quinta-feira, 4 de julho de 2013

A INCLINAÇÃO NATURAL DO PECADOR 20



"Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas: qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: não andaremos." Jeremias 6:16.
A BENÇÃO DAS ANTIGAS VEREDAS: (segunda)
         Amigo leitor, eis que novamente deparamos com a aparente simplicidade da bênção, que Deus promete aos pecadores dispostos a deixar o caminho largo e passar a percorrer o bom caminho. Porém, nada há que possa atrair um coração apaixonado pelos favores mundanos. O fato é que, ”É melhor um prato de hortaliça onde há amor do que um boi cevado e com ele contendas” (Provérbios 15:17), mas a famigerada natureza carnal salta para apossar-se do “boi cevado” preparado e posto na mesa mundana pelo príncipe deste mundo, mesmo que as conseqüências sejam gravíssimas.  A insensatez do pecado impossibilita o coração a meditar e considerar as verdadeiras riquezas que a alma tanto precisa, e que são achadas somente por quem anda pelo bom caminho.
       Mas, o que mais a alma precisa? Não é de descanso e paz? Pergunto, pode o mundo fornecer essas bênçãos? Jamais! O mundo promete uma paz, mas ela é perigosa e traidora, porquanto não é um bem durável. Ela seca como a água que é jogada num chão ressequido; evapora como a fumaça; passa rapidamente como um breve conto, porque ela vem de fora, do mundo e não atinge a alma, mas simplesmente alivia as tensões da carne. Satanás tem pesquisado e achado em todo seu reino muitos paliativos para manter homens e mulheres enganados. Ele é um psicólogo de primeira, e tem ajuntado tudo o que seu sistema religioso pode oferecer de melhor, a fim de que as multidões sejam mantidas entretidas, ocupadas nesse vastíssimo território de escravidão.
         Porém, vou ainda mais longe ao afirmar que a estrutura deste mundo possui um profundo conceito de perigosa paz. Se o coração for achado endurecido e obstinado contra a verdade revelada, imediatamente surge toda provisão terrena para adornar e revestir o pecador de uma aparente calma. Não faltam os ministros da mentira para trazer um envenenado conforto e dar ao coração a certeza que tudo irá permanecer normal no seu trajeto. O coração endurecido é imediatamente cercado com a paz de que tem um deus ao seu lado; será sempre convencido que o amanhã será bem melhor, cheio de alegrias, de saúde e prosperidade. Quando a alma for ameaçada e parecer que tudo estará desmoronando, eis que surgem os mensageiros para avisar que está tudo bem e que logo a calma virá. Em seu vastíssimo império maligno satanás sabe funcionar muito bem como um deus. Ele encanta seu mundo como um anjo de luz, e seu fulgor faz acender o fogo do prazer e da paixão nos corações rebeldes contra a verdade. Quando ele recebe autorização daquele que reina no céu e na terra, seu mundo funciona com um gosto paradisíaco.
         Veja amigo leitor, como os caminhos ímpios são lindos e atraentes comparados às antigas veredas. Deus não apresenta as glórias eternas imediatamente em seu caminho. Ele aponta aquilo que é útil ao pecador; aquilo que o homem precisa para sua jornada aqui. Nada melhor, mais rico, mais precioso do que a paz encontrada no caminho santo. Jesus deixou essa paz para Seus discípulos e foi bem claro em afirmar que Sua paz não era igual a paz que o mundo dá. Na próxima lição procurarei abordar a respeito dessa paz desfrutada por corações obedientes à verdade: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32).

NECESSIDADE DE PURIFICAÇÃO



                                                                          
Lavai-vos, purificai-vos; diante de meus olhos...” (Isaías 1:16)
         Ó quanto os homens precisam saber desse fato! Nos dias de Isaías as atividades religiosas promovidas pelos líderes religiosos, especialmente pelos avarentos falsos profetas, enchiam as multidões de uma impressão de que tudo estava muito bem. Afinal, eles estavam fazendo tudo que a religião judaica exigia, conforme a lei de Moisés. Estavam dispostos a fazer muito mais, pois a nação tinha recursos devido a prosperidade material nos dias do Rei Uzias.
         Porém, o fato é que eles, com suas contínuas atividades tentavam encobrir a maldade de seus corações corrompidos. A nação estava apodrecida no pecado. Vemos isso na hipérbole vista no verso 6 do cap. 1: “Da planta dos pés até à cabeça não há nele coisa sã, somente feridas; feridas frescas que não foram espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo”.
         O engano de seus corações endurecidos e corrompidos pelo pecado fazia com que ficassem surdos e não atinassem para a mensagem de juízo da parte de Deus por meio dos profetas. As melodias religiosas, as festas, as devoções, os dízimos e ofertas e todo sentimentalismo, não podiam encobrir as maldades de seus corações corrompidos e sujos diante de Deus. Por essa razão é que o Senhor olhou para eles, e como que grita dizendo: “Lavai-vos, purificai-vos; diante de meus olhos...”. É o Santo de Israel mostrando Seu ódio contra o pecado em toda sua manifestação! É o Senhor mostrando Seu furor e disposição de punir o mal, especialmente em corações hipócritas! Mas, acima de tudo é o Senhor em Sua misericórdia mostrando àqueles homens a necessidade humilhação e arrependimento.
         Ó, quanto vemos a religião evangélica moderna seguindo o mesmo caminho! Quantas músicas, louvores, sentimentalismos, instrumentos de todo tipo, dízimos, ofertas, sacrifícios, atividades sociais, etc. Mas, eis que o abandono da Palavra deixa claro que tudo não passa de artifícios humanos. Tudo tem sido feito para encobrir a realidade de corações endurecidos, amantes do mundo, da iniquidade e que odeiam o Senhor. Nada mais é ouvido sobre a necessidade de arrependimento, de conversão a Cristo, de novo nascimento; nada mais de pregação sobre o pecado e da necessidade da purificação pelo sangue remidor do Cordeiro de Deus.
         Mas a mensagem mudou? Por acaso, o imutável Senhor mudou? Abandonou o Senhor Sua santidade, a fim de aliar-se com satanás e com o mundo? Não! Absolutamente! A mensagem continua firme para todos os homens, em todos os lugares: “Lavai-vos, purificai-vos; diante de meus olhos...”. Os servos do Senhor continuam fiéis em anunciar que homens e mulheres não podem adorar a Deus, nem orar ao Senhor, nem andar com Deus neste mundo, nem entrar no céu enquanto não forem lavados e purificados mediante o sangue remidor!
         Caro leitor, a euforia do momento e os gritos de louvores não passam de abominação, caso os homens não se arrependam e se convertam de suas maldades, idolatrias e mentiras. A mensagem da cruz vem para silenciar e prostrar os homens perante o Senhor e fazê-los reconhecer que não passam de caco e que serão punidos eternamente, caso não invoquem o Nome do Senhor para serem salvos!

O SALÁRIO DO PECADO (17)




“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” Romanos 6:23.
OS LAÇOS DA MORTE: (continuação)
         Caro leitor, voltemos de coração a encarar firmemente a triste situação na qual se encontra o homem no pecado, recebendo continuamente a vil recompensa por estar servindo ao pecado na prática da iniqüidade. Como podemos olvidar um assunto deste? Como podemos deixar sem qualquer luz da verdade aqueles que estão perambulando nas trevas, sem saber que apenas escorregam em direção ao abismo? No próprio texto chave brilha a luz da graça: “... mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”. Em nada tenho deixado o amigo leitor sem que veja a porta de escape dessa maravilhosa graça, a fim de que a alma aflita em seu desespero corra para os braços misericordiosos do Salvador e Senhor.
         Assim como um filhote de antílope é deixado vivo por um pouco para o treinamento dos filhotes de uma feroz leoa, para logo ser devorado, assim também, no pecado os homens ficam entretidos e ocupados e não sabem que a qualquer momento podem receber o golpe da morte. Como essa “leoa faminta” anseia por uma alma desamparada! Quando vou pescar e sinto que um peixe mordeu a isca, com um puxão normalmente sou bem sucedido em fisgar. A morte é bem sucedida quando autorizada a dar o “puxão”, e os homens não sabem que a qualquer momento podem estar mordendo a isca fatal. Minha esposa quando estava fazendo técnico de enfermagem presenciou o cadáver de um homem que fora surpreendido pela fisgada pela morte ao tentar engolir um pedaço de carne num churrasco.
         Convido o leitor a retornar à passagem de Isaías 28. Creio que o leitor atento pode lembrar bem do que aconteceu com a liderança política e religiosa de Israel, porquanto eles querendo viver em seus caminhos tortuosos faziam aliança com a morte e o além, escondendo assim na mentira e falsidade das falcatruas religiosas. Estavam certos que quando passasse o “dilúvio do açoite” jamais seriam atingidos (verso 15). Ah! Quanto o engano do pecado ludibria o coração insensato! Aquele povo desconhecia o Deus de Israel; achavam que o Senhor era semelhante aos ídolos. Desconhecia que o Deus de misericórdia era, também, o Deus de juízo e de justiça. Observe atentamente no que diz o Senhor no verso 17: “Farei do juízo e régua e da justiça o prumo...”. O que o Senhor quer dizer com essas palavras? Essas palavras são de severa advertência, pois não somente Deus iria agir com eles horizontalmente: “Farei do juízo a régua...”. Para quem conhece a régua, ela é posta de forma horizontal. O Senhor iria julgar os atos malignos daqueles homens; eles seriam pegos em suas obras pecaminosas, atitudes que prejudicavam seus semelhantes. O juízo de Deus viria inevitavelmente sobre eles.
         Mas o Senhor afirma no texto: “farei... da justiça o prumo...”. Agora o Deus de toda misericórdia mostra sua justiça, e o trabalho da justiça é visto de forma vertical, “o prumo”. Impressionante! Como o Senhor faria isso? O próprio texto responde: “...a saraiva varrerá o refúgio e as águas arrastarão o esconderijo. O amigo leitor pode ver o que Deus faz quando Ele retira sua misericórdia? Fica Seu juízo e sua justiça. Ah! Que tristeza quando as nuvens negras do juízo e justiça de Deus encobrem o sol da Sua misericórdia! Os homens no pecado pensam que podem ficar escondido de Deus, e não sabem que não existem esconderijo contra o Senhor; que não adianta se esconder em falsos refúgios religiosos. Toda tentativa é vã, todo esforço é inútil. O juízo de Deus chega como uma terrível saraiva para descobrir as maldades escondidas e a justiça de Deus vem como a força tremenda das águas para destruir as fortalezas onde os homens estão escondidos.
         Mas eis que sempre a misericórdia do Senhor brilha para um coração contrito, arrependido, para salvar essa alma com grande poder libertador.
        

ESCAPANDO DO JUÍZO CERTO (8)




         Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor” (Atos 3:19).
         Caro leitor é no arrependimento que se finda a guerra do homem contra Deus. É nesse lugar santo que o miserável e culpado depõe suas armas e cai perante o Santo Senhor. Mais do que isso, o arrependimento revoluciona todo viver do homem, porque toda sua existência é vista pela ótica bíblica. Ele vê que sua história é mui antiga; ele aceita de bom grado a maneira como Deus verdadeiramente conta sua história desde a queda no Éden; que ele nasceu em Adão e que desde a sua concepção já era predisposto a desafiar Deus e mentir contra Ele: “Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras (Salmo 58:3).
         É no arrependimento que o pecador passa a ver a totalidade da sua culpa. Ele vê com profunda tristeza seu passado, sente sua miséria no presente por saber que está tão inclinado e disposto a pecar contra Deus e sabe que se não for pela força do Senhor estará disposto a pecar até à morte. Mais do que isso, a alma arrependida descobre que viveu sob o engano do pecado; todo fulgurante reino de satanás é descoberto como um lugar maligno. Ele passa a ver que vivera todo tempo debaixo desse teto de ilusão, achando que a verdadeira vida estava em curtir o mundo com seus prazeres e que a morte seria o descanso merecido. O arrependido percebe que as barreiras do tempo caem por terra e que tudo agora é visto à luz da eternidade. Seu deus antigo era o deus que havia lhe prendido no tempo, mas agora ele percebe à luz da verdade, a respeito de Deus que: “...de eternidade a eternidade tu és Deus” (Salmo 90:2). Noutras palavras o evangelho chegou e mostrou as cenas de sua vida tão inútil no passado e seu triste destino merecido no inferno.
         Caro leitor, minhas palavras são tão ínfimas para expor tanta grandeza. Mas, o fato é que as maravilhas da tão grande salvação não podem ser entendidas nem sondadas, senão por homens e mulheres que realmente conheceram arrependimento. O tamanho da salvação cabe bem num coração despertado pela visitação misericordiosa de Deus e essas verdades vêm para causar verdadeira revolução em seu viver e do lado de fora trazer espanto ao mundo.
         Notemos na vida de Saulo de Tarso que foram necessários três dias para que aquele homem soubesse de sua queda, de sua cegueira espiritual, de sua inutilidade e de sua total miséria perante Aquele a quem tanto perseguia (Atos 9). Ao levantar-se dali, Saulo era agora uma nova criação que doravante seria rejeitada pelos padrões deste mundo.
         Ó caro leitor, quanta miséria e desgraça o pecado ocasionou nos homens! Quando as mensagens fecham as portas da depravação total, como os homens poderão saber quem realmente eles são? Os homens precisam ser abatidos pela poderosa força da verdade; a fulgurante luz da glória do Salvador precisa brilhar e homens e mulheres precisam urgentemente saber que eles são culpados e que merecem a punição eterna, caso contrário, jamais darão qualquer valor ao Salvador e Senhor Jesus. Como deixar de ordenar que os homens se arrependam? Como? É humilhante? Sim! Mas, ninguém poderá conhecer o Salvador se não houver humilhação. O Verbo divino é o Senhor da glória (Tiago 2:1)! O Autor da salvação é Aquele cujos olhos são como chamas de fogo (Daniel 10).
         Mais do que isso, o Senhor está chamando homens arrependidos, porque é no arrependimento que o vaso é quebrado. Quando o homem é salvo seu corpo passa a ser o lugar do tesouro. Os salvos foram chamados para brilhar neste mundo a luz da glória de Cristo (1 Pedro 2:9). Também os salvos foram chamados para a glória eterna. Milhares hoje acham que vão para o céu porque simplesmente conseguiram escapar do inferno mediante uma decisão. Mas, o fato é que a salvação gloriosa proclama que os santos vão ver o Rei da glória e que serão semelhantes a Ele.
         Concluo essa meditação com um dos mais impressionantes e profundos versos da bíblia. Palavras ditas pelo próprio Senhor: Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece plenamente o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece plenamente o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11:27).

DEUS E O HOMEM – A GRANDE DIFERENÇA (31)




“Como é preciosa, ó Deus, a tua misericórdia! Por isso os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas” (verso 7)
CONHECENDO O GRANDE DEUS. SUA MISERICÓRDIA (continuação):
         Prezado leitor, eu sei o quão humilhante é para a natureza corrompida encarar a misericórdia de Deus, porém, não temos outro recurso, porquanto qualquer outra direção que tomarmos será direcionado ao juízo. Ninguém pode escapar do Filho de Deus, porque, se correr do amor da cruz escorregará fatalmente em direção ao juízo. Aquele que o Pai elegeu para ser o Salvador é Ele o varão escolhido para ser o Juiz. Não fechemos nossos olhos para a misericórdia! Não procuremos na bíblia os textos que mais nos agradam, porque toda Escritura fala em tom de misericórdia.
         Examinemos agora a frase: “... por isso os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas”. Não é simplesmente admirável essa frase? Quão preciosa é a mensagem do evangelho, porque, veja bem que os atos de misericórdia de Deus pegaram de surpresa as obras das trevas! Em plena escuridão do pecado brilhou esse refulgente sol do coração compassivo do Senhor, vindo em busca do perdido: “...onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Romanos 5:20). Isto só pode acontecer mediante a ação de Deus e nunca dos homens. Quem dos homens quer correr em direção à luz do amor acolhedor desse Deus? Qual é o pecador, que por decisão própria se lança em busca de abraço perdoador de Deus? Nenhum! Qual é a resposta bíblica? “... Não há quem busque a Deus” (Romanos 3:11). Amigo leitor encaremos firmemente a soberana salvação de Deus! Quando parecia que o poder do pecado era soberano em tomar e escravizar eternamente os homens; quando parecia que o reino do pecado seria triunfante contra toda perspectiva celestial, eis que a porta da misericórdia é aberta do céu sobre a terra e declara que, por causa dessa misericórdia “...os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas”.
         Amigo leitor, somente a fé genuína pode repousar nesse território santo da soberana salvação de Deus. Quem dos homens tem força para subir em busca do perdão e da reconciliação com Deus? Ele mesmo pergunta: “...pois quem de si mesmo ousaria aproximar-se de mim?...” (Jeremias 30:21). Amigo, o que é misericórdia? Não é exatamente o poderoso braço da graça em plena atividade? Não é o exercício do amor de Deus em Cristo buscando o perdido? É a resposta aos pecadores arrependidos que Cristo conquistou na cruz tudo, absolutamente tudo para arrancar pecadores da podridão do pecado, e levá-los puros e santificados para o reino celestial. Em linguagem mais clara, a misericórdia afirma que Deus tem consigo a água pura para lavar e purificar o mais vil e indigno pecador (Tito 3:5); que tem o sangue puro e imaculado do Cordeiro de Deus para remover toda culpa, toda condenação, toda transgressão e maldição da lei, a fim de tornar a alma arrependida completamente aceitável perante Deus (1João 1:7).
         Amigo leitor, onde a graça soberana atua, a força é dela, não dos homens; a glória da salvação pertence totalmente ao Senhor, nunca aos homens. Jonas reconheceu tal verdade quando estava aprisionado no ventre do grande peixe e pode confessar: “...Ao Senhor pertence a salvação!” (Jonas 2:9). Os homens não querem porque estão mortos, aprisionados na tumba fria e aterrorizante do pecado; os homens não querem porque por natureza amam e preferem servir o pecado em troca dos seus favores vis e transitórios. É aí que a graça entra para mostrar a majestosa obra de arte de Deus: “Ele vos deu vida, estando vós mortos em vossos delitos e pecados” (Efésios 2:1).
         Amigo, quando Deus chama pela graça todo pecador arrependido e quebrantado vem. Quem pode resistir à beleza do amor de Cristo? Quem resistirá a tanta ternura, tanto perdão, tanta aceitação? O Deus da revelação bíblica afirma que é Ele o Deus que fala ao coração da alma quebrantada, contrita, chamando-a ao Seu eterno e inefável amor.