sábado, 2 de fevereiro de 2013

AS TRISTES CONSEQUÊNCIAS DE AFASTAR-SE DE DEUS (19)




“A tua malícia te castigará, e as tuas apostasias te repreenderão; sabe, pois, e vê, que má e amarga coisa é o teres deixado o Senhor teu Deus, e o não haver em ti o temor de mim, diz o Senhor Deus dos exércitos” (Jeremias 2:19)
O CONFRONTO COM O SENHOR DOS EXÉRCITOS: “...diz o Senhor dos exércitos”
         Prezado leitor, somente o Deus de compaixão para revelar aos que se desviam a terrível escuridão que lhes aguarda, por terem abandonado a fonte de toda bênção. Sinto-me tão triste por saber que meus argumentos são tão frágeis na tentativa de ajudar meus leitores. Mas, minha confiança não está nas pobres palavras as quais formam meus argumentos. Deus há de honrar sempre a Palavra Dele! Meu trabalho consiste em ser fiel na exposição daquilo que está escrito, a fim de que o Nome do Senhor seja proclamado em glória no meio dessa fumaça de apostasia.
         O trabalho final em torno desse tema é mostrar aos meus leitores que a prova de toda apostasia está num coração ausente de temor: “...e o não teres o temor de mim...”. O homem que não teme o Senhor jamais andará pelo caminho de santidade e pureza. Não há organização humana que possa mudar o coração do homem, porque nascido no pecado sua disposição é persistir, continuar na rebelião contra Deus, mesmo que esteja cercado das luzes da verdade bíblica. O coração do homem é um santuário secreto do mal e ali ninguém pode penetrar, a não ser o Senhor, conforme Ele mesmo diz: “Eu, o Senhor, esquadrinho a mente, eu provo o coração...” (Jeremias 17:10).
         Tenho um argumento a mais na tentativa de fazer com que aqueles que estão se desviando do Senhor volte humildemente para Seus santos e retos caminhos. Meu argumento final baseia-se na impossibilidade de contestar-se contra o Senhor: “...diz o Senhor dos exércitos”, justamente porque no texto o Senhor se apresenta como o Senhor dos exércitos. Veja, caro leitor, como Israel recusava a face de misericórdia do Senhor, mas estava correndo em direção ao  juízo. Eles desconheciam o Deus verdadeiro; eles O comparavam com seus abomináveis ídolos e não sabia que quando os homens se armam contra o Senhor vão ter que encará-Lo como o Senhor dos exércitos.
         Os profetas do Senhor anunciavam o perigoso caminho pelo qual a nação se enveredava; eles avisavam fielmente que o Senhor já tinha chamado uma nação poderosa; que os babilônios estavam chegando, armados e bem preparados trazendo a vingança do Senhor. Nabucodonosor era um servo de Jeová e seu exército cruel era o exército do Senhor que cumpriria os propósitos Dele em castigar aquele povo. O exército babilônico seria a espada do Senhor; seria o martelo punitivo de Deus; viria com furor e sem qualquer misericórdia contra adultos e crianças, porque foram advertidos e não se arrependeram de suas maldades. A nação estava encharcada de idolatria e essa prática maligna afundou o povo em maldades praticadas uns contra os outros (Ezequiel 22).
         Caro leitor, a mensagem do evangelho vem anunciar que o Senhor não mudou; que Ele tem Exércitos e são numerosíssimos. Note bem que a palavra “exército” está no plural, indicando que todos os exércitos de animais, de homens e de anjos estão à Sua disposição. A mensagem do evangelho chega para advertir os homens dos terríveis perigos que encontrarão no final do caminho errado que tomaram. O Deus de amor que aparece cheio de compaixão é o mesmo Senhor que aparece no final do caminho errado que os pecadores tomaram. O mesmo Deus que chega para usar de misericórdia com aqueles que se humilham e se arrependem, é o mesmo Deus que também endurece os corações de homens e mulheres que se obstinam em andar na teimosia de seus corações.
         Caro leitor, não há amigo como o Senhor, mas também não há inimigo como Ele. Não há felicidade comparável ao Seu amor, mas também não há terror que seja comparado à Sua Ira.

A VERDADEIRA FELICIDADE (31)




 “Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no Senhor a misericórdia o assistirá” Salmo 32:10.
APRESENTAÇÃO DO HOMEM FELIZ E O HOMEM INFELIZ
         Caro leitor, prossigamos na busca de um entendimento mais profundo acerca da condição do homem ímpio, porque no verso o Espírito de Deus afirma que o ímpio há de curtir muito sofrimento. Se não entendermos a vida do ponto de vista da Palavra de Deus, certamente a confusão do pecado ofuscará nossa mente e viveremos impressionados com o sistema mundano de vida, achando que o viver dos ímpios é a melhor filosofia de vida, que está acima daquilo que Deus apresenta em Cristo. O Salmo 73 tem muito a nos ensinar acerca disso, a fim de mostrar que, se o crente encarar a proposta mundana de vida ele há de enfraquecer na fé e viver miseravelmente neste mundo. Ali o salmista viu que o ímpio vivia melhor do que ele, pois tinha todo tipo de prosperidade, enquanto ele como um crente estava enfrentando muitos problemas, justamente porque desviou seu olhar de fé para seu Deus, a fim de contemplar o viver mundano e aparentemente feliz do ímpio.
         Sem delongas quero esforçar-me em mostrar o que significa o sofrimento do ímpio nesta vida, conforme vemos no texto: “Muito sofrimento terá de curtir o ímpio...”. Veremos agora como o ímpio enfrenta o sofrimento durante seu viver terreno, o que muitas vezes está encoberto aos nossos olhos. Creio que basta uma lembrança de nossa vida no pecado para que recordemos como vivíamos na desgraça, achando que habitávamos sob o teto da felicidade. Em primeiro lugar digo e afirmo que o desconhecimento das realidades espirituais traz miséria ao ímpio. Nosso Senhor preveniu Seus discípulos acerca daquilo que eles enfrentariam enquanto estivessem no mundo: “...No mundo tereis aflições.... Tomemos essa declaração e ocupemo-nos com o viver de alguém que vive “...sem Deus no mundo” (Efésios 2:12). A ausência do conhecimento de Deus, de Sua soberania, seu reino glorioso no céu e na terra traz insegurança e terror no viver. Por exemplo, há uma expectativa de terror quando Deus mexe com as leis da natureza. O ímpio monta sua felicidade sobre a hipótese de que a vida seguirá em sua normalidade. Para Coré, Datã e Abirão a vida era normal e que nenhum sinal havia de juízo. Eles estavam sentindo segurança na rebelião promovida contra Moisés e Arão, mas quando a terra fendeu debaixo de seus pés, o terror veio de sobressalto contra eles e partiram em gritos para o abismo (Números 16).
         Caro leitor, basta que Deus mexa um pouco, sacudindo a frágil estrutura do viver do ímpio para que o terror apareça como um assaltante. Temos a chuva como um bem precioso para nossa vida, mas bastou que Deus retirasse a chuva por três anos e meio nos dias de Elias, para que abalasse o reinado do miserável e perverso Acabe (1Reis 17). Mas, também as muitas águas chegam para trazer sofrimento e morte aos homens, como temos visto a respeito de tantas tragédias ocorridas em muitos lugares. Na incredulidade os homens pensam que não irão acontecer essas coisas e quando acontecem eles não conseguem olhar para cima, a fim de saber quem foi que suscitou tais calamidades (Isaías 22:11). Nenhuma catástrofe pode humilhar e levar o homem no pecado a render glórias e graças ao Todo-Poderoso. Notemos bem que as pragas no Egito abalaram Faraó depois que percebera que não havia poder em suas mãos para detê-las. Mas, mesmo cercado pelas agruras que abalavam seu reinado de escravidão, seu coração ficou detido pela dureza e ódio contra Deus, até que o monarca desceu para o mar vermelho onde foi sepultado com seu exército.
         Não posso encerrar meus argumentos em torno dessa verdade revelada sem, contudo mostrar aos meus leitores que o caminho da felicidade está aberto. Por que viver embalado no orgulho? Por que não humilhar-se e correr para Aquele que na cruz conquistou maravilhosa e eterna redenção para almas condenadas? Meu amigo invoque agora o Nome desse Salvador bendito! Clame agora enquanto Ele está perto e pronto para salvar o perdido!

“QUEM SÃO OS VERDADEIROS CRENTES” (12)




                   “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. (Gálatas 5:24).
O MODO DE VIDA (cont.): “...crucificaram a carne...”
         Prezado leitor, vamos prosseguir meditando nessa incrível e misteriosa declaração de Paulo a respeito dos verdadeiros crentes: “...crucificaram a carne...”. A luta de satanás é intensa na tentativa de imitar a Deus expondo no mundo um modelo de cristianismo parecido com o verdadeiro, mas que não passa de obra da carne, fruto das atividades provenientes dos homens em sua revolta contra Deus e contra Seus santos caminhos. Quanto mais aumenta a iniquidade, mais religiosos os homens se tornam na aparência.
         Mas, a Palavra de Deus mostra os verdadeiros crentes como um povo ligado a Cristo pela perfeita justiça (2 Coríntios 5:21); santificados Nele e feitos filhos de Deus pelo novo nascimento (1 Pedro 1:23). Veja caro leitor, que há uma mudança no coração; veja que algo ocorre no novo homem, que passa a habitar nele o temor ao Senhor. Ora, isso já mostrei aos meus leitores e provei com argumentos bíblicos.
         Então, tendo essas verdades perante nossos olhos, segue-se que os verdadeiros crentes vivem pela fé (Habacuque 2:4), não pelos sentimentos, não por aquilo que os homens pensam e acham que é conveniente aos seus próprios conceitos de vida religiosa. Os verdadeiros crentes seguem estribados na verdade bíblica e andam pelo caminho da verdade revelada e documentada. Os verdadeiros crentes não inventam um novo método de vida. Salvos na justiça de Cristo, a nova natureza faz com que eles andem pelas veredas da justiça (Salmo 23:2), da retidão, do respeito ao próximo, de uma boa consciência diante de Deus e dos homens. Acima de tudo, os verdadeiros crentes anelam glorificar a Cristo no viver. Não é algo da aparência, mas sim do coração; não é algo de meras palavras, mas sim de um temor reverente. Não são crentes que mostram um fervor nos cultos, mas ignoram a santidade e o amor genuíno no lar e na sociedade.
         Agora minha tarefa consiste em mostra como é que procedem os crentes em relação a carne. Toda nossa ignorância quanto ao viver de um salvo neste mundo consiste em ignorar os detalhes mostrados com clareza na comunicação bíblica de Deus com Seu povo. Os santos de Deus não são levados por rigores ascéticos, conforme vemos em tantas religiões. Os verdadeiros crentes não se isolam da sociedade, eles estão no mundo, sem que se tornem partícipes do mundo. Positivamente, os santos de Deus são os verdadeiros homens e mulheres que realmente vivem como toda população mundial deveria viver. O verdadeiro significado da vida é glorificar a Deus em cada detalhe do nosso viver. Fora disso é peregrinar no mundo sem rumo e sem qualquer propósito eterno.
          Caro leitor olhemos bem a diferença entre os que pertencem a Cristo e os mundanos. Percebe-se que ambos vão em direções opostas. Os santos e fieis marcham valorosa e firmemente para os céus, enquanto os não salvos descem rumo à perdição. Os salvos caminham na certeza, não obstante as lutas e dificuldades achadas no caminho estreito. Mas estão convictos que andam rumo ao lar, que marcham em direção ao portão da Nova Jerusalém. Os não salvos se aglomeram no caminho largo e se divertem na facilidade dessa descida em plena escuridão: “...não sabem eles em que tropeçam” (Provérbios 4:19).
         O que acontece com os verdadeiros crentes é que eles caminham na força da graça. São levados de força em força, de glória em glória, de pouca luz, para uma forte e mais clara luz à medida que avançam. O novo homem em Cristo é fortalecido no coração e é perseverante na fé e no amor ao Senhor. Há em seu coração humildade e dependência de Deus. Mas os homens no pecado são arrastados pela enganosidade do pecado; escorregam rumo aos terrores eternos e antes que a morte chegue sonham com o mundo ainda mais agradável às suas ambições carnais.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

“A MAIS LETAL IGNORÂNCIA” (2)




                “Por isso vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (João 8:24).
         Caro leitor tomemos este texto tão revelador e tão profundo das verdades salvadoras, a fim de conhecermos não somente os perigos que envolvem as almas que ignoram a salvação, como também para que conheçamos a grande infinita desse grande Salvador. Vemos no cap. 8 de João que aqueles judeus, tão compenetrados no conhecimento das Escrituras estavam cegos; eles tinham olhos de águias em questões religiosas; sobrevoavam sobre uma mina de ouro da maravilhosa e eterna salvação, sem, contudo vê-la. Estava perante eles o Filho de Deus, mas a cegueira espiritual impedia de que eles enxergassem essa gloriosa presença. Tinham bem perto deles o próprio Jeová encarnado; podiam tocar naquele diante de cuja presença Moisés fugiu e Daniel atemorizado caiu por terra, como morto.
         Seus olhos eram os olhos físicos, equipados apenas com recursos naturais; nada podiam compreender além desta esfera passageira; viam e compreendiam as coisas do ponto de vista político e a religião deles não passava de uma teologia travestida de recursos humanos; queriam apenas a satisfação carnal e não eterna. Então, o Senhor da glória, o precioso Filho de Deus estava perante eles, mas sua glória estava encoberta pela sua humanidade, e mesmo assim essa humanidade nada tinha das atrações físicas e sociais, as quais tanto chamam a atenção da carne. Estavam carregados de suas vaidades e queriam correr atrás de seus ventos religiosos, por essa razão nada queriam com aquele Nazareno, segundo eles filho de José. Estavam prontos a pegar pedras e executar o Senhor, achando que estariam assim cumprindo a lei, sem saber que eram réus do pecado de blasfêmias e que o próprio legislador estava perante a face deles. Obvio, vemos o Senhor bondoso, carregado dessa infinita compaixão; não veio para atirar pedras nas multidões, mas sim para sofrer, agir como um cordeiro mudo. Mas, Sua mudez não impedia Sua autêntica e fiel pregação, pois aquela multidão precisava saber da verdade.
         Para mostrar que eles carregavam consigo a mais letal ignorância, o Senhor de fato confrontou aqueles judeus. Quem eles viam? Viam um Jesus humano, viam a aparência, rejeitavam aquele que se manifestou aos homens como “raiz de uma terra seca” (Isaías 53:2), cuja presença física nada era desejável aos corações mundanos. Quando o primeiro rei de Israel, Saul foi apresentado ao povo, ele era fisicamente desejável à população incrédula e obstinada. Saul era realmente belo na aparência e altura, mas o Senhor não olha aparência, pois Ele vê o coração (1 Samuel 16). Foi assim a atitude dos judeus no tocante ao Senhor, pois a divindade almejada por eles em nada era diferente dos outros povos pagãos.
         Eles, também mostravam discriminação social. Cristo nasceu numa família pobre e foi criado numa cidade pequena e sem importância. Cristo foi desprovido de qualquer elemento favorável aos sentimentos naturais. Desde Seu nascimento até à cruz foi assim. Sua presença neste mundo foi marcada pela Sua profunda humilhação; entrou aqui para sofrer e de fato foi um homem de dores (Isaías 53:3); para cumprir Sua obra deixou de lado todos os Seus poderes da divindade; Seu coração era completamente submisso à vontade do Pai celestial e agiu obedientemente, submetendo-se ao Espírito Santo.
         Caro leitor, os homens são iguais, não importa se são religiosos, ou não; se são mais educados e tratáveis do que outros. Todos estão na ignorância espiritual, conforme afirma Paulo: “Não há ninguém que entenda...” (Romanos 3:11). A Palavra de Deus nas mãos de homens não salvos, não passa de um livro carregado de superstições; Cristo é visto como um benzedor, distribuidor de bênçãos materiais e um pugilista que luta contra demônios. Os homens no pecado são assim e quando a verdade chega estão prontos a fugir da verdade. Foi assim com os judeus, é assim em nossos dias, pois os homens no pecado odeiam o Senhor da glória. Não há outro meio para que o Senhor da glória seja aceito no coração, a não ser quando o Senhor de compaixão visita os pecadores para salvá-los. Quando Ele compadece e chama, homens e mulheres são atraídos pela força da graça e, de fato clamam e invocam Seu Nome para serem salvos!

SÊ, POIS, ZELOSO E ARREPENDE-TE (14)




“Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te”Apocalipse 3:19)
         Caro leitor estou chegando ao término dos comentários nesse verso e nesse tema: “Sê, pois, zeloso e arrepende-te”. Mas creio que preciso ser bem enfático naquilo que nosso Senhor mostra urgência aos corações não arrependidos, pois Ele mesmo ordena aos falsos crentes, que eles sejam zelosos na busca pelo arrependimento. Pelo fato que quase não vemos mensagens que impulsionam os homens e mulheres modernos ao arrependimento, certamente preciso mostrar tal verdade aos meus leitores. Esse momento de calma, sossego e bem-estar precisa ser sacudido pelos gritos da pregação; essa sensação de prazer e conforto mundano deve ser revelado como um perigoso esquema mundano, preparado pelo príncipe das trevas, a fim de que os pecadores possam curtir uma paz venenosíssima e letal às almas. Então, farei de tudo para que pecadores se arrependam agora mesmo e corram para Cristo; que eles vejam as ciladas de satanás, deixando de lado o semblante disfarçado desse cristo mundano, a fim de buscar Aquele que na cruz se entregou para salvar perdidos da Ira justa e santa que paira sobre suas cabeças (João 3:36).
         Caro leitor, veja que a paz que você diz estar sentindo, pode não ser a paz que vem pelo sangue, mas sim a enganosa e pervertida paz mundana. Nunca esqueça que satanás fabrica suas imitações teológicas bem no fundo do quintal dele. Os produtos religiosos dele vêm até você como se fossem enviados do céu e trajados de belas cores bíblicas. Não descanse, caro amigo enquanto não estiver certo que seu coração foi ao Senhor em contrição, em sincero arrependimento, sem que houve qualquer malícia, manipulação e desejos vaidosos ocultos. O Senhor está perto de corações humilhados, de homens que invocam Seu Nome. Se você aproximou-se do Salvador, certamente foi obra do Espírito Santo através da Pregação da Palavra da verdade.
         Também, cuidado com as manipulações dos homens, pois determinados pregadores são hábeis em atrair homens, eles querem contar quantos peixes entraram no seu aquário. Alguns são espertos, porque querem ver quantas moedas podem ser achadas nas bocas dos peixes fisgados por eles. Caro leitor, cuide em saber que você está perante a pregação da verdade bíblica, pois a Palavra de Deus há de glorificar a Cristo, e não o homem. Se você percorre o caminho certo em busca da verdade, certamente há de achar, pois a promessa é clara que os que buscam o Salvador hão de achar: “Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscares de todo vosso coração” (Jeremias 29:13).
         Nunca esqueça, caro leitor que nós estamos a peregrinar pelo mundo e que este lugar é o império do mal, onde satanás reina como deus (2 Coríntios 4:4). Ignorar isso é uma atitude perigosíssima. Também é bom que saibamos que as maldades e perversidades deste mundo resultam da nossa culpa; fomos nós que desobedecemos a Deus lá no Éden e quebrantamo-nos diante da linda voz da serpente; e esse sibilar ainda sussurra bem aos ouvidos endurecidos. Saiba, caro leitor, que o este mundo está coberto de trevas e que não há possibilidade de ver a realidade daquilo que está acontecendo. O pai da mentira mantém tudo sob sigilo, nem os mais sábios e poderosos deste mundo conseguem ver o que está ocorrendo. Mas a Palavra de Deus tudo revela e mostra aos homens com clareza o caminho certo rumo ao céu.
         Portanto, ó amigo, agora é a ocasião certa para seu arrependimento. Não dê descanso à sua alma, até que esteja perante o Salvador! Não dê descanso à sua mente, até que a verdade revelada tenha chegado e ocupado seu ser! Não tenha medo de ser humilhado; não permita que haja qualquer pontinho de vaidade ou soberba no coração, isso lhe afastará do caminho certo. Não descanse até que a confissão brote em seus lábios, e que você invoque agora o Nome do Senhor para ser salvo (Romanos 10:13).