quinta-feira, 14 de setembro de 2023

OS 6 AIS DE DEUS CONTRA OS HOMENS (5)


“Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas” (Isaías 5:4)

OS FRUTOS AMARGOS DO PECADO (vs. 8-21)

Nas quatro primeiras páginas pude mostrar a parte introdutória vista em Isaías 5. É maravilhosa a revelação de Deus ali, mas agora vamos entrar e conhecer os 6 ais de Deus. É claro que no texto vemos Deus lidando com Israel nos dias do Rei Uzias e do profeta Isaías. Mas estou trazendo essas verdades para nossa atual geração, a fim de que muitos possam se converter a Cristo Jesus. Vejamos o que acontece quando Deus vê as “uvas bravas”. Vou passar para vocês a divisão que teremos na exposição desse texto.

1. Paixão por possessões terrenas (8-10). Esse será nosso primeiro assunto a tratar no texto. Mas vocês verão que essa ordem feita pelo Espírito de Deus tem um processo de progressão, porque tudo começa com esse desejo infame por prosperidade, exatamente o que aconteceu no reinado de Uzias, porquanto o peso das riquezas terrenas trouxe à baila um povo orgulhoso e rebelde.

2. Vícios para esquecer a realidade das coisas e esquecer de Deus (9-17). Mas é isso mesmo? Claro! Quando os homens estão abastecidos de bens terrenos, o próximo passo natural é romper o caminho para práticas errada na religião e na sociedade.

3. A busca por desafiar Deus no pecado (18-19). Uma vez que bebidas e festas fazem os homens buscar uma divindade do estilo deles, então dar-se início em desafiar a Deus com seus pecados.

5. A troca dos valores (20). Em seguida vemos o que acontece quando os homens desafiam a Deus com seus pecados, pois logo os valores são invertidos, conforme vemos ocorrendo em nossos dias.

6. A loucura em achar que vive em sabedoria e prudência (21). Vemos onde o orgulho do homem chegou, ao ponto de achar que são sábios nas coisas erradas.

7. Heroísmo invertido (22). Finalmente veremos como o heroísmo é mudado na sociedade, porque o mal passa a ser recebido com se fosse o bem.

Mas a pergunta é esta: Estamos vivendo atualmente à semelhança do que ocorreu nos dias do profeta Isaías? Claro! As semelhanças são incríveis, porque o pecado é o mesmo de sempre, suas características e seus frutos são os mesmos. Os caminhos dos homens são os mesmos caminhos; seus pensamentos são cozidos na panela que ferve no fogo de um coração corrompido. Eis os homens no pecado. As circunstâncias, costumes e línguas podem ser diferentes, mas examinemos de perto e veremos que o homem de 3, 4, 5 mil anos atrás é o mesmo de sempre. Não precisamos retornar ao passado, tiremos a foto do homem e veremos o que Ele foi em Adão.

Por isso relevamos a Palavra de Deus como sendo poderosa, confrontante e penetrante. É o Deus da verdade mostrando que mesmo os costumes tendo mudado no decorrer dos anos e que há diferentes línguas no mundo, o coração do homem tem a mesma cor do pecado em qualquer lugar e em qualquer época. O que foi Caim e sua descendência, assim é o homem atual que se acha tão importante. Que o Senhor use Isaías 5 para nos humilhar e que os crentes sejam exemplos em temer ao Senhor no viver. E quanto àqueles que ainda não se converteram, que nosso Deus nos traga dias preciosos, com almas invocando o nome do Senhor para serem salvas.

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

OS 6 AIS DE DEUS CONTRA OS HOMENS (4)


“Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas” (Isaías 5:4)

AS DUAS PESSOAS DA DIVINDADE E A VINHA

Estamos presenciando uma pessoa cantando para outra Pessoa da divindade. Deus está mostrando o fato que Dele nada vem ruim, tudo o que Ele faz é bom. Foi assim na criação e foi assim em todos os Seus atos em favor da raça. Mas quanto a Israel, Ele afirma que plantou uvas boas, mas veio a dar uvas bravas. É claro que Deus está usando uma metáfora para que compreendamos o quanto Ele é perfeitamente bom e justo em tudo o que faz. Ele não criou pecadores, Ele criou o homem perfeito, mas foi por decisão do homem que se afastou de Deus, trazendo assim o pecado e a morte.

No texto em Isaías 5 Deus fala acerca de Israel, usando essa linguagem conhecida de plantação de uvas, a fim de explicar uma coisa desconhecida. Voltando ao texto vemos como Deus fala dos detalhes dessa plantação, como escolheu um lugar fértil (verso 1), como Ele limpou, uma referência à terra de Israel e aos inimigos que Ele havia arrancado de lá. Então, tendo feito tudo bem feito, Ele plantou de excelentes vides (verso 2). Depois Ele edificou uma torre, mostrando a proteção que Ele sempre mostrou para com Israel o quanto era o guarda de Israel e como Seus olhos vigiavam a nação contra a invasão inimiga. Além disso, Ele mostra no texto (verso 2) que construiu um lagar. O investimento foi perfeito; Deus o fez como um empresário faz, tendo em vista o lucro.

Mas no caso do Senhor é diferente. Ele plantou uma vinha para que desse fruto. Tudo isso deve ser entendido numa linguagem espiritual. O que Ele faz? Ele se volta para os moradores de Jerusalém: “Agora, pois, ó moradores de Jerusalém, e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha”. O que o Senhor vê como resultado do Seu investimento na vinha? Ele olha para os habitantes de Jerusalém e os vê como “uvas bravas”. Deus é santo, justo, puro, mas ali estava em Jerusalém e em Judá homens malignos, mentirosos, sujos, tentando ludibriar o próprio Deus. Deus resume tudo isso na frase: “...esperava que desse uvas boas, porém deu uvas bravas”.

Será que podemos entender essas verdades? Não é verdade que toda luta de satanás e dos homens é para atacar Deus e acusá-lo de ser injusto e cruel? Mas aí está o Santo de Israel dizendo que “esperava que desse uvas boas, porém, deu uvas bravas”. Então, passamos a ver no restante do texto de Isaías 5 um quadro desolador dos juízos de Deus contra a nação de Israel. Não tenho dúvida que é exatamente isso o que Deus sempre fez no mundo como sinais claros de seus juízos.

Olhemos a raça caída e o que podemos dizer? Na mesma linguagem metafórica de Deus, dizemos que Ele plantou uvas boas, mas o que surgiu foram “uvas bravas”. O que vemos hoje? Vemos a mesmíssima situação religiosa, como expostas em Isaías 5 em Israel. Não é preciso que devemos trazer à baila tanto as maravilhas do amor e da graça de Deus como também os terrores da Sua ira? Não é verdade que os homens desta época tão orgulhosa devem saber que estão na mesma condição dos homens de Israel nos dias do profeta Isaías?

terça-feira, 12 de setembro de 2023

OS 6 AIS DE DEUS CONTRA OS HOMENS (3)


“Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas” (Isaías 5:4)

AS DUAS PESSOAS DA DIVINDADE E A VINHA

O que vemos é uma Pessoa da divindade cantando uma canção para a outra pessoa. Veja que a vinha que Deus plantou foi para a outra Pessoa que no texto Ele chama de “meu Amado”. Tal verdade mostra que tudo o que Deus faz é para a glória de Deus. Conforme vemos em Colossenses, toda criação foi feita pelo Filho e para o Filho. Enfim, todo propósito da criação e salvação tem em vista a glória de Deus.

Outro detalhe, não obstante o fato que Deus esperava que desse uvas boas, mas o que apareceu foram uvas bravas, não significa que Deus plantou tais uvas. Deus não é Autor do mal. Na criação como vemos em Gênesis, em cada detalhe da criação é dito: “...e viu Deus que era bom”. É um tipo de avaliação divina acerca de tudo o que havia feito. Tiago em sua carta diz: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto...” (1:17). Significa que da mão de Deus, ou da boca de Deus nada sai qualquer coisa com defeito ou mal feita. Voltando a Isaías 5, é óbvio que a vinha que Deus plantou para Sua glória, Ele a plantou em perfeita condição.

Sabemos que das mãos de Deus nunca procede o mal. Assim vemos que o pecado provém do homem e não de Deus, suas obras são perfeitas, então o resultado visto causa decepção àquele que é santo e perfeito. Na criação original entrou o pecado que trouxe a morte. Em Isaías 5 vemos como Deus dá detalhes de todo seu perfeito trabalho em plantar essa vinha. Irei narrando o texto e ao mesmo tempo vou dando a interpretação.

Nessa impressionante narrativa Ele diz: “O meu tem uma vinha num outeiro fértil”. Note bem que, como Deus está falando do povo de Israel, Ele volta ao passado para mostrar que quando Ele colocou Israel na terra prometida, Ele o fez num lugar próspero. Nas palavras de Deus a terra onde Seu povo foi morar mana leite e mel. Deus não jogou Seu povo em qualquer lugar; não colocou numa terra seca, árida, como vemos no nordeste brasileiro. O “outeiro” onde Deus “plantou” Israel era terra onde os olhos abençoadores de Deus pairavam sobre esse lugar tão abençoado.

Passemos para o verso 2 de Isaías 5 onde Deus continua a cantar Sua música ao Seu Amado. Ele continua a mostrar seus cuidados: “E cercou-a, e limpando-a das pedras…” São detalhes importantes quando vemos Deus usando metáforas e de uma forma que nos mostra o trabalho de alguém que é cuidadoso numa plantação. O que Deus fez foi cercar o outeiro. Isso nos faz lembrar dos cuidados de Deus por Israel, como Ele fez para proteger Seu povo. Inúmeras vezes Deus fala, como sendo Ele o Deus de Israel que sempre cercou Seu povo de cuidado, alertou inimigos, destruiu milhares que tentaram apagar Seu povo da face da terra. Israel jamais poderia atribuir qualquer ato de injustiça em relação ao Seu povo.

Também Ele diz no texto: “...limpando-a das trevas…”. Que lição! Foi Deus que sempre cuidou em tirar os inimigos do meio do Seu povo. Toda obra de Deus é vista na história de Israel no Velho Testamento, pois lidou com os inimigos, ora Ele mesmo fazendo isso, como vemos na batalha de Deus contra três nações coadjuvantes contra Israel (2 Crônicas 20), ora Deus usando o próprio povo lutando contra seus inimigos.

 

OS 6 AIS DE DEUS CONTRA OS HOMENS (2)

“Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas” (Isaías 5:4)

AS DUAS PESSOAS DA DIVINDADE E A VINHA

Prezado leitor, saio da introdução para que venhamos a conhecer alguns detalhes que envolvem esse tema tão impressionante. O que mais deve chamar nossa atenção é a forma como o texto nos mostra o quanto a bíblia é, de fato a Palavra de Deus. É impossível um texto como o capítulo 5 de Isaías sem prostrar perante o grande Senhor que vivamente fala. Olhe o texto e você verá que uma pessoa está cantando para outra pessoa: “Agora, cantarei ao meu amado…”. Não há qualquer dúvida que vemos uma pessoa da divindade fazendo uma canção para a outra pessoa. O que é isso?

Temos no texto uma revelação impressionante da comunhão existente dessas duas pessoas. Sabemos que a terceira pessoa – o Espírito Santo é quem está comunicando esses fatos a nós, por isso temos em mãos as Escrituras. Ainda fica mais claro o fato que em todo livro de Isaías vemos Deus comunicando com Deus. Aliás, essa comunicação é vista nas Escrituras, como no Salmo 2, nos evangelhos quando do céu Deus comunica, avisando pelo menos 3 vezes que Jesus era seu filho Amado.

Aprendemos com isso como foi sempre assim. Em Gênesis 1, no relato perfeito do Espírito Santo acerca da criação, vemos o desempenho de 2 pessoas da trindade maravilhosa obra de arte do Criador em chamar a criação à existência. Poderia gastar muito tempo e espaço para falar dessa perfeita comunhão e harmonia existente entre as pessoas da divindade, por isso uma pode dizer à outra: “meu Amado”. É isso o que vemos na unidade existente entre 3 Pessoas. Há entre elas igualdade, harmonia, respeito, louvor, riquezas, alegria, pureza, etc. Sinceramente, não tenho palavras que possam descrever as maravilhas da perfeição existentes na divindade. Uma sempre opera em função da glória do próprio Deus.

Mas, porque essa canção vista no verso 1 de Isaías 5?: “Agora, cantarei ao meu amado…”. É visto aqui como um acontecimento trágico, porque não funcionou como esperava. Na verdade, nunca foi do agrado de Deus que o mal surgisse. De Deus não procede o mal. Vemos isso na criação original, como das mãos de Deus saiu uma obra perfeita e que resultou na entrada do pecado. É claro que não vemos um Deus que é pego de surpresa, mas o que acontece é que o cântico aparece em louvor, por que? Porque nunca o mal triunfará contra Deus. Cristo mostra isso em Mateus 11, porque quando Ele apresenta os efeitos da incredulidade e da tremenda rejeição do povo nas cidades por onde ele passava, a impressão é que tudo estava dando errado. Mas de repente o Senhor ergue os olhos aos céus e expressa seu louvor à outra pessoa da divindade: “Graças te dou ó Pai…” (Mateus 11:25).

Acontece é que nós vemos tudo do nosso ponto de vista humano e tão tortuosamente como o pecado nos deixou tortos. Mas na divindade há canção: “...cantarei ao meu amado…”.

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

OS 7 AIS DE DEUS CONTRA OS HOMENS (1)

 

“Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas” (Isaías 5:4)

INTRODUÇÃO: Sentindo grande peso pela situação atual no mundo e especialmente aqui em nosso país, sinto-me comprometido em pregar nesse texto de Isaías e ao mesmo tempo me sinto privilegiado, porque é realmente sensacional ver como o próprio Deus está comunicando Sua verdade ao povo de Israel nos dias de Isaías. Não há dúvida que os fatos que tomaram o coração de Deus devem marcar profundamente nossos corações.

Outro fator importante é que os AIS de Deus ressoaram ao povo de Deus numa época que eu diria aqui ser improvável. Os dias do rei Uzias não foram dominados pela idolatria na religião, pelo menos na aparência. Houveram outros tempos quando Deus não somente alertou Israel, como também castigou por causa da atitude vil do povo em abandonar o Senhor. O afastamento de Israel nem mesmo foi sentida pelo povo, pois eles se dirigiam a Jerusalém em multidão para a adoração, conforme o sistema exigido da lei.

O que ocorreu nos dias e anos quando Uzias reinou (2 Crônicas 26), foi que o reinado dele foi de grande prosperidade material. Diz o texto em 2 Crônicas 26 que durante certo tempo Deus fez com que o reinado de Uzias fosse incrivelmente próspero. Uzias teve grande visão administrativa para a nação e coisas que outros reis não fizeram ele o fez e com muito sucesso, de tal maneira que a fama dele se espalhou pelo mundo de então.

Nada havia de errado na prosperidade que houve no reinado desse homem, porque o Senhor estava com Ele e o fez prosperar. Deus é o Deus da prata e do ouro e para Israel a promessa é que faria de Israel um povo próspero na terra, caso obedecesse a lei. Ora, houve grande prosperidade no reino de Salomão e enquanto Deus estava com o sábio rei tudo era paz e fartura durante seu reinado.

Qual foi o problema com Uzias? Veja bem que ele não levou o país à idolatria, nem perseguiu os profetas, etc. Todo seu problema foi o orgulho. Por que o orgulho? Veio porque Uzias se achou poderoso; a soberba encheu seu coração e fê-lo esquecer de Deus, achando que toda sua grandeza veio dele mesmo. Sabemos que quando o orgulho não é desfeito, a tendência é subir numa posição que jamais Deus quis. O homem, quanto mais se acha poderoso, mais se mete em situações de extremo perigo. Foi assim com Saul, com Ezequias, com Salomão, com Asa, e outros. O orgulho nada mais é do que sentir no íntimo que pode ser igual a Deus e se não for tratado com a disciplina do Alto, logo vai manifestar que a pessoa não é crente.

Veja como por um homem, no caso aqui o rei Uzias, toda nação de Israel foi induzida a afastar-se de Deus. No orgulho de um homem e de toda nação se escondem miseráveis e abomináveis pecados. Tudo isso vem mostrar o que pode acontecer conosco. Foi esse afastamento de Deus que nos leva agora à compreensão dos AIS de Deus contra Israel e contra um mundo que hoje se encontra maduro para o juízo. Deus cumpriu o que falou contra Israel? Claro! E uma das funções do trabalho profético de Isaías foi pregar, pregar e pregar, para que o povo ficasse ainda mais endurecido e jamais se convertesse dos seus maus caminhos.

Que esta mensagem venha motivar os corações a voltar para Deus em santo e sincero arrependimento.