Passo
agora a comentar o que você fala a respeito de João 1:1: “No princípio...”. De novo vejo como vocês tomam um texto
e o isola do contexto, a fim de publicar seus pretextos. Claramente João,
quando fala do “princípio” (duas vezes, versos 1 e 2), está referindo a Gênesis
cap. 1, referindo a criação. Meu amigo, numa linguagem bem clara o grande Jeová
que se manifestou em carne é conhecido como o Verbo (traduzido palavra
por vocês). Cristo é apresentado como o Verbo que estava com Deus na
criação, porque Ele mesmo é o Autor da criação: “Todas as coisas foram feitas por
intermédio Dele...” (1:3). Ele é o grande EU SOU da criação, e não
um instrumento criado para fazer parte da criação. O grande Jeová é suficiente
Nele mesmo. Além disso, João declara que viu a glória do VERBO (EU SOU, JEOVÁ):
“E
vimos a Sua glória..”.
Amigo,
Deus reivindica a glória somente para Ele: “Por amor de mim, por amor de mim
o faço; porque como seria profanado o meu nome? A minha glória não a darei a
outrem” (Isaías 48:11)
(4)
Agora
meu serviço consiste em mostrar que o termo “primogênito” de
Colossenses 1:15 em nada ensina que Cristo teve um começo de existência.
Quando referimos aos seres humanos, certamente há começo. Meu filho mais velho
teve um começo. Mas, ligado a Cristo, jamais transmite essa idéia tão absurda,
profana e blasfema. Na divindade não existe começo de existência. No programa
da divindade filiação aparece com uma linguagem que os homens possam entender.
Uma pessoa foi feita filho de Deus por decreto. Veja a linguagem usada de uma pessoa
de divindade para a outra: “ Falarei do decreto do Senhor; ele me
disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei (Salmo 2:7). Amigo, veja a
linguagem usada: “...Eu hoje te gerei”. o HOJE de Deus
revela eternidade: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente (Hebreus
13:8). Ele é o grande EU SOU e nós em referência a esse Senhor podemos afirmar:
“...de
eternidade a eternidade TU ÉS (de novo o EU SOU) Deus” (Salmo 90:2).
A palavra “primogênito”
quando refere-se a Cristo está tratando de direitos e não de início de
existência. Nos costumes judaicos era o primogênito que tinha determinados
direitos de bênçãos, como o caso de Esaú que vendeu esses direitos a Jacó. O
Pai concedeu ao Seu primogênito o direito de ser herdeiro de todas as coisas
(Hebreus 1:2).
Outro detalhe, é que
“primogênito” quando se refere a Cristo, trata-se também do fato que pela Sua
morte e ressurreição traria pecadores do mundo inteiro à posição de filhos de
Deus pela salvação de suas almas (João 1:12,13). E Cristo seria: “...o primogênito entre muitos
irmãos” (Romanos 8:29).
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