segunda-feira, 2 de setembro de 2013

“A MAIS LETAL IGNORÂNCIA” (12)




Por isso vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (João 8:24).
         Caro amigo prossigamos em conhecer nosso grande EU SOU, porquanto sem o conhecimento adequado Dele, perigos eternos rondam a alma. São grandes e profundos os ensinos bíblicos a respeito Dele, porquanto a bíblia inteira é a revelação Dele (João 5:39).
         Quando Ele afirma ser o grande EU SOU, nosso Senhor mostra aos arrogantes judeus que sem a devida humilhação não como aproximar-se Dele. É bom que entendamos essa verdade, porque o Deus da revelação bíblica odeia o orgulhoso e o mantém à distância, porém, várias vezes Ele mesmo afirma que se aproxima da alma humilhada. O rei Davi reconheceu essa verdade por experiência própria, pois achou que poderia oferecer a Deus o que quisesse e ainda manter seus pecados encobertos. Quando foi achado e pode em profunda humilhação confessar suas maldades praticadas, então pode afirmar com precisão: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus” (Salmo 51:16).
         Vemos em nossos dias quanta falta de lamento e de humilhação, pois a mensagem moderna está equivocada quanto ao evangelho. A mensagem pregada em nossos dias não leva os pecadores a lamentar sua triste condição, sua miséria e sua merecida condenação. Espertamente retiraram o arrependimento e as ameaças. Ardilosamente retiraram as músicas que tratam dessa mensagem, com a qual estavam equipados os pregadores antigos. A mensagem moderna mostra os homens como pessoas carentes, necessitadas de serem libertadas de seus problemas sociais; Jesus existe como um ser que veio para suprir essas necessidades psicológicas dos homens. Mas o fato é que o evangelho moderno está diametralmente afastado da verdade bíblica. Nosso Senhor jamais transmitiu o que vemos ser propagada até mesmo nas igrejas tradicionais em nossos dias. Em Mateus 11:27 mostra quem realmente Ele é nessas profundas palavras: “Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.
         Caro leitor, examinemos mais de perto essa verdade que nos foi dada a respeito do grande EU SOU; meditemos nisso para nosso bem, pois é sem dúvidas a joia preciosa para nossas almas. Aqueles judeus estavam perante o próprio Deus, mas ignorava isso, devido a dureza e obstinação de seus corações. Tudo aquilo que eles haviam aprendido quando estudaram o Velho Testamento estava perante seus olhos; eles miravam a aparência e desconheciam as verdades espirituais. Ali estava o Filho de Deus, mas eles viam apenas um pobre nazareno filho de Maria e de José; para eles Jesus era no máximo um profeta, nada mais. Suas profundas palavras, as quais revelavam ser Ele o próprio Deus, eram motivos do extremo ódio e ranger de dentes da parte deles.
         Caro leitor, aqueles judeus estavam bem perto do reino, bem na entrada da glória, bem perto do amor eterno, face a face com Aquele com quem conversou Abraão, Isaque, Jacó e outros milhares de santos, mas seus corações empedernidos levantaram barreiras. Eles estavam dando as costas para as bem – aventuranças eternas e estavam decididos caminhar para a perdição.  Por isso que nosso Senhor deixou bem claro que eles morreriam em seus pecados, porquanto não houve humilhação, arrependimento e sincero coração de fé.
         Ó meu amigo, esse fato permanece que se você estiver envolvido com o conhecimento de outro Jesus e não o grande EU SOU, você está cercado de armadilhas mortais para sua pobre alma. Lembre-se que estamos no mundo, num ambiente cheio, carregado das mais sofisticadas mentiras derivadas do pai da mentira, mas especialmente de mentiras religiosas. O Deus da bíblia fala a corações humilhados, mas mantém os orgulhosos distantes, até o tempo de tratar em juízo com eles. Portanto, o momento agora é para convidar homens e mulheres a um grande quebrantamento perante o Rei dos reis e Senhor dos Senhores, Aquele que é poderoso para salvar com salvação eterna os pecadores que se aproximam Dele em confissão, invocando Seu Nome para serem salvos.                           

domingo, 1 de setembro de 2013

QUEM COMEÇOU? DEUS OU O HOMEM? I





“... aquele que em vós começou a boa obra...” Filipenses 1:6

         O primeiro capítulo da carta de Paulo aos Filipenses é carregado de elogios dirigidos pelo apóstolo àqueles irmãos tão queridos e tão apegados ao ministério do evangelho. Eram verdadeiros imitadores de Paulo no tocante à causa da pregação do glorioso evangelho que mudou suas vidas. Mas no verso citado o Apóstolo aos gentios procura fazer o que Ele sempre fez em suas cartas às igrejas, isto é, fazer com que os santos de Deus ficassem cientes e conscientes que o crescimento deles; o trabalho deles; o progresso deles na fé, enfim, qualquer manifestação de vida espiritual, era Deus que estava operando neles e através deles. Em outras palavras, Paulo salientava o tão glorioso trabalho soberano de Deus nas vidas de homens e mulheres alcançados pela Sua Graça Salvadora.
         “Aquele que em vós começou” é uma declaração que derruba por terra a heresia do livre arbítrio. Esse ensino tão abraçado no cenário evangélico em nossos dias, e que evidentemente tem causado tantos males à igreja do Senhor, mostra seu fracasso em face desta declaração da Soberana atuação de Deus pela Graça começando e continuando sua obra de salvar e edificar Seu povo. Que ensino fascinante! Que grandeza da Graça! Os salvos se deleitam diante de tanta riqueza daquilo que Deus está fazendo em tornar homens e mulheres partícipes do Seu Reino.
                            QUEM COMEÇOU?
         Pelo ensino pelagiano do livre-arbítrio a salvação do homem depende da decisão do homem. Deus é mero um espectador na obra da salvação. Ele lançou Seu produto no mercado da fé natural e espera que haja manifestação de fé por parte de qualquer um que venha a querer. Segundo esse ensino tudo já foi feito por Cristo na cruz por todos os homens e resta agora que eles façam sua decisão. O SIM de qualquer pessoa para aceitar Jesus como salvador é fora de quaisquer dúvidas a salvação do pecador. Quando o pecador diz SIM, Cristo está pronto para declarar o SIM Dele confirmando e autenticando a salvação. Nesse caso, quem começou a Obra no coração do homem? Não foi Deus, mas sim o próprio homem.
Fica evidente que as conseqüências são drásticas porquanto nunca devemos esperar fruto da verdadeira justiça onde Deus não operou Sua justiça. Se começou com o homem; se foi selo humano no entendimento confirmando essa salvação, resta afirmar também que aquele começou a Boa Obra (salvadora) há de completa-la até o dia de Cristo. O que acontece é que a pessoa sempre vai confiar naquele evangelista que lhe confirmou ser ele doravante um salvo. Sua confiança estará firmada numa fé que nasceu nele mesmo e que recebeu o selo de alguém lhe confirmando algo que Deus nunca confirmou com a suprema obra feita pelo Seu Espírito.

OS DIREITOS SOBERANOS




Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú” Romanos 9:13.
        Estas palavras ditas pelo apóstolo, sem dúvida alguma, têm sido motivos do “ranger de dentes” de muitos que odeiam a doutrina que exalta os direitos Soberanos do Altíssimo. Eles cercaram Romanos 9 com suas muralhas de opinião pressuposta e puseram um portão com uma placa escrita: “É proibido entrar; perigo de morte”. Como se o assunto a respeito da Soberania absoluta de Deus na redenção do pecador fosse uma rede de alta tensão. De minha parte, sinto-me tão rejubilante quando meus olhos contemplam as jóias preciosas dos atos extraordinários de Deus em favor do Seu povo no mundo inteiro. Nas palavras inspiradas acima vemos os direitos do Soberano Senhor de amar quem Ele quer amar e odiar quem Ele quer odiar. O Deus da Revelação escrita não tem o perfil do deus projetado pela mente natural. O homem natural quer um deus que lisonjeie suas atividades religiosas e que garanta uma paz com seus pecados aqui sem, contudo perder de vista sua possibilidade de entrar no reino celestial um dia.
                Amei Jacó”. Eis aí a exibição do amor misericordioso do Senhor por pecadores culpados. Seu amor é eterno: “Com amor eterno eu te amei” (Jeremias 31:3); é um amor Santo porque Deus é Santo, contrastando com esse amor tão badalado e tão sentimental que o mundo apresenta. Ele amou Jacó porque quis amar. Nada havia em Jacó que O motivasse a amá-lo a não ser a escolha feita em Cristo antes da fundação do mundo, porquanto Ele amou os Seus em Cristo (João 17:23). Seu amor por Jacó fez com que Ele cercasse e atraísse o objeto amado para si, salvando aquele homem e fazendo dele Seu instrumento de sua graça disciplinadora enquanto aqui viveu.
                “... Porém me aborreci de Esaú”. O ódio de Deus é tão santo e tão eterno quanto o amor de Deus. Ele é glorificado tanto em odiar quanto é glorificado em amar. Por que essa fúria contra esta declaração a respeito dos direitos absolutos de Deus? Jacó era tão pecaminoso quanto Esaú. Não há diferença porquanto ambos vieram da mesma massa (Romanos 9:21). Esaú, entregue a si mesmo, seguiu o seu curso normal de vida. Era um materialista e tudo o que queria era a bênção de seu pai Isaque, bênção tal que pudesse fazer dele um homem próspero. Desprezou as coisas espirituais por causa do seu zelo em buscar provisão material, e o resultado foi que conseguiu aquilo que tanto o coração natural anseia ter: “... A Esaú dei em possessão as montanhas de Seir...” (Josué 24:4).
                Amigo leitor, através desses dois personagens bíblicos, o Espírito Santo está mostrando o que significa a salvação apresentada nas Sagradas Letras. Em salvar pecadores Deus está exibindo Sua esplêndida Misericórdia, e em odiar pecadores está exibindo Sua gloriosa Justiça punitiva contra o pecado. Afinal, quem somos nós? Pecadores culpados, dignos do castigo eterno! A Justiça Santa de Deus ordena nossa completa condenação; a Sua Santa Lei grita em alto som sobre o Monte Sinai que somos malditos; e toda criação, no céu e na terra serve de testemunha ocular do castigo que nossos atos merecem.
A doutrina da Soberana misericórdia aparece com tanta relevância em toda Escritura para nos humilhar mostrando nossa triste condição onde o pecado nos deixou, fora do paraíso, longe do bondoso Deus. Mas eis a gloriosa notícia que o Senhor veio buscar e salvar o perdido (Lucas 19:10). O Deus de toda Misericórdia tem prazer em encontrar contritos e humilhados para salvá-los com salvação eterna.

O PRECIOSO SANGUE (3)




Mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1 Pedro 1:19) 

                Caro leitor, o sangue de Cristo é PRECIOSO POR SUA HISTÓRIA ETERNA. Já pude introduzir esse assunto na meditação anterior. O Deus eterno conta a história da redenção do ponto de vista eterno. Se perdermos isso de vista, certamente ficaremos enrolados e frustrados em nossas limitações. Lidamos com a Palavra do Deus eterno, por isso a mente natural não tem acesso a esse ambiente sagrado; somente mentes santificadas podem adentrar-se ao lugar desse santuário, onde o professor é o Espírito da glória.
         O verso 20 de 1 Pedro 1 nos mostra que o sangue de Cristo foi conhecido antes da fundação do mundo. Que glória! Que espetáculo da graça eterna! Que frustração para satanás e todo seu império de trevas! Ah sim! Foi quando a três pessoas divinas se assentaram e o conselho de Deus reunido planejou a tão grande salvação! Ó, como é paupérrima minha mente para entender essas verdades! Como eu, tão limitado poderei descortinar as maravilhas eternas? Os humanistas modernos recusam humilhar e oferecer sacrifícios de louvores ao Senhor pela soberana salvação. Eles fazem isso porque estão coroados de seus farrapos humanos; acham que são sábios e habilidosos para ajudar Deus na salvação. Em nada devemos curvar perante toda essas “7 maravilhas da salvação moderna”! Almejamos caminhar pelas simples veredas da Palavra, pois nessas veredas vemos as luzes da graça sendo acesas, nos conduzindo pelos cenários eternos da história da redenção, histórias que são de eternidade a eternidade.
         Ora, foi na eternidade que o grande EU SOU,  se ofereceu a Si mesmo, a fim de amar o povo escolhido pelo Pai; foi na eternidade que Ele amou esse povo e decidiu vir buscá-lo; foi na eternidade que Ele decidiu tomar o rumo da humilhação, esvaziando a Si mesmo de Sua glória e vir habitar entre nós pecadores (Filipenses 2:6). A divindade não tomou decisões posteriores devido a qualquer fracasso desses planos. Jamais! A história eterna da redenção nos ensina que a conquista dos eleitos seria feita na base do sangue perfeito de um perfeito substituto. Vejamos como Pedro coloca as três Pessoas envolvidas nessa história eterna: “Eleitos, segundo a presciência de Deus, o Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo...” (1 Pedro 1:2). Notemos nesse texto a perfeita organização nessa história. Veja que há uma liderança e subordinação entre as três pessoas.
         Primeiro, há alguém, cuja vontade é destacada: “...segundo a vontade de Deus Pai...”. A escolha é Dele e a vontade é Dele e tudo acontecerá segundo essa santa, perfeita e bendita vontade. Em segundo lugar vemos que o Espírito Santo entra com Seu ministério santificador: “...em santificação do Espírito...”. Que obra magistral, porque não somente os eleitos são identificados, como também, chamados, vivificados e feitos habitação Dele. E em terceiro lugar aparece o ministério do Filho: “...para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo...”. Fixemos nossa atenção nesse Senhor, pois Seu ato de obediência foi desde a eternidade; o Cordeiro é de Deus, não dos homens (João 1:36); Ele é precioso para Deus e detestado pelos homens (1 Pedro 2:4) e em todo Seu viver aqui mostrou que estava completamente dedicado, consagrado e subordinado à vontade do Pai, deixando essa verdade bem clara perante seus interlocutores. Vemos isso especialmente no evangelho de João.
         Então, caro leitor, o pacto do sangue foi eterno; o sangue da eterna aliança para resgatar perdidos pecadores não é invenção dos homens, mas é verdade sublime, gloriosa, que deve ser pregado. Ó, quantos são inimigos disso! Ó quantos odeiam essa verdade, porque é humilhante para a natureza maligna e pervertida! Deus amou perdidos e a prova desse amor está na cruz, onde o Cordeiro de Deus foi imolado pelo Pai, como sacrifício agradável a Ele. Essa é a história que marca o encontro da alma arrependida com esse maravilhoso Redentor!

        


A CAUSA DE LEVANTAMENTO E QUEDA (7)





         "Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para ruína, como para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações." Lucas 2:34,35

         Prezado amigo estou tentando mostrar o que a bíblia ensina a respeito de trabalho glorioso do Senhor Jesus em levantar muitos, pois Simeão afirma que Ele foi destinado para levantamento de muitos bem como para a ruína de muitos. Como é que um homem chega a entender seu estado de ruína para que possa encontrar da parte do Deus de toda misericórdia o levantamento para a salvação? Creio que somente Deus pode fazer isso. Ele conhece os que são Dele; Ele sabe antemão quem são Suas ovelhas. O povo escolhido é conhecido por Deus desde a eternidade, e Ele sabe como lidar com cada daqueles que lhe pertencem.
         Quero conduzir o leitor para algumas ilustrações bíblicas de homens e mulheres que esse Deus em Graça levou-os à um estado de miséria a fim de que pudessem ser levantados pelo Seu poder redentor. Já falei um pouco a respeito de Abel, filho de Adão. Aquele moço agiu totalmente contrário ao seu irmão Caim, por que? Abel era tão pecador quanto Caim; ambos haviam nascido no pecado; os dois eram condenados ao inferno; ambos tinham agora uma natureza totalmente avessa a Deus; um não era em nada melhor do que o outro. Mas algo de extraordinário estava acontecendo em Abel.
         A atitude de Caim era algo normal em sua natureza de pecador, mas quanto a Abel, aquela tristeza por ver que havia nascido no pecado, separado da comunhão com Deus; aquele desejo de voltar-se para Deus, e ter comunhão com Deus; aquele sentimento de um perdido pecador que o levou ao ponto de confessar e pedir o perdão de seus pecados mediante um sacrifício de Sangue, não era algo normal; não era algo do próprio Abel, mas sim era a obra atuante da Graça de Deus na vida de Abel. Abel foi um moço que realmente experimentou uma queda, para depois conhecer o que é levantamento. Abel viu o que é ruína, e só queria uma coisa voltar-se para esse Deus. Amigo ouvinte, eis aí uma ilustração deixada pelo Espírito Santo, mostrando o que Deus faz em salvar pecadores. Onde Deus colocou Abel? Ele ocupou o lugar ao lado do Seu Deus lá no céu, onde é infinitamente melhor, e ainda mais figura-se entre os heróis da fé apresentados em Hebreus 11. Dentre os filhos de Adão Abel é o primeiro crente genuíno, mostrando o poder glorioso de Deus em salvar seus escolhidos. Quem pode narrar os feitos do Senhor pelo Seu povo, somente os remidos do Senhor.
         Outra pessoa que passou por este mundo e conheceu o que é queda foi Enoque. A raça humana já havia se multiplicado em muito, e o pecado foi se avolumando mais e mais para atrair o decretar de Deus em punir o mundo com as águas do dilúvio. Enoque nasceu nesses dias malignos que precederam a destruição da raça com o dilúvio. Mas, eis que num ambiente uma universal hostilidade contra Deus; num mundo em plena rebelião contra o criador; quando parecia que o Satanás com seu império era o grande vencedor e o Deus de toda glória aparentemente derrotado, surge o braço forte de Deus levantando um homem. Enoque não passava de mais um membro de uma raça culpada; condenado como qualquer outro, mas entrou então a eleição divina com a qual satanás não contava.
         Enoque conheceu o poder transbordante do pecado em sua própria alma; o peso fez com que aquele homem fosse até ao pó, e foi ali que a graça divina o achou, e Ele foi salvo.(41) Como foi a atuação de Deus na vida de Enoque não sei explicar, mas sei que O Grande Deus sabe perfeitamente como agir no pecador que Ele aprouve salvar. Quando Enoque conheceu o Deus vivo, passou a andar com Deus, e o mundo para Ele não mais servia, e Enoque podia saber que só restava Juízo divino para ser derramado. Partiu bem novo para morar com o Seu Deus na Jerusalém celestial. Meu amigo, aí está o trabalho do Deus vivo em levantar pecadores caídos, e Ele fará isso com os seus vasos de honra preparados antemão para que Ele possa mostrar a grandeza de sua misericórdia.
         Outro na lista bíblica que conheceu o que é queda, foi Noé. No meio de um mundo totalmente mergulhado em escuridão de pecado, onde a raça humana não fazia outra coisa senão promover novos meios de pecar mais; onde até mesmo anjos sentiram o prazer de sair do seu estado angelical para participar também; onde nenhuma luz brilhava para irradiar a glória desse Grande Deus, eis que surge Noé, alcançado pelo Onipotente Braço de misericórdia para a Glória do Deus vivo e para o desespero de Satanás. Noé não era um vulto estranho que se intrometeu no mundo repentinamente, pelo contrário, ele era mais um dos milhões dos descendentes de Adão; partícipe de uma raça caída, atirado no mercado de escravos como um servo do pecado. Mas, o que aconteceu de tão extraordinário assim na vida de Noé? Havia muitas outras pessoas iguais a Ele, ou talvez melhores do que ele. Mas devemos saber que quando Deus age na vida de homens e mulheres para dar-lhe a gloriosa salvação, de maneira alguma Deus é atraído pelas obras dessas almas que Ele aprouve salvar.  Diz a palavra de Deus que Noé achou graça aos olhos de Deus.
         Que lição preciosa para nossas próprias vidas! Esta é a maneira que Deus age quando quer erguer pecadores da lama do pecado para a posição de herdeiros de Deus. Ele opera assim porque Ele quer e em quem Ele quer. Noé conheceu em sua própria experiência o que significa a queda do pecado, e foi quando ele estava em sua ruína, que pode conhecer a preciosa graça que salva.
         Amigo é essa a maneira que Deus salva pecadores. Ele tem seus escolhidos para salvar, e sua misericórdia alcança esses escolhidos, e quando encontra Ele faz com a alma encontre graça aos olhos Dele. É exatamente assim meu amigo, a maneira que Deus opera e quer operar em tua vida. Onde tu te encontras, ó alma? Tu estás te vendo no pó, atirado, crendo que mais e mais tu estás sendo puxado para o abismo; o mundo perdeu o sentido, e tu não desejas nada mais senão que o Deus de toda misericórdia te conceda salvação/ Quero te apresentar o Senhor Jesus, aquele que veio ao mundo buscar e salvar o perdido. Pode estar certo que Ele pode agora mesmo te socorrer e te conceder verdadeira vida.