segunda-feira, 26 de outubro de 2015

TODOS DEBAIXO DO PECADO III (9)




“...Não há quem busque a Deus” (Romanos 3:11
        Amado leitor, o que realmente significa “buscar ao Senhor”, conforme Isaías 55? Para explicar isso temos que ter a luz da soberana atuação de Deus em Sua compaixão pelos perdidos, caso contrário não há qualquer possibilidade de qualquer pecador vir a Cristo. É simplesmente impossível, pois o texto de Romanos 3 e outras muitas referências bíblicas mostram que os homens por natureza nada querem com Deus. Por essa razão consideramos a salvação bíblica como algo maravilhoso, milagre da força de Deus em ressuscitar mortos.
        Mas queremos voltar nossos olhos ao texto de Isaías, porque na expressa ordem da graça: “Buscai ao Senhor...”, eis Deus também aponta Sua promessa: “..enquanto se pode achar”. Isso indica que a presença de Deus é transitória e que os pecadores devem aproveitar a oportunidade dessa presença salvadora do Senhor neste mundo. É incrível essa atuação da graça, porque quando Deus está presente, significa que algo maravilhoso está acontecendo no meio dos homens; eis que a luz do céu chegou para mostrar aos homens o caminho; que o reino da morte, do diabo e do mundo foi abalado e que agora pecadores podem ouvir, falar e atender obedientemente a doce chamada da graça. Caro amigo, medite nisso, pois o que vemos ocorrendo neste mundo é algo inaudito, jamais explicado pelos anjos e pelos homens mais cultos. O que vemos é que em pleno reino do pecado e da morte Deus está exibindo Sua glória e Seu poder de salvar e transformar homens de mero homens naturais (1 Coríntios 2:14), para homens espirituais (1 Coríntios 2:15).
        Então amigo, Ele pode ser achado! Essa é a mais preciosa notícia que pecadores podem ouvir. Homens daqui e de qualquer parte deste mundo têm o maior e imensurável privilégio de ter esse Deus Salvador, o Ele traz consigo essa salvação em Suas asas (Malaquias 4:2). Eis aí caro leitor, o Deus invisível presente! Eis aí o invencível Salvador perto de homens caídos como eu e você! Eis aí Aquele que veio a este mundo e enfrentou toda oposição dos pecadores sobre Si e ocupou sozinho o lugar ali na cruz para enfrentar a terrível ira de Deus, a fim de ser esmagado pela fúria do Todo-Poderoso, para pagar a culpa que era minha e dos pecadores do mundo inteiro, e assim garantir plena e preciosa salvação. Pode você compreender tal verdade? Que Deus maravilhoso! Como pode Ele me amar? Como pode Ele interessar-Se por um miserável com eu? Pense nisso amigo. Ele está perto; Ele entrou aqui, se tornou homem exatamente como eu e você, mas sem qualquer culpa do pecado; Ele veio aqui, nos procurou e nos achou.
        Que Pastor! Mesmo sendo o mundo o que é; mesmo sendo um lugar terrível, uma prisão alucinante, um lugar de trevas e de pavor, mesmo assim ei-Lo aqui! Ele Se envolveu com nossa mera humanidade e Se interessou em nos buscar com mão forte e poderosa. Ah! Não tem explicação nem há linguagem que possa descrever tão grande amor! O que posso dizer mais? Como os homens podem saber que Ele está presente? Meu amigo, você pode contemplar crentes genuínos ao seu redor? Você pode ver homens e mulheres que foram transformados e que agora caminham firmemente para o céu? Então, saiba que o Senhor está perto. Você pode ouvir pregadores zelosos e fieis pregando a verdade, sem qualquer interesse por prêmios passageiros? Então, saiba que o Senhor está perto! Você também sente em seu coração os seus pecados? Sabe quão amargurado tem sido seu viver aqui e que você precisa do perdão, da justiça e reconciliação com Deus? Então, é fato que o Senhor está perto! Não quer aproveitar agora? Não quer neste momento cair aos pés desse Senhor para receber essas maravilhas da Sua eterna salvação?

       

A FAMÍLIA DO SENHOR (2)




“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
        Caro amigo, consideremos de coração o ministério terreno de nosso Senhor, Seu vínculo com seus irmãos e mãe, porque parece que José morreu ainda novo, deixando Maria viúva com seus filhos. Vemos no contexto de Lucas, versos 46 e 47 o fato que a em relação à Sua família terrena o Senhor simplesmente a deixou a fim de exercer Seu ministério conforme os planos eternos. Mas ao mesmo tempo vemos como o ministério Dele teve uma influência poderosa na vida de Seus irmãos e de Sua mãe. Por ocasião de Sua crucificação vemos em João que nosso Senhor jamais perdera Seu amor e interesse em servir e ajudar Sua idosa mãe, por isso passou para João os cuidados terrenos em favor dela, e Seus irmãos se converteram após a ressurreição, tornando assim líderes bem espirituais na igreja em Jerusalém, pelo menos sabemos disso com respeito a Tiago e a Judas.
        Mas nosso Senhor tinha um trabalho que Seu Pai eterno ordenou que fosse feito. Desde pequeno Ele conscientizou Maria e José de que Ele havia nascido para isso, para tratar dos “negócios” do Seu Pai, conforme Ele mesmo deixa bem claro em Lucas 2:49. Parece que José não entendeu muito bem o assunto, mas Maria, segundo o texto de Lucas, guardava essas coisas no coração. Maria estava bem ciente e consciente da sua posição porque o anjo deixou-a bem esclarecida. Ela jamais reivindicou sua posição de mãe; ela sabia bem que aquele que nasceu dela era o próprio Deus, por essa razão Maria acompanhou o ministério de Cristo como uma verdadeira crente e não com a atitude de uma mãe terrena. Em João 2 vemos como ali naquele casamento em Caná, Maria mostrou sua postura de submissão e respeito ao Filho de Deus quando disse aos serventuários: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2:5).   
        Então, nosso Senhor devido a Sua missão para a qual desceu do céu e tornou-Se homem, jamais Se deixou prender por qualquer vínculo natural, terreno e transitório aqui; jamais considerou a família terrena como Sua família, a casa terrena em Nazaré como Sua casa, porquanto caminhou de forma resoluta para a cruz. Também, quando escolheu Seus discípulos não deu preferência a qualquer parente, porque para Ele a missão era celestial, o trabalho era eterno e os pecadores que Lhe seguiriam seriam homens vocacionados para uma missão bem diferente daquilo que o homem espera daqui e aqui. Seu reino, conforme Ele mesmo deixou claro, era celestial; Seu anseio era satisfazer a vontade do Seu Pai; Seus interesses e riquezas em nada estavam vinculados àquilo que tanto os homens ambicionam e esperam desta vida e Seus reais objetivos em relação aos homens estavam completamente distantes de qualquer pensamento e concepção terrena e religiosa. Para entender tudo isso não havia ninguém capaz, porque somente e tão somente o Pai celestial podia revelar aos homens, conforme Ele mesmo disse a Pedro: “...Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque, não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus” (Mateus 16:17).
        Além de tudo tratou a todos com amor e mostrando que Seu ministério era celestial e logo todos puderam ver que Ele era realmente Senhor. Os que O seguiam firmemente viram que ali estava alguém que veio do céu, por isso foi adorado até mesmo por demônios, os quais confessavam Sua origem e filiação. Enfim, tudo o que é terreno, natural e passageiro foi colocado no pó ante a realidade daquilo que nosso Senhor veio fazer e a Si mesmo Se deu. Por qual razão? Porque Sua família não era constituída por pai, mãe, irmãos, tios, primos, etc. Ele veio para buscar pecadores e assim levar muitos filhos à glória; veio para que pecadores nascessem de Deus, com a natureza de Deus, a fim de morar com Ele para sempre na glória eterna.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 
       

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (1)




                            A FAMÍLIA DO SENHOR (1)
“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
INTRODUÇÃO.
        Prezado amigo, quero tomar este texto a fim de anunciar o evangelho bíblico aos pecadores. Visto que o mundo jaz no maligno (1 João 5:19) e que seu príncipe é o pai da mentira (João 8:44), então o evangelho precisa ser pregado em toda sua verdade, nada sendo ocultado aos homens. Quanto mais o fim deste sistema maligno vai chegando, eis que os homens vão ficando ainda mais ansiosos por conhecer esse deus que se oculta nas trevas. Uma das suas maiores funções religiosas é notificar ao mundo que todos os homens pertencem a Deus, que todos são amados pelo “pai celeste” e que no final todos irão para o céu. Ora, o que nosso Senhor diz acerca disso? Para morar na glória de Deus precisa ser da mesma família de Deus; para ter Deus como pai, precisa ser nascido Dele e nosso Senhor deixa esse ensino bem claro.
        Os homens sempre agiram assim, sempre tentaram e tentam barganhar com Deus; sempre quiseram forçar Deus a aceitar o que eles queriam e querem. Nosso Senhor Jesus, entretanto desprezou toda essa mentalidade mundana, carnal, passageira e emotiva que o mundo dá tanto valor. O texto mostra o Senhor em Sua plena atividade de pregar o evangelho quando alguém vem tentar tirá-Lo dessas atividades, a fim de ocupar-Se com Sua mãe e Seus irmãos. Mas note a reação do Senhor. Ele não estava brincando, não estava discriminando Sua mãe e Seus irmãos, pessoas pobres. Nosso Senhor simplesmente estava pondo todos diante da realidade eterna da Sua missão de salvação neste mundo quando disse: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”. Ora, todos nós temos profunda ligação com os membros da nossa família. Deus nos concedeu afeto natural. Um Jacó em pranto dirá: "Chorando, descerei meu filho à sepultura". Uma Joquebede providenciará para que seu filho seja protegido; um José rico vai cuidar de seus irmãos pobres. Nosso Senhor teve uma família terrena, mas para Ele Sua família era outra e não consistia desse sistema mundano e passageiro conforme vemos aqui neste mundo. Para Ele sua família consiste de todos os que fazem a vontade do Seu Pai celeste.
        Não é um assunto importante? Não devemos nós considerar essa verdade? Claro! Sempre o mundo agiu consoante ao seu espírito idólatra, pois sempre os homens quiseram puxar a divindade para seus conceitos torpes de divindade. Por isso nosso Senhor chega e arranca essa confusão e não tem dó em sangrar tal mentira. Por isso tomemos essa frase dita por nosso Mestre, a fim de engajar nossa fé na verdade. O Senhor veio ao mundo para fazer do Seu povo Sua família. Não esqueçamos que Ele é o primogênito entre muitos irmãos (Romanos 8:29). Ele jamais recusou chamar os salvos de Seus irmãos; sempre cuidou deles como sendo Seus pequeninos e assim nosso Senhor revela Sua família, afirma que o Pai Dele era também o pai de todos aqueles que Ele amou e pelos quais morreu na cruz.
        Ele não estava brincando! Ele não estava agindo com sarcasmo! Nosso Senhor afirma que tem Sua família e essa família não é constituída de anjos, mas sim de homens e mulheres salvos: “Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe”. Eis aí Sua família! Não é uma preciosa verdade! Ele não elevou nem Maria nem qualquer outra personalidade. Ele ajuntou todos os remidos em plena igualdade. E assim será quando na Sua vinda o Senhor mostrar toda imensa família de Deus, constituída de homens e mulheres do mundo inteiro.
        Caro leitor, você faz parte dessa maravilhosa e eterna família? Um dia você ouviu a Palavra, foi tocado pela verdade da salvação e se converteu de todo coração a Cristo? Se houve isso, então você faz parte da imensa e maravilhosa família do Senhor.

TODOS DEBAIXO DO PECADO III (8)




“...Não há quem busque a Deus” (Romanos 3:11
        A BUSCA PELA SALVAÇÃO: “Buscai ao Senhor”.
        Caro leitor, comparando o texto de Romanos 3:11 com o convite gracioso visto em Isaias 55, eis que vemos a ação poderosa da graça salvadora operando no meio dos mortos espirituais. A salvação de Deus é a mais portentosa obra de Deus, porque do mesmo modo como Ele ressuscitou a Cristo dentre os mortos, também Ele opera chamando homens e mulheres das trevas para a luz, da morte para a vida (Efésios 1:19,20). Então caro leitor, averiguemos essas maravilhas de perto, porquanto a graça entra nesse cemitério mundano a fim de realizar seu inaudito serviço. É claro que o pecador vem a Cristo pela fé, mas a fé genuína tem suas características particulares que a fazem diferir da fé falsa.
        É claro que quando o homem busca a Deus é porque ele viu seus pecados no íntimo e suas terríveis consequências. Quando Deus atrai o homem para Si é claro que há convicção de pecado despertado no íntimo. As reações não são iguais a todos, não obstante a fé ser igual, mas é impossível para o homem correr para o grande Salvador sem se humilhar. Muitos dizem que aceitaram a Cristo, mas seu orgulho infame continua em pé, sua rebelião continua implacável e sua disposição de permanecer no mesmo caminho de outrora permanece ativo. Mas não é o caso de uma alma cujo coração foi descoberto para enxergar suas maldades e culpas. A salvação bíblica não é Deus passando e distribuindo presentes e ingressos para o céu. A salvação bíblica é Deus agindo no coração do homem e levando-o ao desespero e ao arrependimento sincero, a fim de que o pecador se renda a Cristo. A salvação é o pecador achegando a Cristo com seus fardos e em sincera confissão, e como consequência todos esses fardos são arrancados e sua alma passando a fruir a paz verdadeira com Deus (Romanos 5:1).
        Também, quando a graça chama o pecador para que ele busque a Deus, eis que a alma de fato vai à busca desse Deus que realmente salva. Quando o homem vai à fonte da salvação é porque ele percebe quão louco foi em depositar sua fé no homem, em seus ídolos e confiar em si mesmo. Cristo o Salvador não é para a alma quebrantada um mero Cristo, um mero salvador banal conforme o evangelho moderno apresenta. A alma arrependida vê o Redentor como Aquele que fora legitimamente ordenado pelo Pai a conceder pleno e eterno perdão aos pecadores, além de trazer justiça perfeita para que a alma culpada seja reconciliada com Deus e desfrute para sempre da paz com Deus (Romanos 5:1).
        E digo mais que essa é a poderosa obra da graça que é capaz de atrair o pecador para Deus. Realmente não há palavras humanas que possa explicar tal milagre, pois o homem no pecado só pode descer para o inferno; não há em qualquer ser humano qualquer possibilidade em si mesmo de subir aos céus, pois o peso do pecado lhe faz afundar e ele não percebe que dia a dia está sendo tragado para as profundezas, assim como acontece com alguém que está atolado na areia movediça.  Veja amigo que no homem só há desespero, que não há qualquer esperança nesta vida; que não há qualquer centelha de poder no homem para subir ao céu. No pecado o homem só pode ver o abismo de juízo eterno que lhe espera abaixo dos seus pés.
        Portanto, a mensagem chega agora para você, a fim de que você amigo, agora mesmo corra para Cristo. Eu sei que a decisão mais terrível para o homem no pecado é de se humilhar perante Deus. Mas sabe, quando o homem cai em si, reconhecendo sua miséria e condição de um réu por escolha só pronto a pecar, eis que é nessa condição que Deus chama o homem para Si e o pecador consegue ouvir esse real chamado da graça salvadora.