sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Luiz de Carvalho - Cidade Santa

Luiz de Carvalho - Jerusalém

A FONTE DA FELICIDADE (4)


“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado aquele a quem Deus não imputa maldade e em cujo espírito não há dolo” Salmo 32:1,2

A APRESENTAÇÃO DA FELICIDADE (verso 1)

        Entro agora nos detalhes do primeiro verso do Salmo 32, porque imediatamente vemos como as santas palavras dirigidas a nós pelo Espírito Santo revelam o fato que somente os ouvidos da fé podem compreender a linguagem divina. Os tesouros da graça são estranhos aos propósitos e perspectivas dos ímpios. O texto começa com as palavras: “Bem-aventurado...”, aliás muito usada em toda bíblia. O que significa isso? Não é ser feliz? Claro! Porém, em nada trata de uma felicidade que traz explosão de alegria à natureza carnal do homem.

        Notemos o que ocorreu quando o anjo disse a Maria que ela era uma pessoa bem-aventurada, porque fora escolhida para ficar grávida do Espírito Santo e dar à luz o Filho de Deus. Maria, naquele momento não saltou de alegria, mas procurou entender tudo o que estava envolvendo isso. Ela era noiva de José e ficar grávida antes do seu casamento traria graves consequências à sua vida e seu relacionamento. Mas assim que soube que aquilo era obra de Deus para trazer ao mundo o Messias prometido, humildemente Maria consagrou sua vida e seu corpo para tal finalidade. A felicidade dela foi brotando à medida que as coisas foram acontecendo; a felicidade dela foi imensamente transformada em júbilo louvor e exaltação. Notemos que a fé daquela crente pode entender as maravilhas de ser participante dos propósitos santos e eternos de Deus.

        Posso então afirmar que a felicidade conforme apresentada no Salmo 32:1 é aquela que vem para avisar ao homem que ele é feliz! É como um mendigo que inesperadamente é pego de surpresa com o aviso que ele agora se tornou um milionário. Essa é a bem-aventurança exposta por Deus em Sua Palavra. Nota-se que nosso Senhor usa essa expressão: “Bem-aventurado” no início do Sermão do Monte. Incrível e maravilhosa mensagem, porque o Rei do céu traz essas novas aos homens, acerca de coisas desconhecidas aqui (Mateus 5). Ele está dizendo aos fariseus o quanto suas leis e seus princípios religiosos só traziam miséria, devido a ausência de justiça perfeita.

        Então, o que entendemos é que a “Bem-aventurança” apresentada no Salmo 32 nada tem a ver com a felicidade tosca e cheia de ilusão tão buscada aqui no mundo. Notamos isso em nossos dias, como a busca incessante hoje é justamente pela felicidade mundana que vem travestida de religiosa e denominada de “evangélica”. A “Bem-aventurança” conforme nos é apresentada no Salmo 32 é um monumento santo, erguida com justiça e cheia das belas cores da graça divina. Tenho percebido que algumas pessoas chegaram aos nossos cultos nestes últimos anos, mas era perceptível a busca por felicidade aqui, como casamento recuperado, melhora financeira, problemas psicológicos, e coisas semelhantes. Mas minhas mensagens não tinha nada disso a oferecer então tais pessoas saíam sem querer retornar.

        Assim chegamos perante essa casa da felicidade de Deus, estamos olhando a fachada dela onde está escrito: “Bem-aventurado!”. O Deus da bíblia tem algo a dar daquilo que tanto interessa aos homens em seus desejos mundanos e egoístas? Claro que não! Nosso Senhor sempre abordou os homens com mensagens relacionadas às coisas celestiais e no Salmo 32 Ele mantém a mesma mensagem de sempre. Noutras palavras, o Salmo 32 é uma apresentação do verdadeiro, glorioso e santo evangelho que costumo denominar ser “o evangelho da glória de Cristo”. Esse é o evangelho que aponta a porta da felicidade aberta a todos que quei

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

“ CONHECENDO A PRECIOSIDADE DO FILHO” (4)

 

                       

“E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:17)

O AMADO FILHO DE DEUS

        Eu estou consciente de minha incapacidade de expor um assunto dessa envergadura teológica. Falo de todo meu coração. Estou tentando expor isso devido ao meu desejo de conhecer meu Senhor e expor o conhecimento Dele a todos. Se o Pai diz acerca Dele: “Esse é meu Filho Amado”, então é certo que devo me dedicar em saber pelo menos um pouquinho mais. Incrível, mas essa foi a verdade que encheu o coração de Paulo e de Santos do Velho, bem como do Novo Testamento.

        Tentei mostrar até à página 3 o aspecto negativo desse assunto, porque não há em Deus o que há em nós. Nós aprendemos com o tempo, nós somos dependentes do tempo, a fim de que conheçamos alguém e passemos a amar mais. Mas não é o caso de Deus, porque lidamos com Aquele que habita a eternidade. Passemos então a analisar no aspecto positivo. Visto que Cristo é o Filho Amado do Pai, então é certo que há na divindade essa comunhão e eternamente alegre  de amor mútuo. Há na divindade um prazer na comunhão mútua transmitida pelo amor. O amor entre o Pai e o Filho não é um amor que opera em misericórdia, como ocorre conosco. Nós fomos alvos de um amor que se compadeceu de nossa condição tão miserável, e assim nos alcançou.

        No caso das Pessoas divinas, não há elementos entregues à miséria ali. O ambiente de amor entre o Pai e o Filho é de infinita riqueza que jamais pode ser findada. Não há desgaste na divindade; não há canseira, nem fadiga. O amor existente as Pessoas divinas é de reciprocidade infinita e gloriosa. Há prazer no Filho da parte do Pai e há prazer no Pai da parte do Filho e tudo isso reina em perfeita glória. Essa luz divinal de amor não se apaga. Na divindade nada está corrompido pelo tempo e pelas circunstâncias.

        Também posso afirmar que há real felicidade nessa comunhão. Quanto a felicidade divina, não linguagem humana nem angelical que possa descrever isso. Deus é feliz Nele mesmo; A divindade é envolvida por uma felicidade que toma cada Pessoa de santa satisfação uma pela outra. Nós precisamos de determinadas circunstâncias para experimentarmos felicidade aqui. Mas a felicidade em Deus vem de Deus mesmo. A divindade se alegra naquilo que é santo e cada Pessoa é santa. A santidade divina se alegra na perfeição e cada Pessoa da divindade é perfeita em Si mesmo. Não há necessidade na divindade; não há defeito ali, nada há que perverte e venha trazer nódoa ao ambiente. Tudo na divindade é pureza e isso nos dá a ideia do que é alegria.

        Também, há na divindade a santidade. Cristo é Santo e os serafins o chamaram de Santo 3 vezes em Isaías 6. A santidade de Deus declara que não há Nele nada que o contamine, nada que manche Seu caráter. A humanidade de Cristo em nada afetou a divindade santa e pura Dele. Havia no Senhor aquilo que fazia Seus inimigos fugirem, mas que era atraente aos discípulos, Era uma atração de um temor santo e irresistível. O mundo se mantem longe da santidade do Senhor; o mundo se isola buscando se esconder nas trevas. Mas a santidade no caso da comunhão divina é atração. A santidade é linda, forte, tremenda e radiante. Incrivel, mas a graça salvadora fez com que os crentes se tornassem participantes dessa santidade, conforme nos ensina Hebreus 12.

A FONTE DA FELICIDADE (3)

 

                      

“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado aquele a quem Deus não imputa maldade e em cujo espírito não há dolo” Salmo 32:1,2

A APRESENTAÇÃO DA FELICIDADE (verso 1)

        Tendo dado a introdução necessária, entremos agora nos pormenores desse verso tão impressionante e oportuno, como agua cristalina para almas sedentas. Para mim o Salmo 32 nesses dois primeiros versos são inspirações do evangelho que parte diretamente da boca de Deus. Afirmo isso porque Paulo, de forma inspirada toma esse verso para enriquecer o tema tratado em Romanos 4, sobre justificação.

        As razões pelas quais esse Salmo chegou até nós, afirmam que trata-se de um relato do pecado de Davi com Bate-Seba. Pode bem ser, mas este Salmo difere do Salmo 51, no sentido de que aquele Salmo trata da reação imediata de Davi, assim que Natã notificou-o que ele era o autor das duas perversidades cometidas contra a mulher de um homem e o assassinato de um inocente. O Salmo 32 pode ter sido escrito após o Salmo 51. No Salmo 32 Davi conta sua experiência a todos, enquanto no Salmo 51 Ele está falando diretamente com Deus. No Salmo 32 Deus está tomando essa experiência de Davi, a fim de mostrar o que significa a salvação bíblica e como deve viver um crente, se realmente quiser entender o real significado de felicidade na vida.

        Estou usando o tema “A fonte da felicidade”, mas sei que não trarei a linguagem que todos gostariam de ouvir, porquanto ser feliz na bíblia traz um sentido completamente oposto ao entendimento do homem natural. Os ímpios dirão que esse será um discurso duro de ouvir; será um pão vil e desprezível, como foi o maná para um Israel rebelde. Expor o que Deus está nos mostrando no Salmo 32 em nada tocará no coração endurecido do homem no pecado, porquanto ele vive dos seus sentidos. Felicidade ao homem no pecado é usufruir em todos os aspectos da vida, daquilo que o mundo aqui pode oferecer.

        A felicidade exposta por Deus só será experimentada por aqueles que creem nesse Deus da bíblia. Ele não está mentido, porque Ele não pode mentir. A felicidade que emana Dele não acende o pavio da natureza carnal e mundana do homem no pecado, porque nada há de encanto nessa felicidade. Na felicidade mundana o homem quer se sentir sozinho, sem qualquer liderança externa na vida; o homem no pecado quer comandar sua própria vida e acha que é esse o segredo da felicidade. O Salmo 32 é diferente, pois mostra como tudo começa e como vai avançando na vida de um homem que está sob a liderança de Deus. Na felicidade do mundo é o homem pensando que vai sozinho, sem perceber as atividades do diabo à frente. Na felicidade bíblica, conforme apresentada no Salmo 32, vemos o homem achado por Deus e tendo esse Deus no comando da vida.

        Assim, vemos que a felicidade apresentada no Salmo 32 tem consigo uma diferença tremenda daquela que o mundo oferece. A do Salmo 32 revela os pensamentos de Deus, os quais são infinitamente mais altos do que os pensamentos mundanos do homem no pecado. Tudo isso é mostrado com clareza em toda extensão da palavra de Deus. Vemos como Deus tirou Israel do Egito e levou o povo pelo deserto, até chegar à terra prometida. Ele não pediu permissão para ver a opinião do povo. Ele simplesmente guiou seus escolhidos e mostrou no fim o que significa ser feliz.

        Assim estamos vendo que o termo “bem-aventurado” em nada se iguala àquilo que os homens buscam aqui. Tudo começa com Deus e segue adiante com Deus e em Deus. Nada do homem. Agora, o que é melhor? O que você amigo, entende e procura em termos de felicidade?

Pregação - Três instrumentos dos ímpios contra Deus - Salmos 46:9 - Pr. ...