segunda-feira, 7 de agosto de 2017

SANTOS DESEJOS DE UMA ALMA ARREPENDIDA (5)





“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da tua presença, nem me retires do teu Santo Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário” (Salmo 51:10-12).
DESEJO POR UMA NOVA VIDA (vs. 10)
                                               DENUNCIA SATANÁS
        Em sua petição por uma vida santa, Davi, não somente denuncia o pecado como também denuncia satanás. Enquanto Deus abre os olhos da alma, satanás com esperteza cruel cega a alma. Quando Davi passou a alimentar os desejos dos olhos, eis que imediatamente satanás lhe atacou e lhe cercou de um ambiente egoísta e perverso. Se os crentes não acordarem para um viver de humilde subordinação a Deus, por meio da palavra, eles simplesmente estarão destrancando a porta para o maligno entrar com suas habilidades para usá-los no mal. Enquanto os homens estão no pecado, eis que satanás se apresenta como um amigo inigualável, pronto para cercar-lhes com promessas mil. No pecado não há amigo melhor do que o diabo, porque ele sabe guiar os homens naquilo que a natureza pecaminosa pede diariamente.
        Somente uma clara percepção, vinda da palavra de Deus no coração pode fazer o homem compreender o que está acontecendo por detrás de toda essa bela aparência. A alma cegada por um coração endurecido entenderá que a vida é bela demais; que não há lugar melhor do que o mundo; que tudo ao derredor estimula liberdade de viver e que não há qualquer perigo por perto. Quando conhecemos a bíblia, nossos olhos espirituais ganham uma dimensão espetacular, porque toda mentira, engano e vaidade começam a ruir como as muralhas de Jericó. Sem essa percepção bíblia satanás faz sua festa com homens caídos e ignorantes. Paulo afirmou que não desconhecia os ardis do diabo; ele percebia as táticas usadas por ele para levar os servos de Deus à queda. Ele não tem medo de religiosos, de emoções espirituais, de gritos e de outras atividades da carne, assim como os leões não são intimidados quando estão defendendo seu território e filhotes. Satanás, sendo o pai da mentira há de temer a verdade em corações submissos e tementes a Deus. A melhor maneira de denunciar o inimigo é a santa invocação da alma perante Deus, como ocorreu com Davi.
                                       DENUNCIA O MUNDO
        Onde está o pecado, eis que o mundo está ao derredor, cercando a alma e seduzindo corações incautos. Quando Ló se separou do seu tio Abraão, eis que o mundo de Sodoma e Gomorra foi puxando toda sua família com seus laços fortes feitas de paixões. Quando Davi caiu com aquela mulher, ele não percebeu que havia feito um pacto com o mundo; ele se tornou um súdito do príncipe do mundo e sócio dos perversos. A sua queda lhe empurrou para longe do Santo de Israel e lhe colocou no meio do paganismo tão odiado e amaldiçoado por Deus. Em sua confissão ele se voltou contra o mundo; ele olhou esse sistema odiador de Deus e passou a odiá-lo de todo coração.
        Tenho percebido como os laços deste mundo facilmente arrastam crentes para distante do Senhor. Tenho visto como paulatinamente crentes vão perdendo o interesse pela bíblia, pela comunhão cristã e pela oração, porque vão aceitando as propostas mundanas. Muitos que se envolvem com o mundo e abandonam o convívio santo com Deus e com o povo de Deus, fazem isso porque jamais foram realmente salvos; jamais conheceram o novo nascimento. Por essa razão voltam para o mundo, porque já eram de lá. No íntimo fazem parte desse Egito mundano e não querem prosseguir na jornada para o céu com o povo de Deus. Mas com os genuínos crentes acontece que eles logo retornam. Muitos recebem boas varadas da disciplina de Deus e logo reconhecem. Os verdadeiros santos são aqueles que amam o Senhor e querem o gozo dessa comunhão pura e santa e do caminho estreito rumo ao lar celestial.
       

PROMESSA DE SALVAÇÃO A TODOS (4)



                            
“Porque, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:13)
A CONDIÇÃO DA PROMESSA: “...que invocar o Nome...”
        Por que a promessa de salvação foi estendida a todos os homens no mundo inteiro? Paulo deixa claro que, tanto judeus como gentios, todos estão debaixo do pecado (Romanos 3:9). A tendência maligna dos homens é criar barreiras em todos os aspectos, por essa razão o mundo é marcado sempre por conflitos religiosos, bem como sociais. Mas a Bíblia nos mostra a visão de Deus e não do homem ou de qualquer religião entre os judeus e gentios. Todos pecaram e a queda foi igual a todos. Não teve um grupo que caiu mais do que outro; não tem uma nação menos culpada do que outra nação. Visto externamente, certamente veremos que há diferença. Mas o evangelho bendito põe homens e mulheres, judeus e gentios, pretos e brancos, etc. todos igualmente debaixo da condenação em Adão, a fim de que Deus venha a usar de misericórdia para com todos.
        Agora meu trabalho consiste em mostrar a condição da promessa, conforme o texto deixa bem elucidado: “... invocar o nome do Senhor...”. Minha esperança é que a graça me capacite a expor essa verdade, porque eu sei o quanto um evangelho feito do chazinho humanista apareceu no cenário evangélico, a fim de convidar a todos os homens para uma salvação baseada numa mera decisão do homem. A luta ansiosa para que os homens sejam salvos, eis que muitos lutam para que homens e mulheres tomem logo uma decisão por Cristo, crendo que tal decisão implicará em imediata salvação. Nem podemos imaginar o quanto esse evangelho resulta em falácia para a causa da verdade! Eu sei que muitos se levantarão contra meus argumentos aqui; eles vão dizer que eu estou declarando que todos aqueles que fizeram uma decisão de aceitar Jesus não são salvos. Em nada contestarei uma decisão dessa, porque se foi algo feito no coração, sendo que o trabalho foi do Espírito de Deus e da sua palavra, certamente aquela pessoa há de mostrar pelos frutos que ela de fato foi salva. O perigo jaz em dar aos homens uma certeza que Deus não imprimiu em seus corações, porque isso resulta em maior soberba brotada pela falsa paz no íntimo.
        Para ajudar melhor meus leitores, creio que devo partir para aquilo que o Espírito Santo nos mostra no próprio texto: “...que invocar o nome do Senhor...”. O termo “invocar” já traz consigo a explicação clara. Cremos que o evangelho é para todos, mas quem são esses “todos”? “Todo o que invocar...”. O evangelho não é a riqueza que vem do céu para ser distribuída aos homens de qualquer forma. Quando Pedro pregou em Jerusalém por ocasião do Pentecoste, o apóstolo não ficou distribuindo vida eterna a todos que puderam ouvi-lo. Ali estava uma multidão de homens e mulheres culpados enganados pela religião judaica, mas culpados pela crucificação e morte do Filho de Deus. Pedro não amainou a culpa deles, trazendo-lhes uma mensagem “amiga”. Pedro, cheio do Espírito pregou em Joel, um texto que eles bem conheciam, mas que foi suficiente para despertar sua consciência culpada; suficiente para deixa-los perplexos perante Deus e conscientes de seus pecados. O que aconteceu ali? A mensagem do céu mexeu com eles; eles sentiram a dor do pecado; houve ali um derramamento da graça e aqueles homens puderam invocar quando perguntaram aos apóstolos: “Que faremos irmãos?”.
        Diante desse fato podemos nós ignorar o termo bíblico “invocar”? Claro que não! Não fomos chamados para entrar onde somente Deus pode entrar; não fomos chamados para encher os corações dos homens de uma esperança que Deus não lhes concedeu; não temos em nós poder para encher corações perversos da paz que vem da cruz ao pecador arrependido. Então, vemos que a obra é do Espírito Santo no íntimo; vemos que Deus requer sua verdade no íntimo (Salmo 51:6). Se eu for à casa de alguém e lá ele me trouxer um copo de água, sem que eu tenha pedido, certamente vou dizer não, porque não tenho sede. O evangelho é a agua pura e cristalina que vem do céu, a fim de sanar a sede de toda alma sedenta: “Ah! Todos vós os que tendes sede, vinde às águas!”.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

PROMESSA DE SALVAÇÃO A TODOS (3)




“Porque, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:13)
O ALCANCE DA PROMESSA: “Todo...”
        Também essa salvação é direcionada às pessoas de qualquer raça. O pecado criou tanta perversidade neste mundo que os homens tendem a olhar a aparência. Mas não é assim com o Deus que salva os pecadores. Para ele todos os homens estão em pé de igualdade no pecado. Não importa se a cor é negra ou branca, isso não faz qualquer diferença. O Deus que salva um judeu, há de salvar também um etíope. O alvo do sangue vertido na cruz é purificar agora o coração contaminado pela imundície do pecado.
        Nós tendemos a olhar o homem por fora; nosso conceito de diferença é completamente oposto à forma como Deus olha o homem. Nós damos extremo valor ao que não é permanente, enquanto Deus olha o que dura para sempre. Samuel se dirige à casa de Jessé, a fim de ungir um dos filhos para ser o rei de Israel. Para quem ele olha? Ele vê chegando o forte e atraente Eliabe, porque acredita que deve ser esse musculoso guerreiro que Deus chamou para liderar seu povo. Mas o que Deus diz ao seu servo? “O homem vê a aparência, mas eu vejo o coração” (1Samuel 16). Ó, quão enganosos somos! Quão cruel é nosso coração! Os herdeiros do reino do céu não entrarão lá com esses corpos marcados pela infâmia do pecado: “carne e sangue não herdarão o reino de Deus”, é a afirmação de Paulo aos crentes de Corinto (1 Coríntios 15).
        Sendo assim, resta que nós preguemos com vigor a todos; que nossos olhos carnais sejam dominados pela visão clara e inequívoca do amor de Deus aos homens. A nossa diferença física aqui é totalmente deturpada, e não temos sabedoria para ver o quanto todos vão para o mesmo lugar; que o pó consome o forte, o fraco, o negro e o branco. Encaremos a lição que o salmista nos traz no Salmo 49, onde ele declara ali que a morte chega com uma terna pastora, a fim de selar o destino de qualquer um que ela for autorizada a levar daqui. A morte é capaz de nos ensinar humildade e sabedoria, se é que realmente queremos aprender. A salvação em Cristo faz com que homens negros e brancos, fortes e fracos, jovens e decrépitos, todos venham a invocar o nome do Senhor. O que tem sede clama por agua, porque a sede é igual a todos. Não tem uma agua especial para algumas pessoas que se consideram mais importantes.
        Também, olhemos o Salvador pendurado ali na cruz; olhemos suas palavras, porque ele foi ali tendo em vista justificar a muitos. Ele não fitou determinadas pessoas da raça; ele não mirou um grupo mais especial, mais atraente. Ele mirou pecadores e sua obra tem vista alcançar tais pecadores. Ele tem prazer em socorrer as almas aflitas e atribuladas; ele vai à busca daqueles que clamam por seu perdão e salvação. Se tiver pessoas negras que podem ouvir, podem chegar a ele de todo coração, porque serão bem-vindas nesse poderoso abraço da graça que salva. Quando o evangelho chegou a Antioquia da Pisídia, eis que os judeus arrogantes recusaram ouvir a mensagem direcionada primeiramente a eles. Mas qual foi a reação dos gentios? Eles se alegraram quando ouviram que podiam ser recebidos por Deus: “...e creram todos os que haviam sido destinados à vida eterna” (Atos 13:48).
        Não sei para quem estou falando agora. As palavras escritas me dão a desvantagem de não presenciar meu auditório. Mas que importa? Deus é poderoso para levar sua mensagem aos corações aflitos, não importa quem for. Ele há de lidar com o pecado agora, mesmo que haja pecadores carregadíssimos de iniquidades, cheios de culpa. O sangue de Cristo é suficiente para tratar com todos e tirar todos. O fator aparência um dia será desmanchado pela morte e na ressurreição os salvos serão iguais, semelhantes fisicamente a Cristo. Não é uma notícia maravilhosa? Não é uma mensagem que está acima de qualquer promessa deste mundo?

SANTOS DESEJOS DE UMA ALMA ARREPENDIDA (4)



                      
“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da tua presença, nem me retires do teu Santo Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário” (Salmo 51:10-12).
DESEJO POR UMA NOVA VIDA (vs. 10)
        Naquele anseio por renovar sua alma na vida que há em Deus, eis que Davi mostrou o quanto desejava o Senhor acima do reino, da família, da saúde, da fama e tudo o que para ele era conforto e benção material. A ofensa cometida contra o Santo de Israel foi um ato insano, louco e perverso da sua parte e foi pelo milagre da graça que ele escapou da morte merecida, conforme a ordem da lei. Sua confissão não era brincadeira; ele não queria o perdão momentâneo, um mero alívio temporário, a fim de assinar o contrato com a iniquidade novamente. Ele queria Deus, sua presença, seu amor, sua santidade no viver, não importando o alto custo que seus pecados acarretariam em sua vida.
        Outro detalhe visto nessa petição por uma nova vida é que Davi denuncia o pecado. Ele conviveu com a iniquidade em seu seio por bom tempo; ele apertou a mão e fez aliança com os atos perversos, a fim de consagrar seus membros físicos para a prática da maldade, e na carne estava pronto para silenciar esse inimigo de Deus no íntimo. Até que tudo veio à lume; até que o inimigo, mediante a luz da santidade de Deus mostrou ser o que era – o horror do pecado. Agora, em suas palavras Davi está confessando o que o pecado é, maligno e digno de toda a mais severa punição. Não fosse o poder da graça, sua aliança com esse inimigo seria para sempre. Mas agora Davi passa a ver que o mal que vem do coração do homem é realmente o mal; que é mais perverso do que o diabo; que é mais aterrorizante que os demônios. Ele não esconde seu pecado; pelo contrário, ele rasga o coração e mostra a Deus que havia anulado toda aliança com o arqui-inimigo de Deus – o pecado.
        O homem crente mostra seu arrependimento dessa maneira, quando chega perante Deus. O crente genuíno não encobre suas transgressões; não tenta ludibriar Deus, achando que pode maquiar-se por fora de religioso e espiritual, ao contrário, ele rasga seu coração perante a verdade revelada. Ele está disposto a pagar o alto preço de se humilhar perante Deus. O pecado, quanto mais grave for, mais profundo é o poço onde a alma cai. Satanás consegue manipular muitos, conservando nesse buraco sem que a pessoa perceba. A soberba faz com que a alma fique indiferente ao socorro bíblico que Deus tem por meio da igreja e de um pastor fiel.
        Não é fácil se humilhar diante de Deus; não é brincadeira ver pela bíblia a profundidade do poço onde a pessoa caiu. O arrependido não busca conforto aqui; não busca apoio dos homens, a não ser daqueles que realmente são sinceros em mostrar-lhe a verdade conforme diz a palavra; não busca solução fora daquilo que está escrito; não tenta forçar a situação e criar uma divindade mais adaptável à sua condição. Têm muitas igrejas e pastores infiéis, os quais sempre terão atitudes mais “amigáveis” e com toda disposição de acalentar a maldade. O arrependido sincero sente as dores do profundo corte e sabe o quão humilhante é ser tratado como um miserável diante de Deus.
        Tenho enfatizado isso, justamente porque há uma luta sem trégua neste mundo, para que o mal seja tratado como se fosse o bem, até mesmo dentro das igrejas. As igrejas começam a inchar quando não lidam com o pecado; homens que frequentemente caem em pecado, assim como Davi têm sido tratados como vítima da situação e não como sendo culpados. O pecado tem engordado em corações perversos; a iniquidade tem achado nas mentes e emoções os lugares perfeitos para procriar outras perversidades. Qual a solução? “Humilhai-vos debaixo da potente mão de Deus”.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

SANTOS DESEJOS DE UMA ALMA ARREPENDIDA (3)




“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da tua presença, nem me retires do teu Santo Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário” (Salmo 51:10-12).
DESEJO POR UMA NOVA VIDA (vs. 10)
        Após ter introduzido o assunto veremos agora como Davi se apodera da graça real, a fim de obter nova vida. O pecado arruinou seu viver, destruiu seu pensamento e emoção e desmanchou completamente a capacidade de engrandecer a Deus por meio do sua vida e reinado. Mesmo num crente o pecado apaga o verdadeiro sentido da vida. A iniquidade praticada só traz ruina e prejuízo; obscurece o real sentido de liberdade, dilacera o caráter e suja o ambiente de maldades. Muitos tentam viver com o pecado não confessado e encoberto, mas é perceptível que a vida com Deus não existe. Muitos se esforçam para puxar uma divindade para seu ambiente de iniquidade; muitos forçam um louvor, adoração e felicidade, mas a verdade é que satanás aparece revestido de anjo bondoso.
        Não há como viver no pecado, porque a vida consiste em andar humildemente com Deus. Não adianta tentar forçar um viver espiritual nessa condição, porque seus atos serão carnais e os resultados serão revelados logo adiante. O Senhor jamais se unirá a qualquer maldade encoberta. Se for crente ele não deixará que o indivíduo se atenha àquela situação por muito tempo; ele não conseguirá silenciar seu modo de vida fantasiado. Pode falar de Deus, citar versos, ler porções das Escrituras, cantar músicas evangélicas, etc., mas todo esse esforço redundará em fracasso. Deus não permite que o mal permaneça silenciado no íntimo de um salvo, porque está em jogo a glória do seu nome. Uma pessoa não crente convive diariamente com suas maldades, porque não pode viver sem seus pecados, devido o fato que eles fazem parte do seu sangue, de sua carne, de seus sentimentos e de sua alma. O caminho dos perversos é adornado de seus atos e seus pecados servem como combustível para viver assim.
        O orgulho do pecado no íntimo pode silenciar o viver de um crente por algum tempo. Com Davi o residiu em seu seio pelo menos um ano, até que a disciplina santa entrou em ação. Os ímpios andam, divertem e se sentem felizes no caminho largo, mas o salvo com pecado escondido no íntimo simplesmente estaciona ali. Ele não tem como ir à frente, até que o Pai celestial chegue com sua vara disciplinar, a fim de leva-lo à humilde confissão. A vida em Cristo é bela quando andamos em santidade; nossa lâmpada brilha ao derredor quando o comando santo nos guia em todos os detalhes. Nossa felicidade não consiste em atrelar a iniquidade em nosso viver; não somos chamados para invejar o viver aparentemente livre e feliz dos perversos lá fora. Nossa felicidade está unida ao combate, como diz um antigo hino: “Vencendo as tentações, contente viverei”.
        Estamos em guerra contra o mal, contra a injustiça e todos os atos perversos da carne. Se fosse deixado em seu orgulho insano, Davi perverteria todo o reino, seria incapaz de julgar, traria hipócritas para habitar consigo e perderia a multidão de seus heróis. Com seu pecado oculto, o reino seria destruído pelos inimigos e o nome de Deus seria escarnecido pelos perversos. Satanás funciona como uma hiena que de longe observa um animal fraco no meio dos gnus. Não fosse a providência punitiva de Deus, eis que Davi abriria a porta para que o inferno viesse com todo seu exército terrorista para o reino.
        Toda essa ênfase é para mostrar que é impossível para um crente andar por muito tempo com o mal. O santo de Deus que carrega a maldade em seu coração é extremamente mais infeliz que os ímpios deste mundo. Ele não foi chamado para isso; não foi separado para ser uma lâmpada apagada, mas sim um servo fiel na jornada.