sexta-feira, 29 de março de 2013

O SALÁRIO DO PECADO (29)




“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” Romanos 6:23.
A TRANSBORDANTE GRAÇA (introdução)
         Caro leitor, não podemos esquecer que Deus requer a verdade no íntimo (Salmo 51:6), por isso sejamos diligentes na investigação do nosso coração mediante o trabalho perscrutador da “Espada do Espírito” (Hebreus 4:12), até que nosso ser seja completamente invadido pela verdade; até que sejamos capazes de suportar o peso dessa verdade em nosso íntimo. Sejamos cautelosos com o espírito de mentira que reina neste mundo, cuidemos com nosso enganoso e corrompido coração (Jeremias 17:9), pois somente assim andaremos trilhando o caminho da plena convicção de fé, prosseguindo rumo à Nova Jerusalém. Pode estar certo que se sua fé é a verdadeira fé, a graça lhe elevará às alturas da glória.
         Na meditação de hoje procurarei mostrar o quanto a graça é transbordante para o pecador arrependido. Na própria lei veremos como brilha o coração terno e compassivo do Senhor. Para isso tomemos uma das mais esplêndidas passagens das Escrituras em Jeremias 29 versos 11-13. No contexto vemos uma promessa feita a Israel. Aquela nação estava cercada pelos babilônios; eles seriam exilados da nação de Judá a fim de ficarem setenta anos na distante Babilônia. Foi nessa circunstância de juízo aterrorizante que Deus fez brilhar a promessa de agir com sua compaixão em favor do seu povo, realizando entre eles uma obra que somente a graça pode fazer. Peço ao leitor que abra sua Bíblia naquela passagem e acompanhem o desenrolar dessa obra salvadora da graça de Deus.
         O que acontece quando a abundante graça opera? O que acontece quando as compaixões de Deus se manifestam acesas no meio dos pecadores para salvar? Três acontecimentos esplêndidos aparecem:
1.      O AMBIENTE DE MILAGRE: “...me invocareis, passareis a orar a mim...”; “Buscar-me-eis...”. (versos 11,12). Notemos como há uma incessante busca a Deus por parte do pecador. Ora, como pode o homem no pecado buscar a Deus? É impossível! “...não há quem busque a Deus” (Romanos 3:11). Ainda em Jeremias 30:21 vemos o Senhor afirmando o seguinte: “...pois quem de si mesmo ousaria aproximar-se de mim?...”. Não temos como explicar isso a não ser na atividade miraculosa da graça. Deus não espera que os homens venham a Ele, é Ele que ordena isso. Prestemos atenção e veremos que o poder é da Palavra e não da decisão humana: “...passareis a orar a mim...” (verso12). Assim podemos que é obra de arte da graça em abrir os olhos dos pecadores e apurar seus ouvidos para a verdade salvadora. Notemos que na mensagem pregada por Pedro no dia de pentecostes, a presença milagrosa da graça fez com que aqueles quase três mil homens tivessem seus corações compungidos, por isso queriam saber o que fazer ante a clareza da mensagem pregada por Pedro: “...Que faremos, irmãos?”. Que atuação poderosa! Aquela multidão que cinqüenta dias antes gritaram pedindo a crucificação do Filho de Deus é agora cercada da misericórdia do Senhor que naquele momento visitou seus corações para salva-los.
            Meu caro leitor, o ambiente da presença de Deus é onde há arrependimento. Nosso Senhor mesmo afirmou que veio chamar pecadores ao arrependimento (Mateus 9:13). O Senhor tem prazer em comunicar seu coração gracioso a uma alma humilhada, quedada aos Seus pés. Não tem alguém mais feliz do que aquele que pode ouvir a respeito da gloriosa salvação conquistada pelo Filho de Deus na cruz, o qual conquistou pleno perdão e purificação para a alma culpada. Pode agora invocar o Nome desse salvador bendito, porquanto Ele está perto e pronto para abraçar e purificar o pecador de todos os seus imundos pecados.

Os Mortos Bem-aventurados (6)






Sermão de Jonathan Edwards
“Mas temos confiança e desejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor.” (2Coríntios 5:8)
2. Os santos no céu participam com Cristo da glória daquele domínio ao qual o Pai o exaltou.
         Os santos, quando ascendem ao céu e são levados a sentarem-se junto com Cristo nas regiões celestiais, são exaltados para reinar com Ele. Por meio Dele são feitos reis e sacerdotes, e reinam com Ele e Nele sobre o mesmo Reino. Como o Pai lhe designou um Reino, assim Ele o designou para eles. O Pai designou o Filho para reinar sobre seu próprio Reino, e o Filho designa os seus santos para reinar no seu. Os santos no céu estão com os anjos, os ministros do Rei, por quem Ele administra os assuntos do Reino e que estão subindo e descendo continuamente do céu à terra e são empregados dia-a-dia como espíritos ministradores a cada membro individual da Igreja; ao lado da ininterrupta subida de almas dos santos que morrem de todas as partes da Igreja militante. Então os santos têm vantagem muito maior de verem o estado do Reino de Cristo e as obras da nova criação, do que tinham quando estavam neste mundo, como alguém que sobe ao topo de uma alta montanha tem maior vantagem de ver a face da terra neste mundo, do que tinha quando estava num vale profundo ou numa floresta espessa, cercado por todos os lados com as coisas que impedem e limitam a visão.
         Outrossim os santos não veem tudo como espectadores indiferentes ou desinteressados mais que o próprio Cristo é um espectador desinteressado. A felicidade dos santos no céu consiste, em grande parte, cm ver a glória de Deus que aparece na obra da Redenção, pois é principalmente por isso que Deus manifesta sua glória, a glória da sua sabedoria, santidade, graça e outras perfeições, aos santos e anjos, conforme é evidente por muitas escrituras. Por conseguinte, não há que duvidar que muito da felicidade deles consiste em ver o progresso desta obra em sua aplicação, sucesso e os passos pelos quais o poder e sabedoria infinitos os levam à sua meta. Eles estão com vantagens indescritivelmente maiores de desfrutarem o progresso desta obra do que nós, visto que eles estão em maiores vantagens de ver e entender os passos maravilhosos que a sabedoria divina dá em tudo o que é feito e o fim glorioso que Ele obtém; bem como a oposição que Satanás faz e como ele é confundido e vencido. Eles veem melhor a conexão de um evento com outro e a ordem de todas as coisas que sucedem na Igreja, em épocas diferentes, que nos parecem confusas. Não apenas vêem estas coisas e regozijam-se nelas como visão gloriosa e bela, mas o fazem como pessoas interessadas, assim como Cristo está interessado, possuindo estas coisas em Cristo e reinando com Ele no seu Reino. O sucesso de Cristo na sua obra de redenção, em trazer as almas para si mesmo, aplicando os benefícios salvadores pelo seu Espírito e o avanço do Reino de graça no mundo, é a recompensa prometida a Ele pelo Pai no concerto de redenção, pelo serviço duro e difícil que Ele executou quando na forma de servo. Mas os santos participarão com Ele da alegria desta recompensa, pois esta obediência, que é recompensada dessa forma, lhes é computada, visto que são seus membros.
         Assim Abraão desfruta estas coisas quando acontecem, as quais lhe foram há muito prometidas, vistas por ele de antemão e nas quais se regozijou. Ele desfrutará o cumprimento da promessa de que todas as famílias da terra serão abençoadas na sua semente, quando esta for completa. Todos os antigos patriarcas que morreram crendo nas promessas das coisas gloriosas a serem cumpridas neste mundo, que não tinham recebido as promessas, mas as vislumbravam, foram persuadidos por elas e as abraçaram, desfrutam-nas de fato quando são cumpridas. Davi contemplou e desfrutou o cumprimento dessa promessa em seu devido tempo, que lhe fora feita muitas centenas de anos antes e era toda a sua salvação e todo o seu desejo. Assim Daniel se levantará em sua sorte no fim dos dias apontados por sua própria profecia. Assim os santos de outrora que morreram na fé, sem terem recebido a promessa, são aperfeiçoados e têm a fé coroada pelas coisas melhores realizadas nestes últimos dias do Evangelho, que eles veem e desfrutam em seus dias.

quinta-feira, 28 de março de 2013

O SALÁRIO DO PECADO (28)




“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” Romanos 6:23.
A GRAÇA NA LEI (continuação):
         Prezado leitor, não há maior bênção na vida do que conhecer a preciosidade da graça de Deus. Esse Senhor atua de forma graciosa no meio dos homens; sua revelação escrita é suficiente para que os pecadores conheçam a gloriosa salvação conquistada na cruz pelo bendito Filho; Sua obra é comprovada na vida de milhares que já foram salvos e que agora caminham triunfantemente rumo à Nova Jerusalém.
         Procurei mostrar como foi a atuação da graça durante o período da lei. Sua presença era evidência dos atos bondosos e ternos da graça de Deus no meio do Seu povo, mas sua ausência resultava em corações endurecidos, tornando o ambiente apto para as manifestações do juízo.
         Consideremos agora a principal função da graça de Deus em salvar perdidos. Ela é a força de Deus, por isso pecadores devem aproveitar e apoderar dessa tremenda força a fim de conquistar aquilo que é mais precioso para suas vidas – a paz com Deus (Isaías 27:5). Que os pecadores se apoderem da gloriosa graça, porquanto significa que o Senhor está perto (Isaías 55:6). É verdade que a presença bondosa e longânime de Deus é humilhante para a natureza maligna do pecado, mas quanto isso é salutar para a alma! A carne está em constante guerra contra a alma (1 Pedro 2:11). A presença graciosa do Senhor é para ferir e algemar as forças da carne com suas manipulações e enganos.
         Amigo leitor, a presença da graça significa a mais rica oportunidade que um homem tem para se humilhar perante o Rei da Glória e Ele condescende-se de uma alma arrependida. Não esqueçamos que o Senhor Deus é Deus salvando e não salvando. Em nada Ele precisa do homem para ser eternamente glorioso em Si mesmo e absolutamente nada o homem tem para dar-Lhe. A obra salvadora da graça é resultado da vontade soberana de um Deus que está salvando porque quer salvar, e que tem misericórdia de quem Ele quiser ter misericórdia. Seus atos de salvação são livres, por isso, pasmemo-nos perante o glorioso Rei e Senhor! Fiquemos mudos perante Sua face de glória!
         Há! Mas como esse Deus tem prazer em pecadores humilhados! Como Seus ouvidos estão apurados para ouvir o clamor de um pecador arrependido! Como Seus olhos estão fixados numa alma que anseia conhecê-Lo! Ora, Ele é riquíssimo em misericórdia! (Efésios 2:4); Seu ministério é salvar e toda tri-unidade trabalha em operar essa salvação, tudo já foi feito para que um pecador arrependido fique cercado de uma salvação planejada na eternidade, santificada pelo Espírito Santo e verdadeiramente comprada pelo Filho na cruz (1 Pedro 1:2).
         Então amigo leitor, considere que a presença bondosa do Senhor em Sua provisão que lhe cerca de bênçãos, não passa de ser oportunidade clara para seu arrependimento (Romanos 2:4). Será que prefere ignorar tal verdade? Tal atitude não passa de loucura! Acorde, ó alma! Veja os perigos que lhe cercam! Veja os terrores eternais que estão bem próximos! Veja como seus pés beiram o abismo! Veja que você nem sabe o que poderá ocorrer a qualquer momento!
         Agora mesmo, ó querido leitor, em sincera confissão de fé invoque o Nome do Senhor a fim de ser salvo. Que graça preciosa cerca sua vida neste momento! Que preciosa conquista foi obtida na cruz, a fim de que o pecador seja plenamente perdoado e reconciliado com Deus! Quem somos nós, pecadores? Não passamos de vermes que rastejam neste mundo por breve tempo. A misericórdia do Senhor está estendida para abraçar e purificar-nos dessa tremenda imundícia onde o pecado nos colocou. “Todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo”.

segunda-feira, 4 de março de 2013

AOS MEUS QUERIDOS LEITORES.


Os Mortos Bem-aventurados (5)




Sermão de Jonathan Edwards
“Mas temos confiança e desejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor.” (2Coríntios 5:8)


V. A alma do cristão é recebida numa comunhão gloriosa com Cristo na sua bem-aventurança.
         Os santos no céu têm comunhão com Cristo na sua glória e bem-aventurança no céu nos seguintes aspectos:
1. Os santos no céu participam com Ele das delícias inefáveis que Ele tem no céu no prazer do seu Pai.
         Quando Cristo ascendeu ao céu, Ele foi recebido a uma bem-aventurança peculiar no prazer do Pai que, na paixão, se escondeu da face de Jesus; este prazer tornou-se relação na qual Ele estava com o Pai; e era uma recompensa satisfatória pelo grande e difícil serviço que Ele executara na terra. Então Deus mostrou-Lhe o caminho da vida, e trouxe-O à sua presença, onde há abundância de alegrias, para se assentar à sua mão direita, onde há prazeres eternamente, como está escrito acerca de Cristo (veja Salmo 16:11). Então o Pai fê-Lo o mais abençoado para sempre; Ele fê-Lo muitíssimo contente com o seu semblante. Os santos pela união com Cristo participam da relação filial Dele com o Pai e são herdeiros com Ele da felicidade no prazer do Pai, como parece estar insinuado pelo apóstolo e pelo salmista: “Eles se fartarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias; porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz” (SI 36:8,9). Os santos terão prazer participando com Cristo no seu prazer e verão luz na sua luz. Eles participarão com Cristo do mesmo rio de prazer, beberão da água da vida e do mesmo vinho novo no Reino do Pai. Esse vinho novo é especialmente aquela alegria e felicidade que Cristo e os verdadeiros discípulos participarão juntos na glória; que é a compra do sangue de Cristo ou a recompensa da sua obediência até a morte. Cristo, na sua ascensão ao céu, recebeu prazeres perpétuos à mão direita do Pai no prazer do amor do Pai como recompensa da sua obediência até a morte. Mas a mesma retidão é considerada tanto para a Cabeça quanto para os membros: e ambos terão comunhão na mesma recompensa, cada um de acordo com sua capacidade distinta.
         Os santos, no céu, participaram com Cristo do seu prazer com o Pai. Este fato manifesta a excelência transcendente da felicidade deles e a realidade deles serem admitidos a um privilégio imensamente mais elevado em glória do que os anjos.

UM SALVADOR CHEIO DE COMPAIXÃO (1)




Mateus 8:2,3


Amado , nesse trecho da Palavra inspirada, o Espírito de Deus permitiu a inscrição de um episódio emocionante. Nada mais se fala a respeito do homem, senão que era leproso. O autor sagrado preocupa-se em narrar aquilo que era de importância no que tange a divindade do Senhor Jesus e seu ministério redentor. A lepra era a doença mais terrível daquela época. Era uma infecção crônica produzida por um bacilo específico, conhecida hoje como Bacilo de Hansen. Essa terrível enfermidade, quando não era tratada urgentemente e da forma correta, levava o indivíduo à morte certa, lentamente. Quando a nação de Israel estava sendo estabelecida, durante o seu trajeto do Egito a Canaã, Deus instituiu leis para o controle dessa enfermidade. Sendo Ele o médico dos médicos, sabia perfeitamente qual era a solução viável para que a nação de Israel não fosse afetada por essa peste infecciosa. O leproso era isolado da sociedade e não podia ali entrar. Quando alguém queria dar alguma coisa para um leproso, era entregue através de uma vara, para manter o entregador distante do indivíduo infectado. O leproso quando estava andando, normalmente o fazia em grupo, mas tinha uma campainha no seu pescoço, para que o sonido avisasse de sua aproximação prevenindo assim as pessoas.
A lepra representa o pecado, pois o que a lepra é no corpo, o pecado é em todo indivíduo. Este texto de Mateus se acha também em Lucas, no cap. 5 versos 12-16. Lucas sendo médico, afirma que aquele homem estava “coberto de lepra”. Não é este o quadro da raça humana? Não é essa a minha e a sua situação? O pecado nos atingiu completamente. Fomos afetados da cabeça aos pés; todo nosso ser; não há parte sã; todos pecaram, e o pecado nos separou do Deus Vivo. Ó meu amado, Deus nos vê como raça pecadora; a lepra do pecado nos tornou completamente. Fomos afetados corpo, alma e espírito.
  Saiba, ó meu amigo, que o pecado ofende o Deus Vivo; o Senhor Deus tem abominação pelo pecado. Faça um exame pessoal; permita que o Espírito Santo de Deus lhe mostre os horrores que estão ocultos no coração; não adianta ficar olhando aqueles que estão roubando, matando, sequestrando, adulterando, difamando. A lepra do pecado lhe infeccionou. Estamos juntos na mesma condição de pecadores depravados. A lei de Deus já apontou seu dedo de acusação. Ó que terrível é o cheiro da lepra do pecado! Já pensou o que sai de dentro do coração humano? O quadro é desolador. Sai da boca do homem palavras torpes; palavras imorais; palavras de injúria e de vingança; sem mencionar os horrores que estão ocultos lá dentro. E o sofrimento que o pecado causa no indivíduo! É triste a agonia que o pecado traz. Traz agonia física. Estamos sujeitos às mais terríveis enfermidades! A qualquer instante podemos ser tomado por determinadas enfermidades que os médicos dirão: “Não tem cura”!
Um colega meu foi a um médico para exame, e o médico descobriu que ele estava com câncer. Ele durou apenas seis meses e morreu. Flechas da morte assaltam o pobre pecador, e quem é capaz de mudar essa situação trágica? A lepra do pecado atingiu a alma! Ó que terrível é o sofrimento causado pelo pecado no interior do homem!
O homem quer um alívio para a sua alma; a tristeza devora sua alma e o pobre pecador lança em aventuras atrás de algo que lhe trará alegria. Ele vai aos amigos, aos prazeres, divertimentos. A natureza humana quer algo para suprir o vazio que tem. E a falta de paz! A Bíblia diz que o pecador não tem paz! Ele fará tudo para achar a paz real; buscará no mundo. Buscará em obras de caridade, em religião; procurará cumprir com seus deveres, até fará coisas bonitas para tentar jogar água no fogo que arde no seu ser. Ele, contudo, sabe do seu estado de pecador condenado. Sabe que está a caminho da perdição eterna.
Amado, a lepra do pecado trouxe misérias ao pecador. O homem se lança à procura de algo para solucionar seu problema. Buscará no trabalho, na religião, na riqueza, na alimentação, nos prazeres, na fama, na política, nas drogas, no cigarro, nas bebidas, nas amizades etc. O pobre pecador afetado pela lepra do pecado está afastado de Deus, longe da sua glória. Deus não o aceita nas condições de pecador. Deus não pode ver pecado; ofende a sua santidade.
  Não adianta chegar por meio de sua religiosidade. Está com a lepra do pecado; não adianta chegar a Ele por suas obras de caridade, nem por suas orações, nem por seu choro, nem por suas preces fervorosas. De forma alguma. A lepra do pecado continua e o cheiro é terrível para Deus! Ele não pode suportar iniquidade com ajuntamento solene. A culpa continua; a falta de paz com Deus continua; a certeza de que ainda não está salvo continua. E quem disse que não há solução neste mundo? O preço do pecado é caríssimo: QUEM PODERÁ PAGAR? A doença do pecado é incurável: QUEM PODERÁ CURÁ-LA? A resposta para o pecador está no Senhor Jesus Cristo. Ele veio para limpar o pobre pecador dessa lepra terrível, lhe fornecendo a cura para o seu pecado. Pelo seu sangue Ele perdoa e esquece.
A parte do pecador é crer Nele. Sua angústia, seu vazio, sua insegurança é porque ainda não recebeu o filho de Deus como o único Salvador. Sua condenação está deflagrada porque ainda não recebeu o Senhor como Salvador. Mas neste momento é a oportunidade para que você seja salvo, perdoado e aceito por Deus. Pela fé em Cristo você agora pode ser eternamente salvo.