quarta-feira, 1 de maio de 2013

O DEUS QUE CHAMA




“... perante aquele no qual creu o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem” Romanos 4:17.
        O Deus da bíblia é o Deus que chama as coisas à existência. Ele operou assim na primeira criação e também o faz na segunda criação. Os santos de Deus precisam compreender a preciosidade desse ensino para suas vidas. Tudo o que existe veio a existir porque Deus chamou. Os bilhões e bilhões de planetas e estrelas nesse tão vastíssimo universo devem a sua existência ao Deus que ordenou e tudo se fez: “Pois Ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir” (Salmo 33:9). O nosso planeta terra mostra o resplendor da majestade do Grande Criador que imprimiu em cada coisa criada “... seu eterno poder, como também a sua própria divindade...” (Romanos 1:20).
Por que Ele chamou todas essas maravilhas à existência? A resposta Ele mesmo concede aos que O temem: “Tudo quanto aprouve ao Senhor, ele o fez, nos céus e na terra, no mar e em todos os abismos” (Salmo 135:6). E precisamos estar plenamente certos que essa gigantesca e perfeita obra desse Grande Arquiteto “... declaram a glória de Deus... e anunciam as obras de suas mãos” (Salmo 19:1). Se os poderosos e eruditos deste mundo não caem prostrados para glorificar o Grande e Perfeito criador, Sua criação está fazendo isso em toda extensão desse universo.
        Outra verdade gloriosa aparece estampada no texto, é que Ele “... chama à existência as coisas que não existem”. Nada viria a existência sem o chamado do Todo-Poderoso, “... sem Ele, nada do que foi feito se fez” (João 1:3). Antes do princípio, não houve outro princípio; antes do primeiro, não houve outro primeiro; antes do alfa, não houve outro alfa.
        Da mesma maneira o Senhor está realizando a Sua obra na nova criação. Ele opera pelo chamar. Notemos a linguagem clara daquilo que Deus está operando de forma salvadora neste mundo: “... isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (Atos 2:39); “Para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho...” (2Tessalonicenses 2:14); “Ora, o Deus de toda graça, que em Cristo vos chamou...” (1Pedro 5:10). O trabalho Dele não mudou, porquanto é Ele quem opera a fim de que Seu Nome seja glorificado ao realizar o impossível. Sua obra agora é realizada no meio dos homens. Na primeira criação a raça humana veio a existir por meio de Adão, mas agora Ele chama à existência novas criaturas em Cristo, o segundo Adão (2 Coríntios 5:17).
        A outra preciosíssima verdade que aparece, é que Ele chama à existência aquilo que não existe. Que paupérrima existência do pobre pecador neste mundo! O pecado levou a raça humana a essa condição tão vil e desprezível, levou a uma existência oca e sem qualquer valor. Que trágico destino espera aqueles que aqui vivem apenas para servir ao pecado. Mas o evangelho chama os pecadores à existência eterna. “Quem crê no Filho tem a vida eterna”. Não é mais a vida em Adão, mas sim a vida que há no Filho de Deus. Deus está operando algo inaudito, que encanta os céus e que paralisa o reino do diabo. Pelo Evangelho ele está chamando pecadores da morte para a vida (João 5:24).

O PRECIOSO SANGUE (7)




“Mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1 Pedro 1:19).

         Caro leitor, nada pode conceder livramento eterno ao perdido, a não ser o sangue; os corações tão enganosos e iludidos pelo ardiloso pecado precisam saber que não há outro caminho; os homens, dentro e fora das igrejas precisam parar de lutar na tentativa de promover sua salvação através de seus atos de justiça própria. Foi por essa razão que Pedro alertou em sua carta: “Sabendo que não foi por prata ou ouro que fostes resgatados...” (1 Pedro 1:18). Pensamos que outros meios hão de fornecer caminhos espirituais melhores; que seremos mais santificados e agradaremos mais a Deus. Quanto engano! Fora da redenção pelo sangue tudo resulta em orgulho e fracasso; tudo é dissipado pela fúria da Ira de Deus; tudo resultará em mundanismo e legalismo.

                Caro leitor precisamos saber que nada há em nós que possa agradar trazer satisfação a Deus, pois somos provenientes do pecado. Nossos pais, por mais queridos que eles foram ou são, nos geraram para um viver vão e inútil; nascemos para caminhar pelas vias  da estultices; entramos no mundo para percorrer os caminhos da loucura e escravidão. Dentro de uma religião aparentemente bela e fora de qualquer círculo religioso os homens em Adão são iguais, as diferenças são vistas por nós, mas não pelo grande e Santo Senhor.
         Veja a linguagem de Pedro no verso 18: “...fútil procedimento...”. Ó quanto essas duas palavras vêm nos humilhar! Mas, o que o homem no pecado pode oferecer a Deus? O que pode ser retirado de pureza onde só há imundície? (Jó 14:4). A natureza carnal, o velho homem em Adão precisa saber que está ligado ao pecado e à morte, é tudo abominação! Ó, caro leitor, meditemos nisso com coração profundamente contrito! Bebamos esse cálice amargo da nossa corrupção natural! Saiamos dessa esfera de vaidade, tão perigosa que tem transportado milhares ao abismo! Corramos imediatamente para o lugar de confronto com a verdade do evangelho, prostrando-nos perante o Deus de compaixão!
         Caro leitor, que saibamos que nunca houve, nem haverá qualquer geração que há de gerar santos. Não há esperança no velho homem, pois tudo dele tem que conhecer a morte e o trabalho soberano é chamar pecadores da morte para a vida (João 5:24). O evangelho conclama os homens ao lugar de desespero; toda boca deve estar fechada perante a majestosa santidade de um Deus Justo. A mensagem do evangelho faz cessar o folguedo e toda alegria banal; faz silenciar a carnalidade religiosa e desfaz toda força e preconceito, a fim de que todos os homens saibam que vieram do papai Adão e que são todos culpados (Romanos 5:21).
         A religião moderna põe sua esperança no homem, e ao firmar nessa mentira, satanás aparece imediatamente com suas propostas de um mundo melhor, mais adaptado para um viver agradável. Mas, cada vez mais o desespero aumenta, porquanto onde o homem é exaltado o ambiente fica marcado pela vileza e maldade. O Senhor Deus não está presente num ambiente onde os homens querem ao mesmo tempo exaltar a Deus e ao homem. Onde reina a vanglória humana é ali que satanás é adorado e servido; é ali que traz consigo seu “caminhão” lotado de novas e engenhosas ideias de um mundo paradisíaco. Mas, onde Deus é exaltado, a glória será unicamente Dele e o homem desce ao seu devido lugar.
         Ó, caro leitor é no desespero que podemos conhecer esse misterioso evangelho. Com coração carregado de orgulho, certamente a luz que teremos não virá do santuário, mas sim deste mundo perigoso e maligno. Quando achegamo-nos perante a verdade, mesmo com corações trêmulos, as maravilhas eternas começarão a brilhar diante de nossos olhos. Veremos que foi pela graça que Ele nos escolheu no Amado, antes da fundação do mundo (Efésios 1:4); que foi o amor do Cordeiro que O impulsionou a ir até à cruz, a fim de se entregar ali, para resgatar pecadores culpados, condenados, réus do fogo eterno, a fim de levá-los para Seu reino eterno de glória!

QUEM SÃO OS VERDADEIROS CRENTES (1)




“E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5:24)
INTRODUÇÃO:
         Querido leitor, meu coração regozija em poder transmitir a mensagem santa do evangelho da glória de Cristo. Plenamente convicto estou de que a Palavra inspirada é suficiente nela mesma para realizar o trabalho de glorificar a Deus, na edificação do Seu povo, na salvação dos perdidos e revelação do Seu terrível juízo aos que perecem. Por essa razão trago o verso de Gálatas 5:24, a fim de que possamos juntos examinar um tema tão importante para o momento pelo qual estamos passando. Vivemos dias extremamente perigosos, são os dias que Paulo afirma que são difíceis de domar (tradução literal de 2 Timóteo 3:1).
         O mais ardiloso trabalho de satanás neste mundo é trazer confusão às mentes no tocante as verdade bíblicas reveladas. Todas as suas mentiras aparecem adornadas de verdades. Creio que essa é a mais poderosa estratégia do pai da mentira, e ele faz com que as multidões pensem que todos são pertencentes a Deus, que todos transitam pelo mesmo caminho e que finalmente todos chegarão ao céu.
         Nossos dias estão carregados dessa atmosfera ecumênica. No afã de ter igrejas cheias, muitos pastores aderiram a padrões mundanos e retiraram dos cultos a pregação que realmente mostra a diferença. Com tristeza vejo que a alegria banal, a festa pagã e a paz com o pecado já fazem parte dos cultos modernos, como efeito dessa terrível e abominável apostasia. Falsos mestres proclamam às multidões que todos são pertencentes a Deus; que Deus é solidário com todos e que seus problemas materiais serão resolvidos, caso tenham fé nesse Deus. Hoje os sentimentos mundanos e carnais predominam os cultos. Não há mais a mensagem que mostra que há uma linha divisória entre Deus e o pecado; entre os verdadeiros crentes e os que não são; entre o céu e o inferno, etc.
         Então, diante dessa situação espiritualmente enferma pela qual passa a igreja do Senhor em nossos dias, preciso ocupar-me em pregar aquilo que preciso ser anunciado. Preciso proclamar a todos que há diferença. A Palavra  inspirada proclama que Deus é Deus de um povo especial, de um povo chamado por Ele para ser povo santo (1Pedro 1:15), exclusivamente Dele (Tito 2:14); um povo comprado com sangue do Cordeiro (1Pedro 1:19).
         Caro leitor, poderia gastar muito tempo para provar em toda Escritura essa imensa diferença. Mas quero tomar o pequeno verso de Gálatas 5:24: “Os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. Veja bem esse incrível verso, porquanto nele está tudo aquilo que precisamos saber a respeito do tema que passo agora a tratar: Quem são os verdadeiros crentes. Grande é minha expectativa em poder servir aos meus leitores, mas sei que esse tema será gracioso somente aos corações que amam a verdade bíblica, que se aproximam da luz celestial.
         Quem são os verdadeiros crentes? Ora, onde devemos procurá-lo? A sociedade hoje está cheia de evangélicos, mas não de crentes. O mundo está carregado de homens e mulheres que oram, cantam, erguem as mãos proclamando louvores a Deus, fazem passeatas para Jesus, testemunham acerca de bênçãos materiais obtidas mediante a fé. Mas não são crentes, são evangélicos. Não é esse o modo de descobrir quais são os verdadeiros santos de Deus. Voltemos para Gálatas, porque ali Paulo mostra o diferencial: “Os que são de Cristo crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências”!
         Não devemos mudar a mensagem; não devemos adocicá-la com os gostos e opiniões dos homens. Não devemos tornar o caminho mais aconchegante para os corações desobedientes. Os verdadeiros crentes são pertencentes a Cristo: “Os que são de Cristo...”. Essa é a mensagem do evangelho!

O ATAQUE DA INCREDULIDADE




        “Sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre.” Jó 2:9.
                Uma cascavel jamais fará dano a qualquer pessoa se não for molestada, assim também é a incredulidade que habita num coração não regenerado. A perversa incredulidade do coração pode permanecer por muito tempo encoberta pela prosperidade material. Foi assim com a mulher de Jó. Durante o período de conforto e abastança, nada indicava que ela não participava também da fé de seu marido. Era uma crente enquanto sua crença era regada pelos favores provenientes de Deus. A incredulidade parece ser crente, que ama e adora a Deus. Mas isso somente enquanto sente a tranqüilidade e a calma de um viver sossegado e bom neste mundo. Quando a tempestade sobrevém, a incredulidade aparece para atacar a fé genuína e revelar seu desprezo a Deus no Seu sistema sábio de governar o viver dos Seus santos.
        Notemos o insidioso ataque da incredulidade daquela mulher, desferido contra a fé genuína do seu marido, o qual sofria tremendamente ante as tragédias ocorridas na perda de seus bens, filhos e saúde. Primeiramente, ela ataca a fé de Jó tentando derribá-la da sua fidelidade a Deus: “... Ainda conservas a tua integridade?...”. A fé natural nunca pode chegar ao patamar onde somente aquele que é espiritual chega. A fé natural fica lá em baixo contemplando o gigante e inabalável crente lá em cima.
Satanás chegou para empurrar com violência a integridade do homem de Deus, mas sem qualquer êxito. A esposa de Jó estava sendo uma arma a mais, nas mãos do tentador, na tentativa de ver fracassada a obra da Graça na vida daquele, em cujo coração Deus começou Sua Grande obra e estava apenas aperfeiçoando. Todos os verdadeiros crentes enfrentam as perseguições provenientes daqueles que não foram salvos. O mundo inteiro se abriga num só coração incrédulo para desferir seu ódio mortal contra um santo de Deus.
Em segundo lugar vemos o ataque da incredulidade contra a piedade de Jó: “... Amaldiçoa a Deus...”. A fé provada e aprovada manterá sua atitude de adoração a Deus. Há de glorificá-Lo em toda e qualquer situação. A incredulidade, entretanto, odeia a glória de Deus. O homem natural gosta dos favores de Deus naturais de Deus; gosta do conforto proveniente de Sua bondade. Pode orar, mas sempre direcionando na busca de mais e mais prosperidade, de uma mesa farta. Mas não pode adorar a Deus. Adoração não é mero levantar as mãos e sentir emoções em cultos. Aquela mulher estava irada contra Deus. O aperto do sofrimento redundou num veneno mortífero e ela almejava que seu marido estivesse participando com ela de sua revolta contra Deus. Ela queria realizar o culto da revolta, não de ações de graças como o crente Jó.
Finalmente, a incredulidade daquela mulher mostrou seu desejo de apagar a fé de uma vez para sempre: “... e morre...”. Não é assim que pensa e age o homem natural? Ela mesma não queria morrer. A fé daquele homem de Deus brilhava demais para ela; era uma luz mui gloriosa que cegava sua visão terrena e egoísta. Era preciso apagar a fé que cultuava a Deus e que trazia a honra e a glória de Deus para o mundo naqueles dias. A incredulidade queria quebrar aquela lâmpada que estava brilhando muito no meio daquela escuridão de sofrimento e aparente incerteza.
Amigo leitor, aquilo que você fala que é fé e confiança em Deus, é revelado no meio das provas, a fim de que seja revelado se veio de Deus ou é apenas algo de um coração rebelde e ganancioso.

PARA NOS DESARRAIGAR




“O qual se entregou a Si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perversos, segundo a vontade de nosso Deus e Pai” Gálatas 1:4
                Neste verso Paulo define bem um dos propósitos da morte de nosso Senhor ali na cruz do calvário em favor do Seu povo: “para nos desarraigar deste mundo perverso...”. A tradução corrigida apresenta uma linguagem mais acurada com o original: “...deste presente século mau...”. A palavra traduzida “desarraigar” significa literalmente: “arrancar pela raiz” . Paulo vai estender esse assunto em todo seu percurso por essa maravilhosa carta.
          Os crentes da galácia estavam se afastando do evangelho da graça pregado por Paulo para os costumes da lei de Moisés ensinados a eles por judeus que ali se intrometeram a fim de afastar os santos de Deus da verdade. Logo de início Paulo mostra que o propósito de Cristo com sua morte na cruz não foi somente salvar os crentes da perdição eterna. O propósito da Graça salvadora era para dar aos santos plena vitória contra o poder do pecado dia após dia neste mundo. Isso é o que significa “desarraigar deste presente século mau”. O que a lei nunca pode fazer e jamais o fará, nosso Senhor já conquistou para Seu povo na cruz.
                Santos de Deus, eis aí nosso triunfo para nosso viver dia após dia. Não existe neste mundo qualquer poder contra o pecado. Não existem regras, nem igrejas, nem força capaz de conceder aos pecadores qualquer triunfo contra o tremendo poder do pecado, do mundo e do diabo. Cristo conquistou para cada genuíno crente, pois Ele se entregou ali na cruz para nos desarraigar deste presente século mau. Paulo exemplifica na sua própria vida: “Já estou crucificado com Cristo, e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim...” (2:20).
                     Com estas palavras ele desdenha dos insidiosos ataques de satanás e dos terrores da justa e santa lei. Ele vai mais longe ao desferir um tremendo golpe contra a força descomunal da carne ao dizer: “Os que são de Cristo crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (5:24). Finalmente vem um tremendo soco na face do orgulhoso e vaidoso mundo: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”.
                Santos de Deus será que essa verdade tem chegado à morada de seus corações? Ela é bem-vinda aos seus ouvidos? Nada deste mundo, nada de nós mesmos, nada das invencionices dos homens pode nos tornar mais fortes e vitoriosos. Tudo foi conquistado por nosso Senhor na cruz para nosso viver triunfante.  Acheguemo-nos a essas verdades registradas com toda avidez para vivermos nas delícias da suficiência da Graça.

Certamente eu vou no caminho da cruz
Com resolução andar

É desejo meu de gozar no céu

Essa herança que Cristo