sábado, 28 de abril de 2012

A VERDADEIRA SALVAÇÃO (3)


Se confessarmos os nossos pecados Ele é Fiel e Justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9)

         O VERDADEIRO PECADOR:
         Amigo retorno ao assunto a respeito da genuína confissão, porquanto o verso lido afirma que a salvação eterna que Cristo dá ao pecador é achada por aquele que chega em sincera confissão de arrependimento. Devo ir adiante a afirmar que a confissão verdadeira é um passo muito humilhante para o homem natural. Mas, notemos bem que Deus não aceita outro meio. Deus não faz adaptações com Seu evangelho para satisfazer gostos de gregos e troianos. O caminho é um só para achegar a Ele, e é o caminho estreito da sincera confissão de fé. Deus não se inclina para o homem a não ser que este seja achado em humilhação e contrição. Ele é o Deus que está perto dos contritos e quebrantados de coração. Se você estiver com sua bíblia aberta nesta passagem do primeiro cap. de João, observe bem o verso 8: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos e a verdade não está em nós.” Eis aí um exemplo de pessoas que não tem um coração de confissão. Ele, pelo contrário, está revoltado contra a verdade da Palavra de Deus.
         A bíblia afirma que ele é um pecador; nascido no pecado; que carrega uma natureza avessa a Deus; que seu coração é um profundo poço do pecado e que conseqüentemente é amante do mal e odiador de Deus, e que nessa situação jamais poderá entrar no Reino de Deus. Mas há um conflito no íntimo. Talvez seja uma pessoa religiosa; talvez seja alguém que seja bondosa no trato com os outros; talvez seja alguém que procura fazer muitas obras de caridade, por isso não pode aceitar a doutrina bíblia a respeito do pecado. Talvez por fora ninguém perceba sua revolta, mas essa atitude é do coração. Sua guerra contra Deus está escondida no íntimo. Tal pessoa procura manter-se longe da verdade. A verdade é muito dura para ser ouvida; fere muito seu egoísmo, por isso prefere se ocultar na escuridão. Pode-se perceber ausência de confissão na vida dessa pessoa. Ela mantém seu estado de empedernido e arrogante perante a luz do evangelho. Ele construiu uma verdadeira muralha, como a muralha de Jericó, em torno do seu coração para que a luz da verdade não venha a entrar ali.
         Outro tipo de pessoa aparece no verso 10 da passagem lida: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”. Como é tão clara a Palavra de Deus! Ela revela tudo o que está escondido. Temos nesse verso uma descrição nítida daquilo que mais aparece em nossos dias. Muitos são aqueles que reconhecem que são pecadores; muitos são os que admitem o fato de terem nascidos no pecado e que são corrompidos desde o ventre da mamãe. Porém, a Palavra de Deus chega com espantosa eficiência para nos mostrar nossos malignos atos feitos constantemente. A palavra de Deus mostra o que fazemos por meio de nossa boca, de nossos pés, de nossas mãos, de nossos pensamentos. Esse é o ensino que Paulo trata em Romanos 6. Ali Paulo mostra que quanto a pessoa está escravizada no pecado ela vive dia a dia à serviço do pecado. Com clareza o apóstolo fala de nossa viver na maldade para a maldade. Ora, o homem natural não gosta de ser descoberto por Deus. Ele prefere tentar se acobertar usando até meios religiosos. Mas a luz do evangelho vai ao profundo do ser humano para revelar a natureza maligna do seu coração disposto e predisposto a praticar o mal.
         Mas a bíblia é um livro revelador. Quando procuramos fingir; quando procuramos nos enfeitar de adornos religiosos; quando procuramos escapar de ser descobertos em nossas maldades, estamos mostrando, na prática que não há, e que nunca houve qualquer indicio de confissão. A Palavra de Deus vem para denunciar nossos esconderijos; nossos vícios; nosso linguajar destruidor; nossas malícias mentais; nossos caminhos errados, etc., o que acontece normalmente é que fugimos diante dessa luz reveladora. Estamos como que dizendo: “não quero uma mensagem assim. Esse Deus é muito duro. Prefiro um lugar mais escuro onde me sinta bem porque diante dessas verdades estou me sentindo mal”. Espero que minha linguagem esteja sendo bem clara aos ouvidos que agora estão apurados para ouvir esta mensagem.
         Amigo, Deus não convida o homem para dialogar com Ele; para participar, por assim dizer, de uma “mesa redonda” a fim de chegar a uma conclusão a respeito daquilo que ele fala em Sua Palavra. Seja Ele verdadeiro e todo homem mentiroso. Ele, o Grande Deus, é Aquele que é Santo e que habita às alturas; Ele é aquele que em nada precisa do pecador; Ele não pois à venda Sua obra de salvação; Ele não busca opiniões democráticas. Não! Ele é Deus! Rei do Universo! Senhor dos Senhores! Aquele que não depende de ninguém para ser o Deus de toda Glória. Ele afirma que conhece o soberbo de longe, mas que se inclina para o aflito e abatido de Espírito e que treme perante Sua Palavra. Deu para o amigo ouvinte perceber que confissão é algo muito humilhante para o pecador?
         Mas quero prosseguir em ir adiante. Até agora tenho procurado deixar claro a respeito da necessidade de confissão por parte daquele que almeja conhecer a verdadeira salvação conforme está delineada em 1 João 1:9: “Se confessarmos os nossos pecados...”. Digo e afirmo que é impossível para o homem por meio de sua natureza pecaminosa, proveniente de um Adão caído, sim é impossível para ele achegar-se a Deus em confissão. Assim como o peixe não pode sobreviver fora da água, é impossível para o homem natural por si próprio a Deus em confissão. É uma atmosfera espiritual onde o homem natural não pode achar ar para respirar. São coisas espirituais, por isso são loucura para o homem não nascido de novo.
         Assim como não se espera que um elefante venha a voar, também não se espera que o pecador, enfermado pelo pecado da cabeça aos pés, por ele mesmo, de iniciativa própria, possa subir às alturas da confissão. Ele não tem asas espirituais para sobrevoar as alturas celestes. Sendo assim é de entender que confissão é um milagre, e sendo milagre não há como explicar milagres, porquanto, no momento que você conseguir explicar um milagre, então aquele milagre deixa de ser milagre. Mas os olhos da fé almejam sondar a palavra de Deus; os ouvidos da fé querem poder escutar os doces ensinos dados pelo Espírito Santo. Como um avião só pousa no lugar adequado, assim também a fé cristã pode chegar e só achar lugar de pouso na Palavra de Deus.
         Quero levar o leitor para ouvir o que o próprio Deus fala. Tomarei algumas passagens para explicar por meio delas que o homem, por si mesmo não pode achegar a Deus, e que é Deus mesmo que realiza essa obra portentosa de levar o pecador ao arrependimento. Vou tomar primeiramente Jeremias 30:21: “O Seu príncipe procederá deles, do meio deles sairá o que há de reinar; fá-lo-ei aproximar, e ele se chegará a mim; pois quem de si mesmo ousaria aproximar-se de mim? Diz o Senhor”. Notemos bem nessa passagem profética que Deus faz promessas para a nação de Israel, para fazer do povo que retornaria do cativeiro, o Seu povo. Deus afirma que o príncipe de Israel Ele o faria aproximar-se Dele. Então, o próprio Deus pergunta: “...pois, quem de si mesmo ousaria aproximar-se de mim?...” Temos aí uma poderosa passagem que expõe, não somente a suficiência da Graça de Deus, como mostra a completa incapacidade do homem em seu estado natural de achegar-se a Deus por si mesmo. Deus está mostrando para o povo de Israel que somente Deus, Ele mesmo, mediante a força da Sua Graça, poderia fazer com que um homem pudesse aproximar-se Dele.
         Vou para uma passagem agora no Novo Testamento. Em Romanos 3:11 Paulo afirma: “Não há quem entenda, não há quem busque a Deus”. Procuremos entender a maneira que Paulo deixa bem definido: “Não há quem busque a Deus”. Outra poderosa afirmação no tocante a esse assunto é feita por nosso Senhor Jesus Cristo em João 6:44: “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer...” Poderia aqui expor aos leitores muitos outros versos que salientam e sustentam esse ensino.
         Sendo assim, podemos afirmar com toda ousadia que é impossível para qualquer homem, não importa a idade, a raça, a cor, a condição social, o grau de religiosidade, se é ateu ou crê na existência de Deus, jamais pode ir a Deus por si próprio, aliás, nem sequer tem qualquer interesse. Seu caminhar é para baixo; sua inclinação é dirigida sempre rumo ao pecado; seu prazer é para aquilo que está ligado à sua natureza carnal; sua religião é puramente idolatria; seu deus é fabricado por suas mãos ou sua mente; sua adoração é festa da carne; seu paraíso são os prazeres terrenos. O homem entregue a si mesmo quer argumentar contra Deus: está sempre em pé de guerra contra Deus; está sempre desferindo golpes contra a verdade de Deus; está continuamente com armas do coração empunhando contra o Reino do Céu; está transitando o caminho largo que conduz à perdição, ama esse caminho e não tem um mínimo de prazer em abandoná-lo; o seu lugar de prazer é a terra e não o céu.
         Talvez o leitor possa ter chegado à uma conclusão de desespero em relação ao homem. Talvez toda esperança tenha sucumbido ante essas verdades reveladas a respeito da triste situação do homem no pecado. Mas eu falei em milagres, e o Deus da bíblia opera milagres, mui especialmente no que concerne à salvação, Ele é o único que opera maravilhas. Ele é o único que pode transformar o coração endurecido e revoltado do homem em um novo coração. Será que um homem, uma mulher, pode achegar-se a Deus em sincera confissão de seus pecados; em estado de sincero arrependimento e convicto da necessidade de misericórdia por parte de Deus? Pode, porque é Deus quem opera isso. O arrependimento vem de Deus; o desejo de conhecer a Deus é algo colocado pelo próprio Deus no coração.
         Ai de nós se tivéssemos que esperar de nós mesmos. Seria a mesma coisa que esperar que um morto por si mesmo ressuscitasse. Todos aqueles que foram salvos foram levados ao Salvador mediante o majestoso trabalho realizado pelo Espírito Santo e pela Palavra. Por que prego a Palavra de Deus? Por que prego o evangelho? Porque justamente Deus opera Seus milagres de salvação através da mensagem trazendo convicção de pecado ao coração do pecado que Ele quer salvar. Paulo cria nisso. Ele afirmou: “Pois não envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê...” (Romanos 1:16). O milagre da salvação Deus está realizando, e isso significa que agora Ele pode salvar.
         Se há alguém que deseja achegar ao Senhor Jesus Cristo em sincera confissão de fé, Crendo Nele para ser o seu Salvador e Senhor, pode estar certo que é Deus mesmo quem está operando em seu coração lhe levando ao arrependimento, e pode estar certo também que o Salvador é Fiel e Justo para perdoar e purificar.















O PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL (3 de 16)



Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23).
        Prezado leitor, que este tema venha ocasionar grande despertamento aos leitores que realmente levam a Palavra de Deus a sério. A bíblia aponta o pecado como o veneno das nações; como a arapuca no caminho; como a causa de toda desgraça, infelicidade e miséria aqui e na eternidade. Somente o Deus de misericórdia pode mostrar nos corações a calamidade desse inimigo, por isso preciso pregar constantemente contra o pecado. Sei que ao alçar minha voz contra o pecado estarei sozinho, mas estou certo que meu Deus está comigo, por isso elevo a Ele minhas orações em favor dos meus leitores e meus ouvintes.
         Estamos vendo como o pecado de Jacó perseguiu esse homem até no final de sua vida. Notemos como foi que seu pecado transformou seu coração num palco do medo e de conseqüente fuga. Damos graças a Deus pelos atos de misericórdia em favor de Jacó, porquanto Deus usou os terrores do pecado a fim de que a vida daquele homem pudesse ser amoldada e transformada, e assim Jacó deixasse toda sua arte de ludibriar os outros e pudesse ser ISRAEL, um novo homem, líder no meio do seu povo. Vejamos então, como a soberania agiu em sua vida. Quando ele fugiu da presença ameaçadora de Esaú correu em direção ao seu tio Labão, um homem avarento, ganancioso, cruel e esperto para o mal. Notemos bem que Jacó ficou distanciado de seus pais e de seu irmão, mas não do Deus que guia, disciplina e conduz amorosamente Seus escolhidos.
         Na companhia do seu tio Labão Deus mostrou a Jacó que sofremos o castigo pelos nossos atos, e que somente a graça pode nos livrar e mostrar Sua justiça perante os homens. Durante os vinte anos como empregado de Labão Jacó pode conhecer seu Deus, o glorioso Senhor. Foi pela mão poderosa do Senhor que Jacó trabalhou humildemente e pode ajuntar as riquezas de uma maneira justa e honesta. Não fosse a intervenção de Deus Jacó teria sigo esmagado pela tenaz perversidade de seu tio e sogro, por isso disse ao a Labão: “Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o Temor de Isaque não fora por mim, certamente hoje me mandarias embora vazio (Gênesis 31:42). A seguir notaremos como o pecado foi esse perseguidor implacável na vida de Jacó. O que ele plantou estava colhendo em grande angústia. Quando deixou definitivamente a companhia de seu tio e podia caminhar livremente com sua família rumo à casa do seu pai, tudo parecia tão confortável. Eis o que ele vê à frente:  “Jacó também seguiu o seu caminho; e encontraram-no os anjos de Deus. Quando Jacó os viu, disse: Este é o exército de Deus” (Gênesis 33:1,2). Quando estamos usufruindo das maravilhosas bênçãos de Deus, não significa que doravante o caminho brilhará em radiantes felicidades.
         É verdade que o exército de Deus estava à frente de Jacó, mas Deus estaria permitindo que seu servo conhecesse o quanto os resultados do pecado aparecem em sua perversidade e monstruosidade em nossa vida. Ele não retira a colheita do mal que plantamos, pelo contrário, ele deixa para que sejamos humilhados e que saibamos o quanto somos vermes. Jacó teria que passar pelas terras de quem? De Esaú! Agora estava só; não tinha mais papai e mamãe presentes; agora estava humanamente sozinho para defender sua indefesa família. Eis agora o momento quando o perseguidor implacável chega, mostrando seus terrores no íntimo de Jacó; chegou trazendo consigo seus açoites para o íntimo, porque o medo de Esaú domina seu íntimo. Os anos não apagam o pecado; os anos não desmancham o mal que cometemos, pelo contrário, os anos fazem com que aquilo que cometemos sejam transformados em verdadeiros algozes provocando sofrimento e angústia em nossas vidas. Prezado leitor, pode estar certo que ao semear o pecado no seu viver certamente vai colher os frutos amargos da iniqüidade. Somente o sangue de Cristo para trazer perdão e purificação ao pecador arrependido.
         Prezado leitor, Deus jamais esconde os fracassos dos Seus servos, porque tem em vista mostrar aos santos em todos os tempos que o homem é o que é um caído e apto para descer ao profundo poço da perdição. Somente assim poderemos conhecer o que significa a suficiente graça e o quanto precisamos dessa superabundante provisão do céu para que jamais venhamos a tropeçar. A vida de Jacó foi assim, ele foi transportado por Deus de Canaã para a Mesopotâmia e da Mesopotâmia para Canaã. Durante esses vinte anos Deus permitiu que o terror do pecado perseguisse Jacó. Deus não retirou os resultados do pecado na vida do Seu servo, mas simplesmente transformou todo sofrimento em bênçãos eternais, a fim de que a verdadeira humildade e grandeza de caráter abarrotassem o coração desse homem.
         Como o pecado perseguiu Jacó? Pudemos ver que durante os vinte anos distante de Esaú nada mudou.  A distância e o tempo não conseguem sepultar nossos atos pecaminosos, pelo contrário, o pecado cometido gera os males que nos trarão aflições. Foi assim com Jacó, porquanto ele havia usado de astúcia e enganado seu pai e seu irmão. Não adiantava pôr a maldade cometida debaixo do tapete, porque o seu pecado certamente o acharia como de fato achou. Ao saber que Esaú vinha ao seu encontro com 400 homens, o medo despontou-se imediatamente: “Jacó teve muito medo e ficou aflito...” (Gênesis 32:7).
         Qual foi o aguilhão do pecado na vida de Jacó? O medo, o desespero! Não é isso o que acontece quando enganamos nosso próximo? Não é assim quando usamos de astúcias, de mentiras com nosso semelhante? Não é isso o que acontece quando não agimos com justiça, pureza e retidão com aqueles que nos cercam? Naquele momento a força da visitação do pecado foi mais poderosa do que a fé; superou toda virilidade e autoconfiança de um homem. Amigo, a força do homem provém de um caráter santo e puro diante de Deus e dos homens. Fora disso somos transformados em medíocres, em vermes quando temos que prestar contas daquilo que praticamos de errado contra nosso próximo. Não adianta fugir, escapar, esconder ou manter-se à distância, porquanto fatalmente o homem terá que enfrentar o julgamento de seus atos pecaminosos: “... o vosso pecado vos há de achar”.
        Foi naquela situação angustiante que Jacó buscou o amigo certo. Deus só é conhecido nos corações dos homens quando a angústia chega para cercá-los: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Salmo 46:1). Foi naquele momento que brilhou no coração de Jacó a certeza da presença daquele que jamais abandona Seus santos. Isaque estava longe, Rebeca morreu, mas o Deus de Jacó não! Ele estava presente, bem perto desse pobre pecador. Foi ali que Jacó pode perceber o quão inútil ele era! Que em nada Deus precisava dele, que ele não passava de ser um objeto da misericórdia daquele que lida com os homens por compaixão. Não fosse a eleição divina, Jacó seria esmigalhado pela fúria vingativa de Esaú. Foi a presença desse Deus que não dorme, não cansa nem se fatiga, que moldou o coração de Esaú; que “jogou água”, apagando o fogo da vingança que ardia o coração desse homem mundano.
         Amigo, não brinque ao levar seu viver de forma leviana, achando que o sol das bênçãos paira sobre sua cabeça, quando o viver tem sido o de semear a maldade: “Sabei que vosso pecado vos há de achar”, e quando acha, o sofrimento chega de maneira inexplicável. Cristo Jesus veio ao mundo para tratar com homens e mulheres arrependidos: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados...” (Atos 3:19). Não tem outro meio, senão o de tomar o caminho da humilhação perante o Deus que tem prazer em conversar com almas humilhadas. Chegue a Cristo agora em plena confissão e disposição para pôr seu viver em ordem perante Deus e seu próximo.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL (2 de 16)



Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23).
         Prezado leitor, que base temos fora da Palavra de Deus para julgar o pecado? Absolutamente nenhuma! O mundo se alimenta e é energizado pelo pecado. Em Ezequiel, solenemente Deus adverte a nação de Israel ao afirmar que: “... ninguém prosperará na vida, pela sua iniqüidade” (Ezequiel 8:13). Sendo assim, que sejamos encorajados a encarar as Escrituras com temor e tremor, porquanto somente o Deus Santo pode tirar o disfarce desse inimigo astuto, sutil, enganador e cruel que é o pecado. Sendo assim, humildemente consideremos as lições bíblicas ilustradas. O mundo atual precisa de homens e mulheres transformados pela graça, exibindo assim o poder transformador do evangelho da Glória de Cristo.
         A seguir tomaremos a vida de Caim, conforme a narrativa do cap. 4 de Gênesis. Notemos como o pecado perseguiu de forma implacável esse homem. O poder dominador do pecado mostrou seu domínio na vida daquele moço através do seu orgulho e obstinação contra Deus e contra o caminho de Deus. A religião de Caim foi oposta a religião de Abel, seu irmão. Abel mostrou ter seu coração contristado e contrito, por isso buscou o caminho certo, do arrependimento e da fé no sangue remidor. Abel sentiu no íntimo o efeito do pecado, no fato de ter nascido fora do Éden, longe de Deus e condenado, por isso sua alma anelava conhecer o caminho que o conduziria certamente para o paraíso celestial.
         Caim posicionou-se de forma contrária. Seu sistema de culto revelava seu ódio a Deus, mostrando que queria viver no pecado e construir aqui no mundo o paraíso segundo os deleites do seu coração. Era um instrumento sob o controle do pecado, não somente contra o caminho santo, mas também contra aqueles que buscassem a salvação, como ocorreu com Abel. Ao assassinar seu irmão começou a mostrar como o pecado foi seu perseguidor implacável. A rebelião contra a verdade empurra o homem às atitudes perversas em seu viver. Agora Caim quer correr de Deus, para longe do amor de Deus; quer ficar mais distante do paraíso. Veja como o pecado domina suas emoções, sua mente e poder de decisão. Agora é um fugitivo, errante, medroso e assustado, parecendo um coelho que foge da águia.
         Mas o pecado não parou seu nefando trabalho no coração rebelde de Caim. Agora passa a ser um instrumento mais poderoso, porquanto começa a criar seu próprio paraíso, exatamente contrário ao paraíso de Deus. Agora constrói uma cidade e uma sociedade onde seu nome é exaltado, o palco do humanismo (Gênesis 4:16); agora o pecado, por meio de Caim começa a exibir o mundo que tanto atrai corações não salvos e santificados; agora tem uma sociedade sem Deus, que pode produzir tudo o que os homens precisam (versos 20-22); agora tem uma sociedade segundo o coração carnal e mundano de Caim e sua descendência, com leis próprias, e não as leis santas de Deus (versos 23-25); agora os homens poderão sentir a liberdade para a poligamia:  Disse Lameque a suas mulheres...” (verso 23), indo contra o padrão original do Criador: “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne” (Gênesis 2:24).
         Quantos hoje fogem da salvação que há no Filho de Deus! Quantos tentam se esconder de Deus até mesmo em igrejas! Meu amigo, fugir da luz do evangelho é o caminho certo para as práticas mais pervertidas de um coração endurecido contra Deus. Lembre-se que o pecado é um perseguidor implacável. Se não for tratado com o sangue purificador, o homem vai viver sob a nuvem aterrorizante da Ira de Deus (João 3:36). O Deus da Bíblia tem prazer em corações arrependidos, que anelam pela verdade, que querem conhecer o Salvador e Senhor. Se você é uma alma assim, agora mesmo peça ao Senhor que lhe salve de seus pecados!
         Prezado leitor, continuemos examinando como a Palavra de Deus mostra o pecado como um perseguidor implacável. Que esse ensino venha prostrar nossos corações em santo temor perante o Deus santo. Vivemos numa época semelhante à de Isaías, quando a nação de Israel estava endurecida pelo engano do pecado e nada percebia das maldades de seus corações corrompidos e irregenerados. Precisamos de uma visitação de Deus neste momento, quando as trevas do orgulho, da mentira e do desprezo à verdade tem ocupado todos os lugares, até mesmo dentro das igrejas. Quando a maldade prevalece quase nada vemos de humilhação e invocação ao Nome do Senhor.
         Hoje ocuparemos com a vida de Jacó. Boa parte do livro de Gênesis ocupa-se em falar a respeito desse patriarca de Israel. Por meio dele Deus ensina Sua soberana salvação aos eleitos: “Como está escrito: Amei a Jacó, e aborreci a Esaú” (Romanos 9:13) e é na história desse homem que brilha intensamente a preciosíssima graça de Deus,  porquanto a ação salvadora e disciplinadora de Deus está em contínuo exercício sobre aqueles que Ele amou antes da fundação do mundo (Efésios 1:4). É na imensidão do domínio do pecado que sobrepuja a graciosa graça, prevalecendo sobre toda maldade e fraqueza, transformando Seus escolhidos e habilitando-os para servi-Lo melhor. Obviamente não trataremos dos detalhes maravilhosos da graça de Deus na vida desse que se tornou príncipe de Israel, porquanto nossa intenção aqui é mostrar como o pecado foi um assombroso perseguidor na vida de Jacó.
         O nome “Jacó” designa exatamente como e onde o pecado dominou a vida dele desde seu nascimento. O nome hebraico “Jacó” significa “levar vantagem, colocar alguém debaixo de seus pés”. Foi exatamente esse o filme da vida desse moço que fora alvo da misericórdia de Deus. O momento mais impressionante de sua ação foi quando se aliou à sua mãe para enganar Isaque, seu pai e roubar a bênção que seria dada por direito a Esaú (Gênesis 28). Pelas promessas de Deus a bênção seria de Jacó, mas Isaque simplesmente esqueceu e porque tinha muita afeição por Esaú seguiu o curso natural que o primogênito tinha.
         Qual foi o pecado de Jacó e Rebeca? Não confiaram em Deus no cumprimento de Suas promessas, por isso tomaram o caminho carnal a fim de buscar os direitos. Notemos bem que Deus permitiu, porém os resultados foram desastrosos. Rebeca recebeu aquilo que ela mesma pedira: “Meu filho, sobre mim caia essa maldição...”. Ora, aquela mamãe morreu sem ver seu filho de estimação que partira para ficar vinte anos na companhia de Labão irmão dela. Jacó usou sua habilidade em enganar, e foi assim que ele mentiu para seu velho pai que estava cego: “Eu sou Esaú, teu primogênito; tenho feito como me disseste; levanta-te, pois, senta-te e come da minha caça, para que a tua alma me abençoe” (Gênesis 28:19). Além disso, profanou o Nome de Deus: “Perguntou Isaque a seu filho: Como é que tão depressa a achaste, filho meu? Respondeu ele: Porque o Senhor, teu Deus, a mandou ao meu encontro.
         Sabei que o vosso pecado vos há de achar”, e achou Jacó imediatamente, porquanto o ambiente de ira e de vingança veio sobre a família quando Esaú ficou sabendo: “Vêm chegando os dias de luto por meu pai; então hei de matar Jacó, meu irmão”. Notemos bem como o pecado chega com uma perseguição cruel. Daquele momento o espírito de medo e de fuga ocupou o ambiente na família de Isaque e dominou o coração de Jacó.
         Meu amigo, não esqueça que o pecado é muito mais poderoso e cruel do que você pensa. O que você tem feito contra seu próximo, qualquer maldade praticada, pode estar certo que esse tirano inimigo não lhe deixa, ele há de perseguir, com perseguição cruel e açoites no íntimo. Somente o sangue remidor do Cordeiro de Deus para tratar com o pecado em todas as suas maldades. Somente uma alma arrependida e humilhada vai a Cristo em busca de perdão e purificação!

A VERDADEIRA SALVAÇÃO (2)



Se confessarmos os nossos pecados Ele é Fiel e Justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9)

O VERDADEIRO PECADOR: (introdução)
A pergunta é esta: Quem são os perdidos? Posso responder com muita convicção bíblica que os perdidos são aqueles que se achegam ao Senhor em sincera confissão de fé. Podemos ilustrar com o caso dos dois ladrões que foram crucificados ao lado do Senhor Jesus, conforme é narrada por Lucas em seu evangelho no cap. 23. Os dois eram pecadores? Claro! Os dois eram culpados? Absolutamente culpados. Ambos nasceram no pecado. O sangue adâmico corria em suas veias; a culpa do pecado marcava seus corações; as suas mãos estavam manchadas e eram juntamente amaldiçoados pela lei de Deus que os empurrava justamente para o castigo eterno. Por que Cristo salvou um e o outro não? Por que um subiu para estar com o Senhor em Seu Paraíso enquanto o outro foi atirado para o abismo de vergonha eterna?       A resposta está no fato que dos lábios de um partiu uma sincera confissão de fé; foi uma alma cujos olhos espirituais foram abertos para ver sua própria miséria e loucura por ter vivido longe de Deus e quebrando Sua santa lei. Ali estava um homem que, por meio de um milagre de Deus em seu coração pode ver toda sua loucura em ter vivido neste mundo à busca de seus direitos quando, diante de Deus não passava de ser um indigno. Quando seus olhos puderam fitar o glorioso salvador ao seu lado, perante o Salvador Bendito ele não perdeu a oportunidade de lançar sobre o Filho de Deus sua confissão para esperar Dele que é misericordioso seu perdão e salvação, como de fato alcançou.
Amigo leitor, no verso lido de 1 João 1:9 está bem claro que nenhum pecador conhecerá o Bendito Salvador se não achegar-se a Ele em confissão. “Se confessarmos”. Quer saber qual é o verdadeiro pecador que encontra a verdadeira salvação? Eis aí o teste. Há confissão? É uma alma aberta para Deus? Nada há encoberto? Meu amigo, estou bem certo que tal ensino em nada é agradável à natureza orgulhosa e vaidosa do homem que, especialmente em nossos dias se sente lisonjeado pelos falsos profetas, os quais tem apresentado um deus tipo papai Noel que vive distribuindo prosperidade para os homens, um deus que é adaptado aos gostos e preferência dos carnais e mundanos.
Vamos enfrentar a realidade? Digo e afirmo, de passagem, que a doutrina da confissão em nada é bem aceita pela natureza carnal e egoísta do homem. Ele está pronto a aceitar qualquer proposta, mesmo que tenha de fazer tremendo sacrifício; mesmo que tenha que pagar muito caro; não importa se é bíblico ou não; tem que ser por meio daquilo que lhe leva a sentir bem. Está pronto a barganhar; Está pronto a fabricar um deus que lhe agrade, mas em nada quer saber de achegar-se ao Deus Vivo e Verdadeiro em sinceridade de coração para a grande realidade da confissão; nada de querer invocar o Nome do Senhor para ser salvo.
 Mas o Grande Deus não mudou e nem vai mudar; Sua palavra também é imutável e gloriosa, e esse Deus sempre exaltou e vai exaltar sua Palavra. O que o grande Deus afirma a respeito do homem? Diz que culpado, condenado, arruinado, amaldiçoado pela santa lei, caído em Adão, completamente imundo perante os olhos daquele que é Santo, Santo, Santo. Como um culpado deve chegar perante o Rei do Universo? Como um culpado e condenado pode chegar perante o Perfeito Juiz do universo? Como o caco de barro ficará perante o oleiro? Chegará com arrogância? Tentará usar de disfarce perante aquele cujos olhos nada pode ficar encoberto? Tentará manipular aquele que não olha face de ninguém, nem tampouco faz acepção de pessoas? Há de procurar atalhos para chegar a Deus? Poderá se justificar perante aquele Juiz que já declarou que todos são culpados e que aos culpados não tem por inocente? 
A única maneira é chegar em confissão. O verso lido é bem claro: “Se confessarmos os nossos pecados”. O Trono de Deus é de misericórdia, e visto que é assim, é melhor achegar-se perante esse Deus que estende Sua misericórdia para o aflito, abatido e emudecido. Perante aquele que afirma ter misericórdia de quem Ele quiser usar de misericórdia (Romanos 9:18). O evangelho alcança corações arrependidos e somente os arrependidos podem entender o que é confissão genuína. A linguagem do pecador que Deus ouve é a linguagem da confissão sincera. O pecador assim pode estar certo que chegou perante o Salvador; que deparou-se perante Sua face Bendita. O homem caído perante o Rei da Glória pode estar certo que será erguido pelo poder da Graça; o homem que enxerga sua imundície espiritual, certamente encontrará o Sangue Remidor para Sua completa purificação