Você encontrará aqui publicações a respeito do evangelho bíblico. Muitos são postados por mim mesmo, mas outras mensagens vinculadas à verdade da mensagem da graça, publicada por homens que levam a verdade à sério serão achadas. Que este blog seja uma verdadeira mina de riquezas espirituais, a fim de que suas vidas sejam edificadas e o Nome Glorioso seja exaltado!
terça-feira, 23 de maio de 2023
sexta-feira, 19 de maio de 2023
“AJUNTANDO TESOUROS” (2)
“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traças e ferrugem não corroem, e onde ladrões não escavam e roubam. Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:19 – 21)
COMO AJUNTAR TESOUROS SOBRE AS TERRA. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra...”
Agora é minha missão expor o que significa ajuntar tesouro sobre a terra, conforme nosso Senhor fala aos discípulos no Sermão do Monte. Precisamos entender que a linguagem do Senhor é espiritual e como sempre está ligada ao homem interior em suas intenções. Vemos isso na dinâmica dos ensinos do Senhor, especialmente em João. Quando Ele fala aos judeus no capítulo 6, estes não entenderam porque mostrava a realidade espiritual e eterna dos Seus poderosos ensinos, por isso, com exceção dos discípulos, todos se retiraram. Vemos o mesmo no capítulo 5, onde nosso Senhor diz aos fanáticos judeus que eles entendiam a letra da lei e não as verdades eternas da lei. Por isso, os que leem a bíblia devem conhecer a linguagem divina naquilo que está ensinando.
Voltando ao texto em Mateus, devemos seguir os mesmos princípios para a compreensão exata dos propósitos do reino de Deus. Nosso Senhor está atacando o farisaísmo hipócrita da religião judaica daqueles dias. Aqueles elementos pertencentes aquele sistema ajuntava tesouros na terra e não no céu. Nosso Senhor vai direto ao âmago do assunto; nosso Senhor, no Sermão do Monte (em como todos os seus ensinos) vai direto ao coração do homem, enquanto os fariseus envolviam o povo no viver externo, criando mais hipócritas e herdeiros do inferno duas vezes.
Por isso importa que avaliemos e julguemos as coisas do ponto de vista do coração, daquilo que Deus vê e que importa a Ele e não a nós. Nós olhamos a beleza, a humildade, a religião, a vida social, a aparência, etc. tudo do ponto de vista externo e não como Deus vê. Foi isso o que Ele falou com Samuel, quando este foi enviado à casa de Jessé, a fim de ungir o rei de Israel. Os mais belos e fortes jovens apareceram perante ele e Samuel achava que um deles, devido a virilidade deles. Mas o que Deus disse ao Seu servo que Ele não via a aparência, mas sim o coração (1 Samuel 16).
Então, seguindo esses princípios, cuidemos com o perigo de julgar os que têm algum tesouro terreno, ou mesmo tem sido bem sucedido financeiramente aqui. Por que? Nosso Senhor não está condenando aqui. O perigo não está nas riquezas terrenas, mas sim naquela divindade que ocupa o trono do coração. Os interesses de Judas por riquezas terrenas em si não eram errados. Seu problema foi mostrado no percurso quando andava com os discípulos e ele mostrava o que tinha no coração pelos seus atos e pelas suas palavras. Abraão tinha riquezas? Tinha sim. Era errado isso? Não! Por que não! Porque Abraão não amava suas riquezas, elas não estavam controladas pelo deus da riqueza no coração.
Então, onde está o perigo de ajuntar tesouros na terra? Envolve apenas dinheiro, propriedades, terras, carros, etc.? Não! A lição é mais profunda do que aquilo que acostumamos a ver e entender segundo a nossa concepção. Cuidemos, porque satanás é perito em entender as coisas erradas e julga-las segundo suas concepções mentirosas.
quinta-feira, 18 de maio de 2023
quarta-feira, 17 de maio de 2023
“AJUNTANDO TESOUROS” (1)
“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traças e ferrugem não corroem, e onde ladrões não escavam e roubam. Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:19 – 21)
INTRODUÇÃO:
Amigo leitor, como são preciosas as lições que podemos extrair do capítulo 6 de Mateus! Estamos dentro do Sermão do Monte, o qual começa no capítulo 5 e segue até o capítulo 7. O que o Senhor está fazendo ao ampliar o assunto sobre o Reino do céu, Ele fala sobre a prática da verdadeira religião, que é algo do coração e não da hipocrisia, proveniente das atividades da justiça própria dos fariseus.
Aqueles religiosos eram habilidosos na arte de usar a lei de Deus para estabelecer o sistema religioso deles e subjugar o povo com cargas que eles mesmos não carregavam. E os fariseus eram mestres na arte de mostrar por fora o que nada tinham no coração. Bem camuflados eles praticavam maldades sem que o povo presenciasse o que eles faziam. Obviamente, nem todos os fariseus eram assim, pois haviam homens sérios no movimento e muitos deles se converteram ao cristianismo.
Mas nos interessa a lição que o Senhor nos entrega nesses 3 versos do capítulo 6. Nosso Senhor mostra que há um perigo em ajuntar tesouros na terra. O que significa isso? O que o nosso Senhor está querendo ensinar? Ele está proibindo ajuntar dinheiro? Não! Ele não fala nada de elementos tangíveis na terra, mas sim de coisas que estão no coração. Podemos ter dinheiro, sem que o dinheiro seja um tesouro que opera no coração. Cristo está tratando da forma como vemos o mundo e como essa forma de viver pode ser vista externamente como um ajuntar de tesouros na terra.
Realmente não está tratando de assuntos financeiros, mas sim de preocupações com valores terrenos. Quando a justiça é feita para ser vista pelos homens, então estamos ajuntando tesouros na terra. Quando a justiça é feita para ser vista por Deus, então ajuntamos tesouros no céu. Quando estamos ajuntando tesouros na terra, então, tudo o que constitui tesouros terrenos estarão envolvidos e é isso o que está querendo dizer quando pergunta: “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a alma?”
Notemos também que o contrário sucede com os que ajuntam tesouros no céu, porque será perceptível que as riquezas terrenas não serão consideradas como tesouros, mas sim como coisas úteis, as quais no devido tempo serão tiradas. Notemos bem que no caso dos tesouros eternos, tudo estará ligado ao coração da pessoa, pois se o coração dela está no céu é porque o tesouro dela estará lá e aqui na terra lutará para ajuntar mais lá. Notemos bem que ao ajuntar tesouros no céu a pessoa utiliza os bens terrenos para isso em suas atividades e para ter recursos aqui a pessoa usará dos seus tesouros que estão guardados no céu.
Outra lição notável que emerge da passagem, é que o que é terreno é fruto do que é celestial, porque sabemos que o visível veio do invisível. Segue-se que os tesouros terrenos vão perecer, os do céu são imperecíveis. Sendo assim, pessoas podem trabalhar por aquilo que perece e por isso vão deixa-las para sempre, enquanto outros trabalham por aqui que jamais vão perecer. Descobre que há um grupo que tem sabedoria e outro grupo sem qualquer bom senso nos exercícios de suas atividades terrenas.
Minha esperança é que este tema seja de grande utilidade na vida dos genuínos crentes, a fim de viver ainda mais nas expectativas das riquezas eternas preparadas para eles no céu. Para os que ainda não foram salvos, que venham a se converter de todo coração a Cristo, através dessa tremenda verdade.
terça-feira, 16 de maio de 2023
sexta-feira, 12 de maio de 2023
GRANDE DESPERTAMENTO EM FACE DOS PERIGOS (14 de 15)
“Todavia estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias pelo teu conselho e depois me recebes na glória. Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em que eu me compraza na terra” (Salmo 73:23-25)
MANIFESTAÇÃO DA VERDADEIRA FELICIDADE E SANTIDADE: “não há outro...”
Finalmente o que vemos na experiência de Asafe é que Deus lhe deu uma visão clara das verdades eternas e é exatamente sobre isso que precisamos saber. Se os crentes desviam da palavra de Deus, imediatamente eles se voltam para as vaidades tão fantasiosas deste mundo. Saiamos da visão eterna e da glória que há de vir e então seremos engolfados pelos sonhos nos quais vivem os mundanos, para que não vejam os perigos que lhes cercam. Ora, assim como fez com Asafe, nosso Deus quer nos livrar disso.
Notemos que foi exatamente isso o que ocorreu no capítulo 6 de João, pois o Senhor estava passando lições eternas diante de pessoas que estavam interessadas que Jesus lhes daria um reino de abastança material aqui. Mas nosso Senhor cortou isso, mostrando que Seu ministério estava voltado às coisas eternas, que Ele veio dar vida aos mortos e que para isso foi que o Pai lhe enviou ao mundo. Assim que terminou de falar, logo os judeus simplesmente deram às costas, porque não queriam ouvir. O Senhor voltou-se para os doze e lhes disse: “Quereis vós também retirar?”. Mas, qual foi a resposta dos discípulos: Senhor, para onde iremos nós? Tu tens palavras de vida eterna”.
Então, é sobre isso que vemos os interesses de Deus ao guiar Seu povo pela via rumo ao lar celestial. Veja como isso vai contra os interesses do evangelho moderno que direciona a multidão para aquilo buscar em Deus as comodidades oferecidas pelo mundo. O que nós os crentes precisamos? Não temos um Deus que sabiamente cuida de nós? Não temos um Deus que não nos deixa passar sem aquilo que precisamos. Veja se há algum crente que alguma vez passou fome? Veja como o Senhor se posiciona à frente de Asafe e mostra a glória que há de vir e como o mundo é paupérrimo e lixo quando comparado às maravilhas e perfeições da Nova Jerusalém.
O que nosso Senhor realmente quer nos mostrar? Primeiramente, Ele mostra com clareza o amor inigualável Dele por nós. Somos chamados a deleitar Nele, ter prazer Nele e confiar que o amor Dele por nós nunca falha: “Não te deixarei, nunca, jamais te desampararei” (Hebreus 13:5). Ele faz isso do modo Dele e o que Ele requer de nós é que sejamos continuamente contritos. Quantas vezes reclamamos, choramos e resmungamos, achando que as coisas vão de mal a pior, sem perceber que estamos em pecado na vida e que para nos livrar disso o Senhor prepara seu “chicote de amor” para nos açoitar.
Outra lição que Deus quer nos ensina é que precisamos de maturidade para encarar tudo à luz daquilo que é espiritual. Nem sempre Deus está segurando nossa mão direita, pois precisamos deixar de ser meninos. Nem sempre Deus quer que fiquemos dependentes de outros para avançar. Ele nos solta para andarmos sozinhos, a fim de confiar somente Nele. A graça nos deu asas para voar às alturas e assim ficarmos pela fé mais distantes deste mundo. Então, Deus nos ensina a acionar nossas asas e avançarmos.
Amados peregrinos e forasteiros, nós fomos comprados por Ele e para Ele. Ele está acima de tudo; tudo passa mas Ele não. Prossigamos firmes na fé, mesmo tendo um mundo cada vez mais perigoso e cheio de promessas tentadoras Aquele que preservou Asafe de uma queda é o mesmo que cuidou de José na casa de Potifar e também na prisão. A graça não falha, ela não pode ser presa e nem se retrai ante as insinuações do mundo. Há um Deus de bondade que vai à frente, cuidando de cada detalhe de nossas vidas e com Sua misericórdia nos cerca, enquanto atravessarmos este vale da sombra da morte. E quando passarmos pelo vale de dores e solidão ele estará conosco e como bônus nos esperará para nos saudar com Sua visível presença na glória!
quinta-feira, 11 de maio de 2023
GRANDE DESPERTAMENTO EM FACE DOS PERIGOS (14 de 15)
“Todavia estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias pelo teu conselho e depois me recebes na glória. Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em que eu me compraza na terra” (Salmo 73:23-25)
MANIFESTAÇÃO DA VERDADEIRA FELICIDADE E SANTIDADE: “não há outro...”
Agora chego à página final e me sinto tão frágil e inútil por não poder dar algo melhor ao povo salvo. Mas que o Senhor seja exaltado nas mínimas coisas, como é Ele glorificado nas grandes coisas. O que um servo inútil faz, se for para a glória de Deus, certamente é Deus que opera nele tanto o querer como o efetuar.
Vejamos bem onde quase ocorreu a queda de um homem crente, como foi erguido pela graça, como trilhou o caminho sobre o comando do Guia fiel e agora como ele enxerga sua herança no céu. Acho isso de grande significado para nós, assim como foi para levita Asafe. Não tenho receio de dizer que o céu para muitos que afirmam ter certeza que vão morar lá é visto como um lugar onde aposentados querem ir. Aqui é um lugar de dores, tristezas e é também um lugar onde esperava ganhar mais; lutei muito para ser melhor sucedido, então quero esse lugar perfeito, rico e de infinda felicidade.
Ora, isso não é brincadeira. Sei que têm muitos e muitos santos que pensam e esperam como Asafe. Mas o mundo de hoje é tão perigoso e tão atraente que parece que será futuramente um paraíso. Hoje temos carro, casa, televisão, celulares que estão ficando cada vez mais aperfeiçoados e tudo isso não somente chegam até nós com perigosas atrações carnais, como também induz os homens a pensar que eles têm direito de coisas melhores. Os melhores santos vistos na face da terra foram aqueles que lutaram e passaram por aflições, foram homens que o mundo não era digno de tê-los, como diz Hebreus acerca dos heróis da fé (capitulo 11)
A salvação bíblica hoje é recebida como algo que após a morte vai nos levar para um mundo melhor do que este. Eu vejo isso como um tremendo perigo para as almas. Por favor, não me entenda mal. Eu sei do lar eterno, da glória e das perfeições dos santos na Nova Jerusalém. Mas o que estou querendo dizer é que um mundo que promove um viver desse estilo que vemos hoje, tornando os homens e mulheres ainda mais egoístas, avarentos e mundanos, vejo que o céu pode ser recebido por mentes e emoções assim, como um mundo melhor. Como o povo hoje é tão voltado ao positivismo, muitos que afirmam ter certeza que vão morar no céu só querem ouvir aquilo que exigem em seu positivismo. Eles querem saber dos que vão entrar, mas não querem saber dos que ficarão do lado de fora.
Mas para não ficarmos fora do assunto em pauta, quero retornar às palavras de Asafe: Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em que eu me compraza na terra”. Veja bem que Ele comparou o viver dele aqui com o que esperava achar no céu. É uma lição de impressionante valor para nossas vidas. Aprendemos com Asafe e com Paulo que vida cristã é andar com Deus e que o céu é viver com Ele. A esperança da glória para o crente funciona como uma jovem que casa com um homem rico o qual vai lhe dar uma bela mansão com tudo o que ela queria ter, mas que para ela o principal é ter seu querido ao seu lado.
Então, o que significa isso? Que lição podemos nós tirar? A verdade é se não andarmos com o Senhor aqui, por que queremos o céu? Se aqui sou mundano, carnal e desconheço a liderança de Deus no viver, por que estou esperando morar no céu? Fica claro que o céu, segundo a descrição bíblica e nas simples palavras de Asafe não será o lugar ideal para mim. Os que vão morar com Cristo no céu estão seguindo a Ele aqui na terra e serão recebidos por Ele no céu. Se nada quero com Ele aqui, como vou tolerar um lugar onde serei recebido por Ele?
Findo esta página para mostrar que essa é a lógica bíblica. Se tenho um Deus que me salvou dos meus pecados e que me conduz como um bom pastor conduz suas ovelhas, então é certo que Ele está me conduzindo, ensinando, aconselhando, disciplinando e apontado a glória eterna que virá e onde me receberá após a morte.