domingo, 22 de setembro de 2013

1. VENCENDO AS PERIGOSAS MANIFESTAÇÕES DA LINGUA




“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim, transmita graça aos que ouvem” (Efésios 4:29)
         Quando Paulo fala sobre o estado depravado da raça humana em Romanos 3, à partir do verso 13 é, como que tirado um raio x espiritual do homem do coração em direção à sua boca. É dito ali que “veneno de víbora está nos seus lábios”. Isso significa que no pecado a língua do homem é a mais perigosa arma que existe para destruir seu próximo e mostrar seu ódio a Deus. A língua maldosa de Doegue, o edomita levou à morte a população inteira da cidade sacerdotal de Nobe (1Samuel 22:9-19). Foi com sua língua mentirosa e ardilosa que Jezabel fez o povo apedrejar o inocente Nabote, a fim de tomar-lhe a vinha (1Reis 21:8-16). 
         Estas duas ilustrações bíblicas mostram o perigo do pecado por meio de palavras perigosas. Dependendo das palavras que saem, a língua pode ser mais violenta que um soco ou um tiro. A língua pode erguer ou humilhar pessoas; pode unir ou destruir famílias; pode causar desavença ou provocar divisão numa igreja. Enfim, não podemos medir o bem ou o mal que a língua pode causar. Por isso que tanto vemos na Bíblia exortações quanto ao perigo do uso errôneo de nosso linguajar. Especialmente em Efésios vemos como Paulo ocupa-se com esse assunto.
         Tomemos Efésios 04h29min para considerar a importância deste tema, porquanto o apóstolo trata de vários costumes praticados outrora, que são manifestados especialmente por meio da língua. Primeiramente, consideremos o ensino do verso em pauta. O adjetivo traduzido por “torpe” significa literalmente “podre”. Não toleramos nada podre. Se comprarmos uma carne que começou a deteriorar-se, poderá causar males terríveis ao nosso organismo se vier a ser ingerida. Algo podre, gangrenado, não presta, precisa ser jogado fora. Abutres gostam de comer carniça. “Palavras podres” mostram o estado de horror que está o coração do homem; revela que o homem em Adão está morto, em decomposição. Com isso Paulo está realmente dizendo que dependendo do que sai de nossas bocas, ou será para a edificação do próximo, ou será para a destruição. Não tem meio termo. Com isso, quanto cuidado devemos ter com nossa maneira de falar.
         Podemos ver quão importante é esse assunto, visto que vivemos em dias que sofremos muito, cercados como estamos pelo linguajar virulento, maligno, malicioso e destruidor dos ímpios. Quantas vidas destruídas, quantas lares divididos por causa da maldade proveniente de corações não santificados pela graça. Num momento desses precisamos conhecer como deve ser o procedimento nosso quanto ao uso da língua. Grande desafio temos pela frente para que mudemos nossa atitude e cresçamos como novas criaturas em Cristo (2Coríntios 5:17).
         Amados, trouxemos da velha vida em Adão tantos maus costumes. Muitos são claramente feios, por isso tratamos de extirpá-los imediatamente para longe de nós. Mas muitos outros costumes pecaminosos ficam atrelados em nosso viver, prejudicando nossas vidas e fazendo com que sejamos inúteis no serviço do Senhor. Vamos encarar agora essas ervas daninhas a fim de destruí-las e apagá-las do nosso viver. Tiago mostra em poucas palavras o dramático prejuízo causado pela língua: “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno” (Tiago 3:6).

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