sábado, 27 de julho de 2013

A BANDEIRA DO SENHOR SOBRE SEU POVO




“Levou-me à sala do banquete, Sua bandeira sobre mim é o amor” Cantares 2:5
Que segurança a esposa podia ter no amor de seu esposo! Sua alma era imensamente feliz. O impressionante é que ela compara o amor do marido sobre ela como uma bandeira: “Sua bandeira sobre mim é o amor”! Afinal, que lição o Espírito de Deus nos traz? O que isso tem a ver com o amor de Cristo pelo Seu povo? Quatro lições podemos extrair dessa preciosa declaração da esposa em relação ao amor do seu marido por ela:
A primeira é que a bandeira de Cristo sobre o Seu povo é algo para ser visto. O mundo precisa ver que o povo de Deus é remido, comprado e separado para a Glória de Deus. Não pertencemos a este país terreno. Nosso lugar é lá no céu, nossa pátria está lá, nossa família eterna nos espera lá. O mundo sabe disso, e por esta razão o mundo tanto odeia o povo de Deus e o persegue.
                Em segundo lugar, é uma declaração de aceitação eterna: “Sua bandeira sobre mim é o amor”. Somos um povo amado. Amado pelo Pai, Ele nos amou em Cristo e nos aceitou no Amado. Mais do que isso, o amor é eterno: “Com amor eterno Eu te amei” (Jeremias 31:3). Isso significa tanto para o genuíno crente! Isso traz tanto conforto para uma alma redimida! Tal verdade faz o verdadeiro crente descansar pela fé nos braços eternais do seu Senhor que ali na cruz provou Seu amor se entregando a Si mesmo em favor de pecadores indignos.
                Em terceiro lugar, “sua bandeira sobre mim é o amor”, é uma declaração de que liderança firme Ele tem continuamente na vida de cada crente. O amor não abandona o objeto amado. O amor do Senhor sobre os santos Dele é um amor zeloso, que cuida, protege, defende, guia, ensina, disciplina, sustenta, consola, enfim, nossa linguagem é paupérrima para descrever o que significa Amor Eterno sobre nós.
                Em quarto e último lugar, “sua bandeira sobre mim é o amor”, é uma declaração de plena segurança em meu viver durante a peregrinação terrena. O povo de Deus foi tirado da maldição da lei e posto debaixo da portentosa força da Graça. Nunca, jamais, o Senhor dará as costas para Seu povo; nunca Seu povo será censurado; nunca Seu povo será desprezado. Suas ovelhinhas fracas, cansadas e fatigadas Elas as tomará em Suas mãos e as levará. Todas chegarão ao portal de acesso à Nova Jerusalém. Nenhuma ficará para trás; nenhum dos Seus se perderá.
                Que sua alegria, caro leitor seja motivada pela verdade do eterno e contínuo amor de Cristo em favor dos Seus eleitos! Que sua caminhada seja firme e decidida sob o comando e liderança do bem-amado de nossa alma!

SOBERANIA DE DEUS NA SALVAÇÃO (39)




“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44).
SEGURANÇA ETERNA: “... e eu o ressuscitarei no último dia”.
         Caro leitor espero no Senhor dar os toques finais nesse tema tão emocionante e oportuno. Veremos agora o quanto a ressurreição tem preciosa importância para o viver dos verdadeiros crentes, porquanto a nossa futura ressurreição está ligada à nossa salvação. Uma falsa compreensão da salvação conquistada na cruz, consequentemente trará um viver religioso baseado na carne, sem o brilho da gloriosa esperança que está acesa nos corações dos verdadeiros santos do Senhor. Cristo veio ao mundo tendo em vista desfazer o pecado e seus tremendos efeitos; veio para libertar um povo e tomar esse povo para Si mesmo (Tito 2:14). Então, estribados nessa verdade é que vamos encarar a ressurreição como um acontecimento que norteia o viver dos santos agora, e que coloca suas vidas acima de todas as perspectivas mundanas, carnais e transitórias.
         Caro leitor vemos em toda extensão da história bíblica o quanto Deus exibe as maravilhas da ressurreição no viver do Seu povo. Mesmo aqueles que viveram antes da vinda do Senhor Jesus ao mundo, a fim de morrer e ressuscitar, esses homens e mulheres tiveram a visão aberta para a ressurreição. Incrível, mas a verdade é que a história da salvação do povo de Deus é algo narrado na eternidade, porque o Cordeiro de Deus que foi entregue na cruz: “...foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós” (1Pedro 1:20). Por essa razão, para os santos que viveram antes da cruz, como os que viveram e vivem após a cruz, a ressurreição tem o mesmo significado. Notemos a vida do crente de Abraão. Apesar de ser um homem rico e bem próspero materialmente falando, todo seu viver foi concentrado nos valores eternos. Vemos isso documento em Hebreus 11:20: “...porque esperava a cidade que tem os fundamentos, da qual o arquiteto e edificador é Deus”.
         Em palavras bem resumidas digo e afirmo que aqueles santos do Velho Testamento, por causa da ressurreição enfrentaram pela fé as hostilidades e perversidades deste mundo. Para homens como Moisés, José, Mardoqueu e tantos outros, as riquezas e os confortos desta vida em nada sobrepujaram o valor e a glória das maravilhas eterna que eles aguardavam. O mundo com toda sua fama e prestígio não passava de lixo, quando comparado às maravilhas eternas. Por que esses homens enfrentavam a morte cara a cara? Por que milhares deles foram valentes e poderosos? Por que milhares deles foram ousados e destemidos diante de reis e monarcas arrogantes? Não tem outra razão, senão pelo fato que eles miravam a vida eterna. O que Daniel tinha em seu coração quando preferiu ser atirado na cova dos leões? Tal atitude para a mente natural não passa de loucura. Mas aquele homem de Deus sabia que tanto fora da cova dos leões, quanto lá dentro cercado pelas feras, o perigo da morte era o mesmo. Para aquele servo de Jeová o que importava não eram posição, riqueza, fama e admiração dos homens, mas sim o viver para a glória de Deus e estar com Ele após a morte.
         Querido leitor, tal verdade deve chamar nossa profunda atenção e fazer com que envidemos nossos esforços em compreender. Em nossos dias estamos cercados por um evangelho distorcido, caracterizado por bênçãos tão chamativas à natureza carnal. Ser crente hoje é indício de um viver sob o sol de sucesso material. Mas nada disso é apresentado nas Escrituras, porque os verdadeiros santos vivem infinitamente acima de toda essa mentalidade pervertida e ecumênica. Veja em Isaías 40:31 como a Palavra de Deus transmite uma mentalidade celestial no viver do crente: “mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão”. Veja como comunica a idéia de realidades eternas!

AS DUAS PROVAS DA REBELIÃO DO HOMEM (30)




“Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram para si cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas”  (Jeremias 2:13).
         Caro leitor é possível ampliar um pouco mais sobre essa troca da fonte de glória pela miséria. Por estar atirado na miséria do pecado, longe da glória de Deus é impossível que os homens no pecado possam detectar a verdade eterna das coisas existentes. Eles não conseguem ver a glória de Deus na santidade de Deus. Ora, a função principal do pecado é sujar tudo, tapando tudo que reflete a glória de Deus; encobrindo a presença da santidade de Deus em tudo aquilo que foi criado.
         Por exemplo, a santidade de Deus é visto em Seu intenso ódio contra todo tipo de pecado e de qualquer iniquidade. Mas o pecado encobre tudo, traz escuridade e tapa os olhos das multidões. Então, tudo o que é lícito e puro é transformado em motivação para que homens e mulheres se atirem em suas paixões e venham a profanar a santidade de Deus naquilo que fora criado perfeitamente puro e santo. O pecado mancha o cenário branco de pureza e justiça, assim como as moscas sujam o branco de uma parece com seus excrementos. O pecado procria suas maldades e perversidades estendendo caprichosamente um cenário adequado para realçar as paixões. Onde o pecado está é tudo ofensa a Deus; a presença do pecado é blasfêmia e insolências dirigidas contra a face do trono de santidade.
         Mas, no pecado homens e mulheres ignoram isso; sujar a criação com suas artes de maldades, mentiras e impiedades é suicídio! Não sabem que o que realmente significa santidade, porque aos poucos conseguem manipular suas próprias consciências e assim ignoram o temor ao Senhor. É numa atmosfera de mentiras, vaidades e idolatrias que homens e mulheres buscam a felicidade. É nesse ambiente que eles acham que estão o mais longe possível de Deus e que nada está estorvando seus intentos. Eles ignoram os terrores de Deus, e mesmo quando são frequentemente visitados pela Ira do Senhor, mesmo assim o coração enganoso e ludibriado atribui tudo ao acaso. A bíblia afirma que é por meio das atividades malignas e vis dos ímpios que Deus canaliza Sua ira contra eles (Efésios 5:6).
         Temos um exemplo notável dessa arte enganosa do coração dos homens em 1 Samuel caps. 5 e 6. Deus disparou Sua ira contra aquele povo ímpio quando eles ficaram com a Arca da Aliança por seis meses. Foram forçados a devolver a Arca de Deus para Israel, porque estavam certos de que a mão de Deus estava pesando sobre toda população. Mas quando colocaram a arca no carro puxado por bois eles fizeram uma prova para ver se o que acontecera com eles veio de Deus ou não. Se os animais que puxavam o carro fossem diretamente para Israel, sozinhos, sem desviarem para qualquer lugar, assim eles estariam certos que todos os flagelos caídos sobre eles realmente tinham vindos de Deus. Realmente aconteceu, porque os animais foram em direção a Israel puxando o carro com a Arca da Aliança. Mas eles mudaram? Jamais! Renderam glórias ao Deus de Israel? Não!
         Caro leitor, quão aterrorizante é o efeito do pecado, porque homens e mulheres cegados, ludibriados e lisonjeados pelo pecado no íntimo não podem perceber a liderança de Deus em todas as coisas. Seus olhos tapados, suas mentes em completa escuridão e suas emoções embaçadas não conseguem vislumbrar o reino de Deus, que Ele reina sobre tudo e sobre todos. O pecado faz o indivíduo querer roubar a glória que pertence tão somente a Deus; o pecado fortalece o ego e dinamiza toda disposição para o mal. O pecado obscurece a realidade eterna e faz com que tudo seja visto aqui e agora.
         Ah! Quem pode livrar os pecadores dessa zona de miséria e destruição? Quem pode trazer homens e mulheres à verdade? Cristo Jesus! Ele sim, ninguém é o poderoso, suficiente e glorioso Salvador e Senhor! Seu ministério agora é salvar; Ele estende Sua mão ao aflito e desesperado que clama e busca Sua salvação!

APARENTE CONTRADIÇÃO (4 de 23)




         “Quem há entre vós que tema ao Senhor e que ouça a voz do seu Servo? Aquele que andou em trevas, confie em o nome do Senhor e se firme sobre o seu Deus. Eia! Todos vós que acendeis fogo e vos armais de setas incendiárias, andai entre as labaredas do vosso fogo e entre as setas que acendestes; de mim é que vos sobrevirá isto, e em tormentas vos deitareis” (Isaías 50:10,11).
FILHOS DA LUZ ANDANDO NAS TREVAS.
         Caro leitor desejo ressaltar aqui o fato que a gloriosa luz que veio ao mundo, de fato andou em trevas. Sua humilhação e firme obediência levou-O a tomar o caminho rumo ao sacrifício na cruz em favor da Sua igreja. O desejo de realizar a completa vontade do Pai e o amor ao Seu povo eleito impulsionaram o Santo Servo de Jeová a tomar o tenebroso caminho, a fim de abrir o caminho da glória para os salvos. Foi nessa vereda de terror que nosso Senhor também enfrentou os ferozes inimigos invisíveis. Satanás veio contra o Filho de Deus com todas as Suas ciladas, colocou-as pelo caminho em todas as tentativas para derrotá-Lo. Nosso Senhor foi deixado sozinho e como um homem enfrentou o poderoso arqui-inimigo, usando a poderosa Palavra da verdade e assim afugentou o perigoso e ardiloso príncipe das trevas.
         Mas, satanás jamais desistiu de seus intentos contra o Senhor, pois usou de todos os meios a fim de destruí-Lo e afastá-Lo da cruz. Quantas vezes tentou matá-Lo; fez isso por meio do perverso Herodes quando era um infante; por meio dos religiosos de Nazaré tentou lançá-Lo despenhadeiro abaixo. Nosso Senhor também sentiu o poder invisível de satanás na presença de Judas, mas o Senhor o resistiu. Sozinho ficou e sozinho enfrentou o poderio inimigo sem que nada usasse de Seu poder, pois veio para ser o Cordeiro de Deus e como um cordeiro jamais abriu Sua boca, entregando-Se à suficiência do Pai. Quem pode calcular o poder das trevas? Satanás ajuntou toda Sua comitiva religiosa, política, ateísta, mundana, sarcástica, cruel, homicida, desdenhosa, famigerada, etc. Tudo isso veio como um furacão contra Ele ali na cruz; tudo foi misturado e como um tsunami as trevas cercaram o simples Cordeiro de Deus. Diante de tudo isso podemos afirmar que nosso Senhor, de fato andou nas trevas.
         Caro leitor, como sou eu tão frágil para explicar o real significado dos terrores enfrentados pelo Senhor! Ah! Creio que não há possibilidade de entendermos a profundidade dessa verdade. Para abrir o caminho para que os salvos do mundo inteiro fossem libertos dos terrores eternais, nosso Senhor tomou o caminho que jamais conhecido. Em seu trajeto rumo à cruz não houve qualquer indício de luz; não houve qualquer sinal de aprovação mundana e carnal. Ele mesmo rejeitou aquilo que tanto os homens amam e buscam aqui. Costumamos evitar as duras realidades do pecado; procuramos sempre as luzes mundanas; gostamos de sentir o conforto desta vida passageira; buscamos trilhar o caminho do prazer e achamos que a vida vai prosseguir assim e que o mundo oferece o melhor para nós. Ah como somos iludidos! Evitamos até mesmo meditar nas duras realidades do pecado, da morte e destruição eterna! Queremos ignorar nossa culpa e evitamos o pensamento da ira de Deus, da nossa culpa e dos terrores eternos que aguardam homens e mulheres impenitentes. Mas nosso Senhor enfrentou a dura realidade deste vale da sombra da morte; ele não ignorou a verdade, não buscou atalhos, não tomou as luzes enganosas, não ignorou a morte nem o príncipe deste mundo com suas hostes.
Nosso Senhor conheceu o mundo como ele realmente é: “o império das trevas”. Toda sua caminhada foi submetida ao poder do Espírito Santo.
         Caro leitor, que minhas pobres palavras sejam usadas pelo Senhor, a fim de chegar ao seu coração. Que você conheça por onde andou o Senhor da glória! Que você possa entender pelo menos um pouquinho o real significado da Sua humilhação, porquanto amou pecadores. Tudo isso foi feito para que homens e mulheres perdidos no pecado fossem resgatados e libertos das trevas e da tirania de satanás, a fim de serem transportados para o reino de glória eternal.

FONTE PURA




“Pois a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens santos da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo” 2 Pedro 1:21
        A Bíblia sempre foi atacada de forma impiedosa pelos homens. Negam a autoridade divina das Sagradas Letras, porque a Palavra de Deus é um livro revelador, porquanto é a própria verdade que exibe claramente a triste condição do pecador em seus pecados. A Bíblia é a própria Palavra de Deus, é Ele comunicando aos homens, especialmente a Sua Gloriosa Redenção. É Deus revelando Seu amor eterno aos pecadores. Atacar esse livro afirmando ser um livro de homens e não de Deus, em nada abala a Sua autoridade. É claro que para comunicar-se com seres humanos a linguagem usada seria a dos homens e não a dos anjos.
                Notemos no verso lido de 2 Pedro, que a profecia bíblica não é derivada dos homens. Os homens jamais produziriam um livro como a Bíblia. É simplesmente impossível. Sua clareza e simplicidade na exposição da história humana desde a criação provam que ela não é derivada dos homens. Sua harmonia, não obstante a diversidade de livros, e o período de tempo durante o qual foram escritos esses livros; seus ensinos mostrando as leis, a justiça, a santidade, a culpa do pecador; suas doutrinas desvendando coisas ocultas das mentes e dos corações humanos, como o céu, o inferno, o diabo, os anjos a trindade, o futuro, etc, tudo isso mostra que não existe nenhuma determinação de qualquer homem capaz de produzir o milagre das Escrituras Sagradas.
                Importa sabermos que homens foram usados por Deus para escrever esses documentos eternos. Mas, os homens usados foram homens santos. Foram chamados e separados por Deus para essa finalidade. Claro, eram homens pecadores como qualquer outro ser humano, mas foram alvos da misericórdia que os alcançou e os lavou da imundície do pecado. Deus preparou esses vasos com salvação, experiências dramáticas, santidade, amor, conhecimento de Deus, enfim, as hábeis mãos divinas tornearam e moldaram Seus instrumentos, a fim de que, movidos pelo Espírito Santo, pudessem formar os sessenta e seis livros que compõem as Escrituras Sagradas.
                Claro, não esperamos que a impiedade deste mundo ame e busque a Palavra de Deus. Mas deve se esperar isso do povo salvo. Mas, com profundo pesar temos que afirmar que o povo chamado crente nada quer saber das águas puras e cristalinas da Palavra eternal. Preferem mais as imundas águas deste mundo, do que as águas vivas do poço de Abraão. Que tristeza! Só aguardamos juízo e miséria para um mundo que despreza as maravilhas eternas por causa da euforia da encantada Sodoma, fadada ao juízo do fogo eterno.