quinta-feira, 4 de julho de 2013

CRISTO E SUAS OVELHAS (11)




“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço e elas me seguem; eu lhes dou a vida eterna, jamais perecerão eternamente e ninguém as arrebatará das minhas mãos (João 10:27,28)

A VIDA OBEDIENTE DA OVELHA (primeira)
Amigo leitor, o Senhor Jesus afirma a respeito de suas ovelhas que elas o seguem. Com essa afirmação do Senhor, fica claro distinguir quem é ovelha Dele; quem é  realmente crente em Cristo. Então tem um elemento que distingue a verdadeira ovelha do Senhor, ela O segue.
É impossível ser ovelha do Senhor sem que seja um seguidor Dele. É a vida cristã em evidência, a fé em plena manifestação. Alguém que estava morto passou a viver; aquele que estava perdido foi achado; o que tinha seus pés e mãos espirituais presos, amarrados no pecado pode agora andar livremente; foi visitado o aflito e abatido de espírito; o encarcerado foi liberto.
Amigo leitor, que preciosa verdade para nossos corações! A graça salvadora faz o trabalho completo na vida daquele é salvo. Aquele que foi salvo do pecado e suas garras atrozes é agora alguém livre para seguir o Salvador. Ele entrou nesse glorioso caminho e não vê nenhuma razão de viver nesse mundo como outrora vivia, servindo ao pecado. Tudo que ele considerava ganho é agora reputado como perda, porque alcançou aquilo que é de mais precioso. Ele achou o tesouro eterno, e diante desse tesouro, todos os bens materiais tornam-se como palha seca. Ele foi salvo para sempre; ficou sabendo que seu nome foi colocado no livro da vida do Cordeiro antes da fundação do mundo; tornou-se herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo. Por que apreciar estas riquezas passageiras? Para que pôr os olhos naquilo que, como fumaça se dissipa?
Seu coração agora está ligado ao coração do Bom Pastor e passou a amá-lo porque simplesmente foi amado primeiro. Ele segue as pisadas Dele, o caminho do Senhor é o seu caminho; o ambiente do Senhor Jesus é o seu ambiente; aquilo que é santo e puro começa a fazer parte do seu modo de viver; ele colocou-se à disposição do Mestre para agradar-lhe em tudo; não tem um pingo de prazer em tornar seus membros físicos instrumentos do pecado como outrora. A ovelha que pertence ao Sumo Pastor não segue o que os homens dizem, o que um pastor fala ou prega aqui e ali, ou o que alguém lhe falou na sua religião. Ele está sintonizado com a verdade bíblica, atenta para a Palavra escrita e tem um discernimento impressionante dado pelo Espírito Santo para saber se aquilo que está ouvindo é de Deus ou é do pai da mentira. Não vai seguir o mercenário, o estranho.
Quando a pessoa não é ovelha pertencente ao aprisco santo do Bom Pastor, não gosta de ouvir do Senhor; não tem prazer em escutar o que a Palavra de Deus tem para lhe dizer, e vai seguindo assim nas trevas obedecendo ao pecado; agradando a carne e os pensamentos. Agora ele é chamado de santo; alguém que nasceu na família; possui a natureza divina; ama e tem prazer em crescer na fé e na palavra.
Eis aí um breve perfil da ovelha de Cristo. Assim iniciamos esse assunto tão importante, com o intuito de mostrar como alguém prova que é ovelha do Senhor Jesus. Ele deixa bem claro no texto que elas o “seguem”.

BENÇÃO E MALDIÇÃO 32




“Bem-aventurados vós, os que agora chorais, porque haveis de rir” (Lucas 6:25)

OS QUE CHORAM
         Amigo leitor tenho procurado explicar nesta passagem o que significa bênção e maldição conforme a linguagem usada por nosso Senhor Jesus Cristo que é o Deus da verdade. Estou plenamente certo que a revelação bíblica há de prover convicção aos corações daqueles que amam as Escrituras sagradas, e assim livrá-los de tantos enganos que aparecem trajados de evangélicos em nossos dias. Até aqui mostrei já o que significa ser “pobre”. Pude já mostrar o contraste apresentado por Jesus quando Ele, de forma amaldiçoadora se dirige aos “ricos”. Procurei ser bem esclarecedor quando tratei sobre os que têm “fome”, mostrando também o contraste com aqueles que agora estão “fartos”.
         Minha tarefa na meditação de hoje é esclarecer o que nosso Senhor quer nos ensinar no verso 22 a respeito dos que “choram”: “Bem-aventurados vós, os que agora chorais, porque haveis de rir”. Se encararmos seriamente a palavra de Deus como ela realmente é, veremos que a linguagem do Espírito de Deus está completamente longe de ser entendida pelo raciocínio mundano e natural. De fato, as coisas do Espírito de Deus parecem loucuras para a mente daquele que não nasceu de novo.
         Será que este mundo está atrás de choro? Não! Absolutamente! O mundo inteiro foge de chorar, apesar de que o choro é a realidade do dia a dia deste mundo. Porém, todo esforço em conjunto do programa deste mundo consiste em acabar definitivamente com o choro. Realmente, as revistas deste mundo fazem de tudo para mostrar uma alegria, um sorriso, uma jovialidade, certa atmosfera de felicidade derramada neste mundo promovida pelos prazeres achados aqui. O mundo está apregoando à multidão que todos devem fugir da tristeza, apagar de seus corações as más lembranças provocadas pela morte e infortúnios, estimular o pensamento positivo de que o que vem pela frente é tudo prazer e alegria, nada de dores, nem decepção, etc.. O que ocorreu de mal ontem não deve ser encarado como algo que poderá repetir.
         Até mesmo há uma forma religiosa de encarar esta vida que mostra exatamente que é aquilo que o mundo está pronto para pagar para ouvir. Frases como estas: “Sorria, Jesus te ama”, “Jesus quer resolver teus problemas”, “tudo vai certo”, etc., mostram o percurso pelo qual a multidão está pronta a andar, que é exatamente o famoso caminho largo que aos olhos do homem natural parece bem atraente, porquanto não enxerga a triste realidade do seu final.
          Também posso assegurar que esse choro não está referindo aquela religião disfarçada. Há uma religiosidade que instiga as emoções e instila o chorar, mas que nada tem a ver com a realidade do coração. As emoções surgem como nuvens, mas assim como as nuvens vão embora as emoções também desaparecem. Isso é muito perigoso, porquanto tais emoções encobrem a realidade da vida, e tendem a induzir pessoas às ilusões e não a realidade da vida como ela é.
         Pessoas em pecado podem chorar muito e ainda achar que estão agradando a Deus. Tal atitude que aparece camuflada de muita piedade é produzida pela natureza enganosa e enganada do coração corrompido do ser humano. Em Malaquias 2:13 Deus chama a atenção do povo de Israel que tentava encobrir seus pecados com o chamado “choro religioso” dizendo: “Ainda fazeis isto: Cobris o altar do Senhor de lágrimas, de choro e de gemidos, de sorte que ele já não olha para a vossa oferta, nem a aceita com prazer da vossa mão”. No ensino do Novo Testamento um dos assuntos mais tratados é a respeito da sobriedade. O ensino é que os santos de Deus devem manter o “pé no chão” enfrentando a realidade desta vida como ela é, e fugindo assim de tudo aquilo que não passa de sonho, devaneios derivados do sono perigoso que este mundo injeta na alma.
         Querido leitor, acorde para a realidade desta vida passageira! A verdade de evangelho chega para dar um beliscão e alerta o homem para a necessidade de arrependimento e de conversão a Cristo.

AS DUAS PROVAS DA REBELIÃO DO HOMEM (10)







Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram para si cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas  (Jeremias 2:13).
         Caro leitor examinemos bem essa declaração do Senhor a respeito de Jerusalém nos dias do profeta Jeremias. A decisão insensata e ingrata daquele povo nos mostra na prática a decisão de cada pecador em Adão, como foi que na queda deixamos o Senhor. Tenho procurado mostrar nas Palavras usadas pelo Senhor como foi profunda e aterrorizante a tragédia do pecado, porquanto os termos usados descrevem de todos os ângulos a condição tão triste de cada homem em Adão. Somente por obra do Espírito de Deus e da Palavra é que homens e mulheres podem saber a profundidade do poço da perdição e que somente a compaixão do Senhor pode achar o perdido.
                                      Minha condição tão triste conheceu meu Salvador
                                      Que do céu desceu à terra, para ser meu redentor.
                                      Ó quão grande é o amor do meu Senhor!”.
         Mas vou prosseguir no esforço em mostrar pela linguagem bíblica a tão terrível decisão tomada pela raça em Adão. Já vimos como Deus chama os homens no pecado de “filhos da ira”. Mas eles também são chamados de “filhos da desobediência”:nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência” (Efésios 2:2). Que vínculo maligno! Em que posição infame o pecado nos colocou!. A obra da perfeita e santa mão de Deus, agora é vista neste mundo ligado ao príncipe deste mundo como filhos.
         A obediência à voz da serpente resultou num vínculo filial e os homens são vistos no mundo não como filhos de Deus; não como filhos que carregam consigo o caráter santo de um Deus santo, mas sim homens e mulheres seguindo os passos do anjo maligno. O mesmo Lúcifer que voltou-se contra Deus e carregou consigo milhares de seres angelicais tem agora milhares e milhares de homens e mulheres que lhe amam e lhe seguem com boa vontade neste mundo e que estão aptos para executarem a vontade desse pai (João 8:44).
         Nessa situação o que podemos esperar de homens e mulheres que ainda não foram salvos? Há qualquer elemento de poder neles para obedecer as mais simples ordenanças do Senhor? Como podem os filhos da desobediência amar e respeitar ao Santo Senhor? Jamais! Eles amam o pai deles! A casa de Deus é estranha para eles! A voz de Deus os afugenta para longe! No reino de Deus não há qualquer elemento que possa fornecer felicidade aos homens no pecado. No reino de Deus tudo é santo e puro, então, como eles poderão amar aquilo que odeiam e rejeitam? No reino de Deus os filhos de Deus vivem pela fé e obedecem ao comando do Pai pela Palavra, mas os filhos da desobediência desconhecem isso, porque estão alheios à vida de Deus, aos padrões de Deus e às Suas leis santas e puras.
         Digo mais, que sendo eles filhos da desobediência, todo percurso deles será pelo caminho largo. Não tem lugar mais fascinante para aqueles que abandonaram ao Senhor do que o mundo. Mesmo que a força da iniquidade aumente; mesmo que o pecado manifeste sua face de terror e maldade, os filhos da desobediência estão adaptados a este lugar. São como parafusos, porque cabe bem dentro desse espaço. Milhares deles servem como muralha, para proteger os que estão arraigados nas profundezas das trevas. Em Sodoma e Gomorra nem todos praticavam os atos libidinosos, mas serviam de amparo para eles; eram luzes periféricas e adornavam a cidade com uma aparência de respeito e pudor.
         Caro amigo leitor, não posso me calar diante desse quadro de miséria na qual se encontra a raça em Adão. Com as palavras bíblicas e com rogos e súplicas hei de chegar aos corações enganados, a fim de publicar que Cristo Jesus veio ao mundo para livrar pecadores das densas trevas onde se encontram enganados, ludibriados, algemados, condenados e destinados ao sofrimento eterno!

A SOBERANIA DE DEUS NA SALVAÇÃO (3)




Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44).
         Prezado leitor, no momento estamos vendo as considerações gerais em torno desse verso tão revestido da refulgente glória do evangelho. Visto que nossos dias são carregados de engano e de frouxidão ortodoxa, quão axial é que tomemos um verso como este para que conheçamos qual é a mensagem bíblica de salvação, comunicada pelo Senhor, que precisa urgentemente ser anunciada e pregada por homens enviados por Deus para essa finalidade.
         Antes de entrar nas palavras do próprio verso estou procurando acercar o leitor atento para a importância dessa mensagem, atualmente tão ignorada. O que é o evangelho? Será que é a coletânea de pensamentos religiosos? Será que o resultado da opinião de um grupo de intelectuais evangélicos? Será que é resultado das opiniões dos apóstolos? Será que é aquilo que cada religião opina a respeito de Deus e da salvação? Faço essas perguntas porque sei que no meio dessa confusão generalizada e dessa ausência dos absolutos eternos, o povo em geral pensa assim. A tendência hoje é que tudo deve ser democratizado e que, com efeito, a opinião de cada um serve; que ninguém pode afirmar que está certo, nem mesmo as Escrituras Sagradas. Veja amigo, aonde satanás quer chegar em seu reinado de mentiras. Seu alvo é destruir os fundamentos eternos e assim arruinar a mensagem santa e verdadeira revelada na Palavra para o bem eterno dos homens.
         Voltemos ao texto e ali observemos na linguagem do Senhor que o evangelho é algo idealizado por Deus; que foi algo traçado na eternidade pelo conselho de Deus. Paulo trata disso no impressionante e profundo cap. 1 de Efésios. Mas as palavras do Senhor em João 6 são suficientes para que entendamos acerca da glória, da grandeza e da sublimidade do evangelho. Veja amigo como o evangelho é diametralmente oposto a mensagem tão tosca e melosa do evangelho moderno. Cristo engrandece a vontade do Seu Pai: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (João 6:38). Foi essa verdade que deixou os apóstolos pasmados. A mensagem deles era constante, fiel e sem qualquer atrativo para as multidões onde quer que eles pregassem, porquanto aqueles homens sabiam bem que o poder estava na mensagem e não na vontade dos homens.
         Outrossim, Cristo não somente exalta a vontade soberana, como também exalta a força do Pai em salvar quem Ele quer salvar. No verso 37 Ele diz: “Todo aquele que o Pai me dá...”. Veja amigo o entrelace eterno entre as duas pessoas da divindade. O evangelho apresenta os atos de Deus em entregar pecadores ao Seu Filho, e para isso os homens não são convocados, porquanto é uma obra sobrenatural onde sobressai a força desse Deus em chamar homens e mulheres da morte para a vida.
         Outro detalhe que aparece no contexto é a grandeza e majestade dessa obra salvadora, porquanto duas verdades são destacadas no verso 39: Salvação e ressurreição. Significa que o evangelho apresenta o fato que Cristo realmente salva com salvação eterna e a prova disso é que haverá a ressurreição. É tão segura, firme e inabalável essa salvação que nada o Senhor trata daquilo que os santos vão passar neste mundo; nada há de explicação do dia a dia do salvo. O breve tempo que existe entre a salvação e a ressurreição é irrisório e banal e nada daqui afetará essa tão gloriosa e conquista de Cristo em favor daqueles que o Pai escolheu e lhe entregou. Amigo, tal verdade tem chegado ao seu coração? Eu sei que a mensagem que faz brilhar a glória de Cristo é humilhante e afunda nosso orgulho na lama e até mesmo no desespero. Ó, quanto é salutar tal verdade! Aqueles que são chamados pelo evangelho são homens e mulheres que nada tem para dar a Deus, a não ser ações de graças, glórias e honras ao Autor dessa tão grande salvação!