa pode se unir como um só corpo e um só coração; todos dão as mãos e tributam louvores às suas mentiras. Não foi assim na Babilônia? (Daniel 3). Ali estavam juntos todos os funcionários públicos e cada um seguia seu deus e sua própria religião, mas quando foi ordenado a adorar a estátua de ouro erigida por Nabucodonosor, eis que imediatamente a multidão se inclinou e mostrou estar unânimes num só propósito, exceto os três jovens crentes, amigos de Daniel.
        A individualidade indica que haverá discórdia entre eles, mas essa discórdia é resultado do ódio, de intenções perversas e de disposição de prevaricar contra o próximo. Os homens no pecado, quando são soltos se tornam como feras prontas para esmagar uns aos outros. O cap. 20 de 2 Crônicas narra aquele episódio, quando algumas nações se uniram num só propósito em atacar Jerusalém e destruí-la, mas o que ocorreu foi que com as orações do rei Josafá e do povo, eis que Deus simplesmente soltou as feras do mal enjauladas naqueles corações, então, imediatamente entraram em conflitos uns contra os outros, e assim exterminaram a eles mesmos, sem qualquer ação bélica por parte de Israel.
        A história e as notícias do dia a dia mostram como este mundo é maligno e perverso, pois os filhos das trevas são inimigos entre eles mesmos; brigam, lutam, assassinam e realmente sentem tremendo ódio. O mundo parece ser unido, mas essa unidade só acontece por um tempo. O reino do pecado não pode criar amor, harmonia e disposição para atos de justiça. O próprio pecado é em si mesmo um caldeirão que ferve de contendas e inimizades, com cada um querendo passar á frente e esmagar seu próximo. O mundo é assim, não tem ambiente adequado para formação em pureza, santidade, amor genuíno e justiça; no mundo cada pessoa busca sua própria glória, por isso todo esforço em buscar o bem termina em completa falácia.
        Como provar isso? Note bem a individualidade do pecado no modo de agir do homem não salvo. Veja como não há um Senhor em sua vida; que não há disposição para servir a Deus e viver unicamente para a glória Dele. Em seu caminhar o indivíduo não carece de Deus; não vê qualquer problema à frente; não vê os terríveis perigos individuais. Tudo o que ele tem e o que quer é conquista dele mesmo; não há lugar para adoração a Deus; não há lugar para dar graças àquele que tudo nos deu e nos proporciona com incrível riqueza. O viver no pecado é viver só, sem Deus no mundo; é viver por si e para si mesmo.  
        Mas quão diferente é um coração regenerado pela graça! Um salvo imediatamente passa a andar com Deus neste mundo, pois a alma passa a ver este mundo com os olhos espirituais abertos; passa a ver quão louco e cego foi no passado.

                Ó tão cego eu andei e perdido vaguei, longe, longe do meu Salvador!

A FAMÍLIA DO SENHOR (7)

                                      
“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
CONHECENDO A VERDADEIRA FAMÍLIA DO SENHOR (versos 48-50).
        Amado leitor, chegou o momento para checarmos a clara distinção mostrada pelo nosso Senhor no tocante à Sua família, pois nós precisamos saber o quanto tal verdade é de extrema importância para o aperfeiçoamento de nossa fé, a qual está sendo abalada pela terrível confusão humanista nestes dias tão maus. A Bíblia inteira faz clara distinção entre a família de Deus e aqueles que não pertencem à Sua família; as palavras do Senhor vêm de um firme fundamento que, qual rocha cria firme base para que possamos nossos pés e vivermos de forma inabaláveis neste mundo. Que saibamos que neste mundo só têm duas famílias para Deus: a família em Adão e a família em Cristo. Nosso Senhor não lida com os homens tendo como base nosso conceito de família, mas sim conforme aquilo que Ele mesmo vê e perfeitamente sabe.
        Note bem o que nosso Senhor apresenta nessa distinção: “Qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste...”. Pode o leitor perceber essa real distinção? Não está em voga a vontade do homem; não aquilo que os homens pensam e querem e determinam fazer; não se trata aqui da decisão de fulano ou sicrano para seguir a Cristo, mas sim a vontade soberano de Deus, o Pai: “...a vontade de meu Pai celeste...”. Que joia preciosa para os corações santificados! A história da salvação de pecadores neste mundo, desde o princípio é a história da soberana atuação da vontade de Deus. Nosso Senhor Jesus ressalta bem tal verdade, pois Ele mesmo diz em Mateus 7:21 que os que entrarão no reino de Deus são aqueles que fazem a vontade do Seu Pai celeste. Nenhum apóstolo ignorou tal ensino, pois João em sua primeira carta afirma que o que permanece para sempre é aquele que faz a vontade de Deus (1 João 2:17). Também Tiago afirma tal fato em sua carta: “...segundo a Sua vontade Ele nos gerou...” (Tiago 1:18).
        Então, podemos aqui afirmar que entrar na família de Deus e se tornar membro dessa santa e eterna família, não é decisão do homem, mas sim de Deus, assim como numa família terrena, a decisão para ter um filho pertence ao casal e não é do próprio filho que nem mesmo veio a existência. Em toda Bíblia vemos o quanto essa Soberana vontade é exaltada, e até mesmo o Senhor Jesus mostra que veio ao mundo para fazer a vontade do Seu Pai celestial, e Ele deixa isso bem claro perante todos os Seus seguidores e aqueles que paravam para ouvir Sua mensagem.
        Então, creio que é o momento agora para que estabeleçamos essa verdade de forma doutrinária. Quando é que começa essa atuação soberana da vontade de Deus? Como podemos nós saber que alguém se tornou partícipe da santa família do Senhor? Claro, começa na conversão. Não tratarei aqui dos planos eternos do Senhor, conforme fora estabelecido antes da fundação do mundo. A verdade é que desde a nossa queda todos nós nos tornamos filhos do diabo (João 8:44). Sei que os homens não gostam de ouvir sobre isso e a terrível soberba nem quer imaginar ser um participante da família cujo pai é o príncipe deste mundo. Mas foi exatamente isso o que nosso Senhor falou para os incrédulos e arrogantes judeus, pois eles mesmos achavam que eram salvos, somente porque eram descendentes físicos de Abraão (João 8:44). Então, é óbvio que se alguém pertence a uma família, não pode ao mesmo tempo pertencer a outra. Eu nasci na família Sena e terei esse sobrenome até à morte. Nascemos por natureza na família adâmica e não na família de Deus. Por isso precisa nascer de novo: “Necessário vos é nascer de novo” conforme nosso Senhor afirma em João 3.

        A pergunta crucial pode chegar ao seu coração agora: Você um dia nasceu de novo? Ouviu a Palavra da verdade e foi chamado do pecado para a  vida que há em Cristo?

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (6)


“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
CONHECENDO A VERDADEIRA FAMÍLIA DO SENHOR (versos 48-50).
        Amado leitor, tomemos as palavras ditas por nosso Senhor, a fim de conhecermos Sua verdadeira e eterna família. Para os salvos é satisfação saber que pertencem a essa família, que foram escolhidos e chamados por Deus e para Deus, que um dia mediante a Palavra nasceram do alto e por isso amam a casa eterna, onde estarão para sempre com Cristo.
        Vamos agora compenetrar-nos em ver como Cristo faz a apresentação da Sua família: “Eis minha mãe e meus irmãos”. Notemos bem que nosso Senhor é rápido e definido em Suas palavras. Também vemos que Ele estava ali motivado no íntimo em ligar-Se à essa família Dele. O que Ele faz é apontar para Seus discípulos, assim como temos prazer de apontar nossos queridos aqui para os outros. Quando alguém chegam em minha casa procuro mostrar a foto dos meus filhos com suas esposas. Para mim isso é motivo de honras, pois amo muito meus familiares. Vejo no facebook o quanto as pessoas gostam de postar fotos de seus queridos. Nosso Senhor, na santa alegria da Sua missão terrena imediatamente apresenta aqueles que Seu Pai escolheu e que Ele mesmo amou na eternidade, e que por isso deixou o céu e veio à terra para buscá-los (Hebreus 2:10).
        Meu amigo, você já pensou nisso? Note bem que o Senhor simplesmente ignorou Seus irmãos de sangue e até mesmo Maria sua mãe. As ligações terrenas não lhes interessavam; a fraternidade desta vida não tinha qualquer efeito em Seus santos sentimentos. Nosso Senhor não veio costurar remendo pano velho com pano novo; não veio abençoar aquilo que fora atingido pelo pecado; não veio para abençoar aquilo que a morte havia tocado e que um dia é totalmente desmanchado pelo tempo. Vejo como o evangelho atual se gasta e desgasta com essas coisas terrenas; preocupa-se mormente com aquilo que é tangível e passageiro. Note bem que Jesus nem sequer pediu licença aos Seus discípulos para falar um pouco com Sua mãe. Sua missão estava fincada em pregar o evangelho, em anunciar aos pecadores a necessidade de crer Nele, como sendo Ele o Filho de Deus.
        Caro leitor, você já se tornou membro dessa maravilhosa família? Seu coração foi mudado? Você agora é alguém que está ligado ao patrimônio eterno? Sua Pátria está aqui, ou no céu? Sua esperança está neste mundo, ou sua herança está guardada no lugar eternamente seguro? Ora, a família de Deus pensa assim e age assim, mesmo que ainda nesta vida se ocupe com aquilo que é transitório. Enquanto aqui estivermos aqui negociaremos com justiça, santidade e retidão. Enquanto aqui vivermos mostramos o padrão de justiça celestial naquilo que Deus colocou sobre nós como nossa responsabilidade. Mas os santos de Deus agem com a mesma fé cheia de esperança que Abraão teve, pois sendo rico e abastado, mesmo assim não permitiu que os grilhões desta vida não prendessem seus pés, nem que as algemas das ambições mundanas ligassem suas mãos àquilo que passa e some com o tempo. Ora, Abraão aguardava a cidade permanente – a Nova Jerusalém (Hebreus 11:10).
        Então, para você que ainda vive esta vida sem qualquer esperança e sem Deus no mundo (Efésios 2:12), eis que agora é o momento para sua reflexão, para que você seja cheio de sabedoria, a fim de examinar o perigoso caminho por onde você, pois certamente esse caminho terminará no abismo. Agora mesmo humildade, confesse seus pecados ao Senhor e invoque o Nome Dele para ser salvo. Peça a Ele para ter misericórdia de sua alma, para que Ele perdoe e purifique seu coração perverso e lhe aceite na família Dele.
       
       


TODOS DEBAIXO DO PECADO IV. “Todos se extraviaram...” (2)


“Todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis...” (Romanos 3:12)
A INDIVIDUALIDADE DO PECADO: “todos e cada um”
        Amado leitor, que aproveitemos bem essa oportunidade de ouro que a graça nos dá, a fim de perscrutarmos melhor os santos ensinos sobre a condição na qual o pecado deixou os filhos de Adão. À medida que avançarmos mais na compreensão desse texto, certamente veremos o quão monstruoso é o pecado e o quanto esse reino de trevas avança em total domínio de seres caídos e escravizados. Em nossos dias precisamos expor essas verdades em forma de pregação,  bem como precisamos orar por uma visitação da compaixão de Deus, trazendo nas asas da graça a maravilhosa e eterna salvação.
        Hoje todo meu esforço consiste em mostrar o trabalho que o pecado fez e faz em cada homem individualmente, pois o próprio texto nos revela isso no termo: “todos” e na expressão “cada um”. É importante ressaltar isso pelo fato que o pecado nos faz sentir lisonjeados no íntimo e nos enche de justiça própria, a fim de que olhemos para nossos semelhantes, para convencer-nos de que somos diferentes, ou melhores. Essa trapaça do coração ela é vista especialmente quando homens e mulheres estão adornados de religiosidade que satisfaz a carne. Apesar da multiplicidade de indivíduos, somos diferentes uns dos outros. Na criação de Deus vemos essa maravilha, porque os homens diferem dos animais. Todos os homens são tratados por Deus como pessoas individualmente responsáveis. Milhões de pessoas transitam neste mundo, todas vieram de um homem só – Adão, mas cada um é diferente, cada um é tratado por Deus como responsável e que um dia há de prestar contas de si mesmo a Deus.
        No caso do pecado, o ensino bíblico mostra essa decisão individual dos homens. Mesmo que todos igualmente tombaram em Adão, eis que o pecado ergueu cada um para que tomasse seu próprio caminho: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho...” (Isaías 53:6). O pecado opera assim, lidando com a personalidade dos homens e tomando isso para suas funções de maldade. Nem todos farão exatamente o que todos fazem; nem todos se agradam de tudo o que outros fazem, mas todos trabalham individualmente para o pecado. Nem todos vão trair como Judas traiu; nem todos perseguirão os crentes como Saulo perseguiu; nem todos agirão como Faraó agiu perante Moisés e Arão. Mas o fato é que todos em sua individualidade são escravos do pecado. É exatamente nisso que o pecado faz do mundo esse mundo incrivelmente hábil em servir aos planos do diabo. Nem todos vão roubar, matar, adulterar; muitos serão capazes de plantar, construir, comercializar, etc. mas esse é o reino do pecado, utilizando homens para as funções perversas de construir um reino de completa injustiça e sem Deus.
        Veja amigo, todos se convergem para uma só direção, mesmo agindo individualmente; todos são levados pelo turbilhão do mal; todos seguem um caminho tão largo que cabe a todos, e enfim todos caem no mesmo abismo, como as águas de um rio que descem para as cataratas. O que a Bíblia leva em conta é o fato que “...todos pecaram...” (Romanos 3:23). O que interessa aqui é o fato que todos são igualmente culpados, mesmo que nem todos praticaram nem praticam a mesma coisa, todos se desviaram do caminho. Qualquer desvio leva para o erro. Não importa se eu estou indo para o norte, para o sul, para o leste ou para o oeste neste mundo, o fato é que o pecado me tirou do rumo certo – para cima. Então, segue-se que mesmo que todos os caminhos são diferentes e aparentemente belos, eis que são perigosos, letais e no fim todos se encontrarão no mesmo lugar.

        Qual a solução agora? “Arrependei-vos e convertei-vos”, e isso é individual, pois Deus lida com você, meu amigo.