sexta-feira, 24 de junho de 2011

A RUÍNA DA GLÓRIA HUMANA (4) "...dias dissipados na vaidade..."



Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror” (Salmo 78:33).
DIAS DISSIPADOS NA VAIDADE:
         Prezado leitor vamos voltar nossa atenção de forma fervorosa ao texto em pauta. Tomemos o exemplo de Israel como uma lição de seríssima advertência aos que hoje têm tomada o curso da avareza, carnalidade e mundanismo. Parecia que eram espirituais e cheios de fé, mas não passavam de zombadores, atrevidos e rebeldes no coração. A resposta de Deus parecia ser de bênçãos, mas era o peso atroz da Ira que caía sobre suas cabeças. É exatamente isso o que está acontecendo em nossos dias, quando vemos milhares correndo em busca, não da verdade, porém de favores materiais. Elementos gananciosos conquistaram seus corações e estão sendo arrastados pelo engano de uma fé fraudulenta e de uma espiritualidade enganosa.
         Amigo leitor, a verdadeira razão de nosso viver não se fundamenta naquilo que recebemos de Deus. Não há qualquer promessa de que Deus há de prover aos homens qualquer coisa além daquilo que Ele concede a cada dia. O erro fundamental daquele povo no deserto foi achar que precisava mais do que Deus prometera dar, por isso achava que estava passando fome, que Deus era cruel na liderança e na provisão pelo deserto. Eles estavam tomados do orgulho e achavam que eram especiais; agiam como crianças rebeldes, gritando e berrando querendo alguma coisa.
         Deus afirma que o maior prazer, a bem-aventurança da vida é conhecê-Lo: “mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em entender, e em me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço benevolência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor(Jeremias 9:24). Eis aí a diferença crucial entre o Deus verdadeiro e o deus da imaginação fantasiosa dos evangélicos modernos. O Deus que guiava Israel pelo deserto em nada era aceitável aos corações rebeldes que caminhavam rumo à terra prometida. O caminho que o Deus santo preparou para os remidos era insuportável para esses elementos carregados de egoísmo. O caminho dos remidos está sob a observação de uma liderança disciplinadora e amorosa do Senhor, o Deus que carrega o fardo do Seu povo e que sustenta de forma sábia Seus filhos. Vejamos a linguagem Dele assim que chegou às margens do Jordão:
         Sim, ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que nem tu nem teus pais conhecíeis; para te dar a entender que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor, disso vive o homem. Não se envelheceram as tuas vestes sobre ti, nem se inchou o teu pé, nestes quarenta anos.  Saberás, pois, no teu coração que, como um homem corrige a seu filho, assim te corrige o Senhor teu Deus (Deuteronômio 8:3-5). Veja amigo, como podemos conhecer o Deus verdadeiro pela linguagem com a qual Ele mesmo comunica-se com Seu povo. O que aquele povo atrevido quis no deserto, eles obtiveram, mas não foi o fruto da graça, da bondade e da provisão normal de Deus. O que eles receberam foi um pacote cheio de prazeres que reverteram em peso atormentador para os dias daquelas pessoas.
         O Deus de Israel é o mesmo Deus e Seus atos seguem o mesmo padrão. Com Seu povo remido, salvo, Ele age com misericórdia: “Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias de minha vida...” (Salmo 23:6). Mas com corações atrelados aos prazeres, que querem ordenar Deus; que recusam submissão à liderança de Deus e ao reino Dele, certamente Ele age com justiça e juízo. E quão amargo é receber nas mãos aquilo que parece bênção, mas que não passa de Ira. Para o homem humilhado, caído perante Ele, o Senhor tem maravilhosa misericórdia. Eis aí a verdadeira prosperidade! Eis aí o caminho certo que pecadores devem tomar!

Examinando nosso arrependimento Thomas Watson



"Porque, quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! que apologia, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vingança! Em tudo mostrastes estar puros neste negócio." II Cor 7.10,11 

Se alguém diz que se arrependeu, desejo que examine-se a si mesmo, seriamente, por meio dos sete... efeitos do arrependimento delineados pelo apóstolo em 2 Coríntios 7.11.

1. Cuidado. A palavra grega significa uma diligência intensa ou um esquivar-se atento de todas as tentações ao pecado. O homem verdadeiramente arrependido foge do pecado como Moisés fugiu da serpente.

2. Defesa. A palavra grega é apologia. O sentido é este: embora tenhamos muito cuidado, podemos cair no pecado devido à força da tentação. Ora, nesse caso, o crente arrependido não deixa o pecado supurar em sua alma; antes, julga a si mesmo por causa de seu pecado. Derrama lágrimas perante o Senhor. Clama por misericórdia em nome de Cristo e não O deixa, enquanto não obtém o seu perdão. Assim, em sua consciência, ele é defendido da culpa e se torna capaz de criar uma apologia para si mesmo contra Satanás.

3. Indignação. Aquele que se arrepende levanta o seu espírito contra o pecado, assim como o sangue de alguém sobe quando ele vê um indivíduo a quem odeia mortalmente. A indignação significa ficar importunado no coração por causa do pecado. O penitente sente-se inquieto consigo mesmo. Davi chamou a si mesmo de "ignorante" e "irracional" (Sl 73.22). Agradamos mais a Deus quando arrazoamos com nossa alma por conta do pecado.

4. Temor. Um coração sensível é sempre um coração que teme. O penitente sentiu a amargura do pecado. Este vespa o ferrou, e agora, tendo esperança de que Deus está reconciliado, ele teme se aproximar novamente do pecado. A alma penitente está cheia de temor. Tem medo de perder o favor de Deus, que é melhor do que a vida, e receia que, por falta de diligência, fique aquém da salvação. A alma penitente teme que, depois de amolecido o seu coração, as águas do arrependimento sejam congeladas, e ela seja endurecida no pecado novamente. "Feliz o homem constante no temor de Deus" (Pv 28.14)... Uma pessoa que se arrependeu teme e não peca; uma pessoa que não tem a graça de Deus peca e não teme.

5. Desejo intenso. Assim como o bom tempero estimula o apetite, assim também as ervas amargas do arrependimento estimulam o desejo. O que o penitente deseja? Ele deseja mais poder contra o pecado, bem como ser livre deste. É verdade que ele está livre de Satanás; mas anda como um prisioneiro que escapou da prisão com algemas nas pernas. Ele não pode andar com liberdade e destreza nos caminhos de Deus. Deseja, portanto, que as algemas do pecado sejam removidas. Ele quer ser livre da corrupção. Clama nas mesmas palavras de Paulo: "Quem me livrará do corpo desta morte?" (Rm 7.24). Em resumo, ele deseja estar com Cristo, assim como tudo deseja estar em seu devido lugar.

6. Zelo. Desejo e zelo são colocados lado a lado a fim de mostrar que o verdadeiro desejo se manifesta em esforço zeloso. Oh! como o crente arrependido se estimula nas coisas pertinentes à salvação! Como se empenha para tomar por esforço o reino de Deus (Mt 11.12)! O zelo incita a busca pela glória. Ao se deparar com dificuldades, o zelo é encorajado pela oposição e sobrepuja o perigo. O zelo faz o crente arrependido persistir na tristeza santa mesmo diante de todos os desencorajamentos e oposições. O zelo desprende o crente de si mesmo e leva-o a buscar a glória de Deus. Paulo, antes de sua conversão, era enfurecido contra os santos (At 26.11). Depois da conversão, ele foi considerado louco por amor a Cristo: "As muitas letras te fazem delirar!" (At 26.24). Paulo tinha zelo e não delírio. O zelo causa fervor na vida espiritual, que é como fogo para o sacrifício (Rm 12.11). O zelo é um estímulo para o dever, assim como o temor é um freio para o pecado.

7. Vindita. Um crente verdadeiramente arrependido persegue os seus pecados com uma malignidade santa. Busca a morte dos pecados como Sansão queria vingar-se dos filisteus pelos seus dois olhos. O crente arrependido age com seus pecados da mesma maneira como os judeus agiram com Cristo. Ele lhes dá fel e vinagre para beberem. Crucifica as suas concupiscências (Gl 5.24). Um verdadeiro filho de Deus busca a ruína daqueles pecados que mais desonram a Deus... Com o pecado, Davi contaminou o seu leito; depois, pelo arrependimento, ele inundou seu leito com lágrimas. Os israelitas pecaram pela idolatria e, posteriormente, viram como desgraça os seus ídolos: "E terás por contaminados a prata que recobre as imagens esculpidas e o ouro que reveste as tuas imagens de fundição" (Is 30.22)... As mulheres israelitas que haviam se vestido à moda da época e, por orgulho, tinham abusado do uso de seus espelhos ofereceram-nos depois, tanto por zelo como por vingança, para o serviço do tabernáculo de Deus (Êx 38.8). Com o mesmo sentimento, os mágicos... quando se arrependeram, trouxeram seus livros e, por vindita, queimaram-nos (At 19.19).

Estes são os benditos frutos e resultados do arrependimento. Se os acharmos em nossa alma, chegamos àquele arrependimento do qual nos arrependeremos (2 Co 7.10).

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A RUÍNA DA GLÓRIA HUMANA (3) “Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem na vaidade..."



Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror” (Salmo 78:33).
DIAS DISSIPADOS NA VAIDADE:
         Querido leitor conheçamos como opera os juízos de Deus sobre aqueles que estão enganados quando imitam Israel no deserto na busca de prosperidade. Não esqueçamos esse acontecimento dramático conforme a narrativa pesarosa do Salmista no salmo 78; como em meio a tanta obra de misericórdia aquele povo rebelde dispôs a provar e irritar a Deus com seus pedidos mundanos, carnais, malignos, porquanto seus corações estavam apegados ao Egito e seus prazeres, não obstante a escravidão na qual viveram.
         Minha tarefa agora é mostrar o que significa a frase: “...ele fez que seus dias fossem dissipados na vaidade...”. É uma verdade simplesmente profunda e aterrorizante. Não é nosso dever discutir com Deus e interrogá-Lo a respeito de Seus atos de justiça; quem somos nós para discutir com Ele? Qual a verdadeira razão de nossa vida sobre a terra? A mentalidade carnal busca nos bens desta vida. Os homens no pecado estão dispostos a buscar a felicidade naquilo que o mundo proporciona. Para eles o prazer está em acumular bens; eles querem ter saúde, dinheiro e fama; querem ser ricos, prósperos a fim de gastar com seus pecados. A vida do homem mundano é assim enquanto aqui viver. Se tiver que buscar um deus, uma religião e elementos que lhes mostrem um horizonte terreno de glórias, certamente vão dar crédito.
         Aprofundo um pouco mais para afirmar que a natureza pecaminosa é incrédula quanto as advertências divinas acerca do juízo e das conseqüências eternas. Eles não conseguem ver o abismo à frente. A natureza pecaminosa tão cega, por isso não consegue acreditar em satanás, segundo a descrição bíblica. O príncipe deste mundo é lindo e atraente com suas propostas para os corações rebeldes. O mundo tão bem dirigido por ele é o paraíso tão admirado e benquisto pelas multidões espiritualmente mortas. Mesmo a morte, para o mundano é vista como um descanso merecido e não como uma voraz e forte inimiga que trabalha para o inferno.
         Satanás, espertamente cega o entendimento dos mundanos, assim eles não discernem as maldades e conseqüências do pecado que acontecem diariamente neste mundo; eles não vêem o medo, o luto, o choro, gemido e crueldade que campeiam por todos os lados. A alma incrédula que ver mais luz mundana que brilha no centro do mundo. Eles não enxergam as dores e os gemidos da periferia; não querem examinar tudo à luz da verdade, da razão e nem podem ter uma conclusão sob a ótica da Palavra de Deus. Então, levada pela correnteza da euforia carnal, a multidão cega não percebe que a herança que o mundo tem é exatamente aquilo que está plantando. Os homens no pecado semeiam vento e colhem tempestade aqui e na eternidade. Estão acossados pelos inimigos invisíveis que são cruéis e hediondos; pagam caro por prazeres temporários sem que saibam que estão cercados pela miséria eterna.
         O povo de Israel, mesmo na presença da radiante luz da bondade do Senhor preferia a miséria. Queriam bênçãos venenosas; queria provisão da Ira; queria o caminho do conforto carnal, não o caminho da obediência e da disciplina; queriam descer rumo ao inferno e não subir rumo à glória.
         Não é exatamente isso que estão buscando em nossos dias? As multidões estão buscando esse “evangelho” de terror. Estão olhando para as mãos promissoras de satanás, pensando que são as mãos de Deus! Querem engordar o corpo e negam absolutamente os bens eternos às suas almas! Que triste fato! Que festa paganizada tão adornada de confetes diabólicos! Ó quando satanás se traja de anjo ou de deus! Ó, que capacidade ele tem de elevar a multidão às alturas, porque de lá as multidões não vêem os reais perigos! Acorde, ó alma, antes que seja tarde demais!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A RUÍNA DA GLÓRIA HUMANA (2) "...dias dissipados na vaidade..."



Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror” (Salmo 78:33).
DIAS DISSIPADOS NA VAIDADE:
         Prezado leitor, grande parte do povo de Israel no deserto estava pondo Deus à prova; eles mostraram sua insatisfação em seguir o bondoso, misericordioso e maravilhoso Senhor; queriam as provisões do Egito porque estavam desgostosos com o caminho, disciplina, liderança e provisão de Deus. As petições deles revelavam a insubordinação e rebelião de corações incrédulos, odiadores do Senhor e dispostos a não prosseguir para a terra prometida. Jamais o Senhor faltou com Sua bondade, ternura, paciência e amor e essas manifestações de misericórdia faziam com que eles pensassem que Deus era fraco.
         Porém, as respostas de Deus àquele povo atrevido era uma manifestação da Sua Ira. Ao responder suas petições dando-lhes o que tanto sua natureza carnal e corrompida queria, eles não percebiam estavam bebendo da punição divina, exatamente como vemos descrito no texto: “Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror”. Não é exatamente a mesma atitude que vemos no mundo chamado evangélico hoje? Com toda essa onda de prosperidade vemos claramente que a multidão eufórica está bebendo o cálice da Ira de Deus, não o cálice das bênçãos. Por esse fato vamos labutar no conhecimento tão profundo e tão revelador deste texto do Salmo 78:33), no objetivo de poder esclarecer e ajudar nossos leitores no conhecimento da verdade.
         Tomemos o primeiro castigo que Deus fez com que caísse sobre as cabeças dos rebeldes: “...dias dissipados na vaidade...” Notemos que é exatamente isso o que Deus está fazendo e faz com aqueles que prosseguem na vida atrás dos benefícios mundanos e solicitando de Deus essas coisas. Por favor, não me entendam mal. Não estou contra prosperidade material, nem estou dizendo que Deus não outorga essas coisas. Homens como Abraão, Isaque, Jacó e muitos outros genuínos crentes foram homens materialmente abençoados. O que quero afirmar é que não é essa a promessa de Deus para os homens; não é a mensagem do evangelho bíblico que pecadores precisam ouvir. Cristo não veio ao mundo para conceder uma vida materialmente plena e carregada de conforto carnal. A mensagem do evangelho é diametralmente oposta a essa mentalidade mundana que tanto caracteriza o currículo dos falsos mestres em nossos dias.
         Outro detalhe que considero de axial importância é que Deus não derrama Seu furor, Sua Ira santa da mesma maneira que nós os homens costumamos fazer. Ele faz com que os sentimentos de bem-estar, de prazer, de conforto e de alegria banal sejam destilados do céu, sem que os homens percebam que eles vêm misturados com o veneno letal da Sua Ira. Os homens bebem o cálice da fúria de Deus diariamente pensando que estão sorvendo bênçãos. A visão mundana começa tomar a cada dia um sentido de paraíso; passam a sonhar e não percebem que estão sendo levados para um final de desespero. Sonham nesta vida terrena que estão gordos e saudáveis e não sabem que acordarão para o choro eterno. São como pernilongos que chupam sangue à noite e morrem intoxicados com o mesmo sangue durante o dia.
         Ó, será que minhas simples palavras alcançarão meus leitores? Será que a Palavra de Deus acordará alguns que estão precisando de um bom beliscão? Ó quanto anelo isso! Eu sei que a mensagem proclamada pelos falsos mestres em nossos dias não passa de ser uma manifestação clara da punição de Deus contra um povo que recusa ouvir a Palavra de Deus!
Acorde amigo! Veja os perigos da Ira de Deus! Veja como a impressão de bem-estar tem levado milhares à perdição! Acorde, ó alma! Deixe sua vida de sonho e de fantasias mundanas! Veja a mensagem santa e pura do evangelho que chama pecadores ao arrependimento! Cristo Jesus veio ao mundo para buscar e salvar perdidos!

terça-feira, 21 de junho de 2011

A RUÍNA DA GLÓRIA HUMANA (1) "...dissipassem na vaidade e os seus anos..."



Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror” (Salmo 78:33) INTRODUÇÃO:
                   Amigo leitor é minha tarefa a partir de hoje apresentar a verdade gloriosa e tão importante para este momento no qual estamos passando, especialmente no mundo chamado evangélico. Não há dúvida que preciso levar a todos a verdade do evangelho bíblico, porque somente esse evangelho pode dissipar toda essa babel que paira sobre o mundo. Claramente vemos que o intento de satanás é trazer confusão e elevar a glória humana, porque a essência do pecado é a glorificação do homem; é declarar que cada ser humano é um deus; que cada um tem seus direitos de viver, gozar a vida e desfrutar de todo bem que lhe cerca e que Deus é  obrigado a dar-lhes todo bem. Li num jornal de uma organização religiosa que “Deus é obrigado a responder os pedidos de alguém, visto que a pessoa tem fé”. Os homens sempre agiram assim e irão agir, até que Cristo volte e ponha um ponto final nesse reino diabólico e enganador.
         Amigo leitor, a única luz que pode dissipar esse conceito enganador e venenoso vem do evangelho. Por quê? A razão única e exclusiva é que o evangelho bíblico proclama a glória de Cristo e não a do homem (2Coríntios 4:4). O evangelho bíblico detona a justiça humana e mergulha o homem no pó, a fim de exaltá-lo no pleno conhecimento da salvação. Tomemos as Escrituras, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Elas mostram a história do homem em sua rebelião natural contra Deus; elas mostram como o homem não mudou; que continua o mesmo homem, mesmo agora numa geração cercada de ostentação religiosa.
          É bem possível que o leitor já sofreu com o problema da ingratidão. O Salmo 78 é uma poderosa explanação histórica da ingratidão dos homens, ilustrada na vida do povo de Israel. Aquele povo teve o privilégio de contemplar numerosos milagres feitos por Deus, desde a saída do Egito. Porém, aqueles milagres não resultavam em temor, reverência e obediência a Deus, pelo contrário, revelavam corações ingratos, rebeldes, obstinados e ainda mais amantes dos prazeres. Estavam sempre descontentes; viviam com saudades dos prazeres temporários que tinham no Egito; achavam que Deus era obrigado a satisfazer seus prazeres carnais e não aceitavam a liderança disciplinadora de Deus em suas vidas. A contínua rebelião deles trouxe as tremendas conseqüências mostradas num simples verso: “Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror”. A resposta de Deus foi imediata, porque eles tinham tudo que engordava o corpo, mas emagrecia a alma. 
         Amigo leitor será que os homens mudaram? Jamais! O pecado de quatro, seis, sete mil anos atrás é o mesmo! O velho homem nascido de Adão não mudou, não muda, nem mudará, a não ser que Deus faça uma cirurgia espiritual, tirando o coração maligno e dando-lhe um novo coração. O Salmo 78:33 afirma que Deus fez com que os dias daquele povo fossem dissipados na vaidade (significado de “sopro”) e os anos deles em súbito terror. Vemos hoje a mesma busca incessante por aquilo que físico, carnal e mundano! Quantas igrejas têm sido abertas para proclamar a inverdade de que Deus atende tudo aquilo que os homens pedem, basta que tenha fé! Quantos elementos sórdidos aproveitam e conduzem a multidão por esse caminho perigoso, a fim de enriquecerem com táticas dolosas e manipuladoras! Até mesmo igrejas que antes foram de tradição bíblica têm mudado suas convicções e abraçado esse caminho fácil e perigoso do humanismo.
         Será que Deus mudou? Não! Ele é o Deus imutável! A Palavra de Deus afirma que quando os homens vivem à busca da prosperidade material, mundana e social, certamente terão seus dias dissipados na vaidade e os seus anos em súbito terror. Esse não é o evangelho bíblico! O evangelho verdadeiro proclama a salvação da alma, de pecadores que estão buscando a verdade gloriosa da grande conquista da cruz.