terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

O LOUVOR AO SENHOR (1)


                                        
“Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem à região do silêncio, nós, porém, bendiremos ao Senhor desde agora e para sempre. Aleluia” (Salmo 115:17,18)
INTRODUÇÃO:      
        O que posso falar de louvor? De fato a bíblia está cheia desse termo, mas hoje é o termo mais usado nos cultos modernos. Esse incrível Salmo 15 vem nos mostrar o que realmente significa louvar a Deus, que só existe um povo que pode louvar a Deus e são os vivos. Percebemos que é um assunto que deve nos chamar nossa atenção. Sou eu alguém vivo para Deus? Será que estou na condição de uma alma espiritualmente morta? O Salmo 115 mostra que se eu não louvo a Deus no viver, eis que certamente adorarei meus ídolos no íntimo e serei semelhante a eles. O viver consiste em diariamente louvar a Deus. Se não louvarmos a Ele, é certo que faremos aos ídolos. Os que louvam a Deus sabem bem a razão e que é insensatez recusar e endurecer o coração. O próprio Salmo 115 nos mostra o que significa o genuíno louvor ao Senhor, e antes de entrarmos nesse assunto, veremos o que o Salmo 15 diz sobre o verdadeiro louvor a Deus.
        1.     Louvor é proveniente de corações gratos por causa da misericórdia e fidelidade de Deus (verso 1): “Não a nós Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória...”. Eis aí a canção de louvor dos remidos, em todos os lugares e em todos os tempos. Homens e mulheres santificados na redenção pelo sangue sabem bem quem é o Deus deles e como foram libertos da escravidão do pecado e de toda idolatria. Na verdade, a vida de idolatria dos homens é uma auto-promoção; uma forma de mostrar que é importante, por isso cria seu sistema de idolatria no íntimo.
        2.     Louvor é proveniente da fé verdadeira que crê no Deus invisível e sabe que sua habitação está lá no céu: “No céu está o nosso Deus e tudo faz como Lhe agrada” (verso 3). Enquanto os idólatras buscam algo visível ou tangível aqui para adorá-lo, os santos têm a fé firmada naquilo que eles não podem ver. Ora, isso é algo que assusta o mundo e o move a criticar, zombar e perseguir os crentes, pois eles louvam e adoram alguém que não é visível. Os crentes, quanto mais crescem na fé, mais podem louvar o Senhor com corações cheios de temor a Ele.
        3.     Os santos dão louvores ao Senhor e atribuem a Ele toda soberania em tudo:”...e tudo faz como Lhe agrada”. Notemos como é imensa a diferença entre a fé e a incredulidade idólatra. Os mundanos não conseguem expressar louvores a Deus, porque é humilhante demais. Para eles é imensamente mais fácil curvar perante os altares erigidos por eles mesmos, porque em suas mentes, seus ídolos lhes favorecem e trabalham por maior prosperidade aqui.   
        4.     Finalizo a parte introdutória, mostrando que o louvor emana de corações que experimentam seu Deus como amparo e escudo. Aquele que está no céu, está aqui também, presente em todo tempo, especialmente no comando do Seu povo que Ele tanto amou. “No céu está o nosso Deus...” é a posição suprema, acima de tudo e de todos, mas, o Deus que é amparo e escudo é Aquele que guia Suas ovelhas; é o que sustenta, protege e livra os santos de provações e perigos; é Aquele que na chegada da morte toma Seus santos para Si e os leva ao lar celestial. Que diferença! Que desafio esse Salmo 115 traz para o povo de Deus! Quantas vezes vejo crentes desanimados, tímidos e medrosos ante um mundo atual, tão carregado de vaidades religiosas. Mas este Salmo vem nos encher o coração da teologia correta e nos livra das apreensões terrenas.
        Finalizo esta parte introdutória uma dinâmica compreensão do Salmo 115. Que o meu Senhor me dê Sua graça, a fim de expor com clareza as mensagens que os santos querem ouvir; que eu seja compenetrado em mostrar a verdade à luz de toda Escritura. Os verdadeiros crentes querem beber da agua cristalina e alimentar do pão que nutre bem suas almas.

Estudo em Filipenses - Parte 5 - Pr. David Sena

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A GRANDE FESTA DA FÉ (3)



“Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra” (Salmo 100:1)
A FESTA DA CELEBRAÇÃO “Celebrai com júbilo ao Senhor...”
        Sempre o povo de Deus celebrou ao Senhor, e eles fizeram muitas vezes como resultados de circunstâncias difíceis, como os acontecimentos ocorridos com a nação de Israel. Não podemos esquecer como o Espírito Santo conta a história ocorrida nos dias de Jeremias, como Jerusalém ficou inteiramente destruída e o povo ficou orfanado de sua querida cidade por 70 anos no cativeiro babilônico, distante dos sistemas sacerdotais, dos profetas e dos cânticos. Como não gemer de saudade? Milhares que partiram com idade avançada morreram lá e milhares que partiram novos se tornaram homens idosos, como Esdras, Neemias e Daniel, além do fato que milhares de judeus nasceram na babilônia, mas foram ensinados pelos seus pais acerca de Jerusalém. A distância fez aparecer milhares de crentes judeus, os quais amavam o Senhor e queriam de fato servi-lo em Jerusalém. O regresso deles seria o prêmio maior e motivo de grande celebração.
        Não foi exatamente isso o que aconteceu? Pois quando o povo foi reunido em Jerusalém por meio da liderança de Neemias e do piedoso Esdras, o que aconteceu ali? Não foi uma celebração impressionante? Olhemos Neemias 8, porque após ouvir a Palavra de Deus em Sua lei, eis que o povo chorou. Que avivamento! Que celebração de arrependimento! Como eles sentiam de perto a bondade do Senhor! Como seus corações anelavam servir ao Senhor com alegria! Agora seriam necessárias as palavras de Neemias e Esdras, pois eles queriam uma festa de alegria, mostrando um novo começo, pois o Senhor cumpriu Sua Palavra, quando milhares de anos antes Ele afirmou que quando Seu povo voltasse de coração para Ele, em Sua graça estaria ali para recebê-los e trazer Seu povo de volta. Que festa! Quanta alegria genuína! Agora eles ficaram longe da companhia dos pagãos tão devotos aos seus ídolos. Não foi de fato uma antecipação do céu?
        Deus sempre fez isso na história do Seu povo. Os 70 anos de cortina de ferro russo fizeram a igreja do Senhor sofrer tanto, mas quando tais “cortinas” foram abertas, eis que multidões sentiam fome tremenda pela palavra de Deus e com festa de uma alegria incrível celebraram o Senhor com a livre chegada da santa mensagem. Com tristeza vejo como o inverso tem ocorrido aqui no Brasil, pois a celebração que fazem não passa de engano da carne. Creio que meus leitores sabem da famosa “marcha para Jesus”, o que não passa de uma marcha ecumênica e não um doce “bem-vindo” à verdade da revelação bendita. Nunca houve um tempo quando o Senhor tem sido tão desconhecido aqui no Brasil como vemos agora. Os verdadeiros crentes não precisam se ajuntar para uma caminhada por uma avenida, porque os peregrinos e forasteiros já marcham triunfantemente pela estrada estreita, rumo à Pátria celestial.
        A festa da celebração somente os crentes entendem, o mundo está completamente fora disso. Eles celebram seus ídolos e suas paixões, como já vemos nas danças carnavalescas ocorrendo aqui no Brasil. Os crentes não são assim. Eles entendem o que significa saudar o Nome de Jesus; eles entendem pela fé o que o Salmista diz sobre “Celebrai com júbilo ao Senhor!”.
       


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Estudo de filipenses - parte 4 - Pr. David Sena

A GRANDE FESTA DA FÉ (2)


                           
“Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra” (Salmo 100:1)
A FESTA DA CELEBRAÇÃO “Celebrai com júbilo ao Senhor...”
        Notem que é convocado o povo de Deus de Deus e entendemos que somente os crentes podem celebrar a grande festa, porque eles o fazem porque creem Nele. Sempre foi assim, mesmo na história do Velho Testamento, os convocados eram os judeus crentes, o povo eleito. A razão obvia é que ninguém mais se interessa por essa celebração. Veja bem, não estou tratando de festa numa igreja, numa praça, ou no evento conhecido aqui no Brasil de “Marcha para Jesus”. A fé não se regozija com o que é externo e meramente transitório, porque essas luzes com o tempo apagam. Mas a fé jamais apaga, ela é a lâmpada acesa do homem interior renovado pela graça. Portanto, os crentes são convocados a realizar essa celebração e essa festa é do coração deles, porque a luz da graça salvadora está acesa ali. Quando há festa no coração, todo ambiente enche de alegria.
        Também, a celebração diferente daquilo que o mundo pensa e faz, porque a religião mundana não conhece o temor ao Senhor. A vida do crente tem luzes da palavra de Deus brilhando em todo seu ser, mediante os santos ensinos da palavra. O temor ao Senhor levou a igreja primitiva a reunir-se todos os dias; havia alegria intensa neles, pois foram arrancados da ilusão religiosa de um judaísmo sem vida; a mensagem de Pedro em Joel foi o martelo que esmiuçou seus corações, levando aqueles homens a sentir no íntimo a profunda culpa que tanto dilacerou o íntimo, a ponto de clamar: “Que faremos irmãos?” Aquele que eles tanto desprezaram, a ponto de pedir que fosse crucificado, agora habita neles; aquele que andava fazendo o bem, com sinais e maravilhas veio ser o Senhor, habitando para sempre em seus corações. Aqueles novos crentes em Cristo reuniam para celebrar com júbilo ao Senhor.
        Saulo saiu de Jerusalém rumo à cidade de Damasco, como um terrorista religioso, mas tombou ali velho Saulo, para nascer Paulo; com júbilo esse novo homem voltou a Jerusalém, desarmado por fora, mas armado de vibrante fé no íntimo, celebrando o conhecimento que teve naquela visão gloriosa e cheia de compaixão (Atos 9). Tem sido assim na história do cristianismo, porque milhares de salvos pela graça passaram a celebrar pela fé o Senhor que lhes salvou. Normalmente a festa mundana termina em tristeza e tende a levar à depressão. Belsazar celebrou a sua festa de prazeres sensuais no palácio, mas logo Deus mesmo fez com que o júbilo inútil fosse dissipado, trazendo horror e morte aos rebeldes (Daniel 5). Como a festa mundana difere da celebração dos santos!  Quando Simeão tomou a criança dos braços ternos de Maria, aquele sincero crente pode celebrar aquela visão do Salvador com intensa alegria e a disponível vontade submissa a Deus para sair deste mundo.
        Como podemos nós celebrar as maravilhas do Senhor? Quanta tristeza vemos esse cristianismo moderno! Tudo hoje não passa de uma celebração carnal intitulada de “evangélica”, porque não vemos o temor do Senhor, mas sim uma reunião do mundo com os chamados crentes. Podem tais pessoas celebrar com júbilo ao Senhor? Claro que não! Reunir as trevas com a luz? Associar a impiedade com os piedosos? Não é verdade que o Senhor não está presente ali? Como podemos unir o culto ao Deus santo com o culto prestado ao diabo?

Estudo em Filipenses - Parte 3 - Pr David Sena