Você encontrará aqui publicações a respeito do evangelho bíblico. Muitos são postados por mim mesmo, mas outras mensagens vinculadas à verdade da mensagem da graça, publicada por homens que levam a verdade à sério serão achadas. Que este blog seja uma verdadeira mina de riquezas espirituais, a fim de que suas vidas sejam edificadas e o Nome Glorioso seja exaltado!
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
sexta-feira, 17 de janeiro de 2020
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
terça-feira, 14 de janeiro de 2020
QUEREIS TAMBÉM RETIRAR-VOS? (1)
“Então,
perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?
Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da
vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o santo de Deus” (JOÃO 6:67-69)
INTRODUÇÃO:
Caro leitor, não podemos ignorar essas
palavras que saíram da boca de Pedro no final dessa mensagem dada por Cristo
aos judeus. O capítulo inteiro está recheado de tantos ensinos preciosos da
graça soberana e o Senhor não procurou encher o ambiente de ilustrações, como
Ele fez no Antigo Testamento. Quem lê os escritos dos profetas pode perceber
que Deus sempre usa de ilustrações em Suas palavras dirigidas ao Seu povo. Mas
não vemos isso neste capítulo. O Senhor estava cercado de judeus, os quais
estavam à procura de “bênçãos materiais”, como o mundo sempre busca. Nosso
Senhor havia multiplicados os pães, e eles O procuraram a fim de fazer Dele o
Rei de Israel.
Por fora pareciam homens religiosos,
santos e tementes a Deus, mas por dentro mostravam que não passavam de
mundanos, rebeldes, assassinos e supersticiosos. Eram eles surdos, mudos e
paralíticos; estavam mortos em seus pecados; eles entendiam qualquer lição
relacionada às questões religiosas deste mundo, mas eram tapados em reconhecer
a linguagem santa e eterna proveniente da boca do Senhor. O Senhor havia dito a
eles que as Palavras proferidas eram espírito e vida, mas eles não as
entendiam. Eles compreendiam as letras do ponto de vista mundano. Como
compreender a linguagem: “Comer minha carne e beber o meu sangue?” Aquilo era
loucura para aquele povo, cujo coração estava endurecido. Nosso Senhor não
mudou Sua linguagem; não procurou usar de ilustrações, nem parábolas. Por essa
razão eles fugiram, ficaram escandalizados com as palavras do Senhor.
Mas o Filho de Deus não mudou sua
mensagem para mantê-los perto. Nosso Senhor não queria agradar os homens; não
correu para trazê-los de volta. As mensagens ilustradas do Velho Testamento não
fizeram com que eles voltassem para Deus, como o faria agora? O Senhor estava
diante de um povo sem vida; em seus corações reinava o pecado e por fora estava
satanás lhes guiando pelas mentiras religiosas. Nosso Senhor mostrou a eles que
veio ao mundo para fazer a vontade do Pai que lhe havia enviado e não a vontade
deles. Além disso, nosso Senhor ressalta bem em todo capítulo que a salvação é
obra de Deus, porque ninguém é salvo, a não ser que Deus realize essa obra.
Notemos bem que todos saíram; não
queriam ouvir aquela mensagem, por isso voltou para seus discípulo com a
interrogação: “Quereis também retirar-vos?” Assim, as palavras do Senhor vêm mostrar
um Deus soberano que age por misericórdia. Ele não tinha uma linguagem que
agradaria os homens; a multidão ouviria da condição na qual o pecado lhes
colocou. Ele não falaria de política, de dinheiro, de saúde e outros assuntos
terrenos. Sua linguagem era espiritual e eterna. É óbvio que os judeus e o mundo
rejeitariam a mensagem, assim como rejeita hoje. A resposta de Pedro como
porta-voz dos outros mostra que é só pela graça de Deus: “Para onde iremos nós?”.
E você meu amigo, quer ouvir a mensagem
da verdade ou vai querer retirar também? Conheci muitos que ouviram e parecia
que queriam ouvir mais. Mas assim que a mensagem começou a tocar em seus
corações e mexer com o orgulho, então abandonaram.
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NÃO VERÁ A VIDA (4)
“Por isso, quem crê
no Filho tem a vida eterna; o que porém permanece rebelde contra o Filho não
verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (JOÃO 3:36)
MOSTRA A CONDIÇÃO NA
QUAL ESTÃO OS HOMENS NO PECADO.
Tomemos a vida de Saulo de Tarso, porque
sabemos o quanto era um homem incrivelmente sério e zeloso em sua religião. Não
era ele um hipócrita, porque cria que tudo o que fazia estava certo; que todo
seu esforço redundaria numa ressurreição final e que um dia iria morar no
Paraíso celestial com Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, etc. Paulo era um morto
espiritual; a luz da verdade revelada não havia entrado em seu coração e tudo
que recebera não passava de mentiras e para aquelas mentiras ele havia se
dedicado e consagrado, assim como acontece com os mulçumanos. Dentro do seu
coração Saulo nutria um tremendo ódio contra o Senhor e respirava nele um
sangrento desejo de ver mortos os seguidores desse Nazareno.
Tenho passado essas coisas, a fim de
mostrar o que significa o que o texto diz: “Não verá a vida...”. Nós estamos
acostumados a olhar o homem e ver boas qualidades nele; observamos
cuidadosamente boas coisas que achamos que podem leva-lo a Deus. Mas, que valor
tem um morto? Será que entendemos que o pecado trouxe a morte? Será que
entendemos que não há qualquer sinal de vida no homem? No que tange a vida aqui
ele tem, mas quando se trata de coisas eternas ele está morto. Sendo assim
devemos entender que a existência do homem no pecado é completamente sem valor
para Deus. Pode ser os grandes como Herodes, Pilatos, Félix ou Faraó. Não
passam de mera fumaça que aparece agora e logo se dissipa. Pode ser os ricos,
os cultos, os fortes e grandes nomes que surgem na religião mundana. Não passam
de meros cadáveres inúteis para Deus.
Mas você pode retrucar, dizendo que
morte, conforme o texto, não significa morte, mas sim num estado como se
estivesse sem vida. Ora, para que Deus usaria o termo morto? Além disso, por
causa desse termo é que Deus usa a palavra “ressurreição”, a fim de dizer que
Ele nos deu vida. Se tirarmos a palavra “vida” ou “morte” do seu significado
literal, teremos que dizer que Jesus não morreu na cruz; que Ele estava
semimorto e que a ressurreição era realmente uma mentira. Fujamos desse perigo!
Para nós os homens estão vivos, porque podem falar, caminhar, trabalhar,
pensar, sentir e tomar suas decisões neste mundo. Mas isso é o que vemos.
Porém, quando se trata de coisas espirituais eles estão mortos, são defuntos
andantes; estão surdos, mudos, paralisados, com a mente e emoções em trevas.
Notemos que quando trata-se de coisas desta vida eles estão bem vivos, mas
quando se trata de Deus, da glória de Deus e de coisas eternas, eles ficam em
absoluto silêncio ou procuram sair.
O Senhor e seus apóstolos jamais mudaram
a mensagem. É verdade que eles lidaram com os homens como seres vivos,
responsáveis perante Deus. Quando Deus lida com os homens é sempre assim, pois
Ele os convoca a entender que a culpa do pecado é deles; que é insana a vida
que eles levam em suas idolatrias e práticas perversas. Deus lida com os homens
no fato que eles vão enfrentar o juízo, que terão de prestar contas perante o
grande Juiz e que no final o juízo de Deus será um juízo justo e santo. Devido
ao pecado os homens estão mortos e carecem de uma intervenção vivificadora de
Deus, assim como Lázaro precisou para voltar à vida. Mas os homens, como seres
responsáveis são chamados à responsabilidade deles. Eles são culpados pelos
seus pecados, por não darem a Deus a glória que lhe é devida; por usar da
criação e ainda viver em suas maldades.
O evangelho convoca os homens ao arrependimento,
porque quando os homens se arrependem é sinal que eles estão no lugar certo,
onde Deus usará ou não de compaixão para com eles.
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
NÃO VERÁ A VIDA (3)
“Por isso, quem crê
no Filho tem a vida eterna; o que porém permanece rebelde contra o Filho não
verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (JOÃO 3:36)
MOSTRA A CONDIÇÃO NA
QUAL ESTÃO OS HOMENS NO PECADO.
Avancemos um pouco mais no exame do
termo “vida”. Lembremos bem que a vida que recebemos de nossos pais nada tem de
valor para Deus, pois com a queda fomos postos como condenados perante Ele.
Além disso, a bíblia deixa claro que o homem natural está completamente
distante e alheio à vida que há no Filho. Não importa a condição de vida aqui;
pode ser um famoso Herodes, um poderoso Faraó ou o mais simples lavrador, todos
estão na mesma condição. Digo mais que até o mais religioso da face da terra, sendo
considerado por todos como alguém santo e digno do céu, não passa de um homem
natural bem emplumado como uma ave, sem qualquer discernimento das verdades
eternas. Vida natural é completamente oposta à vida espiritual. A existência da
primeira está condicionada apenas à este mundo, enquanto a existência da outra
é para sempre – eterna.
Examinemos essa verdade, vendo a vida
do religioso Nicodemos. Quando ele foi ter de noite com Jesus (João 3),
certamente ele pensava que estava certo, que sua religião era a verdadeira e
que era um mestre no conhecimento das coisas de Deus. Porém aquele homem foi
surpreendido pelas palavras do Senhor: “Necessário vos é nascer de novo”.
Notemos que Jesus colocou Nicodemos juntamente com todos em Israel e em sua
religião dos fariseus: “...vos é...”. Nicodemos pensava que tudo estava bem
entre ele e Deus, mas foi surpreendido com uma linguagem que ele jamais ouvira;
até aquele dia ele ouviu apenas sobre as letras da lei e jamais conhecera o
espírito da lei. Nicodemos não passava de um homem natural, nascido de Adão,
sem qualquer ligação com a fé de Abraão de outros homens de Deus.
É essa a condição de todos os homens,
não importa a raça, a cor, a religião, os pais, etc. todos nasceram no pecado e
essa vida nada tem de valor para Deus. Sem a vida que há no Filho, quem é o
pobre ser humano? Não passa de um peregrino, sem pátria aqui e sem lugar no
céu, marcado para ser atirado no abismo eterno. Como podemos nós mudar essa
situação? Tem alguma esperança de que as coisas melhorem para os homens aqui?
Claro que não! Podemos nós chegar ao cemitério e chamar os mortos à existência?
Olhemos tudo na visão bíblica e vejamos como o pecado trouxe a morte em todos
os aspectos.
Outrossim, olhemos os homens no pecado,
em suas vidas como naturalmente vivem. Não é verdade que eles são contentes na
vida natural? Eles veem a vida aqui como a coisa mais bela e charmosa; o mundo
para a vida natural é encantadora e cheia de atração, porque é a vida natural.
Fale do céu para o homem natural; fale das glórias eternas, do fato que lá não
há dor, nem morte e que lá é o verdadeiro Paraíso. O homem natural ignora tudo
isso, porque soa estranho aos seus ouvidos. Para o homem natural a vida aqui é
melhor, porque tudo é visto à luz daquilo que eles veem e ouvem. Para eles a
esperança está aqui e até as dores, morte, lutas, maldades e acontecimentos
trágicos fazem parte desta vida natural.
Tentar fazer da vida natural uma vida
espiritual é tão inútil quanto fazer um animal ser participante da vida humana.
A condição do homem perante Deus é de morto. Ora, não estamos lidando com esta
ou aquela religião; não estamos tratando aqui de coisas inventadas por homens
religiosos. A linguagem de João 3:36 é do próprio Deus: “...não verá a vida...”.
É uma terrível sentença de morte eterna que paira sobre a cabeça de homens e
mulheres que permanecem impenitentes em seus pecados. É como se Jesus entrasse
no cemitério e dissesse: “Vou chamar Lázaro, mas aquele que está noutro
sepulcro não”. Deus dá a sentença eterna aos pecadores e isso é algo que deve
nos aterrorizar, porque muitos que aqui vivem, jamais verão a vida.
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AS ARMADILHAS DO PECADO ( 12 de 12)
“Portanto, eu os
julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor
Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a
iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
A GRANDE DESCOBERTA
Oh! Quão terrível é a armadilha do pecado!
Israel nos dias de Ezequiel não viu, por isso foi levado para o cativeiro. No
profundo poço do pecado os homens não conseguem ver o propósito da tão grande
salvação; que Deus é o grande Salvador, cheio de misericórdia que se manifesta
aos pecadores. O amor pelo pecado é tão terrível que os homens não percebem que
perigos mortais e eternos rondam suas almas a todo instante, à semelhança do
homem que com uma corda conseguiu alcançar os ovos de uma ave rara, num lugar
alto. Assim que ficou perante os ovos e pronto para pegá-los, descobriu que
havia soltado a corda e que ficaria preso naquele lugar, sem poder escapar da
morte certa. Preocupado, percebeu que a corda que havia soltado estava
voltando, e ele, num esforço incomum conseguiu escapar da morte.
Conforme o Salmo 40 o Salmista percebeu
que estava num profundo poço do pecado e que somente o Deus de amor poderia tirá-lo
de lá. Pobres almas! Muitos lutam na vã tentativa de escapar desse buraco onde
estão, mas todo esforço é inútil, é como mexer numa areia movediça, porque se
afunda mais. O nosso Senhor, mesmo justo, perfeito, sem mácula, pode entender a
condição do homem, pois voluntariamente veio e assumiu nossa miserável
condição, a fim de levar nossas culpas e pecados sobre Si. Ele viu a miséria do
pecado e até clamou ao Pai para livrá-Lo (Salmo 22). Somente o poder da graça
compassiva pode mostrar aos homens a miséria, assim como Deus mostrou aos
moradores de Nínive (Jonas 4) e eles puderam clamar ao misericordioso Deus de
Israel.
E você, meu amigo? Já pode perceber a
realidade da queda? Será que ainda está vivendo nas alturas da soberba, sem
imaginar que perigos eternos rondam sua alma? Será que está pronto a continuar
transitando na escuridão, atraído pelas paixões e achando que nada há de
errado? Será que, como Saulo de Tarso, está achando que é capaz de ser
religioso por si mesmo e ainda encontrar o paraíso após a morte? Acha que pode
fugir da verdade, pensando como Félix que haverá outra oportunidade? Acha que é
poderosamente capaz de fazer aliança com a morte e com o inferno, sem perceber
que poderá ser a próxima vítima? Por que não ouvir o Senhor? Por que brincar de
surdo, achando que pode manipular Deus e passar despercebido nesta vida?
Enquanto o homem brinca, eis que satanás se diverte em dominar a mente com seus
truques religiosos. Tudo o esperto pai da mentira fará para que o pecado não
seja visto como tragédia; tudo ele fará para que o mundo pareça melhor, mais
belo e com a estrada para o inferno bem enfeitada e cheia de atrações.
Como o Senhor se manifestou para Israel naqueles
dias, da mesma forma ele se manifesta aos pecadores em todos os lugares e em
todos os tempos: “Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões,
para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço”. Essa mensagem aos homens
jamais mudou, porque a condição dos homens é a mesma. Deus está chamando os
pecadores ao arrependimento porque só Ele mesmo vê os perigos eternos que
rondam as almas, como uma perigosa e venenosa serpente oculta; como um leão à
espreita. É para fugir para Ele, porquanto Ele mesmo é o socorro e livramento
para os que O buscam de todo coração. Ele mesmo afirma no texto que não tem
prazer na morte do ímpio, pois Ele sabe o horror eterno que espera a alma
impenitente. Eis agora o dia da salvação! Eis agora a oportunidade que é dada
aos pecadores para que sejam salvos! Eis o Salvador bendito, Aquele que desceu
do céu e veio à terra, a fim de dar-Se a Si mesmo, para livrar homens e mulheres
do sofrimento merecido!
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