quarta-feira, 4 de outubro de 2017

VIVER E MORRER (10 de 10)



                                      
“Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21)
QUANDO A VIDA É MORTE E A MORTE É TERROR
        Com esta página encerrarei a pregação em torno desse tema “viver e morrer”. É óbvio que o assunto transmitido pelo Espírito de Deus nesse texto de Filipenses é cheio de riquezas e espero continuar o assunto posteriormente. Mas agora quero mostrar a desventura e miséria daqueles que não têm a vida que há no Filho. A mensagem bíblica em toda sua extensão está carregada de advertência aos pecadores, a fim de que eles sejam atraídos à salvação que há no Senhor Jesus Cristo. Por essa razão me esforçarei para que essa verdade chegue aos corações dos homens, mostrando quando a vida é morte e a morte é terror.
        Quando o viver não é Cristo, então aquilo que os homens pensam que é vida, realmente é morte. Neste mundo o que vemos em todos os lugares são homens e mulheres vivendo na ilusão de que aqui há vida. Eles não percebem que sem Cristo tudo é morte, por isso esta vida aqui é um caminho extremamente perigoso, cheio de armadilhas e ciladas. Tudo aqui neste mundo está envenenado pela entrada do pecado, por essa razão a morte encontra aqui um terreno fértil para seu macabro trabalho em ceifar vidas, a fim de leva-los para a miséria eterna. Ela está presente em tudo, mesmo naquilo que aos olhos dos homens parece ser vida.
        Preciso dinamizar esse assunto ainda mais. Quando o viver não é Cristo, então tudo aqui tende a começar com festa e risos, mas depois tudo é silenciado com a presença da morte, trazendo terror. Não foi assim com o rei Belsazar? Aquele arrogante monarca nada aprendeu de tudo o que havia ocorrido com seu pai, Nabucodonosor. Ele queria mostrar que era forte e que podia desafiar o Rei dos céus e da terra. Por essa razão levou os objetos sagrados para realizar a sua festa cheia de orgia e bebedeiras. Mas, com que facilidade Deus acaba com as algazarras dos perversos! Então, em lugar do prazer entrou o terror, ao ver aquela mão escrevendo na caiadura a sentença de morte; em lugar de boas novas, eis o anúncio do profeta Daniel de que a morte estava cercando o império babilônico (Daniel 5).
        Quando o viver não é Cristo, então haverá uma busca constante por um conforto aqui. O cenário de vida é externo e não interno. Por dentro morte, por fora vida. Quanto engano. Sem a verdadeira vida no coração, eis que os olhos ficam incapazes de ver que por fora o cenário é guerra, morte e desolação à frente. Sem a vida que há no Filho de Deus, eis que os homens se esforçam para anular a realidade deste sistema transitório. Eles tentam apagar todo vestígio deixado pelo pecado; e mesmo sabendo que a morte há de vir, que ela está escondida e pronta para atacar, os homens acreditam que podem apagar essa realidade inevitável. Mas o fato é que a vida não está aqui; não está na roupa, na fartura, na saúde nem na riqueza. Não há possibilidade de implantar vida onde reina a morte, o diabo e o ansioso inferno.
        Portanto, não tente segurar aquilo que você vai perder; não tente ser forte, porque, diante do poderio desses inimigos que espreitam os homens, não passamos de folhas secas, as quais são levadas pelo vento. Não há qualquer segurança fora do Filho de Deus; não há vida se ele não veio habitar no coração. É necessário que os pecadores se arrependam e se convertam a ele imediatamente, a fim de alcançar a vida que há em Cristo: “...quem crê no Filho tem a vida eterna...” (João 3:36).

A INQUIETUDE DA ALMA LONGE DE DEUS (4)




“O Senhor vela pelos simples; achava-me prostrado, e ele me salvou. Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo. Pois livraste da morte a minha alma, das lágrimas, os meus pés. Andarei na presença do Senhor na terra dos viventes” (Salmo 116:6-9).
                A INQUIETUDE DA ALMA NO HOMEM: “volta, ó minha alma...”
        No texto vemos como o Salmista mostra que a alma só encontra sossego e paz em Deus: “Volta, ó minha alma ao teu sossego...”. Sem a presença do Senhor a alma está sozinha, em completa solidão. Os homens jamais saberão acerca disso, a não ser que Deus mesmo mostre. Enquanto o Espírito Santo não desmancha toda atividade do diabo, do mundo e da carne, eis que as almas serão levadas e lesadas neste mundo. Satanás, o pai da mentira sabe bem como manter os homens entretidos, ocupados com os bens e com as atividades daqui. Sem a luz do evangelho eles jamais saberão que a situação é gravíssima e que estão aprisionados e amordaçados no pecado, sem que tenham poder neles mesmos para escaparem.
        É triste ver como andam os homens no pecado! Eles andam atarefados aqui; aqui constroem, trabalham e se esforçam sobremaneira para que seu viver seja confortável e próspero. Eles acreditam que encontrarão tudo o que precisam se apenas ganhar mais dinheiro. Milhares vivem iludidos; muitos pensam que se ficarem ricos tudo haverá de mudar na vida deles e que assim viverão felizes para sempre. Eles tentam tudo na sorte, jogando na loteria e até mesmo buscando “bênçãos” em suas superstições religiosas. E mesmo quando alcançam o que querem, logo descobrem que aquilo não preencheu a miserável situação vivida no íntimo. Em sua cegueira eles não percebem que poderes invisíveis estão lutando contra eles, mantendo-os escravizados nessa ilusão mundana, sem perceber que avançam passo a passo para a miséria eterna.
        A bíblia afirma que o mundo passa e tal verdade é revelada dia a dia. Mas os homens no pecado não conseguem ver essa verdade, nem no passado, nem no presente, nem tampouco veem o desespero no futuro. No passado eles não perscrutam a situação de milhões e milhões que aqui passaram e que se foram. Os homens no pecado não têm qualquer habilidade para investigar essas coisas. A história para eles não traz qualquer sentido de sabedoria e de temor. Eles não percebem que um dia entraram neste curso mundano e que logo vão deixa-lo, sem que possam levar qualquer coisa daqui. Os animais são mais sábios do que os homens no pecado, eles vivem para sobreviver, lutam para escapar da presença atroz da morte, enquanto os homens no pecado querem mais do que sobrevivência. Eles querem ser donos do mundo, anelam os tesouros e querem alcançar a felicidade num ambiente onde habitam o pecado, o diabo e a morte.
        Sob o engano do pecado, eis que homens e mulheres não percebem o fim lá adiante; nem sequer perscrutam o fato que deixarão este lugar onde peregrinam. Suas mentes e emoções jazem em completa escuridão; não há no pecado qualquer senso de sabedoria e de discernimento. O que vale para o homem iludido é que ele conseguiu alcançar aqui, porque acreditam que é nisso que está a felicidade. Mas o Senhor chega e pergunta: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens em depósito, para quem será?”

terça-feira, 3 de outubro de 2017

VIVER E MORRER (9 de 10)




“Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21)
QUANDO A VIDA É MORTE E A MORTE É TERROR.
        Para concluir minha mensagem nesse texto tão cheio das maravilhas da vida eterna, creio que convém mostrar a condição do não salvo e da sua necessidade urgente de buscar a salvação em Cristo. É claro que os homens por natureza não buscam a Deus, nem mesmo têm qualquer interesse por ele. Mas a mensagem do evangelho tem também o objetivo de humilhar pecadores. É certo que os homens fogem da verdade escrita acerca da condição pervertida de seus corações (João 3:20), especialmente quando vemos satanás espalhando uma mensagem bem cheia de atração aos desejos dos mundanos. Minha oração e esforço na pregação visa levar os homens ao desespero de suas vidas, a fim de que o Senhor, em sua compaixão venha visita-los com sua poderosa obra salvadora.
        Biblicamente só têm duas vidas: A vida em Adão e a vida em Cristo. Não há meio termo. A condenação não mais existe somente para os que estão em Cristo Jesus (Romanos 8:1), fora disso os homens estão na carne, e nessa condição não podem agradar a Deus (Romanos 8:8). Se o viver não é Cristo, então o que os homens pensam ser vida, realmente é a atuação enganosa e ludibriadora da morte em sua jornada cheia de ciladas, a fim de pegar os homens, como uma leoa faz na emboscada. Milhares hoje pensam que estão vivendo em Cristo, porque acreditam que são religiosos, têm bíblia e até mesmo aprenderam a orar e cantar as canções evangélicas.
        Muitos até mesmo usam palavras e versos bíblicos; muitos acreditam que a vida está carregada das “bênçãos” de Deus porque têm sido abençoados com prosperidade e outras bênçãos. Mas o fato é que se não houve conversão genuína; se não conheceu sincero arrependimento e quebrantamento de coração, a fim de converter-se unicamente a Cristo Jesus, então o viver aqui está cercado de laços da morte e perigos que ameaçam sua existência neste mundo.
        Sendo assim há necessidade de ajudar o leitor que busca a verdade, conforme a palavra escrita. A primeira lição é que se o viver não é Cristo, então é certo que a morte está presente em todas e quaisquer circunstâncias. Vejo as multidões tão entusiasmadas pelo mundo; tão atraídas para as belezas transitórias de um sistema perverso e mortal, montado pelo diabo. O que parece ser vida, tão atraente e agradável, na realidade é o homem transitando pelo caminho largo, sem qualquer percepção de que as armadilhas terríveis foram montadas por satanás – o homicida (João 8:44).
        O que foi que tanto atraiu Judas? Não foram os milagres do Senhor; não a bondade, o amor, o sacrifício e ternura do Filho de Deus. O que ele viu à frente foi um mundo belo, o qual ele queria tanto desfrutar e curtir, por esse fato acreditava que a posição de apóstolo seria como trampolim, a fim de saltar para o sucesso. Mas ele não percebia que já tinha sido capturado pelos poderosos tentáculos da morte; que chegaria o momento o horror chegaria, assim que ele tivesse em mãos o que tanto queria – riquezas. E assim eis que aquele homem foi ceifado deste mundo numa horrível condição, sem qualquer esperança.
       



segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A INQUIETUDE DA ALMA LONGE DE DEUS (2)



                       
“O Senhor vela pelos simples; achava-me prostrado, e ele me salvou. Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo. Pois livraste da morte a minha alma, das lágrimas, os meus pés. Andarei na presença do Senhor na terra dos viventes” (Salmo 116:6-9).
                A INQUIETUDE DA ALMA NO HOMEM: “volta, ó minha alma...”
        Minha esperança é que na introdução pude atrair a atenção dos meus leitores para este tema visto no Salmo 116 nos versos 6 a 9. Quando o estado da alma é visto conforme nos mostra o verso 6: “Volta, ó minha alma ao teu sossego...” é porque a falta da verdadeira paz é notável no homem. Na bíblia Deus sempre está mostrando que o maior problema do homem ímpio em seu ser é a falta de paz. Quando a alma está torta, então por fora seu viver sempre será tortuoso. É assim que vive o homem sem Deus neste mundo. Por fora ele pode dispor de casa, amigos, família, etc., mas a verdade que seu problema está na alma; lá dentro reina completa escuridão e solidão.
        A inquietude vem pela falta de paz que há lá dentro. Nós estamos acostumados a olhar a vida a vida aqui de forma externa, e é por essa razão que tantas vezes somos enganados. Mas Deus não vê assim. Deus rasga esse véu para mostrar o que está acontecendo lá dentro. O que o homem é e faz por fora é apenas reflexo daquilo que é realidade no coração. Sem a presença da glória de Deus no íntimo; sem a paz de Deus governando o viver na alma, eis que os homens vão buscar apoio aqui, nos homens e nas coisas externas. Eles criam uma divindade, mas na realidade esse ídolo é seu próprio braço que ele considera ser forte. Deus usou um profeta para chamar a atenção do rei Asa, porque no momento certo para confiar em Deus e achar a vitória contra os inimigos, ele confiou no homem e buscou ajuda e socorro de homens que odiavam a Deus (2 Crônicas (16).
        Além disso, a alma cercada da solidão devido a ausência da glória de Deus é também enfraquecida pelas paixões. A força do pecado no homem irrompe-se com fúria contra sua própria alma e desnorteando o curso normal de seu viver. Os homens no pecado não ganham forças enquanto ficam mais velhos; não alcançam caráter, vigor e vida piedosa. O pecado funciona na alma como um cupim que enfraquece a madeira. Assim, quando mais vai passando o tempo ele é vencido pelas paixões que tanto corromperam sua vida, desde a meninice até sua velhice. Sua experiência não lhe concede sabedoria; suas cãs não são sinônimas de força e determinação. A idade avançada não significa que a alma está perto de Deus. Pedro parecia por fora que tinha toda disposição para enfrentar os maiores perigos pelo seu Mestre. Mas quando chegou o momento aterrorizante, ao ver os inimigos prendendo o Senhor e os discípulos fugindo, eis que logo o estado da sua alma veio à tona.
        O salmista viveu assim, e quando foi alcançado pela graça salvadora, então sua fé pode ordenar que sua alma retornasse ao seu lugar certo: “Volta, ó minha alma ao teu sossego...”. Assim vemos o quanto a palavra de Deus estende sua mensagem de salvação aos pecadores, convidando a todos para que vão para o lugar certo, para a comida e agua da alma. O Senhor Jesus é a fonte da salvação; é para ele que a alma deve correr e achar esse lugar de sossego e descanso eterno. Como bem diz a mensagem de um antigo hino: “Ó, Jesus, achei descanso em teu terno coração!”

VIVER E MORRER (8)



                                    
“Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21)
A MORTE VISTA DO ASPECTO DA VIDA: “...e o morrer e lucro”.
        Quando o viver é Cristo realmente não apaga a realidade deste viver aqui. O que acontece é que os verdadeiros encantos da vida aparecem, porque tudo passa a ocupar seu devido lugar. Quando Zaqueu se converteu ele foi imediatamente libertado das amarras do pecado que lhe prendiam e que faziam dele um homem perverso, odiador e odiado. Os homens no pecado ilusoriamente pensam que estão vivendo, quando realmente não passam de pobres prisioneiros, cegos e incapazes de ver a realidade da vida. O viver é Cristo faz o homem entender suas responsabilidades aqui. Ele é chamado a viver da verdade e se alimentar da verdade. Agora pode perceber o lugar que ele tem neste mundo, como é um mordomo dos bens de Deus e que um dia há de prestar contas.
        O viver é Cristo liberta o homem para ver como a criação é maravilhosa; como fomos feitos de uma forma perfeita e que tudo está adornado da justiça e bondade e da glória do criador. O viver é Cristo percebe que tudo é milagre e que essa casa de Deus está repleta de sua bondade. Tudo se torna belo ao derredor; tudo é usado com prazer e traz sentido da adoração que nos cabe. O viver é Cristo nos abre a porta para sermos bondosos, altruístas, cavalheiros, fieis e justos no trato com os outros. Também, o viver é Cristo desfaz as paixões pecaminosas e perversas, a fim de mostrar justiça no prazer matrimonial, irradiando respeito, honras e enchendo o ambiente familiar de segurança. O viver é Cristo não omite a riqueza, mas desfaz a idolatria e o espírito de torpe ganância, fazendo com que tudo seja contemplado como dádiva celestial, porquanto a glória de Cristo brilha sobre tudo o que material; as grades do pecado são arrancadas e tudo passa a ser visto além deste véu passageiro.
        O viver é Cristo é o único viver capaz de exibir o reino de Deus na terra. É nesse clima de pureza e santidade que os homens são elevados à condição e verdadeiros homens. O viver é Cristo faz os homens úteis, trabalhadores e prontos para servir seu próximo. Nesse viver há piedade e isso traz prazer em viver na terra. A piedade do rei Josias trouxe o povo judeu para perto de Deus e houve em seus dias o sentido do que é temor e respeito ao verdadeiro Deus de Israel (2 Crônicas 35). Foi sob o comando de um homem piedoso como Neemias que Deus restaurou Jerusalém e até mesmo a vida social do povo foi posta em ordem, desfazendo aquele espírito de anarquia, de ódio e de prevaricação que tanto fazia os mais pobres sofrerem (Neemias 5).
        O que estamos precisando em nossos dias? O que estamos presenciando hoje é de um viver saboreando as delícias do pecado, com gravíssimas consequências sobre tudo e sobre todos. O viver de hoje consiste em comer, beber, divertir e aproveitar os prazeres da iniquidade. O viver é Cristo desapareceu da sociedade, até mesmo dos ambientes evangélicos. Nessa condição tão triste o que podemos e devemos fazer? Inventar novas programações? Trazer divertimentos aos casais? Será que essas coisas modificam os homens? Claro que não! O que carecemos agora é da pregação do evangelho da glória de Cristo. Carecemos de ouvir os fatos narrados nas Escrituras, acerca da condição dos homens no pecado; que estão perdidos e que este estilo de vida mundano tão perverso não passa de satanás puxando as almas pelo lindo tapete que conduz milhares ao inferno. A resposta está no Filho de Deus, quando pecadores chegam a ele em contrição e quebrantamento.