Você encontrará aqui publicações a respeito do evangelho bíblico. Muitos são postados por mim mesmo, mas outras mensagens vinculadas à verdade da mensagem da graça, publicada por homens que levam a verdade à sério serão achadas. Que este blog seja uma verdadeira mina de riquezas espirituais, a fim de que suas vidas sejam edificadas e o Nome Glorioso seja exaltado!
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
quarta-feira, 5 de agosto de 2020
O PERIGO DA INCREDULIDADE (10 de 11)
“Mas vós não credes
porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” JOÃO 10:26
A RAZÃO DA
INCREDULIDADE. “porque não sois das minhas ovelhas.”
Tendo mostrado o que realmente significa
a vil incredulidade, os sinceros crentes devem se humilhar perante a revelação
bíblica, porque se chegamos a crer um dia e hoje cremos no coração, sabemos que
essa disposição não veio de nós
mesmos. No texto o Senhor deixou claro que para ser ovelha Dele tem que haver
uma obra poderosa, feita pelo próprio poder da graça no coração. Como um
incrédulo vil e transgressor pode chegar a crer no Deus da revelação bíblica?
Isso não é algo natural, tem que ser Deus rasgando o coração, arrancando o
coração de pedra e dando um novo coração. Foi essa a radiante promessa feita
desde o Antigo Testamento pelo Deus que ali manifestou Sua graça.
A seguir creio que preciso mostrar essa
verdade, porque em João nosso Senhor deixa essa lição estampada perante a testa
de ferro daqueles homens e mulheres. O próprio verso mostra isso: “...porque
não sois das minhas ovelhas”. Será que enxergamos isso? Nessa declaração o
Senhor expõe o braço forte da soberana graça em plena atuação, porque, o que
Ele faz é tornar as feras do pecado em mansas ovelhas que Lhe seguem e que são
apascentadas e protegidas por Ele. As lições que Ele traz a partir do verso 27
é de encher nossos olhos espirituais, mas não é meu propósito tratar dessas
verdades aqui. Focalizarei no tema sobre o perigo da incredulidade.
Notemos no próprio texto o quanto o Senhor
enfatiza isso, pois afirma que os que creem Nele são rebanhos tirados dentre os
judeus e os gentios, formando um só rebanho que tem um só pastor. Essa foi
sempre a graciosa promessa que brilhou nos escritos proféticos do Velho
Testamento e Paulo corrobora essa verdade em Romanos 9. O Senhor também deixa
essa verdade ainda mais esclarecida em João 17:2, quando em Sua oração
sacerdotal Ele diz ao Pai: “Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para
que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste”. Veja nas palavras do Senhor
que Ele recebe poder do Pai (ou autoridade), a fim de dar vida eterna.
Como alguém poderá crer em Jesus se não
receber vida? Como um coração incrédulo poderá mirar Jesus como Senhor e
Salvador, com a disposição de confessar, crer de todo coração e com a
disposição de segui-Lo? Essas coisas não acontecem naturalmente. Como um
coração empedernido crerá no Salvador? Como homens e mulheres amantes do pecado
terão essa disposição de se humilhar perante o Senhor da glória. A
incredulidade vil faz o homem marchar de forma arrogante neste mundo. A
incredulidade vil é capaz de se ajoelhar perante qualquer coisa que seja foco
de suas ambições idólatras. Diante do Senhor da glória o pescoço fica duro, os
olhos faiscantes de ódio, os joelhos enrijecidos, a língua muda e todo ser
armado contra o Senhor.
Não há como mudar o coração duro. Por
fora poderá parecer crente; poderá se tornar membro de um clube religioso;
poderá ter a bíblia e até se sentir envaidecido por uma suposta certeza de
salvação. Mas não pertence ao Senhor, não é Sua ovelha. Então a atitude será de
enfrentar o Senhor. Poderá dizer que não, mas o fará sim diante dos pregadores
fieis, assim como os judeus rebelavam e assassinavam os profetas; assim como
fizeram com os apóstolos e outros na história. Crer em Jesus é milagre; mostrar
perante o mundo que foi chamado por Deus para receber vida, seguir a Cristo e
caminhar rumo ao céu é milagre. E isso é tão verdadeiro que o próprio mundo
fica pasmado e passa a perseguir tal pessoa.
Meu desejo é que agora mesmo almas sejam
despertadas para essa fé em Cristo Jesus o Salvador e Senhor, a fim de serem salvas
para sempre.
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SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (4)
“Pois
somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus
de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10)
O POVO
DE DEUS – OBRA DA GRAÇA: “Pois somos feitura dele...”
Prossigo
mostrando a diferença do que o pecado produziu na primeira criação. O mundo é a
mais alta expressão do que o pecado produziu; o mundo é o céu do pecado; é o
paraíso buscado aqui e os corações são tomados de amor por esse sistema
passageiro, mas admirado por todos. Eis aí o mundo em Adão! Eis a fantástica
obra feita pelo pecado como resultado da queda. Podemos dizer que o mundo é a
feitura do pecado, criado em Adão para as obras pervertidas. O que podemos
esperar deste mundo? Por mais que este sistema evolui e pareça mais atraente e
sábio, mais mostrará o quão forte e resistente será contra Deus e apto para o
juízo. Deus não tem qualquer plano de melhorar este projeto caínico; mesmo que
um dilúvio não venha para sepultar esta organização ímpia e perversa, o fogo
destruidor da ira de Deus se aproxima, e o que ocorreu com Sodoma e Gomorra é o
exemplo deixado.
Cuidemos com
as habilidades e espertezas de satanás em pintar o mundo com cores religiosas e
é o que ele tem feito muito bem em nossos dias. Sua arma religiosa mais poderosa
que existe é chamada de ecumenismo. Satanás, o deus deste mundo não quer perder
este mundo. Suas joias, tesouros, riquezas e milhões de homens e mulheres que
lhe admiram e prestam serviço e adoração a ele estão neste mundo. Quanto mais
os dias finais se aproximam mais belo, atraente e cheio de sonhos ele consegue
fazer deste mundo. Suas mentiras são percebidas em toda parte, mas são
recebidas como se fossem verdades. Suas intenções perversas e criminosas são
normalmente encobertas com boas intenções e com novas fórmulas de religiões que
aparecem no cenário mundial. As multidões gostam dessas novidades e gastam seus
bens para que o mundo vil se torne ainda mais adequado para eles. Quanto mais
cheio de paz e sentimentos de segurança ele puder implantar nos corações,
melhor será para que o mundo fique ainda mais admiravelmente dele.
Porém, não é
isso o que vemos na nova criação, porque os salvos são chamados de “feitura
dele”. A palavra “feitura” é o mesmo termo de onde veio nosso vocábulo “poema”.
Enquanto o mundo é o poema do diabo, os santos salvos por Cristo constituem o
poema de Deus. Eis a diferença entre os feitos do pecado e os feitos da graça
graciosa. Realmente, os poemas de Deus pegaram satanás de surpresa, porque a
entrada do pecado parecia que era a completa derrota do altíssimo. Satanás não
contava com esses feitos, porque após a queda Deus passou a exibir as
desconhecidas obras da Sua graça, pois providenciou num animal morto o resgate
para o pecado: “O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”. Homens que
passaram a invocar o nome do Senhor naqueles dias, surgiram como se Deus
estivesse dizendo: “Haja luz!”.
Ora, quem
pode contra a graça? Ninguém! Naqueles dias, a fé de Abel fez tremer o reino de
trevas; a graça achando o justo Noé fez com que a misericórdia vencesse o juízo
e a subida de Enoque para o céu, fez abalar o inferno. Deus, em toda história
fez a exposição dos seus poemas neste mundo. Os salvos sempre foram a “vitrine”
de Deus no mundo. Eles foram fracos, cheios de defeitos e pecaminosos, mas os
poemas de Deus são vistos na fé: “Pela fé Abel, Noé, Enoque, Abraão, Jacó...”.
Não é exatamente isso? E agora o que desponta? Neste mundo moderno, religioso e
atraente aos olhos e à carne o que predomina é aquilo que todos gostam e é
admirável à natureza. Mas olhem para os poemas de Deus, porque o que admira a
Deu é o fato que eles vivem pela fé.
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terça-feira, 4 de agosto de 2020
SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (3)
“Pois
somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus
de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10)
O POVO
DE DEUS – OBRA DA GRAÇA: “Pois somos feitura dele...”
Creio que a
introdução pode servir como janela, levando luz ao entendimento de um assunto
tão maravilhoso e vasto. Impressionante como é profunda a palavra de Deus,
especialmente em Seus ensinos sobre os atos da encantadora graça. Logo de início
o texto nos leva à uma linguagem diferente no que tange às doutrinas da
salvação. Normalmente a bíblia nos fala do novo nascimento, do modo como Deus
faz nascer do velho homem uma nova criação.
Lembremos
bem que nas obras de Deus tudo é feito por milagre e esse milagre aparece no
fato que Deus criou um povo. A bíblia faz diferença entre a primeira criação e
a segunda. Na primeira Deus usou Sua palavra e fez surgir do nada as coisas que
vemos no céu e na terra. Em Gênesis 1 vemos: “No princípio criou Deus...” e o
termo “criou” é a palavra “bara”, termo que no hebraico significa “criar do
nada”, e essa palavra só é aplicada a Deus, porque só Ele pode fazer surgir do
nada as coisas existentes. Incrível, mas a primeira criação foi assim, vista e
aplaudida pelos anjos.
Na segunda
criação vemos o majestoso trabalho criador da graça no meio dos homens. Na
primeira criação tudo, céus, terra, homens, animais foram criados. Na segunda
criação, trabalho majestoso da graça, o trabalho Dele é somente entre os
homens. Na primeira criação a raça apareceu em Adão. Quando Deus ergueu o homem
do pó da terra, estava erguendo ali bilhões e bilhões de pessoas naquele ser
feito por Ele. Agora, na graça, a nova criação é feita em Cristo: “...criados
em Cristo Jesus...”. Significa que em Jesus está toda raça dos remidos.
Fantástico trabalho: “...se alguém está em Cristo é nova criação...” (2
Coríntios 5:17).
Essa é a
lição que nosso Senhor nos transmite em João 5, de uma forma mais expandida.
Ele cura um paralítico em Betesta e depois disso enfrenta a multidão de
religiosos judeus que passam a contestar a cura, por ter sido feita no sábado.
Mas nosso Senhor, em rápidas palavras mostra o que quer dizer Efésios 2:10. O
Senhor diz: “Meu Pai trabalha até agora e eu trabalho também”. Então, voltando
ao texto em pauta, posso assegurar que a obra da nova criação é Deus chamando
homens e mulheres que não existem. O que? Não existem? Sim! Talvez essa
declaração tenha causado surpresa para você, mas tal verdade é claramente mostrada
por Paulo em Romanos 4:17, falando a respeito da fé de nosso pai Abraão: “...perante
aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as
coisas que não são como se já fossem. Pode entender isso?
Vamos
ilustrar essa obra criadora na primeira criação. Quando Deus chamou as nuvens
no céu, não tinha nada, mas as nuvens apareceram, como se já existissem.
Imagine você querendo criar algo do nada. Não tem como, porque não podemos nem
sequer imaginar algo inexistente. Tudo o que criamos aqui na terra é feito de
algo já existente. Um novo modelo de carro surge, como foi que aconteceu? A
fábrica adquiriu a matéria prima em todos os detalhes, a fim de fabricar tudo o
que precisava para a formação do carro que entrará no mercado. Mas não é assim
com Deus, pois Ele está fazendo a nova criação em Cristo e essas pessoas que
hão de surgir, incrivelmente não existem. Mas você diz: “pastor, como não? Ali
está o Antônio que se torna um crente em Cristo. Ele não existia?” Ora, se o
Antônio é agora nova criação, é porque aos olhos de Deus ele não existia.
Existia sim o velho Antônio, caído em Adão, condenado e morto. Minha esperança
é poder dinamizar esse assunto um pouco mais na próxima aula.
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O PERIGO DA INCREDULIDADE (9)
“Mas vós não credes
porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” JOÃO 10:26
A
TERRIVEL INCREDULIDADE: “Mas vós não credes...”
A vil incredulidade vil prefere
escorregar-se na lama do pecado e receber o salário ilusório. A fé olha para o
invisível, a incredulidade encara o que visível. O mundo para o coração
incrédulo é seu lugar de atração; ele não tem um coração focado nas realidades
eternas, mesmo aquele que frequentou uma igreja, foi de uma família crente ou
mesmo aprendeu muito das doutrinas bíblicas. Nada disso move um coração
incrédulo para Deus. Às vezes conhecimentos e práticas religiosas funcionam
como processo de maior endurecimento. Muitas vezes olhamos as pessoas porque
são pobres, simples e aparentemente religiosas, mas Deus não vê as coisas
assim. Sem dúvida na sinagoga em Nazaré havia muitas famílias aparentemente
piedosas, mas todas se ergueram com ferocidade contra Jesus, assim que Ele abriu
o rolo e explicou a verdade (Lucas 4)
O coração endurecido não tem porta nem
janela. Ali é um lugar de plena escuridão e está pronto para canalizar suas
maldades para a boca. A incredulidade é resoluta em prosseguir sua jornada
mundana e ímpia. Ela poderá até buscar recursos religiosos, como oração, versos
bíblicos e apoio de líderes religiosos, mas ela tomará tudo isso para firmar os
pés na busca por obter seus anseios aqui mesmo. A incredulidade tem olhos, mas
não veem a glória de Deus; sua boca transborda das vaidades da vida terrena;
sua boca silencia quando trata e não pode mexer muito, tentando perfurar o
coração com palavras, porque a incredulidade sente dores fortes e pode se
levantar para o ataque, ou mesmo para a fuga.
Também, a incredulidade é completamente
surda para ouvir o chamado do Senhor. Ela pode ouvir as batidas de
advertências, mas não a voz graciosa do Salvador a chamar à salvação. Há um
silêncio mortal num homem incrédulo. Ele crê em Deus, mas não crê naquele que
foi enviado por Deus para ser o Salvador. Ele crê num criador, devido as
evidências expostas perante seus olhos, mas não pode conceber a ideia de um
Deus conosco, presente e pronto para agir em salvar. A incredulidade pode ter
evidentes provas de salvação em sua família, mas essas luzes acesas ficam
expostas do lado de fora do coração e não fará qualquer diferença. Às vezes a
incredulidade parece acordar para a situação, mas não significa que houve um
despertamento de Deus. Foi algo temporário, assim como um besouro que fica
rodeando em torno de uma lâmpada acesa e logo morre.
Acontece é que a incredulidade está
marcada para jamais poder crer: “Mas vós não credes porque não sois das minhas
ovelhas”. Nosso Senhor mostra ali que Ele nada espera da incredulidade, porque
é uma situação permanente: “...não credes porque não sois...”. É como explicar
que um leão não come ervas porque não é ovelha. O Senhor não está esperando que
aqueles judeus façam uma decisão para Ele; que abram a porta para Ele entrar. A
incredulidade não pode mudar-se em credulidade; um coração de pedra não pode
ser derretido ante quaisquer evidências de bondade, sinais e maravilhas. Se não
houver um milagre, a vil incredulidade permanecerá como ela é até a morte e
depois da morte.
Esperar que a incredulidade tem poder na
vontade em voltar para Deus é uma espera inútil. Quando oramos por um
incrédulo, não esperamos uma decisão dele, mas sim uma decisão de Deus. Ele é o
Deus que ressuscita mortos, portanto, não tem algo mais marcante do que esse milagre
de tirar o coração de pedra e por um coração que teme a Deus. É assim que Deus
opera em Suas ovelhas. Ele faz com que o leão passe a ter atitude de ovelha. Será
que não ficamos impressionados com isso? Pois os anjos ficam e fazem festa!
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sábado, 1 de agosto de 2020
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