quarta-feira, 19 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (11)


                              
“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ORIGEM DAS BOAS OBRAS:     “... as quais Deus, de antemão preparou para que andássemos nelas”
        Chego à parte final dessa mensagem e vemos como as lições vão brilhando mais e mais, trazendo suas lições eternas, vindas da soberana atuação da graça. Quão incríveis são as maravilhas da graça! De início sabemos que nada de bom pode vir da natureza humana; nada podemos realizar dessas obras da graça, porque de nós mesmo nada brota, senão as maldades e perversões advindas do pecado. Se toda boa obra e todo dom perfeito vem do Alto, então é fato que toda má obra e dons imperfeitos vêm do homem caído em Adão. Assim, não há qualquer razão para que os crentes em Cristo venham gloriar neles mesmos. Se esperarmos dos filhos de Adão qualquer coisa boa, que agrade a Deus e que traga benefício ao mundo, certamente ficaremos cercados de decepções.
        O que aprendemos das boas obras é que elas foram preparadas de antemão para que andássemos nelas. Impressionante verdade! Notemos que antes de cada crente existir Deus mesmo preparou o caminho santo, glorioso, belo, justo e perfeito, para que eles pudessem trilhar esse caminho. O leitor atento pode observar bem que as boas obras é o nome do caminho pelo qual os santos trilham por ele. Outra lição que brilha como luz celestial é o fato que, sendo um caminho pelo qual os crentes andam, boas obras é um assunto inerentemente prático. Não são meras palavras, mas sim fatos que aparecem no viver do crente.
        Outro detalhe que desponta perante nossos olhos é o fato que é algo só para os crentes. Até parece redundância, mas o fato é que estou sendo enfático em afirmar que é preciso ter a vida que há no Filho. Tentemos por um ímpio nesse caminho e veremos que ele não consegue andar ali. Ele não pertence à classe da nova criação em Cristo. Ele não tem consigo a estrutura espiritual, não nasceu na família de Deus, por isso não consegue mover-se para cima. Ele não tem a fé que faz a alma vê o que está além do véu e também não participa da faculdade da graça cujas lições eternas foram preparadas somente para os salvos.
        Como podemos explicar esse preparo de antemão? Realmente são lições profundas e penetram além do tempo, nos guiando até à eternidade. Se quisermos ver a lógica divina em Suas obras graciosas temos que entrar no assunto da predestinação. Se quisermos saber do povo escolhido devemos entender a eleição, mas se quisermos saber do que envolve o viver do crente em todos os detalhes, certamente devemos entender o assunto sobre predestinação. Em Cristo os crentes foram escolhidos para serem salvos, livres do inferno e para serem herdeiros de Deus no céu. Na predestinação os salvos têm toda sua vida pré-programada.
        Notemos bem que quanto aos não salvos não há predestinação. Os vasos da ira foram destinados à perdição. Predestinação é assunto que envolve a vida de cada crente, onde nasceu, quando nasceu, que sexo, família, vida social, quantos anos viveria aqui, etc. Percebe-se que predestinação ensina que não temos controle sobre nossas vidas e existência.
        Sem querer aprofundar muito no assunto, devemos entender que a vida de cada crente tem como base “em Cristo”. Cristo é o perfeito modelo das boas obras e Ele mesmo veio preparar o caminho para que nós pudéssemos andar Nele. Na eleição nós Nele, na predestinação, Ele em nós. Nas boas obras vemos as virtudes eternas de Cristo nos salvos, vemos Seu viver transparecendo em cada crente; vemos o mundo presenciando que Cristo está vivo e que os santos transmitem Sua vida. Que privilégio que a graça nos outorgou!

terça-feira, 18 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (10)



“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de
antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ATUAÇÃO DA GRAÇA NO VIVER DESSE POVO: “... para as boas obras...”
        Outra verdade é que as boas obras deparam com a resistência natural. Parece inacreditável, mas o fato é que as obras graciosas feitas pelo povo de Deus não são reconhecidas pelo mundo. Elas não estão presas na contagem de gratidão aqui na terra, porque elas vêm do céu. Ora, se o mundo não tem qualquer gratidão pelas obras criadas por Deus e expostas na natureza, como hão de admirar os grandes feitos dos santos na terra? Qual foi o prêmio que homens de Deus receberam por praticarem coisas boas, excelentes e úteis? Nenhum! O Senhor Jesus só fez exclusivamente o bem, mas quais eram as disposições dos homens em relação ao bondoso e Justo Senhor? Sempre queria apedrejá-Lo e no fim levaram-No à crucificação.
        Então, não esperemos galardões pelas nossas obras aqui, a não ser quando Deus ordenar. As obras dos santos estão nos arquivos celestiais e Deus sabe bem como usá-las nos momentos certos. Foi assim que Ele fez com José e com Mardoqueu. Quero mostrar agora as bênçãos que as boas obras produzem neste mundo.
        Primeiramente elas resultam em bem-estar que a humanidade tanto precisa. Quando o cristianismo é real, bíblico e exemplificado em justiça e santidade, tendo em vista a glória de Deus, então é certo que resultará em bênção para a sociedade. Os favores da graça são venenosos para o pecado, mas para a humanidade ela traz uma atmosfera de confiança e tranquilidade. As obras feitas por Neemias quando voltou para edificar o muro em Jerusalém foram suficientes para espantar os perversos, remover a impiedade e instalar um ambiente de ordem. A postura firme e resoluta de Mardoqueu resultou na morte de um elemento assassino e trouxe paz para o reino persa (livro de Ester). Na corte babilônica Daniel foi um modelo de boas obras, por isso o rei Dario pôs toda confiança nele, a fim de trazer juízo contra os perversos e tranquilidade ao reino.
        Pensemos nas boas obras em nossos dias. Na verdade a sociedade agora está respirando um ambiente pervertido, mentiroso, traidor e cruel em todos os segmentos da sociedade, tudo porque falta o surgimento de mais homens e mulheres crentes que praticam obras dignas de arrependimento. O que temos hoje são mais e mais escândalos, por isso o mundo zombam e em seus atos diz que faz melhor que os crentes. Enquanto a igreja parecer com o mundo, ela estará apagada e prejudicando o mundo. Faltam homens e mulheres crentes, os quais querem agradar a Deus e não a carne; que querem ver a honra do nome de Deus na família e na igreja; que almejam vidas santas e para isso se separam do mundo e dos seus prazeres. 
        Mas as boas obras dos crentes funcionam como luz nas trevas, como o sal que impede a podridão, como árvores que dão fruto, como o bem que repreende a presença do mal. Foi com essas boas obras que Deus realizou grandes coisas neste mundo e abençoou o mundo em muitos lugares, durante a história da igreja. As boas obras não fazem com que os crentes não busquem galardão aqui. Os santos ajuntam riquezas no céu e não na terra, mas elas favorecem o bem estar físico, mental e espiritual de todos na terra.
        Termino esta página para dizer que as boas obras revelam o que será a glória na eternidade. Na realidade, as boas obras são as amostras das maravilhas e perfeições do céu na terra. As boas obras pedaços das joias santas, desprezadas pelo mundo, mas que tanto benefício traz ao mundo. As boas obras instilam justiça, pureza, tranquilidade, confiança, dignidade, autoridade e outros tantos benefícios. Quando foi que o mundo produziu isso? Nunca! Quando a igreja se humilha, ora e santifica, então as boas obras de Cristo no mundo começam a refletir em bênçãos inimagináveis para a sociedade.

QUANDO DEUS FECHA A PORTA (4)



“E os que entraram eram macho e fêmea de toda carne, como Deus lhe tinha ordenado; e o Senhor o fechou dentro (Gênesis 7:16)
FOI DEUS QUEM ABRIU A PORTA
        Amigo leitor, Deus exibe ao mundo dos homens o supremo poder da Sua graça. Ele já provou o quanto foi forte na criação, mas agora em Cristo Ele prova ao mundo Sua impressionante força em Sua obra salvadora. As Escrituras proclamam essa grandiosa mensagem em toda sua extensão. Ele anuncia aos perdidos que veio livrar perdidos do juízo, da ira vindoura e da culpa eterna do pecado. Oh! Que os homens saibam dessa verdade que Cristo é o Supremo exemplo do amor de Deus, conforme João 3:16. O texto afirma que Ele amou o mundo dos perdidos, dos inimigos, dos que transgrediram contra Sua lei e que mereciam a punição eterna. O texto diz que toda provisão foi feita para que todo que Nele crê não pereça. Será que podemos explicar isso? O amor de Deus pelo perdido é incomparável, conforme Romanos 5:8.
        Então, diante dessa verdade, posso afirmar que a porta está aberta para cada pecador, assim como a porta da arca de Noé ficou aberta, antes que as gotas de chuva começassem a cair sobre a terra. A limpidez do céu era sinal da graça; o enegrecimento do céu com a chegada das grossas nuvens, era sinal do juízo. No que tange a redenção da alma, agora tudo brilha no céu; tudo ao derredor anuncia que Deus em Cristo tem o caminho aberto, sem quaisquer obstáculos, sem qualquer cobrança de pedágios, a fim de que o perdido corra para o lugar de escape. Não foi essa a mensagem compassiva de Deus através dos anjos para Ló e família? “Corra, fuja para o monte, escape com tua vida!”
        Oh! Como é impressionante ver Deus tolerando a maldade dos homens! A paciência do Senhor é algo indizível, porque anos passam, dando a impressão que Ele simplesmente cansou e não mais se importa com o que acontece aqui no mundo. Mas como podemos comparar a paciência Dele com a nossa? Nossa paciência dura no máximo horas ou dias, mas quanto a paciência do Senhor dura centenas de anos. Como o Santo Senhor consegue suportar por tanto tempo tanta maldade, afronta, blasfêmia e desaforo dos homens? A razão é que Ele está tomado dessa tão imensa salvação. As portas da justiça foram abertas e Deus convida pecadores a chegar, porque não tem limites Sua salvação
        Quer saber o tamanho disso? Nós, pobres pecadores tendemos a ignorar os fatos acerca de Deus. Sempre estamos lidar com as palavras Dele, à luz daquilo que vemos ocorrendo neste mundo. Que desliguemos essa luz! Que afastemos disso que acontece neste mundo dia a dia, pois tudo passa. Quando a vida parece calma, nós pensamos numa salvação que vem para nos livrar de coisas tempestuosas que possam vir sobre nós. Sempre estamos dizendo: “Deus te abençoe”, ou “amém!”. Sabe por quê? Porque avaliamos a salvação à luz daquilo que precisamos aqui. Que os pecadores saibam que a salvação do Senhor envolve coisas eternas e temporárias.
        Não é melhor envolver nossas vidas com a realidade da tão grande verdade salvadora? O Deus da bíblia é apresentado aos homens como Salvador, por causa da condição de perdidos, condenados, réus culpados que escolheram pecar por vontade própria. O Salvador não está enxergando a condição do homem com uma visão política, religiosa, social, etc. O mundo vê os homens assim, mas o nosso Senhor contempla um ajuntamento de elementos vis, arrogantes e desafiadores de Deus. Mas mesmo assim Ele se manifestou para salvar. Eis no céu o grande Salvador com tudo completo, perfeito e pronto para alcançar os mais vis pecadores. A porta está aberta e não importa quanta culpa tem, porque o pecador que entrar encontrará todo dom perfeito de uma salvação que perdura para todo sempre.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

QUANDO DEUS FECHA A PORTA (3)



“E os que entraram eram macho e fêmea de toda carne, como Deus lhe tinha ordenado; e o Senhor o fechou dentro (Gênesis 7:16)
FOI DEUS QUEM ABRIU A PORTA
        Prossigo em dizer que Deus expõe ao mundo o poder da Sua graça e não o Seu juízo. Onde há misericórdia, há também o juízo. Os trabalhos de Deus no mundo sempre mostras que Ele marcha triunfante em punir e salvar. Quão diferente do Deus da nova era! O que destaca na mensagem moderno é um Deus que vem do céu à terra trazendo suas  bagagens de bênçãos materiais aos homens. Mas não é essa a verdade apresentadas nas Escrituras e a arca mostrou essas duas atividades. Enquanto Noé fabricava a arca Deus estava expressando ao mundo inteiro daquela época o quão grandioso e terno é Seu coração. A arca pregou isso enquanto estava com sua porta aberta, porém a pregação de um Deus que pune os rebeldes foi mostrada quando a porta foi fechada por Deus. O mesmo Deus que do céu vem chuva de bênçãos, declara também que vêm chuvas torrenciais de terror.
        Visto que desejo mostrar a porta aberta, venho dizer a todos que Deus está exibindo ao mundo dos homens o poder da Sua graça salvadora. Não há como mudar isso; não há no mundo qualquer meio para mudar o homem. Sem o dilúvio e cercado de favores, o mundo dos dias de Noé pode mostrar onde o pecado pode chegar, se não houver uma intervenção da parte de Deus. O mundo daquele tempo foi tão forte na iniquidade que atraiu até mesmo os anjos em fortes desejos pelas mulheres. O rasgo do pecado é vertical e horizontal. A maldade dos homens causa assombro e nós vemos isso em nossos dias, quando o mundo inteiro presencia as covardias de milhões em matar, roubar e destruir. Deus não tem intenção de fazer os homens diferentes, pois o veneno do pecado já entrou e só resta que tudo seja destruído pelo fogo.
        Querem saber disso? Até mesmo a vinda do Filho de Deus ao mundo foi uma manifestação de amor e juízo. Para o mundo o Cristo deveria ser um tipo de um religioso que viria para mudar as mentes, trazer uma visão melhor da política, da religião e dos negócios e que trouxesse paz para todos. Mas quão diferente é a exposição bíblica dos pensamentos de Deus! Deus enviou Seu Filho para salvar indivíduos: “...para que todo o que Nele crê...      “. A vida do Senhor aqui na terra sempre mostrou amor e juízo. Tudo no Senhor era mistério, de tal maneira que somente Deus podia abrir os olhos e a mente para entender. Deus não exibiu um grandioso ser que trouxesse aplausos do mundo. Deus exibiu Seu Cordeiro! É a mesma mensagem que circula em toda escritura. O Deus de um crente agora é o mesmo Deus de Abel e de Noé.
        Ora, o mundo está interessa num homem que veio simbolizado num animal? Claro que não! Mas a mensagem religiosa publicada pelo mundo é que Jesus é o homem que o mundo enviou ao mundo, enquanto o Senhor da bíblia é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O primeiro o mundo gosta demais, mas o segundo é simplesmente odiado. Deus enviou Seu Cordeiro para ser esmigalhado por feras na cruz. A presença do amor de Deus na Pessoa de Seu Filho não é o tipo de amor aprazível aos corações mundanos. O amor de Deus pune o pecado, pois o Cordeiro veio para tirar o pecado do mundo.
        Então amigo, dê uma olhada no interior dessa “santa Arca”. Veja os pensamentos de Deus, que eles não são os nossos pensamentos, nem Seus caminhos os nossos caminhos. Essa “Arca” do amor de Deus está com sua porta escancarada para que homens e mulheres entrem e encontrem em Cristo a segurança, o refúgio certo onde podem escapar da fúria da ira de Deus que jaz sobre este mundo maligno.

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (9)


                              
“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de
antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ATUAÇÃO DA GRAÇA NO VIVER DESSE POVO: “... para as boas obras...”
        As boas obras também exibem traços de justiça. Nunca os santos de Deus mostrarão as suas obras sem que nelas estejam aquilo que é tão exaltado na bíblia – a justiça. Vida cristã é justiça, por isso que a bíblia tanto fala sobre esse dinâmico e maravilhoso ensino. O que mais vemos hoje são homens e mulheres com nomes de “evangélicos”, mas o viver em nada expressa justiça. Toda atividade deste mundo é traçar suas rotas sem as marcas da justiça divina. Em nossa época onde o homem é destacado como o homem secularizado e independente. Deus hoje é um tipo auxiliador dos homens, a fim de que eles conquistem mais e mais seus ideais terrenos. Pastores sérios se veem cercados do fato que não há mais interesse por vida santa, humilde e disposta a carregar a cruz.
        Todo estilo de vida hoje indica que o viver de justiça foi implodido e transformado em cinzas. As obras dos chamados crentes aparecem com amor desvinculado de santidade e das reais manifestações da justiça de Cristo nos crentes. O lar está cada vez mais sendo destroçados, porque cada um se ocupa na busca pelo dinheiro e consequentemente o conforto. Mulheres não querem cumprir com justiça o dever de serem mães dedicadas e boas esposas; homens inspirados na capacidade de suas esposas simplesmente cederam e deixaram que a democracia entrasse em seus lares. Poderia gastar tempo aqui mostrando os sinais dessa tragédia, que culmina com a falta de busca de conselhos que usam a autoridade bíblica. Então, obras sem perfeita justiça não podem ser chamadas de “boas obras”. Nós os crentes somos neste mundo os servos da justiça, por isso os sinceros crentes hão de mostrar esses santos traços no viver.
        Certamente o assunto sobre justiça é vasto para ser tratado aqui, mas vou deixa-lo, a fim de falar sobre a presença de santidade nas boas obras. Onde há justiça, a santidade está presente e onde há santidade é sinal que há justiça. Mas a presença da santidade nas boas obras é o ingrediente que revela a origem dessas boas obras. Os homens do mundo podem mostrar belas obras, mas elas jamais serão adornadas e perfumadas da santidade. Onde Cristo é glorificado em nossos atos os homens jamais serão exaltados. Foi essa santidade que fez a diferença na vida de José, bem como na vida de milhares de santos de Deus que passaram pelo mundo. Veja como o crente é aquele que faz as coisas, sem, contudo se aparecer. Muitos deles passam a vida de forma obscura, mas só a eternidade mostrará o quanto esses heróis da fé vão brilhar como estrelas refulgentes. Normalmente não prestamos atenção na lâmpada que brilha, porque nosso interesse é pela luz. As boas obras têm como meta a utilidade e foi assim que não demorou em que José fosse exposto para o mundo como um homem que foi grandemente útil.
        Se quisermos ser usados por Deus precisamos nos purificar de toda contaminação mundana. O mundo se contenta com qualquer instrumento, mas Deus só utiliza os vasos puros. Se não nos humilharmos para total obediência, certamente seremos postos fora como inúteis. Onde a natureza carnal prevalece, a glória de Deus não estará presente. As boas obras não têm em vista publicar nossas honras. Elas vão exibir o Deus glorioso em nosso viver. Se quisermos que Cristo brilhe em nós, então nossos interesses egoístas devem ser atirados para longe. Precisamos saber que satanás vai atirar pedras para tentar quebrar as lâmpadas e foi assim que ele fez quando na história sempre procurou deturpar a verdade e perseguir os santos do Senhor. Que nosso Senhor nos mantenha humildes e dedicados a Ele.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

QUANDO DEUS FECHA A PORTA (2)



“E os que entraram eram macho e fêmea de toda carne, como Deus lhe tinha ordenado; e o Senhor o fechou dentro (Gênesis 7:16)
FOI DEUS QUEM ABRIU A PORTA
        Ontem, ao digitar esta segunda lição, na hora de envia-la, sem querer terminei deletando e assim perdi tudo me sentindo frustrado, após uns 40 minutos de trabalho perdido. Mas vou retomar o assunto na esperança de fazer esse serviço ainda melhor. O fato que Deus mesmo que fechou a porta da arca nos traz a lição que foi Ele mesmo quem a abriu, e não Noé. Este apenas aparelhou a arca, mas ela em tudo foi uma expressão de Sua infinda compaixão pela raça e pelos animais. A arca representa ali um Deus de amor que recolhe Sua criação de homens e de animais.
         A arca estava dizendo a todos os que ficaram de fora que o juízo de Deus estava do lado de fora, enquanto a compaixão de Deus habitava lá dentro. Deus estava mostrando ao mundo perdido que seus pecados vieram com consequências eternas sobre eles; que o mundo que eles tanto sonhavam ter era digno das mais terríveis fúrias da cólera de Deus e tudo isso veio em forma do dilúvio. Deus também mostrava que Sua criação iria continuar; que os planos de Caim foram destroçados e jogados na cova do além. Além disso, Deus estava mostrando que Seus gloriosos e eternos objetivos de alcançar o mundo inteiro com Sua tão grande salvação seriam alcançados e que a multidão que se afundaria nas aguas diluviais estaria glorificando o fato que Deus é glorioso em punir; que Ele é glorioso tanto fora da arca, quanto dentro dela.
        Nem podemos imaginar quantas lições sábias e etenas essa história da arca traz para os homens hoje. Como sou desta geração, então devo erguer minha voz e pregar o que é ordenado que eu pregue. O Deus que fechou a porta é o mesmo Deus que abriu a porta da salvação aos pecadores. Oh! Que saibamos que em nós, homens e mulheres desta orgulhosa e arrogante pós-modernidade em nada somos diferentes daquela geração que sucumbiu sob as aguas do universal dilúvio. Poderia tomar tempo para mostrar o quanto aquele povo, em vários aspectos, materialmente falando era superior a nós. Mas não importa aquilo que somente promove vaidades. O que importa se houve um tempo quando muitos viveram melhor do que nós hoje? A morte é juíza que declara que todos hão de morrer. O segredo da vida é viver por Cristo e morrer por Ele e foi isso que fez a real diferença para Enoque e para Noé.
        Assim, posso expor aqui o fato que não há merecimento no homem. Se no mundo alguns parecem materialmente mais brilhantes que outros, experimente fazer uma visitinha no cemitério para ver o que isso significa. O que diz a bíblia? “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Se ignorarmos essa lição, significa que nosso ser está tomado da terrível e enganosa vaidade. Uma casa bela, uma vida cheia de bens materiais, um viver fisicamente sadio, etc. tudo isso parece ser tão chamativo aos olhos de muitos, mas a verdade é que todos “...estão destituídos da glória de Deus”. Quando esse fato chega ao coração, eis que tudo resulta em atitude que faz separação entre o mundo e o céu. Foi isso o que aconteceu com aqueles justos apresentados nas Escrituras no período pré-diluviano.
        Amigo, o que nós somos? Será que a raça do pós-dilúvio foi melhor? O dilúvio sepultou milhões, mas não sepultou a queda e nem sepultou a natureza caída e pervertida do homem. O dilúvio parece com o batismo, pois quando alguém é batizado, longe de achar que seus pecados ficaram no fundo. O velho homem em Adão não morre afogado e isso só pode acontecer quando Cristo salva o perdido. Foi assim que Noé fez, pois pela fé ofereceu melhor sacrifício do que Caim. Impressionante! Aquele homem vislumbrou a porta do Paraiso aberta e marchou com coragem para lá, crendo na suficiência do sangue do Cordeiro simbolizado na oferta feita pela fé.

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (8)



“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de
antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ATUAÇÃO DA GRAÇA NO VIVER DESSE POVO: “... para as boas obras...”
        Ah! Nem sequer imaginamos como são belas, santas e úteis as boas obras! Uma vez que foram de antemão preparadas por Deus, então vale a pena examinar de perto essas grandes oriundas da eternidade: “...de antemão preparou...”. Passar por cima é ignorar as joias, cujo valor é imenso. Além disso, a igreja é ornamentada para expor essas grandezas de Deus no mundo e assim a noiva há de enaltecer o Noivo Amado.
        Primeiramente, digo que as boas obras não vêm dos homens e nem podem ser produzidas pelos homens. Já mencionei o fato que os homens podem produzir obras, mas não as boas obras. Aliás, as obras dos homens muitas vezes parecem ser belas e muitas vezes o mundo se encanta com alguns atos de homens em favor de nações e do mundo inteiro. Mas essas obras são marcadas pelo pecado; elas estão carregadas de corrupção e não há uma sequer que tenha qualquer peso de valor perante Deus. Todos os atos de Judas, mesmo sendo feita juntamente com os discípulos e mesmo que foram pintadas do verniz da espiritualidade, elas morreram com ele e foram lançadas no além como lixo, completamente desprezadas por Deus.
        Às vezes as obras parecem ser de homens, mas são provenientes de Deus. Antes da sua conversão, Cornélio foi um homem de grandiosos gestos, mas tudo o que aquele homem fazia era Deus de antemão preparando aquela alma para aquele maravilhoso encontro Salvador. Cornélio não se inspirava em suas obras para a salvação, por isso aceitou com coração sincero a salvação em Cristo (Atos 10). Têm bons homens no mundo, e muitos são amados por parentes, amigos, por causa de seus atos de bondade, educação, respeito e justiça, mas que jamais foram salvos. Normalmente as obras feitas pelas atividades da carne já recebem suas recompensas aqui mesmo. Elas não foram preparadas de antemão na eternidade por Deus. Portanto, cuidemos bem em discernir o que significa “obras” e “boas obras”.
        Outra verdade digna de nossa atenção é do fato que as boas obras exibem determinados traços, jamais achados aqui. Um desses traços é que nelas brilha a glória de Deus, por isso não podem ser produzidas nem sequer imitadas. Temos que avançar no conhecimento dessas verdades. Por exemplo, vemos que nas boas obras estão os traços do amor de Deus, e nisso os homens não podem sequer imaginar. Homens amando perdidos pecadores? É impossível! Todos nós juntamente nos afundamos na areia movediça deste mundo encharcado do pecado. Se estendermos as mãos para os outros, certamente afundaremos mais. As boas obras mostram que o grande Deus amou um povo na eternidade e veio aqui para exibir Seu amor por esses pecadores.
        Notemos o quanto santos no passado mostraram isso. A reação deles em face da perseguição e até mesmo da morte, foi de completa submissão a Deus, sem qualquer atitude retaliativa. Por que isso? A resposta foi que esses homens, após conhecerem o amor salvador do Senhor em suas vidas, não mais passaram a agir com ódio e com vingança. Vemos isso na vida de Estêvão, porque mesmo sob os alvos das pedradas de seus algozes, ainda orou por eles: “Senhor não lhes imputes esse pecado”. Ora isso é o que? “Boas obras”. Quem no mundo faria isso?
        Ali perante o corpo morto de Estêvão estava Saulo de Tarso que se dispôs a se erguer em procurar outros crentes para mata-los com profunda ira. Mas o que aconteceu? Ao ser achado pelo Senhor e ser levado à conversão, eis que incrivelmente amou aqueles que lhe perseguiram cruelmente. Isso revela as boas obras, as quais jamais foram conhecidas pelo mundo, porque elas expressam o amor de Deus em Cristo.