quinta-feira, 1 de maio de 2014

A SOBERANA SALVAÇÃO (11)




“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44).
         A NECESSIDADE DA SOBERANIA (continuação) “Ninguém pode vir a mim...”
         Prezado leitor, na meditação anterior vimos a necessidade da soberania de Deus no ensino do novo nascimento. Quando nosso Senhor afirmou: “Ninguém pode vir a mim...”, Ele mostrou que todos estão na mesma situação; que todos, não importa a cor, a raça, a nação, a condição social, etc. todos tombaram em Adão e circula o mesmo sangue adâmico em suas veias, por isso: “...Necessário vos é nascer de novo.” (João 3:7).
         Creio que preciso ampliar um pouco mais o assunto em pauta, visto que nossa natureza milita contra a soberania de Deus. Veremos a necessidade da soberania vendo a condição do homem como alguém espiritualmente morto. Acredito que milhares não perceberam a seriedade com que a Palavra de Deus mostra esse ensino. Não posso esquecer quando um pastor amigo meu declarou que aquilo que a bíblia fala a respeito da condição do homem morto em seus delitos e pecados (Efésios 2:1), realmente não significa morte no sentido de imobilidade, ausência total de vida. Para ele a condição do homem é de um semimorto; em seu coração ainda pulsa o sangue da fé e do desejo de salvação. Absurdo! Paulo declara ali que Deus deu vida aos santos de Éfeso, porque eles estavam mortos! Não diz que estavam quase mortos, porque alguém quase morto ainda está vivo.
         Convido o amigo leitor para o texto que realmente mostra a relevância desse assunto, que é o cap. 5 de João. Obviamente não lidarei exaustivamente com essa incrível manifestação da inspiração divina, mas procurarei ser claro mesmo tendo que fazer uma abordagem superficial. Tudo começou com aquela cura do paralítico do tanque de betesda. Notemos bem que Cristo efetuou aquele milagre tendo em vista chamar a atenção dos judeus para o confronto. A cura foi realizada em pleno sábado, por isso atraiu o ódio daquele povo contra o Senhor. Mas, quero tomar a resposta do Senhor Jesus àqueles fanáticos judeus: “...Meu pai trabalha até agora e eu trabalho também” (verso 17). Se não entendermos o que nosso Senhor está querendo ensinar nessa declaração, certamente perderemos o brilho desse ensino cheio da preciosidade da graça.
         Amigo leitor, aqueles judeus eram conhecedores de toda história narrada no Velho Testamento. Eles sabiam que Deus, o Criador havia criado todas as coisas e que tomou o sétimo dia para descansar, mas eis que aquele homem simples que está perante eles afirma: “...Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. Incrível! O que nosso Senhor está ensinando? Por que Deus não parou de trabalhar, visto que a criação havia sido completada? Ora, a resposta é simples. O pecado entrou e destruiu toda perfeita criação! A entrada do pecado, não somente trouxe a vaidade, a nulidade em todos os setores da criação de Deus, como também fez com que os horrores da morte pairassem sobre toda criação e em todos os homens. Prezado leitor, fixe sua atenção no texto, pois nosso Senhor está declarando que a divindade não está descansando; que a divindade não está submetida a um mero sábado. A entrada do pecado trouxe a necessidade de uma nova criação! A divindade entrou para exibir a tremenda força da graça e assim anular os horrores do pecado e da morte. Nosso Senhor está afirmando que não veio ao mundo para consertar as pernas tortas de um paralítico, restaurar os olhos do cego, fazer com que um mudo passe a falar e o surdo passe a ouvir. Nada disso resolve o problema do morto. Que adianta consertar membros destruídos de um morto? Note o que nosso Senhor diz em João 5:21: “Pois, assim como o Pai levanta os mortos e lhes dá vida, assim também o Filho dá vida a quem ele quer”.
         Querido leitor, para Deus não há meio termo, se não recebeu a vida que há no Filho, prossegue em seu lastimável estado de morto em seus delitos e pecados.

“QUANDO ELE SE TORNAR O JUIZ” (20 de 20)




“Então, lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim os que praticais a iniquidade” (Mateus 7:23)
A MUDANÇA EM NADA ALTEROU O PANORAMA DO SEU REINO. “...vós que praticais a iniquidade”.
         Caro leitor, como Juiz nosso Senhor fará soar Sua gloriosa e onipotente voz. Como Salvador Sua Palavra foi suficiente para atrair Seu povo eleito, pois nada mais é preciso para a realização de Sua santa e bendita vontade. Mas quando Ele estiver perante milhões e milhões, os quais ousaram desafiar Sua glória e foram rebeldes ao Seu chamamento, Sua ordem soará como terror, pois estará falando diretamente com homens e mulheres que provaram pelas suas obras o quanto odiaram e hão odiar para sempre o Rei. Agora os anjos entrarão em ação; agora eles estarão em plena atividade para agir como deve como ministros do Rei; agora estarão ajuntando todos a fim de os lançarem nas trevas exteriores e na vergonha eterna.
         Caro leitor, o texto também mostra onde está focalizada Sua Ira: “...os que praticais a iniquidade”. Nosso Senhor jamais se associou ao pecado; nosso Senhor sempre mostrou, especialmente por meio da Sua lei santa o quanto todo ramo de iniquidade é odiado por Ele; até mesmo a Sua morte na cruz teve a intenção de mostrar Seu santo propósito de vencer esse atroz inimigo, o qual tanto conspurcou a criação de Deus e trouxe contínua ofensa ao Santo Deus. Caro leitor, o motivo do juízo está bem claro perante nossos olhos, pois homens e mulheres decidiram viver no pecado e provam isso agora. Homens e mulheres acham que podem ludibriar Deus; acham que são inocentes e sem culpa; acham que a história da queda é uma invenção e nem mesmo a triste consequência do pecado – a morte – lhes leva à humilhação e arrependimento. Para milhares a vida aqui tão paradisíaca no pecado está indicando que Deus lhes é favorável; não há sinais de juízo e não percebem que as aparências de que as bênçãos divinas pairam sobre suas cabeças são manifestações de juízo.
         Mas caro leitor, veja bem que o Senhor é o imutável Santo; que Deus jamais ignorou o pecado e que Seus juízos caem fatalmente contra o que aqui vivem em suas práticas abomináveis. Por essa razão é que a Bíblia sempre está advertindo os crentes para que se separem do mundo; que fujam de toda contaminação e que lutem para alcançar coração puro mediante o uso contínuo e prático da Palavra (Salmo 119:11). Vemos as advertências de Paulo em Efésios, para que os crentes não sejam cúmplices das obras infrutíferas das trevas (Efésios 5:11). Ainda em Efésios vemos a exortação de Paulo para que os crentes fujam das malícias e práticas libidinosas dos perversos, porque Deus derrama continuamente Sua Ira sobre os filhos da desobediência (Efésios 5:6). Quando Deus foi derramar Sua cólera e fúria contra Sodoma e Gomorra, Ele simplesmente ordenou que Ló fosse retirado de lá com a família (Gênesis 19).
         Então, tudo isso é para mostrar aos meus leitores que nem mesmo após a morte dos pecadores o pecado deixará de ser odiado. Aquilo que aqui os homens tanto amam, certamente indicará que eles vão conviver com essas malignas obras pela eternidade. Caro leitor, a morte não tem poder de purificação; a morte não elimina nossos atos; a morte chega para mostrar que a cama tão bela e bem armada aqui será objeto de terror eterno. Homens e mulheres estarão perante a face Daquele que ao encarar a multidão à Sua frente estará perante elementos afrontadores, maliciosos, profanos e rebeldes. O juízo mostrará a imutabilidade da natureza pecaminosa do homem e que ele será o que é para sempre; que a morte não separa o homem da sua iniquidade. O juízo mostrará que no lago de fogo o homem será o mesmo e que só não fará o que faz aqui, porque não terão mais essa zona de conforto para pecar. Enfim, o juízo mostrará apenas que o homem é o que é no coração e não na aparência.
         Caro leitor cheguei ao fim da abordagem acerca desse incrível verso. Mas tudo isso é para dizer que agora é o momento para arrepender! Agora é o momento de humilhação! Agora é o momento de achegar-se perante esse Bendito Salvador e Senhor! Quem Nele crer não será julgado.

A PROTEÇÃO DE DEUS Lição 11



 “Pois Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa” (verso 3)

        

Amigo ouvinte, se você é esse crente sincero é sumamente importante para seu andar normal, que você encare o trajeto até a Nova Jerusalém a cidade celeste, olhando pela perspectiva que Deus dá no salmo 91 a partir do verso 3 porque temos ali uma apresentação do caminho por onde anda o verdadeiro crente. Não fique a pensar que uma mera decisão verbal de “aceitar Jesus” fará com que tudo vai se tornar em belas cores neste mundo e que de agora em diante os portais do sucesso aqui neste mundo serão abertos de par em par. Isso é engano meu amigo.

A salvação de uma alma, conforme a descrição bíblica é Deus abrindo os olhos do pecador para que este passe a ver o por onde andava  e assim corresse para o Esconderijo Eterno, e achando ali em Cristo a segurança eterna, passou a habitar ali, passou a descansar sua alma ali, tendo esse Deus como o seu Deus a fim de andar com esse Deus aqui tendo esse Deus como seu Guia até a morte.

Amigo ouvinte, no verso 3, o crente se depara então com os dois principais perigos deste mundo: “Laço do passarinheiro e peste perniciosa” conforme Deus fala nesse verso: “Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa”. Afinal, o que será isso? Tem um laço armado, e quem foi que armou esse laço? Será que esse laço foi armado para todos os homens? Creio que não, porque é fato que as pessoas que ainda não foram a Cristo Jesus para encontrar nEle a salvação de suas almas, estão deitadas nas mão do maligno conforme é falado em 1João 5:19.

“Laço do passarinheiro” claramente trata das atividades no seu ódio mortal contra o povo de Deus. Então, conforme a descrição bíblica, as pessoas que ainda não foram a Cristo, são escravas do pecado neste mundo; servem ao príncipe deste mundo, mundo que é chamado de império de Satanás. O povo eleito de Deus é, portanto, alvo de perseguição, e para isso satanás põe armadilhas no caminho onde trilha o cristão verdadeiro, a fim de que o crente venha a cair em suas garras de terror.

Vejamos o que Paulo diz a Timóteo em sua segunda carta: “Quem viver piedosamente sofrerá perseguição”. Jesus diz ainda em João: “No mundo tereis aflição”. Ele não diz: “No mundo tereis prosperidades, sucessos, etc.” Se o amigo ouvinte é alguém atencioso para o que diz a palavra de Deus, poderá perceber que especialmente no livro do salmo os escritos ali mostram exatamente uma idéia de perigos que o justo enfrenta enquanto peregrina aqui; que há inimigos por todos os lados os quais lançam tudo para que o crente venha a tropeçar e cair.

A idéia transmitida é que o viver do crente neste mundo é cheio de aflições, perseguições e que o crente está sofrendo, e o crente clama a Deus por socorro e livramento porque há grupos e grupos formados com a finalidade de derrubar aquele que é crente. Tomemos um exemplo no salmo 11 onde o salmista diz: “No Senhor me refugio, como dizeis, pois a minha alma: foge como um pássaro para o teu monte? Porque eis aí os ímpios, armam arcos, dispõem as suas flechas na corda para as ocultas dispararem contra os retos de coração”.

Dei apenas uma idéia tirada da bíblia do que significa perseguição sofrida aqui neste mundo pelo crente. E tendo esta verdade em mente, creio que agora podemos entender o que o Espírito de Deus quer dizer no verso 3 do salmo 91: “Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa”.

Esta verdade deve fazer do crente uma pessoa alerta, alguém voltado para os avisos solenes da palavra de Deus; esta verdade deve fazer com que o crente venha a se posicionar numa maior dependência de Deus em oração, uma vez que não podemos e não devemos de maneira nenhuma confiar no homem, porquanto a bíblia diz: “Maldito o homem que confia no homem”.

Diz mais que “Aquele que confia no homem arma ciladas para si”. Creio que a verdade desse verso deve fazer do crente um verdadeiro soldado de Cristo no combate contra o mal, ele deve se armar como um verdadeiro soldado uma vez que ele está ciente e consciente de um Deus que se tornou seu escudo e proteção. Quem poderá fazer qualquer coisa contra a alma que está protegida pelo Deus Vivo e Verdadeiro?


O PERIGO DO LOUVOR DOS HOMENS




“Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas” Lucas 6:26.
        O Senhor Jesus está lançando seu quarto e último “ai” contra aqueles que no coração continuam amando o mundo, por isso não são chamados de “ricos”. Nada querem das riquezas eternais do Reino de Deus (verso 20). Tais pessoas têm suas riquezas aqui por isso buscam aqui neste mundo. Isso claramente é visto na maneira como buscam o louvor dos homens.
        “Ai de vós quando todos vos louvarem!”. É bom que saibamos o que nosso Senhor não está ensinando no texto. Ora, claramente vemos que Ele não condena o ser estimado e respeitado. Os homens devem buscar o bom nome aqui. O respeito das pessoas é de grande importância em nosso viver.
        Nosso Senhor também não condena as atitudes de bondade. Oxalá pudessemos ver uma sociedade carregada de homens e mulheres bondosos! Enfim, o Senhor não está promovendo uma forma antipática de viver. Têm muitos que são chamados “crentes” cujas vidas promovem mais antipatia do que o respeito das pessoas. Realmente a lição do Senhor Jesus mostra o resultado de uma vida que nunca conheceu a humilhação e miséria espiritual perante o Deus da Bíblia. Temos aí o que significa ser “rico” aos olhos de Deus conforme o ensino da passagem.
À luz social é o que se pode esperar dessa riqueza que habita num coração ainda não regenerado. Sempre teremos ligações fraternais e sociais neste mundo, ou para nosso bem eterno, ou para nosso prejuízo eterno. Nosso Senhor está mostrando o perigo do homem estar ligado a uma condição tal no meio dos homens que não há lugar para o Deus de toda glória.
Vamos checar isso à luz daquilo que pode ser visto no viver do homem no pecado. O louvor dos homens se manifesta na vida religiosa. Não há o temor de Deus em seu coração para prestar-Lhe o verdadeiro culto. Ele quer uma religião onde possa se sentir à vontade e ser conhecido perante todos como alguém que tem Deus no coração. Mas não há uma linha reta na religião daquele que é espiritualmente rico. Ele sempre se inclina, ou para a direita ou para a esquerda na opinião dos outros.
Na área social haverá uma associação ao pecado porquanto não buscará a glória de Deus, mas sim a dos homens. Não haverá no coração uma disposição de fé bíblica para seguir o caminho estreito da obediência.
Os espiritualmente “ricos” não escapam do “ai de vós” do Senhor Jesus. O que o homem quer no coração, ele sempre terá. O louvor dos homens é uma associação com o mundo contra o Reino de Deus. Nosso Senhor vai adiante mostrando na história do Velho Testamento que foi dessa maneira que procederam com os falsos profetas. Eles eram bem-vindos, cortejados e benquistos pelos homens.
A verdadeira religião do coração será a medida do caráter espiritual. Ou a pessoa está ligada à verdade ou à mentira. Se busca o louvor dos homens, há de achá-lo a partir de um viver religiosamente errado. E isso manifestará em todas as áreas da vida.

Pr. Sena

O SALÁRIO DO PECADO (30)




“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” Romanos 6:23.
A TRANSBORDANTE GRAÇA (continuação)
         Quão gloriosa é obra da soberana graça! Ninguém pode ir a Cristo a não ser pela atuação desse Deus que é riquíssimo em misericórdia (Efésios 2:4). Conhecer o Filho de Deus nunca foi nem será uma iniciativa do homem: “...não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Romanos 9:16). O mais glorioso de todos os privilégios é um pecador ser entregue pelo pai ao Filho, porquanto ninguém pode conhecer o Filho de Deus, a não ser a pessoa a quem o próprio Filho o quiser revelar (Mateus 11:27), e são somente e tão somente os “...cansados e sobrecarregados” (Mateus 11:28).
         Prossigamos contemplando a maneira graciosa de Deus atuar na salvação dos perdidos. Estamos vendo isso em Jeremias 29:12-14. Na meditação anterior pude mostrar primeiramente o ambiente de milagre. Presenciamos ali que é a própria obra de arte da graça em romper com todo poder dominante do pecado e da morte no homem e assim atraí-lo ao Senhor: “Passareis a orar”. Incrível! O ambiente passa a ser de invocação: “Todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:13); os olhos espirituais são abertos para agora vislumbrar a glória dessa tão grande salvação e os ouvidos passam a ouvir aquilo que jamais ouvira.
         Prosseguindo, há uma atmosfera de anseio e necessidade: “...me invocareis...” e “...passareis a orar a mim...”. O que vemos é que a graça opera sensível mudança na mente, nas emoções e na vontade, antes dominados e controlados pelo pecado. No pecado o homem afirma pelo seu modo de viver que não precisa de Deus; seu braço forte é confiar no homem (Jeremias 17:9), nada quer de discernimento porque acha que pode viver para si em busca de seus próprios interesses; não passa de ser uma ovelha desgarrada seguindo o seu próprio caminho (Isaías 53:6); seu caminho é de arrogância, jamais temendo o Senhor e confiando na provisão deste mundo e em suas próprias habilidades. Mas agora tudo mudou, porque é agora uma alma que vê sua própria desgraça eterna, sua miséria como um réu sentenciado à punição, debaixo da Ira de um Deus que odeia o pecado. Por isso é que agora ela passa com o carcereiro de Filipos: “...que farei para ser salvo?”; com o ladrão na cruz: “...lembra-te de mim quando entrares no teu reino”.
         Passemos agora à segunda lição que o texto nos ensina: A presença graciosa. É algo digno da nossa preciosa atenção. Caro leitor considere as maravilhas desse Deus cujo ministério é salvar perdidos! Ponha seus olhos sobre essa magnificente passagem de Jeremias 29 e veja a ternura desse Salvador bendito. Primeiramente vemos que Seus ouvidos estão abertos para ouvir as súplicas de um coração arrependido: “...e eu vos ouvirei.” (12).
         Eis aí a mais maravilhosa notícia trazida do céu aos pecadores! É triste ver a condição em que as multidões têm sido ludibriadas pelos falsos mestres em nossos dias! Quantas promessas ocas! Quantos corações iludidos pelas bagatelas desta vida passageira! Os ouvidos do Senhor estão apurados para ouvir o clamor de um coração aflito e desesperado no pecado. Ora, o Filho de Deus se entregou a Si mesmo a fim de salvar pecadores da destruição vindoura e também desarraigá-los deste sistema maligno de vida que este mundo oferece (Gálatas 1:4). Ele ouve as orações de homens e mulheres arrependidos, porquanto Ele se humilhou a fim de buscar pecadores assim, cansados de viver no pecado. Ele não veio ao mundo promover prosperidade material. Essa é a atividade de satanás que ludibria os corações com promessas de felicidade terrena.
         Que a graça opere salvando almas neste momento. É minha oração.