quinta-feira, 14 de julho de 2011

A RUÍNA DA GLÓRIA HUMANA (18) "...anos consumidos na angústia"



Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror” (Salmo 78:33).
ANOS CONSUMIDOS NA ANGÚSTIA:
         Caro leitor examinemos juntos as lições dessa frase: “...e consumiu seus anos na angústia”. Os dias de vaidade não permitem que os homens percebam que, como aranhas estão tecendo teias para sua própria prisão. Não conseguem ver que sofrimentos indescritíveis estão chegando e que as vaidades jamais poderão livrá-los. Um senhor usou seus anos para trabalhar e fazer fortunas. Era um empresário capaz e conseguiu expandir sua rede de supermercados em vários lugares. Mas eis que repentinamente foi surpreendido pela drástica notícia que tinha câncer. Foi aí que a angústia tocou a campainha de sua casa e entrou para ficar; foi aí que a vaidade acumulada foi transformada em tristeza, angústia, decepção e pavor. Até à sua morte aquele homem procurou gastar todos os seus recursos a fim de obter a cura, mas todos os seus esforços não puderam vencer a poderosa força dominadora da morte. “...e consumiu seus anos na angústia”.
         Vale a pena usar mais ilustrações, especialmente aquelas apresentadas pela bíblia. Em 2 Crônicas 21 temos um capítulo apenas que relata a vida do rei Jeorão. Quando assumiu o reino em Jerusalém no lugar de seu pai Josafá, um homem piedoso e temente a Deus, Jeorão não usou de sabedoria em temer a Deus e seguir o caminho pelo qual percorreu seu pai. Pelo contrário foi cortejado no íntimo pela vaidade; foi motivado pela ambição do poder, da fama e do prestígio. Em consequência a perversidade passou a tomar conta de sua vida, porque começou a eliminar qualquer um que fosse suspeito de tomar e de controlar sua posição de rei. Matou seus irmãos e semeou discórdia, maldade e todo tipo de abominação em Jerusalém e por todo país de Judá.
         Veja como a vaidade equipou seu íntimo com o engano de que era esse o caminho certo, e mesmo as ameaças provenientes de Deus por meio do profeta Elias não acordaram aquele coração endurecido e fanatizado pelo seu próprio ego. Até que as vaidades acumuladas foram transformadas em angústia. De repente seu reino foi sacudido pela pressão externa, porque Deus permitiu que inimigos vizinhos ficassem revoltados contra Jeorão. A angústia maior viria implacavelmente para tirar completamente sua paz e punir tantas maldades cometidas, porquanto foi acometido de uma enfermidade terrível e dolorosa até morrer. “...e consumiu seus anos na angústia”.
         Porém, muitos são visitados pela misericórdia do Altíssimo! Quantas vezes a graça chega em meio a escuridão para dissipar as assolações! Não foi assim com Naamã? (2 Reis 5). Aquele homem tão valente, um general de guerra muito capaz foi surpreendido pela lepra. Essa temida e mortal enfermidade prostrou um valente e exibiu o fracasso de todas as suas vitórias conquistas, porque agora estava revelado que ele não passava de um pobre verme diante do cerco da morte. Mas foi aí que a notícia chegou aos ouvidos do profeta Eliseu e a resposta simples e objetiva estava em sua obediência humilhante de mergulhar sete vezes no rio Jordão. Ao fazê-lo Naamã obteve a cura tão almejada e passou a conhecer o Deus de Israel. Caro leitor, quantas almas foram visitadas em suas angústias! Perceberam que foram loucos em viver acumulando vaidades e alimentando suas vãs esperanças neste mundo passageiro. Quando estavam cercados de aflições, eis que o Senhor entrou ouvindo o clamor dessas almas aflitas! Quantas almas descobriram o imenso vazio que em nada foi preenchido com as ambições mundanas, mas confessaram e clamaram ao Senhor Jesus e foram ouvidos!
         Amigo, Cristo Jesus ouve o clamor de corações debilitados, de homens e mulheres que agora sofrem querendo conhecer a verdade salvadora! O que a graça diz? “Clama-me, e responder-te-ei...!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A RUÍNA DA GLÓRIA HUMANA (17) "...anos consumidos na angústia"



Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror” (Salmo 78:33).
ANOS CONSUMIDOS NA ANGÚSTIA:
         Prezado leitor, o que acontece quando os dias de vaidade são transformados em anos que se consomem em angústias? O meu trabalho agora consiste em tentar explicar tal verdade. Estou plenamente certo que milhares já estão vivendo assim, com seus anos corroídos pela angústia, mas mesmo assim ainda acham e consideram como algo normal. Como a natureza é iludida pela enganosidade do coração! O sabor da iniquidade é extremamente agradável à carne, por isso a natureza adâmica nunca desiste da corrupção, como o pernilongo jamais desiste do sangue.
         Os anos são consumidos na angústia quando a imperceptível vaidade é transformada em sofrimento. Tudo é festa quando a vaidade cerca os dias; tudo brilha ao derredor e parece indicar bênçãos e favores; parece que há plena liberdade à frente e que não há indicio de inimigos. Na vaidade carnal não há disciplina; não há compromisso de santidade, de pureza e de posicionamento contra o mal. Na vaidade tudo é visto como bênção e Deus parece estar aprovando e guiando tal modo de vida. Na vaidade o caminho é belo e favorável, sem qualquer indício de sofrimento, lutas e dificuldades. Mas quando os anos forem chegando, as grades da prisão vão mostrando os limites de um viver sem Deus no mundo; vão revelando os traços dos verdadeiros inimigos e como eles se aproximam com toda crueldade.
         Então, o sofrimento começa a aparecer. A natureza carnal que fora tão agradada tenta mostrar que é forte, mas logo revela sua tremenda fragilidade ante as forças poderosas que cercam a alma. Então, todo encanto mundano passa a mostrar que não tem qualquer resposta para a crueldade dos inimigos. Temos uma explicação disso em Deuteronômio 32. Naquele grande cântico de Moisés, Deus está mostrando a loucura da ingratidão de Israel diante de tanta prova de bondade. Temos ali uma história profética, porque conta não somente o que o povo fez durante os quarenta anos no deserto, como também o que faria contra Deus, diante de tanta bondade, paciência e amor daquele que provou em tudo ser um Deus fiel e zeloso pelo bem-estar do Seu povo.
         Mas veja a linguagem de Deus em mostrar o que o povo experimentaria no futuro como efeito de um coração vaidoso e arrogante: “Então dirá: Onde estão os seus deuses, a rocha em que se refugiavam, os que comiam a gordura dos sacrifícios deles e bebiam o vinho das suas ofertas de libação? Levantem-se eles, e vos ajudem, a fim de que haja agora refúgio para vós(Deuteronômio 32:37,38). O castigo viria inevitavelmente, pois o Senhor retiraria Seu rosto de favor, e assim eles buscariam um socorro inútil em seus deuses.
         Acontece que um viver na vaidade logo verá como essa vaidade da força cede lugar à enfermidade. Notemos na parábola do rico insensato uma incrível ilustração desse fato. Aquele homem tinha seu coração contagiado pela vaidade de acumular bens nesta vida. Sua segurança estava no dinheiro, por isso trabalhou arduamente para obter e ajuntar aquilo que ele achava em sua vaidade que era a fonte de alegria e o segredo de viver. O engano do coração não permitia que ele enxergasse que estava correndo atrás do vento. Os anos chegaram e não percebia que a angústia viria num só golpe sobre seu frágil viver. Depois de acumular tantos bens e pensar que estava agora pronto para saborear os encantos desta vida, eis que a voz soberana chega: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens em depósito, para quem será?” (Lucas 12:20). Caro leitor, fuja das vaidades desta vida! Tire seu coração daquilo que você não pode segurar e que fatalmente desaparecerá de diante de seus olhos! O Salvador bendito procura perdidos a fim de salva-los de seus pecados.

terça-feira, 12 de julho de 2011

A RUÍNA DA GLÓRIA HUMANA (16) "...anos consumidos na angústia"



Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror” (Salmo 78:33).
ANOS CONSUMIDOS NA ANGÚSTIA:
         Prezado amigo, no meu comentário anterior procurei introduzir as lições que aparecem na segunda frase do verso em pauta: “... e os seus anos na angústia” (versão atualizada). Não podemos esquecer que o Salmo 78 é um cântico que mostra a ingratidão do povo de Israel no deserto; seus corações endurecidos mostravam orgulho e desafiavam constantemente a Deus querendo que a bondade e a Onipotência trouxessem provisões que alimentassem a carnalidade desenfreada deles.
         Caro leitor, que jamais esqueçamos que a natureza caída é igual em todo tempo e em todo lugar. A bíblia conta a história de minha vida e de sua vida à partir da queda em Gênesis 3. A natureza rebelde contra Deus sempre quis e sempre está a desafiar o Todo-Poderoso. Vemos isso ocorrendo em nossos dias, e o perigo maior é que tudo está sendo feito camufladamente; sob o disfarce de espiritualidade; estão percorrendo um caminho que aos olhos humanos parece de Deus, parece evangélico, mas que tragicamente culminará no sofrimento indizível que aguarda corações impenitentes.
         Na meditação anterior considerei de uma forma geral a frase: ..e consumiu seus anos na angústia. Pudemos ver que somando os dias na vaidade, eles são transformados obviamente em anos de angústia. Notemos bem que em nada, absolutamente os dias resultam em felicidades; não há qualquer sinal de avanço em espiritualidade, em santidade, amor, caráter, abnegação e vida piedosa. Não! O resultado é trágico, porque os anos receptarão angústias. Mesmo que a cada ano haja cânticos de parabéns prá você!. Festa nenhuma invalidará a tristeza que se amontoa, porque não buscou o Senhor em humildade, em quebrantamento de alma; não buscou sua provisão eterna; seus olhos não fitaram a cruz, mas sim o mundo e o egoísmo carnal; buscou a alegria banal e vazia, tão almejada por corações corrompidos.
         O que ocorreu com aquela multidão de rebeldes no deserto, exatamente é o que ocorre em nossos dias com milhares que ousam brincar de crentes! Ousam tomar o Nome do Senhor em vão! Ousam aproveitar da paciência, da longanimidade, da ternura e da graça Dele! Estão sendo ludibriados pelos falsos mestres na ilusão de uma vida mundana farta, rica e sadia; estão engordando seus corpos, mas não sabem que o pior está acontecendo, pois suas almas emagrecem paulatinamente. Em meio a essa festa pagã multidões não percebem o perigo terrível que lhes cerca, porque esse viver vazio, oco, inútil está sendo transformado em anos de angústia. Estão acumulando sofrimento em suas contas bancárias; estão semeando vento para colher tempestade; acordarão tardiamente com seus corações ainda mais endurecidos e pesados para caírem no abismo de vergonha e terror eternos.
         Agora procurarei sair do geral para as particularidades conforme nos mostra a frase: “...e consumiu seus anos na angústia”. Como será que isso acontece? Como é que as vaidades da vida revitalizam-se em terríveis angústias? Caro leitor, quanto espero que você enfrente essa verdade com coragem! Que seu coração seja equipado com o temor do Senhor, a fim de ser acordado pela misericórdia e que busque o verdadeiro Senhor de amor e de compaixão. Milhares precisam ser despertados para o fato que o Deus da bíblia é o Senhor de homens e mulheres humilhados. Todo meu labor tem em vista levar aos meus leitores essa verdade do evangelho da glória de Cristo! Os homens gostam e pagam caro por outro evangelho, porque odeiam a glória de Cristo, ficam aterrorizados quando são descobertos pela luz que irradia da Palavra e fogem quando a verdade brilha no coração.
         Que não seja assim com você, meu amigo! Aquele que crê não foge!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A RUÍNA DA GLÓRIA HUMANA (15) "...anos consumidos na angústia"



Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror” (Salmo 78:33).
ANOS CONSUMIDOS NA ANGÚSTIA:
         Amigo leitor voltemos ao texto lido com nossos corações cheios de temor ao Senhor; com atitudes de verdadeiros discípulos, quedados aos pés do Mestre, a fim de aprender Suas lições de sabedoria e de discernimento. Acredito que boa parte dos crentes ainda não entendeu o que significa o engano do coração, nem tampouco compreendeu os ardis do diabo, como ele se posiciona como anjo de luz a fim de iludir os incautos.
         Já passamos pela primeira parte aonde vimos a maneira como Deus em Sua Ira santa e justa atendeu os anseios carnais daquele povo rebelde e ingrato; como Deus encheu a mesa deles das iguarias egípcias, mas em meio a todo esse conforto da carne, eles foram envolvidos e dominados pela vaidade. Noutras palavras perderam o senso dos verdadeiros valores ao ignorar e rebelar-se contra o caminho disciplinador de Deus. Simplesmente trocaram a sabedoria de Deus pelos prazeres transitórios; simplesmente chutaram para longe os caminhos da verdadeira felicidade em andar com Deus e aprender de Deus, a fim de terem o prazer naquilo que é só momentâneo.
         Mas o verso amplia ainda mais os castigos de Deus. Quão aterrorizante é para os homens quando recebem os açoites da Ira do Senhor! Era tão simples e fácil para a fé aquiescer-se nos braços portentosos do grande Senhor! Por que correr em busca das vaidades? Por que não agir como criança temerosa, atirada nos braços de um pai amoroso? Em tudo Deus provou um amor inaudito por aquele povo desde a saída do Egito; conduziu aquele povo com portentosos sinais e maravilhas pelo deserto, e que em meio àquele ambiente inóspito jamais deixou de cuidar, proteger e prover suas necessidades físicas.
         Sem qualquer sombra de dúvidas esse histórico de Israel vem mostrar que o Deus imutável tem agido e está agindo da mesma maneira em nossos dias. Vemos homens e mulheres tentando desbravar o caminho que leva até aos tesouros mundanos; querem persuadir Deus a mostrar-lhes o caminho das riquezas terrenas, da famosa prosperidade e nem sequer imaginam que o esperto príncipe deste mundo está atendendo seus apelos. Não se aperceberam que toda essa euforia e aparência de felicidade não passam de banalidade; é fogo que apaga cada dia e que precisam buscar um candeeiro aceso por este e aquele mercenário cheio de avareza e de torpe ganância.
         Mas as conseqüências diárias da vaidade acabam em angústias pelos anos. Muitos acham que a punição divina sobre os rebeldes acontece somente com a imediata morte. Porém, a ira de Deus não chega apenas no vagão da morte. Realmente é triste a morte no pecado! O Senhor não tem prazer nessa morte! Mas digo com todo respaldo bíblico que viver neste mundo debaixo do teto da Ira de Deus, não há dúvida que é algo terrível. Quando vivemos experimentando nossos dias na vaidade daquilo que nada tem de bênção, de sabedoria e das riquezas do conhecimento de Deus, certamente esses dias são transformados em anos de angústia.
         E é exatamente isso o que a segunda frase do verso quer nos ensinar: “...e consumiu seus anos na angústia”. Amigo leitor pegue a quantia de dias na vaidade, somando todos os 366 dias de vaidade e eis que eles são transformados em angústia. Quer buscar a razão de viver nas riquezas, nos prazeres, na fama, na saúde e noutras coisas semelhantes? Aquilo que o homem quer ele vai obter. Judas finalmente obteve o que tanto buscou, mas viu o final de sua vida moído em desespero. Oh, que bênção é quando a alma pode pisar sobre toda vaidade da vida e olhar para o Senhor crucificado! Contemplar aquele que na cruz ocupou seu lugar, e poder clamar ao Senhor pela sua salvação!

sábado, 9 de julho de 2011

O QUE OS HOMENS PRECISAM SABER



         A ESPADA DO ESPÍRITO DIVULGANDO A MENSAGEM DO EVANGELHO

Mas segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira, para o dia da Ira e da justa retribuição de Deus

         Examinando esse verso da Palavra de Deus é preciso que cada ser humano saiba que:
PRIMEIRO:       Que caminha passo a passo para o terrível dia do juízo. Se estiver vivendo no pecado e desprezando a mensagem do evangelho, não há como escapar dos terrores que virão.
SEGUNDO:       Que durante os dias e anos de sua vida está ajuntando ira para aquele dia. Não está acumulando bênçãos, nem caridade, nem bondade, etc., mas sim ira, como se estivesse ajuntando lenha para o fogo.
TERCEIRO:       Que no dia do juízo será o dia da Ira de Deus, do ódio de Deus contra o pecado, e que Ele será justo em aplicar sua punição contra homens e mulheres que aqui vivem em rebeldia contra seu reino.
QUARTO:          Que agora os homens estão provando com seu orgulho e rebelião contra deus, que realmente caminham para esse triste destino.
QUINTO:            Que só tem uma maneira de escapar. Não é para esperar para depois da morte, mas sim agora mesmo se humilhar perante a palavra de deus e se arrepender dos seus pecados e se converter de todo coração ao Salvador e Senhor Jesus Cristo.