“Para o sábio há o caminho que da vida que o leva para cima, a fim de
evitar o inferno em baixo” (Provérbios 15:24)
HÁ UM ESPÍRITO DE DISCERNIMENTO: “... a fim de evitar o inferno em baixo...”
Caro
leitor, meu trabalho hoje consiste em mostrar as maravilhas do evangelho na
frase: “...a fim de evitar o inferno em baixo”. Creio
que na investigação desse verso até aqui pudemos ver a unidade da mensagem do
evangelho. A mensagem é a mesma, tanto no velho quanto no Novo Testamento. Com
essa verdade em mente estejamos certos da impossibilidade de alterar a mensagem
para os gostos e opiniões humanas. Não busquemos a luz mundana para a
compreensão dessas maravilhas, porquanto a luz da glória brilha intensa e
continuamente sobre toda extensão dessa verdade que liberta. A glória do Senhor
pousa sobre essas maravilhas da graça e o mesmo Senhor protege a pureza daquilo
que Ele tem revelado aos homens.
Imediatamente
podemos perceber na frase: “...a fim
de evitar o inferno em baixo” que há no sábio um incrível discernimento
acerca dos perigos eternos. Creio que é de muitíssima importância que eu
ressalte essa verdade, porquanto quase nada tem sido pregado a respeito dos
juízos de Deus em nossos dias. É óbvio que o deslumbrante evangelho moderno,
tão jeitosamente adaptado aos gostos da população tem retirado essa mensagem
que tanto destaca o juízo vindouro: “... a fim de evitar o inferno em baixo”. Os mestres religiosos
procuram apagar todo vestígio de punição, terror e castigo merecido, porque,
segundo eles é algo contraproducente, não ajuda o povo e destrói a auto-estima
dos ouvintes.
Mas
o fato é que a nossa natureza adâmica, tão soberba e voltada para seus desejos
egoístas odeia essa idéia de punição eterna. Somos tremendamente idólatras no
coração, por isso mentalizamos um deus diferente. Pegamos o pincel e buscamos
as cores bíblicas que mais nos agradam em nossos pontos de vistas religiosos, e
assim pintamos na tela do coração nosso deus ideal, e dizemos: “Eis aí o meu
Jesus, o meu deus!”. Mormente buscamos
um deus de amor, um deus que agrada nosso ego, que favorece nossa opinião e que
jamais nos recriminará em nossos procedimentos errados.
Caro
leitor, você conhece o que significa as reações da nossa natureza contra a
verdade revelada. Posso falar a respeito dessas coisas, porque eu sou um
pecador igual a qualquer pessoa neste mundo; sei o quanto a autoridade bíblica
fere meu orgulho e põe no pó toda minha vaidade. Também tenho enfrentado
terríveis oposições em meu ministério, porque tenho pregado acerca de um Deus
de amor e de terror. A opinião pública acerca de Deus quer cortar a mensagem
pelo meio e ficar com a fatia do amor, e quando pregadores fazem isso,
certamente eles lixam e envernizam o tema do amor de Deus com os gostos e
opiniões particulares.
Porém,
não há possibilidade de adaptar a mensagem do evangelho aos gostos da multidão
sem que o mensageiro se torne infiel. Paulo diz aos Coríntios que Deus requer
de Seus despenseiros sejam achados fieis (1Coríntios 4:2). A mensagem a ser
pregada é vinda de Deus para os homens, do céu para a terra. A mensagem é de um
Deus de amor e de terror! É de um Deus de misericórdia, mas que ao mesmo tempo
está operando justiça e juízo na terra (Jeremias 9:24). Em nada essa mensagem é
confortável para o homem velho, caído em Adão, rebelde e culpado desde a queda
(Romanos 5:12). O Deus da bíblia não amaina a culpa de ninguém, nem é atraído
pelos favores dos homens. Ele é Deus e continuará sendo Deus de eternidade a
eternidade (Salmo 90:2).
Amigo
leitor, que segurança a alma tem quando humildemente assenta-se aos pés do
Senhor para ouvir a verdade revelada! Os que fogem da luz são aqueles que estão
correndo do amor de Deus. Porém, ninguém escapa de Cristo, porque se foge do
amor Dele há de enfrentar o juízo daquele que foi apontado pelo Pai para ser o
Juiz.
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