quinta-feira, 4 de julho de 2013

“À PROCURA DE VERDADEIROS FRUTOS” (15)




Assim, porque és morno e nem és quente nem frio estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Apocalipse 3:16).
         Caro leitor, sempre retorno ao contexto, a fim de que saibamos o que o Espírito de Deus está nos ensinando. Podemos perceber a diferença entre a igreja de Filadélfia e a de Laodicéia. Esta é a igreja apóstata dos últimos dias e para ela nosso Senhor se apresenta como o “Amém, a Testemunha fiel e verdadeira” (Apocalipse 3:14). Nosso Senhor visita Sua igreja para purificá-la, fortalecê-la e mostrar Seu infindo amor pelo Seu povo comprado com Seu sangue, mas eis que encontra um povo morno, que está nessa temperatura devido ao ambiente tão propício. Mas, esse povo é advertido da sua condição e é chamado ao arrependimento: Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te” (Apocalipse 3:19). Devo continuar pregando a mensagem do arrependimento aos que carregam o nome de “evangélicos”, mas que estão mancomunados com a frouxidão doutrinária e ecumenismo, tão evidente em nossos dias.
         Hoje devo entrar nos argumentos finais envolvendo o texto em Pauta: “Assim, porque és morno e nem és quente nem frio estou a ponto de vomitar-te da minha boca”. Veja como o Senhor em Suas palavras dispara ameaças de juízo contra os Laodicenses: “...vomitar-te-ei da minha boca”. Tremendas palavras! Veja caro leitor que linguagem de rejeição, porque os falsos crentes são rejeitados, da mesma maneira que determinado alimento é rejeitado no estômago em ânsia de vômitos. Acontece conosco quando comemos algo que nos faz mal, ou mesmo quando soubemos que ingerimos algo nojento sem saber. Vemos a linguagem de  um Deus santo, que odeia o pecado em todas as suas manifestações: “Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal” (Salmo 5:4); vemos um Deus santo que afirma que: “Os arrogantes não subsistirão diante dos teus olhos; detestas a todos os que praticam a maldade” (Salmo 5:5). Quem está falando à igreja de Laodicéia é o mesmo Senhor da glória visto por Isaías (Isaías 6), por Daniel e outros santos. Vemos ali o imutável Deus, o Senhor que edifica Sua igreja, por isso não pode tolerar no meio do Seu povo aqueles que Lhe são estranhos.
         Estou certo que muitos em nossos dias odeiam verdades como essas apresentadas em à igreja de Laodicéia. Muitos apelam e contestam declarando ser falta de amor; muitos procuram salientar que Deus é um Deus de amor, por isso os homens devem ser amados, aceitos sem qualquer discriminação; muitos afirmam que Deus é um Deus que aceita a todos os homens com seus pecados e problemas. Mas, não vemos isso nas Escrituras; não há lugar nos ensinos bíblicos para emocionalismos nem humanismo. Não vemos nessa passagem tão incrível qualquer apóstolo dando sua opinião com respeito a comportamentos. Estamos lidando com a Palavra de Deus; Deus está falando e Ele é soberano Senhor. Nós os pregadores não podemos fazer outra coisa, senão entregar aos homens aquilo que recebemos da parte do Senhor, que nos chamou e nos entregou Sua mensagem.
         A igreja de Laodicéia é composta por homens e mulheres que realmente desprezam o Senhor no modo de viver; são pessoas que têm o Senhor nos lábios, mas que O mantêm distante de seus corações mundanos. O Senhor da glória não é Senhor de homens e mulheres não arrependidos e convertidos. Ele rejeita vida cristã de aparência; Ele rejeita louvores que não partem de corações contritos; o Senhor não aceita adoração, a não ser de adoradores que O adorem em espírito e em verdade (João 4:24). O Senhor não é Senhor daqueles que assentam nos cultos para cantar e ouvir a mensagem, mas que ao mesmo tempo têm prazer em assentar na roda dos escarnecedores (Salmo 1:1) e que deleitam com os mundanos e carnais. Positivamente, o Senhor é aquele que edifica Sua igreja e que conhecem bem os que Ele mesmo chama. Seu convite é bem direcionado às alma cansadas e oprimidas. Ele é o Senhor desses pecadores.

A GLORIOSA PALAVRA DE DEUS (2 a)




"VEIO AINDA A PALAVRA DO SENHOR, DIZENDO: QUE VÊS TU, JEREMIAS? RESPONDI: VEJO UMA VARA DE AMENDOEIRA. DISSE-ME O SENHOR: VISTE BEM; PORQUE EU VELO SOBRE A MINHA PALAVRA PARA A CUMPRIR". JEREMIAS 1:11,12.
         Amigo leitor prossigo pregando nesta passagem lida porque sei que Deus tem maravilhosos ensinos para os corações famintos da verdade. Já falei que a maior luta de Satanás é contra a verdade bíblica. Ora, isso é lógico, se ele é o pai da mentira, haverá então de odiar a verdade. Não se pode harmonizar, ou unir a verdade com a mentira, como não pode haver união das trevas com a luz. O leão não vai habitar com a ovelha, porquanto, dois não andarão juntos se não houver acordo entre eles. Assim também é impossível esperar que Satanás venha mudar sua atitude de ódio mortal e eterno contra a palavra de Deus.
         Além disso, a palavra de Deus denuncia  Satanás; desmascara esse farsante homicida; expõe o seu império destruidor neste mundo onde ele utiliza de homens e mulheres a fim de construir seu reino maligno. Como ele é chamado de homicida, por fim ele mesmo prende as pessoas que morrem no seu abismo de terror, porquanto ele é chamado de o anjo do abismo.           Qual a arma de Deus contra o anjo maligno? Paulo fala das armas que ele utilizava em seu ministério quando ele diz: "As armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruir fortaleza". É realmente maravilhoso poder saber que temos recursos vindos do próprio Deus para na luta contra o ladrão e salteador termos vitória. Qual é a arma? A palavra de Deus. Eu almejo que tal verdade venha acordar aqueles que estão dormindo o perigoso sono espiritual.
         O Grande Deus fala em Jeremias: “Eu velo sobre a minha palavra para a cumprir”. Portanto, diante desse fato escrito, é importante que o leitor saiba que o livro Santo não é um livro atoa, um livro qualquer. Hoje em dia milhares levam a sério livros que estão sendo escritos, e isso é vitória para o pai da mentira. Para ilustrar as Escrituras Sagradas podem ser comparadas ao sol, enquanto outros livros como planetas e satélites, precisando da luz desse sol glorioso. Em minha casa tenho vários livros, excelentes livros, muitos escritos por homens de Deus, mas tais livros nada tem a ver com o que chamamos de inspiração. Eu tenho comigo O LIVRO, e eu devo me apropriar da linguagem do próprio Deus que em seu infinito poder utilizou de meros homens para registrar o que Ele quer falar à raça humana.
         Então amigo é bom que você saiba que a palavra de Deus é de fato, a palavra de Deus. Deus não fala atoa; Deus não está brincando, Ele exige que homens e mulheres fiquem calados para ouvir. Ele não pede opinião de qualquer pessoa quanto ao que Ele fala. Tentar manipular as sagradas letras usando com finalidade enganosa, é entrar em terreno sagrado. A palavra de Deus é chamada de mandamento, o que significa que Deus está ordenando e não pedindo opinião. Ele é Soberano, Todo poderoso, Deus de toda glória, e Ele responsabiliza cada pecador de ouvir. Ele está assentado no seu Trono, o céu é o trono Dele, e a terra é o lugar onde Ele põe seus pés.
         Quantos estão ultrapassando o que está escrito! Quantos estão desprezando a voz de Deus! Quantos estão ignorando o que Deus falou! É verdade que a palavra de Deus faz bem à pessoa que anda retamente, mas para aquele que está vivendo no mal caminho, ela faz mal. Ela tem cheiro de vida e tem cheiro de morte. Ela aponta o caminho para o céu, e também o caminho do inferno. Ela glorifica a Deus porquanto Ele é o Deus de toda Glória. Ela humilha o pecador, mas mostra o fato que o caminho onde o homem deve andar é o caminho da obediência a Deus, se quer ser realmente feliz aqui e na eternidade. “Bem-Aventurado o homem que teme ao Senhor e anda em seus caminhos” (Salmo 128:1) Então, é perigoso olhar e encarar a palavra de Deus como um livro qualquer, igual a outros livros. Deus não encara a sua palavra assim.

A MENSAGEM DO CÉU (10)




         Fiel é a Palavra e digna de inteira aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores, dos quais eu sou o principal” (1 Timóteo 1:15)
         Caro leitor, o evangelho pregado pelos apóstolos é a mensagem do céu, perfeita mensagem. Devemos tomá-la a fim de pregar com todo vigor, convicção e carregado das compaixões do Senhor. Ela é suficiente nela mesma para realizar aquilo que glorifica Deus e que transforma o pecador em nova criação (2 Coríntios 5:17). Tenho mostrado que a mensagem do evangelho bíblico é mensagem central, porque a bíblia inteira comprova isso. Toda ela anuncia o Salvador e a salvação aos homens. O nome dado ao Filho de Deus – Jesus prova que não há outra mensagem, fora da mensagem de salvação. O nome “Jesus” literalmente explica que Jeová desceu do céu para realizar a mais gloriosa obra entre os homens – buscar e salvar perdido (Lucas 19:10). Ele não veio restaurar família, nem lidar com drogados, nem tampouco resolver problemas financeiros. Por favor, não me entenda mal, porque o Senhor realiza tudo isso a partir do evangelho. Tudo deve começar a partir da cruz; a luz do caminho rumo ao céu brilha a partir do calvário e não dos sucessos materiais e seculares. Qualquer benção material derivada da cruz é privilégio e não promessas. Os verdadeiros crentes sabem que caminham para o céu confiante Naquele que prometeu suprir todas as nossas necessidades até a chegada ao lar.
Foi na cruz que um dia eu vi meu pecado castigado em Jesus
Foi ali pela fé que meu olhos (Jesus) abriu e eu agora me alegro em Sua luz.
         Creio que essa verdade tem sido bem esclarecida aos meus leitores. Portanto devo prosseguir na explicação do texto. Ressalto aqui a mensagem apresentada ao mundo: “...Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores...”. Ora, o que mais a bíblia fala a respeito dos homens? Será que tem alguma raça especial neste mundo? Será que tem alguma nação pura? Não! Todos são colocados no mesmo pacote da queda; todos estão numa só árvore genealógica; todos vieram de um Adão caído, culpado e condenado. Devido ao engano do pecado olhamos tudo à luz social, na aparência ou cultura. Mas o Senhor não vê a raça assim. Pedro diz aos crentes que eles por natureza de seus pais uma natureza vil e depravada de seus pais; que eles entraram neste mundo para ter uma vã maneira de viver. Não há diferença e a própria morte silencia e emudece toda boca no mundo inteiro, “...assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:21).
         Caro leitor, assim como enfermos precisam de cura, famintos precisam de comida, sedentos precisam de água, os pecadores precisam de salvação. O pecado atirou a raça sob o domínio da morte; eles habitam em seus túmulos e saem de dia e de noite para curtir o pecado e servir ao tirano príncipe deste mundo. Seus olhos estão vendados e eles não percebem a condição tão triste aqui como escravos (Romanos 6:19). As realidades eternas estão longe do alcance deles e não podem detectar essas coisas que foram reveladas ao povo de Deus.
         Veja caro leitor a situação da raça. Após a sua conversão Paulo pode contemplar a miséria de seu povo – Israel. Antes vivia iludido com eles; antes participava da mesma condição e era envolvido pelas manobras do pecado. Mas, depois que foi abraçado pela misericórdia e tendo alcançado a tão grande salvação, Paulo podia sentir o impacto da miséria dos seus conterrâneos. Veja sua linguagem em Romanos 9:3: Porque eu mesmo desejaria ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne”.
         Então, a mensagem do evangelho coloca os crentes perante essa situação mundial. Com a visão bíblica vemos que estamos situados no “vale de ossos secos” (Ezequiel 37); que não há esperança aqui; que não haverá melhoras aqui; que o mundo é uma ladeira escorregadia e que os milhares de almas estão indo para o abismo eterno; que elas irão perecer eternamente. Não há esperança fora da cruz e que não há outro Salvador, fora o Filho de Deus (Atos 4:12).

quarta-feira, 3 de julho de 2013

SANTIDADE



Ai de mim, que vou perecendo! porque eu sou um homem de lábios impuros…” (Isaías 6:5)

       Quando entro na presença de Deus, não faço ideia de que sou um pecador, num sentido indefinido, mas, de repente, eu percebo que o foco da minha atenção está voltado para a concentração do pecado numa determinada área da minha vida.
       Qualquer pessoa pode facilmente dizer: "Oh, sim, eu sei que eu sou um pecador", mas, quando ela entra na presença de Deus, ela não pode escapar com uma declaração tão ampla e indefinida. A nossa convicção é focada no nosso pecado específico, e percebemos, como Isaías fez, o que realmente somos. Isto é sempre o sinal de que uma pessoa está na presença de Deus. Nunca há alguma vaga sensação de pecado, mas há uma focagem na concentração do pecado em algumas áreas específica da vida pessoal.
       Deus começa por nos convencer da mesma coisa para a qual o Seu Espírito dirigiu a atenção da nossa mente. Se nós nos rendermos, submetendo-nos à Sua convicção desse pecado particular, Ele levar-nos-á até onde Ele pode revelar-nos a vasta natureza básica do pecado. Essa é a maneira como Deus lida sempre conosco quando estamos conscientemente cientes da Sua presença.
            Esta experiência da nossa atenção estar sendo direcionada para a concentração do nosso pecado pessoal é verdade na vida de todos, desde o maior dos santos até ao pior dos pecadores. Quando uma pessoa começa a subir a escada da experiência, ela pode dizer: "Eu não sei onde foi que eu errei", mas o Espírito de Deus chamará a sua atenção para alguma coisa definida e específica nela.
       O efeito da visão da santidade do Senhor sobre Isaías foi o direcionamento da sua atenção para o fato de que ele era “um homem de lábios impuros.” "E com ela [uma brasa viva] tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e purificado o teu pecado." (Isaías 6:7). O fogo purificador teve de ser aplicado onde o pecado se havia concentrado.

 Oswald Chambers
Tradução de Carlos António da Rocha

SOFRER POR CRISTO



“Se sofrermos, também com ele reinaremos.” (2Timóteo 2:12)
 Spurgeon
       SE não somos de Cristo, não devemos pensar que estamos sofrendo por Cristo e com Cristo. Amado amigo estás confiando só em Jesus? Se não, seja o que for o que tenhas de lamentar na terra, não estás com isso “sofrendo com Cristo” e não tens nenhuma esperança de reinar com Ele no Céu.
       Tampouco temos de inferir que todos os sofrimentos que o Cristão sofre, os sofre com Cristo, porquanto é essencial que ele seja chamado por Deus para sofrer. Se somos temerários e imprudentes e entramos em lugares para os quais nem a providência nem a graça nos têm preparado, devemos perguntar-nos se não estarmos, antes, pecando que tendo comunhão com Jesus.
       Se permitirmos que a paixão tome o lugar da discrição e a vontade própria reine em lugar da autoridade das Escrituras, estaremos fazendo as batalhas do Senhor com as armas do diabo e se chegarmos a cortar os nossos próprios dedos não nos devemos surpreender. Além disso, nas aflições que nos sobrevêm como consequência do pecado, não devemos sonhar que estamos sofrendo com Cristo.
       Quando Míriam falou mal de Moisés e a lepra a poluiu, ele não estava sofrendo por Deus. Aliás, o sofrimento que Deus aceita deve ter como seu fim a glória de Deus. Se eu sofro para ganhar reputação e merecer aplauso, eu não obterei outro galardão que o do Fariseu. É indispensável também que o amor a Jesus e o amor aos Seus escolhidos seja sempre a fonte principal de toda nossa paciência.
       Devemos manifestar o Espírito de Cristo em mansidão, bondade e perdão. Averiguemos e vejamos se nós verdadeiramente sofremos com Jesus. E se nós sofremos deste modo, o que é a nossa “leve e momentânea tribulação” comparada com o reinar com Ele? Oh, é tão feliz estar no forno com Cristo e tão honroso estar no pelourinho com Ele, que se não houvesse uma retribuição futura, poderíamos considerar-nos felizes com a honra presente!
       Mas, quando a recompensa é tão eterna, infinitamente muito mais do que temos direito a esperar, não tomaremos a cruz com alacridade e prosseguiremos o nosso caminho alegremente?
Tradução de Carlos António da Rocha