quinta-feira, 31 de julho de 2014

SOMENTE PELA GRAÇA (6)



Porque pela graça sois salvos, mediante a fé e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não de obras para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8. 9).
A OBRA DA GRAÇA NA SALVAÇÃO: “Porque pela graça...”
         Caro leitor, que alegria enche meu coração por entrar nessas maravilhas da graça! Os pecadores precisam saber acerca da grandiosa riqueza de Deus para os mendigos espirituais, e toda essa riqueza foi adquirida por Cristo na cruz. Todo trabalho de Deus na vida dos perdidos pecadores é pela graça somente. Nada, absolutamente nada da parte de qualquer pessoa, porque graça é o poder de Deus em atuação; é a força incrível deu Deus em lidar com o poder da morte, do pecado, do mundo, do diabo e do inferno.
         A graça salvadora mostra o que faz nos santos: “sois salvos”. O tempo perfeito (na gramática grega) indica que a salvação é uma obra feita por Deus, a qual jamais será desmanchada. Ora, não divergência nas Escrituras. Em toda extensão das Sagradas Letras a salvação do perdido pecador é vista como algo perfeito e eterno, porque foi planejada na eternidade e conquistada pelo supremo triunfo de Cristo na cruz. O Senhor não veio proporcionar uma salvação temporária; nunca o Senhor irá desmanchar o que Ele mesmo fez na graça; nunca, jamais qualquer salvo cairá no inferno, nem faltará um remido no céu. É fato que tudo o que foi feito na lei foi desmanchado, porque a lei foi uma aliança que duraria pouco tempo; a lei ficou velha e caducou, mas a graça é eterna, para todo sempre. Notem a linguagem do Senhor Jesus em relação à Sua salvação, pois Ele sempre usa a expressão “vida eterna”.
         Também, suas promessas ultrapassam esse breve viver daqui e Ele mesmo desafia tudo e todos para exibir a grandiosidade dessa tão grande salvação. Ele usa expressões assim: “Jamais hão de perecer” para desafiar o inferno; “...e eu o ressuscitarei no último dia”, para desafiar a morte; “...ninguém as arrebatará de minha mão”, para desafiar o diabo e o mundo. Poderia gastar muito mais tempo aqui para mostrar o quanto os atos da soberana graça são preciosamente apresentados em toda extensão da Palavra de Deus.
Também, ouçamos os salvos; vejamos de perto como eles juntamente atribuem glória a Deus na salvação. Nunca um salvo há de orar e atribuir glórias a si mesmo na salvação. Veja os hinos preciosos cantados pelos crentes, porquanto os mais belos hinos exaltam a majestosa salvação pela graça, pois enaltecem o trabalho de Cristo e o descanso que agora suas almas obtiveram para sempre: “Na redenção, firmado estou”; “Que segurança, sou de Jesus”; “Eu sou de Jesus, aleluia!” e outros milhares de hinos antigos, com os quais os santos celebram essa história eterna do amor de Deus em Cristo.
         Outro detalhe nessa tão maravilhosa obra da graça é que a salvação é igual a todos. Nunca a Palavra de Deus mostra uma salvação mais abençoada e mais abundante para um grupo especial. Os apóstolos não foram mais salvos do que os irmãos simples. Eles nunca se elevaram, como se fossem mais importantes. Pedro, Paulo e João sempre mostram em seus escritos que foram chamados para serem servos da igreja e que herdeiros da mesma graça com todos os santos. Não há uma classe especial de remidos; não há um grupo que mais mereceu, porquanto fez mais. Não! A justiça de Cristo é a mesma para todos e todos juntos adoramos o Salvador e estaremos lá na glória, a fim de depositar toda glória perante Aquele que nos amou.
         Meu caro leitor, você apreciar essas verdades em seu coração? Veja bem, que enquanto qualquer pessoa estiver encantada com seus esforços e atividades, tal pessoa desconhece o real significado da graça soberana. Enquanto habitar o orgulho religioso e moral no íntimo, o homem continuará habitando nas trevas e será sempre um ignorante da obra de Deus no viver. A graça opera em homens e mulheres caídos; opera em pecadores que viram sua própria miséria e acreditam que eles mesmos diante de Deus são fracassados, pois não passam de pecadores culpados. Mas é aí que a graça entra para realizar tão grande obra de salvação eterna.

PARECE DIREITO




Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” Provérbios 14:12.
         É bom que examinemos bem o ensino tão norteador que nos traz este verso. Ele mostra o quanto a Palavra de Deus é um livro revelador, e que nada pode ficar oculto diante da Suprema verdade inspirada. Este verso aparece como um raio-X do céu para mostrar aquilo que está oculto no coração, que parece sábio e espiritual aos olhos humanos, mas que, sob o escrutínio bíblico não passa de ser loucura.
                   Importa que primeiramente saibamos que há caminho claramente não direito. Sua sujeira é perceptível de longa distância. Por exemplo, tem o caminho da desonra. Alguém poderá fugir do pecado do roubo a fim de que não seja preso. Ele quer preservar seu nome de uma infâmia tal. Tem também o caminho que expõe claramente o abismo lá adiante, e muitos são aqueles que evitam transitar por esse caminho. Muitos podem fugir das drogas, ou de outro vício que poderia empurrá-los para a morte repentinamente. Religiosamente falando, muitos fugiriam de uma seita claramente satanista e com o envolvimento direto com as trevas. São muitas as religiões que fazem isso, mas de forma tão encoberta que seus seguidores não percebem as artimanhas do pai da mentira.
                   Mas tem o caminho aparentemente direito. Por quê? A avaliação desse caminho é feita pelo próprio homem: “... que ao homem...”. Não é uma avaliação baseada em convicções documentadas. O homem examina o caminho que aos seus olhos parece direito, porque foi feita uma avaliação à luz da presente situação. Ele não examinou nem o que ocorreu no passado, nem tampouco as conseqüências futuras. Foi baseado em pura emoção, à luz do presente contexto social, firmando na possibilidade de que no final daquele caminho não haverá qualquer juízo, porquanto muitos já tomaram o mesmo caminho e estão indo muito bem. Também, o caminho é examinado à luz da facilidade com que o homem enganado pode transitar por ele. Tudo fácil, sem qualquer empecilho em sua frente.
                   Mas há um final desastroso. Por quê? A primeira coisa a considerar neste ponto é que todo caminho tem um final. Nesta vida sempre estamos indo em direção a um final. O final desse caminho é desastroso porque não houve o apoio de Deus e de Sua Santa lei. O homem tomou sua decisão e ignorou o Grande e Sábio Senhor que vê todas as coisas e que Seu juízo permeia toda terra. É um caminho desastroso também porque está desvinculado da abnegação e do amor ao próximo. Parece direito ao homem, mas no final trará prejuízo aos seus semelhantes. Devemos considerar também o fato que o ser humano está cumprindo a lei da semeadura, e que ele há de ceifar aquilo que semeou. Consideremos também o juízo. Ninguém pode ficar impune em seus atos tortuosos. O juízo virá na eternidade, mas também acontece aqui com tristes resultados.
                   Mas o verso não termina assim, pois nos mostra também o resultado do “caminho que ao homem parece direito”. Resulta em “Caminhos de morte”. São “Caminhos de morte” nos seus resultados imediatos. Todo pecado tem como seu efeito a morte. Ela aparece trazendo suas desgraças em forma de tristeza, depressão, angústia, dor, e outras coisas semelhantes. Também são “caminhos de morte” no sentido que ela aprisiona a alma nesta vida. E pode chegar ao ponto de que a alma fica sem qualquer esperança nesta vida. Uma enfermidade mortal, ou mesmo um percurso de dor e solidão pelo resto da vida. E podemos adicionar que dará em “caminhos de morte” quando a alma poderá ser empurrada para o abismo eterno em vergonha e horror eternos.
                   Amigo, o único caminho seguro para a alma é o caminho da cruz. Não tem esperança para o perdido fora do sangue do Cordeiro de Deus. Certamente é humilhante a decisão de ir a Cristo, mas é o caminho certo da paz com Deus e da segurança eterna. O caminho para o céu é o único caminho documentado e triunfante para o céu.

UM DEUS LONGÂNIMO (2)



Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 PEDRO 3:9)
A PACIENCIA DE DEUS EM FACE DA FIDELIDADE DE DEUS:
         Caro leitor, voltemos nossos corações para esse texto tão cheio de riquezas da graça. Precisamos saber que o Senhor não está distante, alheio aos acontecimentos deste mundo. Mesmo que tudo pareça tão desesperador; mesmo que o mundo está lotado de elementos maldosos e escarnecedores, o Senhor reina no céu e na terra e Sua atuação é constante e ativa. Nós somos extremamente insignificantes neste mundo e parece que somos engolidos pelo tempo que passa, fazendo com que sejamos despachados para a eternidade e atraindo novas gerações à existência. Caro leitor precisamos encarar este mundo à luz da verdade bíblica, caso contrário estaremos perdidos nessa confusão empreendida por satanás, com possibilidade de que venhamos a duvidar de Deus e da autenticidade de Suas promessas.
         A primeira lição que se desponta no texto é o fato que nosso tempo é diferente. Encaremos bem o verso 9, na frase: “Alguns a julgam demorada...”. Veja caro leitor, que se não considerarmos bem como Deus age neste mundo, conforme o tempo Dele e não nosso tempo, certamente fracassaremos e entraremos na onda deste mundo pervertido com suas mentiras e zombarias. Consideremos agora as promessas de Deus. Suas promessas estão ligadas ao tempo Dele e não ao nosso tempo. Mas o fato é que estamos sempre a reclamar diante da demora de Deus; achamos que Ele está longe, que se esqueceu do que prometera, por essa razão agimos da mesma maneira que Israel o fez no deserto. Será que podemos lembrar de Abraão e Sara? Lembra da promessa de dar àquele casal um filho? Mas com o passar do tempo eles começaram a reclamar e tomar as providências carnais.
         Caro leitor, a Palavra de Deus mostra que sempre Deus cumpriu Sua promessa no tempo Dele, e não no nosso tempo. Muitos santos de Deus partiram deste mundo e não viram nenhum cumprimento das promessas, porque estavam certos de que Deus realizaria o que prometera no tempo Dele. Foi assim com Abraão que morreu e não viu sua descendência possuir a terra. Neste mundo os crentes são como canetas, usadas por Deus para escrever a história das promessas e da fidelidade do Senhor. O tempo de Deus é extremamente grande e parece ser infinito, quando comparado com nosso pobre tempo. Nossos anos aqui mergulham e desaparecem no oceano do tempo de Deus. Os anos que aqui viverei logo vão passar e eu não estarei mais aqui, mas o Senhor continuará com Seu braço forte e ativo, cumprindo Sua gloriosa obra. Se há de demorar muito mais, isso é com Ele e não conosco.
         Caro leitor, as nossas perguntas retóricas: “Por que Deus não age?”; “Será que Ele esqueceu?” e outras interrogações gravadas nos corações dos santos, elas surgem porque esquecemos de que somente podemos conhecer nosso Deus no tempo e na economia pela Sua Palavra. Quanto mais estivermos cheios das verdades que nos foram entregues; quanto mais lotarmos nosso ser com as maravilhas dessa revelação, mais forte seremos e apto estaremos para passar nossos dias aqui em santo temor e gratidão ao nosso Senhor. Estejamos certos de que Ele não falha e que até mesmo os ímpios e caluniadores estão realizando Seu soberano trabalho; que em tudo Ele está sendo glorificado, não somente em Seus atos de misericórdia, como também em Seus atos de justiça e juízo.
         Caro leitor, conheçamos esse Deus! Adoremos e amemos mais esse paciente e amoroso Deus que age com poder, glória e graça no meio dos homens. Mesmo que não entendamos, a fé realmente aceita o que está acontecendo! Mesmo que tudo pareça ser desesperador, tudo está sendo conduzido com perfeita sabedoria. Ele está salvando perdidos e punindo os rebeldes, porque o reino é Dele e a glória pertence exclusivamente a Ele!
        

MENSAGEM DE DEUS AOS HOMENS (22 de 24)



Fiel é a Palavra e digna de inteira aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores, dos quais eu sou o principal” (1 Timóteo 1:15).
         Caro leitor, quão precioso é o ensino da graça a respeito dos pecadores! Como difere da nossa maneira de pensar! Que assentemos nessa “sala de aula” da graça, a fim de que aprendamos com o nosso Sumo professor acerca de lições jamais ensinadas nem aprendidas no mundo. A linguagem é de Deus e o ensino é totalmente Dele.
         Do nosso ponto de vista o principal dos pecadores seria um ladrão, assassino ou qualquer malfeitor, porém não é isso o que transmite a verdade revelada. Quando Paulo afirma ser o principal dos pecadores, lições preciosas emanam dessa frase: “...dos quais eu sou o principal”. A primeira é que Saulo de Tarso manifesta o que o pecador é segundo a lei. Ao tentar cumprir a lei no objetivo de alcançar a ressurreição, Saulo não via as maldições pesadas da própria lei que desciam sobre sua cabeça. Sua visão religiosa era horizontal e nunca vertical. Ele olhava a lei do ponto de vista humano e seu sistema religioso era constituído de homens hábeis em fragmentar as leis, a fim de criar seus próprios sistemas de religião. Os fariseus eram assim, por isso nosso Senhor sempre Se voltou contra aqueles homens, para os condenar.
         Mas o objetivo da lei sempre foi revelar o pecado; veio despertar a “fera interior” do coração do homem; veio por assim dizer, “mostrar as garras” do pecado. A perfeita lei de Deus serve como raio X, descobrindo a corrupção do homem e declarando sua culpa e condenação. A lei veio para afirmar que a justiça do homem é trapo e que toda tentativa do homem para a salvação é vã. Paulo escreveu a carta aos Gálatas justamente para abrir os olhos daqueles irmãos, os quais estavam caindo nas armadilhas de judeus hereges.
         Porém, o caminho através das “montanhas e vales” da lei é importante, porque têm como meta levar os pecadores à cruz. A “rodovia” que chega ao calvário começa no Sinai e é uma jornada aterrorizante para a alma, porque todo seu percurso é de trevas. Mas a função da lei é mostrar aos pecadores o caminho até a cruz; é desnudar o homem de sua justiça suja, a fim de que seja revestido da perfeita justiça de Cristo: “Pois o fim da lei é Cristo, para a justiça de todo aquele que crê” (Romanos 10:4). Somente e tão somente a lei pode revelar o estado do homem; sem a lei a avaliação é perigosa e obscura.
         Quando Saulo caiu por terra ficou sabendo naquele momento o que jamais pode saber. A luz que precisava veio do céu e não de uma organização religiosa; toda organização humanista foi derribada; todo estrutura feita de barro virou cinzas ante o brilho da Glória do Salvador e Senhor. Foi ali que Saulo de Tarso pode entender que em todo sentido era um criminoso, pois perseguia de forma injusta os santos de Deus, sem saber que estava perseguindo o próprio Senhor. Era um ladrão, pois tenta roubar para si mesmo a glória pertencente ao Senhor através de seus atos de justiça. Era um idólatra, pois ao odiar Deus venerava e servia o príncipe deste mundo. Então, somente a lei pode mostrar a totalidade da culpa do pecado; somente a lei pode revelar a extrema malignidade do pecado; somente a lei pode mostrar a profundidade do poço da perdição.
         Foi perante essa filmagem de seu viver no pecado que Paulo pode abrir seus lábios nessa confissão: “...eu sou o principal”. A mensagem do céu realiza essa incrível obra da graça e remove o coração de pedra, a fim de dar ao homem um novo coração. A salvação é igual a todos e desce todos ao lugar onde os homens devem estar – no pó. Ninguém é achado pela misericórdia enquanto está posicionada lá em cima, no pedestal do orgulho. A função da lei é derrubar o homem de lá.
         Meu amigo, você já encontrou com o Senhor da glória? Obteve já essa tão grande salvação? Já foi erguido do pó para a posição de novo homem em Cristo? Já saiu da condição de um réu, condenado à perdição, para a posição de filho de Deus e herdeiro da glória?

A PORTA ESTREITA (17 a)




 E ele vos responderá: Não sei donde sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade” (Lucas 6:27).
         Prezado amigo, quero lhe convidar a examinar o que diz o verso 27 de Lucas 13 na última frase. Tratei anteriormente a respeito do que o Senhor Jesus disse nas frases anteriores deste mesmo verso: “Não sei donde vós sois” e “Apartai-vos de mim”. É o que Ele dirá na Sua posição de Juiz, posição que Ele assumirá naquele dia, porquanto Ele é o Varão escolhido por Deus o Pai para ser o Juiz, Naquele dia da manifestação da Sua ardente Ira; dia quando Ele irá demonstrar para toda criação o poder da Sua Ira; dia da Sua justa vingança; dia terrível, o famoso “Dia do Senhor”, conforme tantas vezes falam e anunciam os profetas.
         Eis que o Senhor, naquele dia irá abordar milhares e milhares de almas que estarão diante da porta fechada, batendo na porta e clamando para Deus abrir a porta, apelando para ver se Deus usará de misericórdia, instando pela compaixão de Deus, porém, será tarde demais. Ele não estará mais do lado de fora, não haverá mais o convite gracioso do Seu “Vinde a mim”. A porta estará trancada, e do lado de fora o dilúvio da Sua Ira, e Ele do lado de dentro dirá: “Não sei donde vós sois. Apartai-vos de mim vós todos os que praticais a iniqüidade”. Impressionante! E eu quero chamar sua atenção para esse texto. E eu espero que a Palavra de Deus, não a minha forma de pregar, mas a própria Palavra tenha chamado a sua atenção, pois o que os olhos humanos não podem enxergar deste lado, eis que o Senhor mostra, um pouco do que acontecerá na eternidade, e isso é glorioso, porque o amigo pode presenciar o Deus de misericórdia, o Deus de toda bondade abrindo um pouco o portal da eternidade, não totalmente, mas apenas o suficiente para enxergarmos o que virá após a morte. Mas eis Jesus mostrando o que vai acontecer lá na eternidade.
          Meu amigo, isso é para seu bem, isso é para que você seja acordado, é para que você veja a verdade como ela é. Por que essas mensagens? Por que eu não prego outras coisas que o povo quer ouvir? Por que não de bênçãos e prosperidades? Meu amigo, a mensagem relevante nas Escrituras é a mensagem do evangelho. A mensagem destacada na bíblia é a respeito da salvação do perdido, e a condenação do ímpio. Então, é meu dever pregar acerca desses coisas, porque, acima de tudo as almas precisam ser acordadas. Milhares estão dormindo em nossos dias, estão dormindo um perigoso sono do pecado, estão como que dormindo em cima de um vulcão que pode entrar em erupção a qualquer momento. É preciso que eu acorde essas almas para que elas vejam o perigo que lhes aguarda se não foram salvas, resgatadas mediante o sangue remidor, pois não há outro meio, não há outra solução.
Hoje quero finalizar a explicação do verso 27. Mas eu não estarei completando o meu trabalho em expor a Palavra de Deus como ela é se não mostrar o glorioso ensino que se encontra no final do verso 27. Jesus mostra o porquê do juízo, e está bem esclarecido ali: “...vós os que praticais a iniqüidade”. Eis aí a razão porque aquelas milhares de almas estarão atiradas para o desprezo; estarão sendo jogadas para a vergonha eterna, do lado de fora; Deus vai ordenar as joguem fora para as trevas exteriores. Ele diz que essas pessoas são praticantes da iniqüidade: “Todos os que praticais a iniqüidade”. Ele não vai dizer: “Apartai-vos de mim vós todos os que deixaram de freqüentar uma igreja”; Ele também não estará dizendo: “Vós todos que praticaram pecados mortais ou veniais”; Ele também não dirá: “Vós todos os que deixaram de orar ou não tiveram fé em mim”. Qual será a razão que o Senhor apresentará para os milhares de almas que serão atiradas fora para o lugar de desespero eterno? Qual a razão? A prática da iniqüidade. É mui simples a explicação do Senhor. É bem clara a Palavra de Deus, de tal maneira que nem precisa de explicação. Mas eu creio que é preciso expor em forma de pregação aquilo que o nosso Senhor tem falado no verso em pauta.
Meu desejo e oração é almas possam cair aos pés do Senhor buscando em confissão essa maravilhosa salvação que Deus estende aos perdidos pecadores.