domingo, 8 de setembro de 2013

resposta ao russelita (2)_



         Passo agora a comentar o que você fala a respeito de João 1:1: “No princípio...”. De novo vejo como vocês tomam um texto e o isola do contexto, a fim de publicar seus pretextos. Claramente João, quando fala do “princípio” (duas vezes, versos 1 e 2), está referindo a Gênesis cap. 1, referindo a criação. Meu amigo, numa linguagem bem clara o grande Jeová que se manifestou em carne é conhecido como o Verbo (traduzido palavra por vocês). Cristo é apresentado como o Verbo que estava com Deus na criação, porque Ele mesmo é o Autor da criação: “Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele...” (1:3). Ele é o grande EU SOU da criação, e não um instrumento criado para fazer parte da criação. O grande Jeová é suficiente Nele mesmo. Além disso, João declara que viu a glória do VERBO (EU SOU, JEOVÁ): “E vimos a Sua glória..”.              
         Amigo, Deus reivindica a glória somente para Ele: “Por amor de mim, por amor de mim o faço; porque como seria profanado o meu nome? A minha glória não a darei a outrem” (Isaías 48:11)
                                                                  (4)
         Agora meu serviço consiste em mostrar que o termo “primogênito” de Colossenses 1:15 em nada ensina que Cristo teve um começo de existência. Quando referimos aos seres humanos, certamente há começo. Meu filho mais velho teve um começo. Mas, ligado a Cristo, jamais transmite essa idéia tão absurda, profana e blasfema. Na divindade não existe começo de existência. No programa da divindade filiação aparece com uma linguagem que os homens possam entender. Uma pessoa foi feita filho de Deus por decreto. Veja a linguagem usada de uma pessoa de divindade para a outra: “ Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei (Salmo 2:7). Amigo, veja a linguagem usada: “...Eu hoje te gerei”. o HOJE de Deus revela eternidade: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente (Hebreus 13:8). Ele é o grande EU SOU e nós em referência a esse Senhor podemos afirmar: “...de eternidade a eternidade TU ÉS (de novo o EU SOU) Deus” (Salmo 90:2).
         A palavra “primogênito” quando refere-se a Cristo está tratando de direitos e não de início de existência. Nos costumes judaicos era o primogênito que tinha determinados direitos de bênçãos, como o caso de Esaú que vendeu esses direitos a Jacó. O Pai concedeu ao Seu primogênito o direito de ser herdeiro de todas as coisas (Hebreus 1:2).
         Outro detalhe, é que “primogênito” quando se refere a Cristo, trata-se também do fato que pela Sua morte e ressurreição traria pecadores do mundo inteiro à posição de filhos de Deus pela salvação de suas almas (João 1:12,13).  E Cristo seria: “...o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29).

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