sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

“QUEM SÃO OS VERDADEIROS CRENTES” (11)




                   “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. (Gálatas 5:24).
O MODO DE VIDA (cont.): “...crucificaram a carne...”
         Caro leitor convido-lhe a examinar as maravilhas da graça salvadora nessa profunda declaração de Paulo a respeito dos verdadeiros crentes. Ele afirma que eles “...crucificaram a carne...”. Ouso aprofundar o pouco mais esse ensino, justamente porque estamos vendo como tem avançado a falsificação evangélica em nossos dias. O verdadeiro evangelho não é um convite para que os pecadores venham a tomar uma decisão de ir para o céu; não apresenta um Deus patético, à espera de uma vontade positiva dos homens em relação a Cristo. A mensagem de salvação vem aos pecadores com o poder transformador da graça. Cristo veio ao mundo para arrancar homens e mulheres desse sistema mundano e maligno (Gálatas 1:4)! Cristo se manifestou para destruir as obras do diabo (1 João 3:8)! Cristo jamais foi nem será ministro do pecado, dando garantia de salvação aos que amam e vivem na iniquidade e que desprezam um viver em santidade, pureza e justiça.
         Caro leitor, na conversão a alma é transportada até o Salvador e Senhor! Quando a graça opera há naturalmente uma reação do velho homem contra a retidão e justiça de Cristo. Homens e mulheres encontram com Cristo quando são achados no território do arrependimento; quando enxergam sua miséria e merecimento no castigo eterno. Homens e mulheres não fogem quando a espada do Espírito chega por meio da pregação para penetrar no duro coração, queimar a soberba e esmagar o domínio das trevas residentes ali.
         Caro leitor, jamais existirá no homem a novidade de vida sem a realidade da cruz no viver. Ninguém entenderá o real significado de viver por Cristo aqui e andar com Ele para céu sem a compreensão no íntimo de que “...os que são de Cristo crucificaram a carne...”. Como pode andar em santidade de vida, se não houve o desligamento do velho homem? Como alguém poderá amar a Cristo e ainda ter prazer em suas idolatrias e mundanismo? Como desejará o céu se o coração ainda está agarrado aos prazeres deste sistema oco e maligno do presente século? Como poderá servir ao Rei dos reis e Senhor dos senhores, se ainda tem prazer em ouvir a encantada voz da serpente convidando-lhe para os prazeres de Sodoma?
         Prossigo em afirmar que o evangelho muda o coração do salvo. Veja o que ocorreu após a poderosa mensagem de Pedro no dia de Pentecoste, resultando na conversão de quase três mil homens: “Em cada alma havia temor...” (Atos 2:43). Pedro não pregou uma mensagem social; Pedro não apontou Cristo como alguém para solucionar os problemas deles. Pedro tomou o livro do profeta Joel e mostrou àquele povo a culpa deles na crucificação de Cristo. Pedro claramente mostrou-lhes que eram tão culpados quanto Pilatos, Herodes e os soldados perversos. Pedro deixou bem claro a respeito de um Deus soberano, o qual usou a crueldade daqueles homens a fim de cumprir Seus propósitos eternos na morte e na ressurreição do Filho. Em tudo a mensagem de Pedro golpeou o ego daqueles fanáticos cegos. Em tudo a mensagem de Pedro glorificou e exaltou o Senhor Deus.
         Caro leitor, quanto desejo que seus olhos estejam realmente abertos diante da verdade! Veja bem, o salvo caminha pela via iluminada da graça revelada na Palavra: “...a vereda do justo é como a luz da aurora...” (Provérbios 4:18). Cristo é o Senhor no viver do salvo. Não há mais lugar para um viver cheio de soberba. Desponta-se agora a fé que se curva em submissão ao Rei. Há também aceitação da liderança do Senhor e nessa liderança amorosa há disciplina e crescimento na graça.
Foi um novo nascimento, honra e glória ao Redentor
Ele deu-me luz e vida, santidade e Seu amor!

A VERDADEIRA FELICIDADE (30)




 “Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no Senhor a misericórdia o assistirá” Salmo 32:10.
APRESENTAÇÃO DO HOMEM FELIZ E O HOMEM INFELIZ
         Prezado leitor, quão terrível é o engano do pecado no coração! Milhares de homens e mulheres caminham neste mundo na ilusão de que encontrarão o paraíso aqui! Eles não percebem o começo e o final da jornada da peregrinação terrena. Na meditação anterior pude mostrar como o pecado alimenta o engano de que a real felicidade é achada neste império do mal. Permita-me continuar ampliando esse assunto que considero tão importante, na expectativa de levar a verdadeira luz aos que andam nas trevas.
         Digo mais que há uma paixão no pecado que leva o homem à busca de maior sensação de felicidade. Vemos essa verdade estampada no cap. 1 da carta aos Romanos, a partir do verso 18. Paulo mostra o perigoso caminho onde percorrem milhões ignorando a Deus; recusando dar a Ele a honra e a glória; que eles estão perante a glória de Deus vista na criação, mas que recusam propositalmente dar glórias ao glorioso criador. Depois vemos como Deus age com os ímpios entregando-os à corrupção de seus corpos e às práticas abomináveis cometidas entre eles. É nessas práticas que os homens pensam que estão experimentando a felicidade, mas, percebe-se que eles nunca estão satisfeitos e que correm em busca de maiores sensações achados nos prazeres sensuais. O relato a respeito dos moradores de Sodoma e Gomorra exemplifica onde os homens podem chegar em suas orgias e prazeres e como Deus executa Seu juízo contra essas abominações praticadas no mundo inteiro.
         Afirmo também que o mundo organizado promove uma sensação de felicidade. A palavra “mundo” vem do termo grego “kosmos” que significa algo organizado (é desse termo que veio nosso vocábulo “cosmético”), e o mundo realmente é. Vemos como o mundo funciona de forma bem organizada em  três áreas: na sua força, na sua sabedoria e na riqueza. Na sua força o mundo proporciona aos homens suas leis por meio de políticos e outros meios usados por líderes cruéis que dominam os povos. Através da sua sabedoria o mundo concede às multidões suas filosofias e até mesmo seus suas idéias religiosas. E com sua riqueza o mundo declara aos homens que eles terão tudo o que precisam de comida, conforto e entretenimentos. Ora, isso dá aos ímpios uma confiança carnal; certa tranqüilidade no viver; passa a idéia de que não há ponto final nesta vida e que sempre haverá um amanhã melhor.
        Veja como os israelitas rebeldes recusavam prosseguir sob o comando de Deus, porque queriam voltar, descer para o vale egípcio (Números 14). Mesmo vivendo debaixo de intensa escravidão, para eles a felicidade consistia na comida, na festa e na enganosa liberdade achadas no Egito. Para eles não havia felicidade em Deus, porque queriam agradar a carne, fazendo o que queriam em todos os aspectos da vida. O caminho de Deus para eles era cruel; a liderança divina era amarga para a natureza corrompida; a provisão do Senhor jamais satisfazia suas ambições, porque queriam algo mais.
        Caro leitor, pude apresentar uma visão panorâmica da felicidade que os ímpios tanto buscam neste mundo. Ó, que todo meu esforço resulte em Deus abrir os olhos de milhares! Que o Senhor use de misericórdia, fazendo com que homens e mulheres enxerguem que estão palmilhando caminhos perigosíssimos! Que estão sendo iludidos e enlaçados pelo pai da mentira! Que vejam que sem o sangue de Cristo estão debaixo da Ira justa e santa de Deus! Que corram para a cruz e invoquem o Nome do Salvador bendito e sejam eternamente livres deste império do mal!

AS TRISTES CONSEQUÊNCIAS DE AFASTAR-SE DE DEUS (18)




“A tua malícia te castigará, e as tuas apostasias te repreenderão; sabe, pois, e vê, que má e amarga coisa é o teres deixado o Senhor teu Deus, e o não haver em ti o temor de mim, diz o Senhor Deus dos exércitos” (Jeremias 2:19)
O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA APOSTASIA: “...teres   deixado o Senhor...”
         Caro leitor, na frase final Deus prova o desvio do povo de Israel pelo retrato falado do coração: “...e o não teres o temor de mim...”. Onde está o problema do homem? A resposta é simples e categórica: “No coração”. O mundo enganador procura mostrar que o problema é por fora; os falsos mestres curam superficialmente a infecção do coração, dando “aspirinas” ao povo. Mas, eis que o grande Senhor chega e mostra aos homens onde está a fonte de toda maldade e motivações pervertidas. O coração não regenerado é o maestro que rege o andar do homem pelos caminhos tortuosos. A nação de Israel inventava desculpas e maquinava meios que justificassem seus atos. A nação dizia: “...Não estou contaminada nem andei após Baal...”. Mas eis a resposta do Todo-Poderoso: “...Vê o teu caminho no vale, conhece o que fizeste; dromedária ligeira és, que anda torcendo os seus caminhos” (Jeremias 2:23). Que linguagem incrivelmente reveladora! Enquanto os homens tentam se encobrir com disfarces religiosos, o Senhor mostra o caminho deles pelos vales. As marcas das pisadas dos seus pés estão pelos lugares sujos deste vale mundano; estão por onde eles gostam, onde gastam seus dinheiros, onde buscam agradar a carne e os pensamentos.
         Caro leitor, se não houve novo nascimento, o coração desconhece o temor ao Senhor. Se Cristo não entrou para expulsar todo reino de maldade no íntimo, o homem continua sendo idólatra, acenando sempre para a “rainha do céu” (Jeremias 44:17), mandando mensagens de amor aos seus ídolos ocultos e gastando seus bens, emoções e mente com as vacuidades mundanas. Veja amigo, como Deus chama Israel em Jeremias 2:23: “...dromedária...”. Olhando a boca desse animal, parece um animal puro, porque está sempre ruminando (Levítico 11). Veja o apóstata! Examine a linguagem espiritual dele! Veja as palavras de amor que saem de sua boca! Veja como fala de Deus e usa versos bíblicos! Veja como ora bonito e como trabalha como um camelo para Deus!
         Mas, onde está o problema? Paremos de fitar emocionalmente a boca da dromedária, porquanto o problema está nas patas. O animal puro precisava ruminar e ter os cascos fendidos. Ah! No verso de Jeremias 2:23 Deus checa o problema imediatamente: “...Vê o teu caminho no vale...” As patas da dromedária eram as provas da sua imundície, porque os cascos não são fendidos, portanto não pertencem aos santos de Deus. Na boca falam de Deus, mas seus pés andam por caminhos mundanos e servem arduamente este sistema mundano.
         Caro leitor, pode bem ser que a verdade bíblica tem descoberto o percurso perigoso pelo qual você tem andado. Lembre-se que o segredo está oculto no coração; que é ali onde estão ocultas as motivações pervertidas, e que nem mesmo o homem consegue perceber. O caminho para longe do Senhor é lindo, religioso e pavimentado de lisonjas e direitos. O caminho que se distancia da misericórdia é enfeitado de justiça, onde mais satanás aparece disfarçado de anjo de luz. O caminho de volta ao Senhor é realmente humilhante, mas é melhor voltar-se humildemente ao Senhor, porquanto Senhor estende Sua graça aos humildes. É melhor agora considerar o antigo caminho, pelo qual andaram e andam os verdadeiros santos de Deus. Volte amigo, para o caminho de santidade, de pureza, do abnegado amor! Volte para a luz que emana da cruz e projeta-se pela rota certa até o lugar de glória eterna! Volte amigo, porque pisar o território mundano é associar-se com os inimigos do Senhor! Quanto mais longe, mais vaidoso, arrogante e cruel será o seu viver!

O AMOR DE CRISTO PELA SUA NOIVA (4)




“Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado? Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira labareda do Senhor. As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (Cantares 8:5-7).
DESCOBERTA PELO AMADO (continuação):
            Querido leitor, que lição preciosa temos nesse verso: “Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado!”. Deus fez Israel atravessar o terrível deserto por quarenta anos, a fim de mostrar Seu amor, cuidado, proteção e provisão pelo Seu povo. Quando Ele chama a atenção de Israel por causa do seu afastamento em busca de outros deuses, eis o que Ele diz: “Eu te conheci no deserto, em terra muito seca”. (Oséias 13:5). Que ingratidão daquele povo pelo seu Deus! Que prova triste do orgulho do pecado, da disposição natural do homem em viver sem Deus neste mundo! Que coragem para viver de forma atrevida, desafiando e provocando a Ira de Deus!
         Os crentes precisam saber de onde foram tirados. A linguagem literal do Velho Testamento serve de analogia na compreensão da linguagem do Novo Testamento. O que foi o deserto para Israel naquela travessia do Egito para Canaã, assim é o mundo para os pecadores. Veja o que diz o Espírito Santo em Colossenses 1:13: “Ele nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado”. Como essa analogia divina é compreensível! Primeiramente, o mundo é o lugar da liderança de satanás, e o que esse destruidor das almas faz com os homens? Como pai da mentira tudo o que ele oferece é puramente ilusão. O brilho das vanglórias deste mundo funciona como tição aceso. Ele transporta as multidões com promessas de riquezas, fama e prazeres. Ele injeta paixão na carne; suas promessas de um mundo melhor e mais paradisíaco funcionam como um fogo nas emoções e são encantadoras para as mentes obscurecidas. Ele faz com que a loucura do pecado seja entendida como perfeita sabedoria; ele faz com que o mundo seja mais desejável e o céu seja desprezível para os corações enganados e enganosos. Em toda sua habilidade de governar e administrar seu mundo de forma ordeira e organizada faz com que os homens sintam certa atmosfera de paz e confiança. Há também nos corações endurecidos um prazer pelo mundo, mesmo que tudo seja transformado em caos e desespero. As multidões preferem cair perante os pés do príncipe das trevas do que aceitar o padrão perfeito do reino de Deus.
         Foi desse mundo enganador que os crentes foram retirados. Quando a alma é descoberta e dos olhos espirituais são retiradas as escamas, ela passa a ver que está iludida, aprisionada e escravizada nas trevas. Ninguém consegue ver a realidade das coisas enquanto o Oftalmologista espiritual não realizar a cura nos olhos da alma. O crente diz pode realmente dizer: “...Eu era cego, mas agora vejo” (João 9:25).
         Os crentes viviam iludidos neste mundo. Ouça a história daqueles que foram salvos! Permita que o testemunho de cada um deles ouvido! Ouça Paulo contar que na sua ignorância perseguia o povo de Deus! Abraão fala alto quando afirma que encarava não suas riquezas adquiridas durante seus anos de vida, mas sim a cidade celestial! Chegue perto do livro de Êxodo e ouça o testemunho de Moisés, quando com ousadia resolveu desprezar a pomposidade Egípcia, a fim de sofrer com o povo de Deus!
         Os verdadeiros crentes olham com semblante de fé e coragem para o horizonte de glória que lhes espera lá adiante. A fé não percorre um caminho rumo ao nada, a fé é governada pela verdade mostrada pelo Deus que não pode mentir! Nenhum deles volta para o mundo amaldiçoado! Nenhum crente age como Demas que desprezou a companhia de Paulo por ter amado o presente século.