quarta-feira, 2 de maio de 2012

A VERDADEIRA SALVAÇÃO (7)



Se confessarmos os nossos pecados Ele é Fiel e Justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9)

A VERDADEIRA CONFISSÃO
         Prezado leitor estou mostrando os perigos que rondam e prendem aqueles que não tomam o caminho da sincera confissão de seus pecados para receberem mediante a Graça a gloriosa e eterna salvação conquistada por Cristo Jesus o Cordeiro de Deus ali na cruz do Calvário. A mensagem da salvação é a mensagem central das escrituras, porquanto Cristo Jesus se entregou a Si mesmo para salvar o Seu povo e desarraigar os salvos deste mundo perverso, (Gálatas 1:4). Estou mostrando aqui o que acontece com aquele que tomado pelo orgulho na alma foge dessa confissão salvadora. Mostrei aqui que o pecado continua a reinar no coração e dali desse trono administra seu viver. Mostrei que a ausência da confissão genuína faz com que a maldade continue no coração e tem tendência a aumentar, podendo levar o homem a práticas cruéis e pervertidas contra o seu próximo. Também afirmei que tal atitude faz com que o homem se torne na vida um fugitivo da luz, sempre se ocultando nas trevas por não querer encarar a verdade.
         Amigo, este assunto é por muito profundo para que paremos aqui. Precisamos conhecer o que a Palavra de Deus mostra a respeito do caminho tão agradável à carne, aos olhos e à soberba da vida pelo qual transita a alma impenitente que não se curva pela fé perante o Salvador Bendito para achar Nele o verdadeiro descanso para sua alma.
         Digo e afirmo que há também o perigo do pecador defrontar-se com uma falsa experiência de conversão. Acontece isso com muitos que dão as costas para a verdade bíblica, pois terminam caindo como peixes numa perigosa rede de uma conversão que nada tem a ver com a conversão genuinamente bíblica. Ora, foi assim com Faraó o famoso monarca Egípcio quando foi fustigado pela vara dos castigos de Deus através das pragas. Por duas ou três vezes o rei deu uma impressão que tinha se convertido ao Deus de Israel, mas logo que passava a angústia das pragas, eis que seu coração voltava a revelar-se que nada tinha a ver de transformação de vida, que não passava de ser um obstinado pronto a lutar e guerrear contra Deus.
         É assim com milhares que por causa de circunstâncias difíceis que atravessam dão por período de tempo uma impressão de que houve conversão genuína. Acontece com muitos que estão à busca de uma cura; outros que estão atrás de alguma prosperidade; outros que são movidos por um período forte de desespero no viver em decorrência de problemas na família ou em outro aspecto da vida. Mas ninguém pode se ocultar de Deus, e ninguém pode ludibriar a Deus. Ele mesmo afirma que enganoso é o coração e desesperadamente corrupto.
         Quero aqui tomar como ilustração a vida daquele homem que fora a Jesus procurando saber como poderia obter vida eterna (Lucas 18). Era um homem rico, um príncipe que subira a essa posição mediante o esplendor da riqueza. Aparentemente era uma alma que buscava paz que não conseguia achar, nos muitos bens que possuía; Parecia ser uma alma com sede e fome da verdade, pressurosa por achar a verdade como se fosse um tesouro. Só que aquele homem desconhecia a realidade da pessoa de Cristo. Para Ele Jesus não passava de ser um excelente e notável homem religioso; para ele Jesus não passava de ser um poderoso Mestre da religião judaica. Ele desconhecia Jesus como o Senhor Jeová encarnado, aquele que fora enviado pelo Pai ao mundo com a finalidade de trazer salvação, verdade essa prometida desde o Velho Testamento. Ele desconhecia a realidade daquela poderosa pessoa que estava perante ele, que era aquele que conhecia perfeitamente tudo a respeito da natureza humana e que jamais poderia ser ludibriado pelas ciladas promovidas pela ardilosa habilidade humana em enganar.
         Ele chegou a Jesus com a pergunta: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida Eterna?” É bem perceptível que aquele homem em nada estava com desejo na alma de conhecer a salvação providenciada do céu para o pecador. Ele era, sim, um ricaço que usava a religião como manto para se disfarçar e se manter preso à idolatria financeira. Era um amante do dinheiro que sentia o impacto da ausência daquilo que a prosperidade financeira jamais pode proporcionar à alma. O céu dele era aqui e desprezava no coração o lar celestial preparado por Cristo para os salvos. É notável a maneira como ele se apresenta a Jesus como um zeloso praticante da lei, pois ele mostrou a Jesus que fazia tudo o que a lei mandava desde a sua mocidade. Ele em nada sabia onde estava exatamente aprisionado ao pecado; desconhecia onde era visto por Deus como um idólatra que servia a riqueza como se estivesse adorando uma imagem de escultura. Cristo foi exatamente no cerne do seu pecado; Cristo mexeu exatamente no santuário do seu coração onde estava erguido o seu ídolo, quando lhe ordenou que fosse e abandonasse seu amor ao dinheiro para segui-Lo. Aquele homem se afastou triste, por que? Porque ficou decepcionado com a verdade tão dolorosa apresentado pelo Senhor. Era um obstinado no caminho errado que se escondia na religião. Não é exatamente assim com milhares, especialmente em nossos dias quando o mercado religioso é grande e fornece muitos esconderijos para aqueles que fogem da verdade salvadora?
Meu amigo, não tem um lugar tão perigoso para a alma do que a religiosidade falsa. O melhor para o pecador é sair de mãos para o alto de seu esconderijo e assim se apresentar perante o Sol da misericórdia do Deus que salva. A face desse Deus brilha em forma de compaixão para socorrer os aflitos.
Vou mais adiante para mostrar que há um perigo maior adiante no caminho da revolta, da rebelião tomado pelo pecador que não se arrepende para ir a Cristo em confissão, e achar nele a salvação eterna de sua alma. Satanás aparece como um deus nesse caminho. Ele chega para lhe abraçar e assim apresentar-se como seu amigo e como alguém que está pronto a lhe ajudar. Ele como pai da mentira chegará ao seu coração cheio de lisonjas, mostrando que tudo está errado por fora e que você é a vítima da situação. Você não verá os laços armados por ele no caminho por onde você está transitando em sua rebelião contra Deus. Ele poderá trazer aos seus ouvidos um evangelho adocicado do gosto que você quiser. Ele poderá levar-lhe a cair nas malhas de uma mentira que parece ser verdade, e você até mesmo sentir-se-á muito bem e que agora é alguém realizado na vida. Ele dará recursos ao seu coração para apaziguar a consciência culpada, e lhe levará a acreditar que Deus de fato está agora impressionado com seu viver e com seus atos.
Meu amigo, você transita num mundo perigoso, enganador, cruel, destruidor, e você desconhece seus verdadeiros inimigos, e eles aparecem em sua frente como se fossem amigos, mas os interesses deles estão voltados em lhe usar para as finalidades malignas e depois vão rir e debochar diante de sua miséria eterna. Satanás é o grande ladrão que armazena seus tesouros neste mundo para construir aqui seu reino anti Deus e ele se utiliza dos homens para serem seus escravos. É isso que você quer?
Vou mais longe em meus argumentos para mostrar o quão perigoso é para a alma desviar-se do caminho certo a fim de tomar um rumo incerto e tão perigoso. Digo e afirmo que quando o homem está indo pelo caminho errado, ele poderá fazer coisas extraordinárias que servirão para compensar seus erros. Por exemplo, ele estará pronto a fazer grandes sacrifícios religiosos. Ele está pronto a dar grandes quantias de dinheiro tendo em vista o receber alguma bênção que lhe proporcionará meios de uma vida melhor aqui.
Meu amigo, poderia aqui gastar muito mais tempo para lhe apresentar tantos e tantos perigos que aparecem como verdadeiros exércitos entrincheirados contra sua alma. Não tem ninguém que pode lhe socorrer neste vale da sombra da morte. Maldito o homem que confia no homem. Nem parente, nem amigo, nem religião, nem santo, nem oração, nem dinheiro podem lhe oferecer socorro eterno à sua alma. Essas coisas não passam de ser como palha seca perante o fogo.
Tem um amigo verdadeiro e justo, é o Deus da bíblia. Ele é aquele que estende seu socorro para a alma aflita e atribulada que lhe invoca o Nome. O Deus da bíblia vai diretamente aos seus ouvidos para mostrar Sua riquíssima misericórdia estendida para aquele que está desamparado na alma. O Deus da bíblia em nada necessita de você nem de mim. Em nada Ele precisa de qualquer ajuda, de qualquer dinheiro. Em nada Ele necessita dos homens para ser o Deus Glorioso. Ele estende a Sua misericórdia aos pecadores porque Ele quer fazer e porque é livre para fazer isso. Ele é o Oleiro, nós somos pobre barro, e não adianta querer erguer o queixo contra Deus, pois não passamos de meros vermes.
Ele levanta somente os caídos; ele estende seu socorro ao que se vê amargurado no pecado. Ele conhece o soberbo, Ele bem sabe o que está oculto no coração do homem e da mulher rebeldes contra a verdade revelada. Ele não se deixa escarnecer, pois é bem claro que aquilo que o homem semeia é aquilo que vai colher. O melhor para você agora é se apropriar do Grande e Eterno Salvador que na cruz conquistou eterna e gloriosa salvação que agora está ao seu alcance.
        







O PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL (7 de 16)



Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23).
        Prezado amigo leitor, meu trabalho hoje consiste em mostrar que mesmo onde o pecado parece querer reinar, dominar e causar destruição, eis que surge a preciosa graça para irradiar a luz do coração maravilhoso e terno desse Deus. A graça nunca será conhecida como realmente ela é, se o pecado não for exibido em seus terrores, assim como a luz é vista em sua preciosidade em lugar das trevas. Ninguém dará valor aos cuidados médicos se a dor não for sentida em sua tormentosa manifestação.
         Os dez filhos de Jacó experimentaram por longos anos a cruel perseguição do pecado em suas vidas. Enganosamente eles pensaram que o mal cometido seria esquecido e que a vida seguiria em sua normalidade. Semearam tormenta e acharam que não colheriam tempestade. Que engano! “... sabei que o vosso pecado vos há de achar!”, e quando os achou, o pecado multiplicou-se dentro deles, trazendo tormento aos seus corações corrompidos. Pensaram que podiam reinar e agora são vistos como pobres escravos, dominados pelo medo e subjugados aos ditames dos homens, pois agora estão quedados aos pés daquele que eles tanto odiaram. Agora não passam de Office boys, levando recado do Egito para Canaã e de Canaã para o Egito.
         Foi nesse cenário de humilhação e quebrantamento que a Mão graciosa agiu para o bem do Seu povo e para Sua glória. Deus ergueu José não para destruir sua família, mas para que fosse um tipo de Cristo, conferindo aos seus irmãos o verdadeiro perdão. Obviamente veio após usar de sabedoria e prudência. José queria saber se seus irmãos eram homens arrependidos ou se eram aqueles covardes de anos atrás; se houve arrependimento ou estavam prontos a fazer Benjamin e Jacó sofrerem. Precisava de um fiador, de apenas um entre aqueles dez homens que estivesse disposto a pagar o preço para que Jacó, Benjamin, os irmãos e toda família pudessem ter a liberdade.
         Foi aí que entrou Judá! Deus havia preparado esse homem para essa ocasião! Ele foi trabalhado na forja divina, a fim de que o verdadeiro caráter de fé e coragem marcasse sua alma. Um só agora estava ocupado em sofrer as conseqüências, que maravilha! Quando tudo parecia perdido, que o governador tomaria Benjamin como escravo, eis que o cenário mudou, um homem toma a frente; não um covarde, não um atrevido, não um bandido, mas sim um homem disposto a sofrer para ver seu pai alegre e seu irmão mais novo livre. Era isso o que José queria! Todo aquele rigor, dureza e obstinação tinham em mira alcançar isso! Ele não odiava seus irmãos, não tinha vingança em seu coração, mas queria apenas um que entrasse no meio para ser o mediador. Bastava um! Quem foi esse? Judá! Eis suas palavras: “Agora, pois, fique teu servo em lugar do menino como escravo de meu senhor, e que suba o menino com seus irmãos. Porque, como subirei eu a meu pai, se o menino não for comigo? para que não veja eu o mal que sobrevirá a meu pai” (Gênesis 43:33,32).
         Querido leitor, temos em Cristo Jesus o grande mediador. Ele veio ao mundo para livrar os pecadores da maldição da lei, da escravidão de satanás, da poder tirano do pecado no coração e das graves conseqüências eternas no inferno e lago de fogo. Deus o Pai enviou ao mundo Seu imaculado cordeiro, o qual se entregou a Si mesmo a fim de livrar culpados como nós e livrar-nos do furor da Ira divina.
         Dirijo-me a você amigo, para mostrar o poder do sangue remidor do Filho de Deus. Quão maravilhoso é saber que a verdade tem humilhado você, tem revelado a maldade do seu coração e tem mostrado até onde o homem pode chegar  em corrupção e destruição neste mundo, mas eis que para a alma aflita surge a luz da graça, revelando a preciosidade do perdão e da purificação que há em Cristo Jesus.
         Prezado leitor, com alegria em meu coração comunico este tema aos corações que levam a Palavra de Deus a sério. Mesmo que o mundo mudou e os homens estão cercados do conforto tecnológico, o pecado, entretanto não mudou e o coração do homem continua sendo enganoso e cruel desde sua queda em Adão. A revelação bíblica não deixa que esse inimigo fique escondido sob os trajes desta época tão sofisticada e culta.
         Chamo sua atenção para a vida do primeiro rei de Israel. Saul foi o homem escolhido segundo o espírito democrático de Israel. A nação acabara de vencer o domínio cruel dos filisteus com uma maravilhosa demonstração do absoluto poder de Deus sobre esses inimigos (1Samuel 7). Respirando a liberdade tão almejada, eis que os conselheiros da nação decidem não honrar o Senhor, não demonstrar humilde gratidão e submissão ao Deus que os libertou da mão do inimigo, mas sim buscar um rei segundo o molde das nações (1Samuel 8:5). Eles queriam a liderança humana e não teocrática! Decisão insensata! Qual a resposta de Deus ao povo? O que eles queriam era um rei humano e não o reinado do Deus que por tantos anos provou Seu amor, cuidado e proteção. É essa a atitude do coração natural e rebelde do ser humano contra o Deus da bíblia. Prefere a miséria a subordinar-se ao reinado de Cristo, o Rei da Glória.
          A resposta veio imediatamente para a alegria da nação. Queriam um rei? Eis aí o homem! Quem?  Dei-te um rei na minha ira, e tirei-o no meu furor” (Oséias 13:11). Foi um homem segundo o coração de Deus? Absolutamente, não! Eles olhavam para a aparência, não para o coração, por isso Deus apresentou SAUL: “...jovem e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo de que ele; desde os ombros para cima sobressaía em altura a todo o povo” (1Samuel 9:2). Doravante vão curtir um reinado maravilhoso? Não! Vão ter um homem de Deus à frente da nação? Não! No início parecia que tudo seria belo e encantador nesse novo cenário político, mas não demorou muito para que Saul revelasse que não passava de um ímpio. Em seu coração não reinava o Senhor; seu amor não era obediente às ordens daquele que do céu cuidava e zelava do Seu povo. Saul era segundo o coração do povo, mas não segundo o coração de Deus.
         No princípio do reinado de Saul tudo funcionou maravilhosamente bem. O Espírito de Deus o tomou para realizar grandes feitos contra os inimigos. Porém, aos poucos Saul foi revelando seu coração rebelde, invejoso e acima de tudo ímpio. As vitórias de Saul foram conquistadas por causa da presença de fé de um dos filhos dele - Jônatas. Deus preservou na família de Saul uma testemunha fiel, ali tinha um homem segundo o coração de Deus, e Jônatas provou isso na incrível vitória conquistada contra os filisteus (cap.14). No reino de Deus as obras da carne não funcionam. No serviço do Senhor somente a fé prevalece, porque a fé milita conforme a força de Deus e Deus se agrada da fé. E onde a fé e a incredulidade se cruzam o perigo imediatamente aparece, porque a incredulidade não tolera a fé, nem a fé se curva perante a incredulidade. Não fosse a intervenção divina Saul teria levantado a mão para matar seu próprio filho (1Samuel 14:44).  
         A partir dessa ocasião o pecado da inveja e do ciúme começou a corroer a alma de Saul. O seu pecado lhe perseguiu até a morte. Nunca houve um momento de um verdadeiro quebrantamento, de subordinação perante Deus, mas o pecado de Saul levou-o de roldão, de maldade a maldade, de erros após erros, de engano após engano e finalmente deparou-se com um triste fim (1Samuel 31).
         Prezado amigo, bendito o homem que se achega a Deus humilhado, porque Ele é o Deus houve corações quebrantados: “...mas eis para quem olharei: para o humilde e contrito de espírito, que treme da minha palavra” (Isaías 66:2).

terça-feira, 1 de maio de 2012

O PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL (6 de 16)



Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23).
         Prezado amigo é quando a Espada do Espírito corta o coração e revela o reinado cruel do pecado, que os homens correm em busca do Salvador bendito. Quando os homens conhecem a profundidade do poço da perdição onde o peso da iniqüidade os detém, então eles clamam e invocam o Nome do Senhor para serem salvos. Onde o Rei da Glória entra cessa o reinado maligno do pecado no coração, porquanto Cristo jamais se associará com a iniqüidade abrigada no coração orgulhoso e rebelde.
         Visto que tudo o que dantes fora escrito, para nosso ensino foi escrito, prossigamos vendo como foi que o pecado cometido por Ruben dominou-o o resto da sua vida, trazendo amargura e abatimento. Seu delito corrompeu toda capacidade de liderar com vigor, amor e coragem seus irmãos e o respeito que seu pai deveria ter por ele. Tudo foi jogado fora como lixo, por causa de um prazer momentâneo: “Sabei que vosso pecado vos há de achar!”.
         Prossigamos vemos até onde Ruben curtiu os tristes resultados de sua vida; onde a sua transgressão o lançou. A sua função de chefe, responsável pela família perante seu pai caiu em descrédito e isso é visto quando deixou Simeão preso no Egito e voltou com os outros para Canaã. Como enfrentaria a face do seu velho pai? Como explicar-lhe que o governador do Egito requeria que eles voltassem trazendo o irmão mais novo? Ruben estava encrencado, porque sabia que enfrentaria tremenda oposição do seu pai. Benjamin era o preferido de Jacó, o que agora ocupava o lugar de José. Ruben estava aprisionado entre duas muralhas, atrás dele estava o governador do Egito – José; à sua frente estava seu velho e sofrido pai. O que fazer?
         Quando os 9 homens postaram perante seu pai puderam ver em que encrenca estavam metidos. Como fazer aquele homem acreditar que Benjamin seria trazido de volta? Quem entraria como fiador? Agora a voz do primogênito entra em ação, mas quem estava perante Jacó? Que tipo de homem era aquele? Ele fora alguém de confiança? Não! A lembrança da sua atitude abominável pairava sobre a mente de Jacó. Eis as palavras que saíram da boca de Ruben: “...Mata os meus dois filhos, se eu to não tornar a trazer; entrega-o em minha mão, e to tornarei a trazer” (Gênesis 42:37). Palavras de um verdadeiro covarde, de um perfeito egoísta, indigno de qualquer confiança! Como Jacó poderia confiar num homem como esse? Foi nesse momento que Judá entrou para ser o homem certo, alguém que gerou confiança imediatamente em seu pai: “Eu serei fiador por ele; da minha mão o requererás. Se eu to não trouxer, e o não puser diante de ti, serei réu de crime para contigo para sempre” (Gênesis 43:9).
         Por fim, chegou o momento mais amargo, que mostra como o pecado humilha e avilta o homem. Era o momento final para Jacó, a morte o tiraria da companhia de seus filhos. Ele assenta-se em seu leito e começa a dar as bênçãos aos 12 filhos. Obviamente começa por Ruben, mas terá alguma benção para ele? Eis as palavras que saem da boca daquele homem de Deus: “Rúben, tu és meu primogênito... Descomedido como a água, não reterás a preeminência; porquanto subiste ao leito de teu pai; então o contaminaste. Sim, ele subiu à minha cama” (Gênesis 49:3,4). Que momento atroz para Ruben! Seu pecado o perseguiu terrivelmente! Ele agora ficou sabendo que seu ato era conhecido e odiado! “Sabei que o vosso pecado vos há de achar!”.
         Meu amigo, não esconda suas iniqüidades! Não fique brincando de religioso, achando que o tempo e as atividades vão apagar a maldade! Confesse tudo ao Senhor em profundo quebrantamento, assim você terá o perdão mediante o sangue purificador do Filho de Deus! Do contrário, certamente ouvirá Dele naquele dia: “Apartai-vos de mim!”.
         Prezado leitor creio que a Palavra de Deus tem deixado histórias que ilustram claramente a tragédia que o pecado causa no viver de uma pessoa, aqui e na eternidade. Eu sei que um tema como esse não é bem vindo aos ouvidos, mas é preciso alertar os homens acerca dos perigos que os cercam e de como o pecado é galanteador, sedutor e enganador quando atrai o coração para um ato.
         Milhares estão brincando com a prática da maldade e buscam encontrar apoio em meios evangélicos; querem a qualquer custo acreditar que Cristo apóia a maldade, por isso pensam que um pedido de perdão apaziguará a consciência culpada. Isso acontece naquele momento, mas não demora muito para que volte a assinar o contrato com a perversidade. O fato é que Cristo nunca foi nem será ministro do pecado. Ele é o Senhor e salvador de corações quebrantados; de homens e mulheres humilhados, que confessam o horror de seus corações malignos e que querem andar com Deus, guardados e protegidos pela graça.
         Quero que o amigo leitor acompanhe comigo o relato bíblico acerca de Judá, irmão de Ruben. A história desse homem reflete o que a graça de Deus faz, como Deus transforma um perverso num instrumento de Sua maravilhosa graça. Dentre os filhos de Jacó, Judá despontou-se como um grande líder. Obviamente participou da perversidade praticada contra, quando o venderam para os Ismaelitas, e também quando mentiram para seu pai.
         Se o amigo leitor observar bem o cap. 38 de Gênesis, não demorou muito para que Judá se afastasse da companhia de seus irmãos. Conhecendo bem o que vem a seguir, nota-se que Judá afastou-se por causa de sua consciência culpado. Porém, o que está relatado no cap. 38 a respeito dos acontecimentos que envolveram a família desse grande líder, mostra a triste colheita na morte de dois filhos perversos e com o ato libidinoso dele com sua nora. A misericórdia de Deus estava trabalhando na vida de Judá, a fim de que a Soberana graça o tomasse para ser o homem de confiança de Jacó em lugar de Rúben.
         Vamos juntos para o cap. 43 de Gênesis. Jacó está decidido em não confiar seu filho mais moço sob os cuidados de Ruben, o primogênito. Era um momento angustiante, porque eles precisavam retornar com Benjamin, a fim de comprar mantimentos e trazer Simeão de volta. Então, maravilhosamente entra em cena o homem preparado pela graça – Judá. Eis o que ele fala para seu velho pai: “... Envia o mancebo comigo, e levantar-nos-emos e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem tu, nem nossos filhinhos. Eu serei fiador por ele; da minha mão o requererás. Se eu to não trouxer, e o não puser diante de ti, serei réu de crime para contigo para sempre” (Gênesis 43:8,9). Agora sim, brilhou a refulgente luz da graça! Agora perante Jacó tinha um homem! Agora sim, alguém inspirava confiança num coração paternal machucado e desesperado! “Eu serei fiador... da minha mão o requererás... eu serei réu de crime para contigo para sempre”. Agora Jacó tem uma resposta de Deus na vida de um homem preparado por Deus, a fim de que representasse a família perante o governador.
         Meu amigo leitor, na vida de Judá temos não somente a prova do poder transformador de Deus na vida um homem, como também temos nele o exemplo do amor supremo e eterno de Cristo em favor dos perdidos. O filho de Deus se ofereceu a Deus para ser nosso substituto na cruz, a fim de nos resgatar da punição eterna. Foi ali na cruz que Cristo ocupou o lugar de pecadores culpados, indignos, a fim livrá-los da punição eterna. Foi pelo Seu sangue que Ele comprou para Deus homens e mulheres, pecadores arrependidos, a fim de purificá-los e levá-los, salvos para o céu. Hoje mesmo Ele está salvando pecadores que se achegam a Ele em sincera confissão de fé!

A VERDADEIRA SALVAÇÃO (6)


Se confessarmos os nossos pecados Ele é Fiel e Justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9)

A VERDADEIRA CONFISSÃO

Prezado amigo, nestes dias estou pregando neste tão esplendoroso e magnífico texto de 1 João. Não há dúvidas que a passagem trata-se da apresentação clara e simples da mensagem da verdadeira e genuína salvação bíblica, a salvação que dá descanso ao cansado; que dá paz ao coração aflito e turbulento; que dá luz aos olhos tão cegados do pecador; que dá plena certeza ao coração tão entenebrecido pelas mentiras atiradas aos seus braços pelo famoso pai da mentira. Minha oração a cada dia é que este texto tão precioso chegue ao seu coração como um visitante tão querido. Que muitos tenham as portas abertas do coração para a entrada da luz celestial dessas boas novas vindas do céu. É a proclamação que todo pecador que se achega ao Salvador em sincera confissão de fé encontrará perante sua face aquele que é Fiel e Justo para efetuar poderosa e eterna salvação, porquanto diz o texto lido deixa essa verdade bem clara.

         Hoje quero tratar, dentro do texto um assunto que é deveras importante que o leitor atento fique sabendo. São muitos e são milhares os corações que não conheceram e não conhecem a confissão bíblica. São muitas as portas das almas que nunca foram abertas para a luz celestial entrar; são muitos aqueles que tem luz por fora mas por dentro estão habitando em densas trevas. Tem olhos físicos, mas na alma estão cegos. Que perigo para a alma que desconhece a confissão. Se nunca houve confissão genuína é porque não houve salvação e se não houve salvação significa que a alma está perdida, atiradas nas trevas vagando sem rumo, tropeçando sem nem sequer saber em que está tropeçando.
         O que acontece quando a alma não chega a Cristo Jesus para a confissão sincera e a petição por salvação? Vamos enfrentar a realidade mostrada pela Palavra da verdade. Se não há confissão o pecador jamais conhecerá o Deus que é Fiel e Justo para perdoar e purificar. É óbvio. Como alguém conhecerá o perdão de Deus sem que antes tenha reconhecido a sua culpa perante o Deus Santo que foi ofendido? Como alguém há de conhecer a purificação que vem por meio do sangue remidor se antes nunca reconheceu a situação de imundo na qual o pecado lhe colocou? É mister que seja tirado todo engano; é mister que a luz da verdade penetre onde só há escuridão e a falsa paz seja reconhecida e denunciada como perigosa e perversa.
         Primeiramente devo afirmar e confirmar que se nunca houve confissão que levou o pecador à humilhação perante o Salvador, significa que o pecado ainda reina no coração. Meu amigo, o homem é um escravo, ou de Deus ou do pecado. Não há neutralidade. Neste exato momento, onde você estiver, não importa sua idade, sua religião, sua situação econômica, você está à serviço de alguém, ou de Deus ou do pecado. Nosso Senhor deixou tal verdade bem esclarecida aos judeus tão enganados em sua religião. Jesus disse para eles: “Em verdade em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (João 8:34). Eles achavam que eram pessoas espiritualmente livres porque pertenciam a religião judaica; porque eram descendentes do grande patriarca Abraão; porque estavam ligados como parentes à família de grande nomes narrados no Velho Testamento como Moisés, Elias, Davi, Jeremias e outros.
         Mas nosso Senhor ultrapassou as barreiras daqueles corações endurecidos para mostrar-lhes o quanto eles estavam enganados pelo próprio poder do pecado. Em outras palavras nosso Senhor estava dizendo o seguinte para eles: “Olha, vocês nada tem de espiritualidade porque vocês como qualquer outra pessoa deste mundo, vieram de um Adão pecador, caíram no pecado juntamente com seus pais lá no Éden ao ouvir a voz da serpente. Por isso vocês agora não passam de ser pessoas que vivem à serviço do tirano pecado que habita em seus corações”.
         Caro leitor, se você acha que estou sendo duro demais em meus argumentos, venho lhe dizer que estou apresentando aqui exatamente aquilo que é doutrina puramente bíblica. Em nada tenho me afastado da exatidão e integridade da Palavra Fiel para que você fique sabendo que a mensagem é de Deus e não minha. Se você tem pelo menos um pouco de conhecimento dos ensinamentos bíblicos verá que este ensino a respeito do reinado do pecado no coração do pecador é algo claramente ensinado e perpassado por toda Escritura. Eu sei que o orgulhoso e altivo coração humano não gosta e nem quer ser descoberto em seus esconderijos. Mas a bíblia é um livro revelador. Ninguém há que possa ficar escondido perante a revelação bíblica. Mas Paulo trata desse assunto no cap. 6 da Gloriosa Carta aos Romanos. Ali o Apóstolo escrevendo aos crentes ele afirma que aqueles que são crentes em Cristo e que agora estão à serviço do Senhor Deus, viviam antes na velha vida à plena disposição do pecado. A linguagem de Paulo ali mostra o que é que o pecado faz no homem que nunca foi a Cristo para sua salvação.
         Então, tomo de volta o assunto a respeito da confissão, que quando o homem nunca chegou a Cristo em sincero arrependimento e num coração aberto para Deus para que a luz do evangelho chegue e brilhe em toda escuridão do seu coração enganado e ludibriado pelo pecado, pode estar certo que o pecado ainda reina em seu coração. Importa que você fique ciente dessas verdades reveladas a respeito da tão triste condição do homem em Adão. Quando o pecado ainda reina no coração há lá dentro uma predisposição para a maldade. A ausência da verdadeira confissão que leva o pecador aos pés do Salvador a fim de que seu coração seja transformado num novo coração, indica que a maldade reina ali. Falta no coração o amor de Deus que está em Cristo Jesus. As poderosas feras da iniqüidade estão enjauladas dentro do coração e elas estão pedindo que sejam alimentadas. São chamadas de obras da carne e elas obrigam que o pecador venha buscar alimento continuamente.
Primeiramente apresento o orgulho, o rei da maldade. O homem que nunca foi humilhado pela lei de Deus para ir ao pó e reconhecer que não passa de um mero mortal totalmente fraco, tal alma é dominada pelo orgulho. Mesmo que esteja trajado de religioso, aquela religião é apenas um meio de encobrir seus pecados ocultos dos homens. A altivez, a arrogância impede que o homem se curve e se prostre perante a glória de Cristo; a altivez de espírito mantém o homem enganado achando que ele pode fazer o que bem quer fazer, andar onde bem quiser andar; pensar aquilo que ele achar por bem e que mesmo assim não será reconhecido em suas culpas.
Em segundo lugar mostro o que pode manifestar no andar daquele que desconhece a confissão bíblica. Há em seu coração uma predisposição para satisfazer seus desejos egoístas e carnais em detrimento do seu próximo. O reinado do pecado no coração faz com que o homem pense que ele tem direitos e que até mesmo Deus o reconhece como um pobre coitado que precisa se satisfazer em suas paixões. Alguém assim pode achar que é seu direito abandonar sua esposa ou seu marido e ir à busca de algo melhor. Essa pessoa toma o caminho do adultério achando que está certa em sua resolução e que jamais há de sofrer as conseqüências dos seus erros. O orgulho o eleva ao pináculo do prazer; o orgulho inflama suas paixões e lhe cega os olhos da alma; o orgulho o torna surdo para não ouvir a respeito dos perigos.
Vou adiante em expor o que acontece com a pessoa que desconhece a verdadeira confissão bíblica. Seu caminho será o caminho da maldade. Sempre irá procurar justificar seus erros; sempre estará pronto a adaptar-se a qualquer religião que mais lhe agrade e que mais lhe ajude a manter no seu perigoso caminho. Sua mente fica entenebrecida e até mesmo vai usar a bíblia, usando textos fora do contexto, para armar-se contra a verdade. Uma pessoa que desconhece a confissão genuína e verdadeira pode tornar-se alguém perverso. Quantos homens se tornam violentos em relação às suas esposas porque tem suas consciências pesadas e não querem admitir. Muitas mulheres também em relação a seus maridos. Muitos fogem do confronto bíblico; muitos fogem do aguilhão da lei.
Vou adiante a afirmar que a ausência da confissão genuína pode levar alguém a se tornar como um verdadeiro monstro em figura humana. Uma pessoa pode se tornar assassina quando seu caminho é o caminho da escuridão; um jovem pode se tornar cruel no tratamento com seus pais e seus irmãos. Uma pessoa pode estar seguindo o caminho da mentira, da crueldade sexual; do roubo, da loucura e de outras atitudes semelhantes. O homem quando foge da luz do evangelho bíblico tomará o rumo da anormalidade, da bestialidade e se tornará pior do que os animais em seu viver. O domínio do pecado lhe levará a pensar que ele é feliz, que achou um paraíso aqui nesta vida, mas ele não verá que seu caminho é perigosíssimo, e que está escorregando para o abismo. Ninguém pode estabelecer a vida em cima de coisas erradas. Aquilo que agora lhe parece tão inofensivo não passa de ser como um filhote de leão que lhe atrai poderosas feras que lhe destruirão fatalmente. O caminho que lhe parece tão bonito e fácil não passa de ser o caminho largo que lhe leva a um lugar de desespero. Agora você pode rir e zombar da desgraça alheia, mas você chegará ao lugar onde verá quão desgraçada foi sua escolha.
         Vou adiante expondo argumentos que mostram o que acontece quando a alma nunca conheceu a genuína confissão conforme apresentada nas escrituras que levam o pecador ao encontro com o Salvador. Digo mais que a pessoa que a pessoa terá atitudes de fuga. Sempre estará correndo e fugindo de Deus como Caim. Ó quão terrível é uma consciência pesada! A bíblia afirma que o caminho do homem carregado de culpa é tortuoso. A história de Judas é muito conhecida. Ele sempre foi enganado no seu próprio coração em achar que era um verdadeiro discípulo de Cristo. O que o homem é no coração vai revelar em seus atos. Judas sempre foi um amante do dinheiro. Tomou a decisão de seguir Jesus porque achava que o Nazareno era um político que um dia iria ocupar o trono de Israel como Rei e ele teria uma posição no reinado que afinal lhe levaria à fama nacional e mundial. Mas à medida que o tempo passava foi descobrindo que estava enganado em seus planos. Percebera que seguia um líder pobre e que nada de valor dava as ambições tão buscadas pelos homens mundanos.
Qual seria o melhor meio de ficar rico? Como poderia obter a riqueza em suas mãos? Como poderia sorrir tendo a felicidade aos seus pés? Ah! Veio muito fácil. Satanás trouxe e pôs em seus braços todo dinheiro que ele queria ter. Como foi fácil! Acertou rapidamente na loteria! Mas, quão horrível foi quando o peso de uma consciência culpada veio sobre si como uma tonelada. O dinheiro que tinha em suas mãos e que fora ganho de modo desonesto era agora, não sua felicidade, mas sim sua desgraça. Satanás que antes tanto lhe cortejava e lhe jogava confetes de lisonjas e que lhe fomentava ganâncias, estava agora rindo perante aquele falso apóstolo. A decepção ficou bem estampada em sua face. O que fazer? Que rumo tomar? Certamente ele lançou fora todas as 30 moedas de prata como se fosse lixo, mas que direção Judas tomou? A direção do arrependimento? Não! Estava cheio de remorsos ao descobrir que tomara o caminho macabro da traição. Mas, não se direcionou pelo caminho da confissão. Seu coração era o mesmo coração orgulhoso por isso não hesitou em caminhar para o abismo via o ato do suicídio.
         Especialmente em nossos dias quando satanás tem engrossado o caldo da iniqüidade em sua imensa panela a ferver, vemos homens, mulheres, jovens, meninos e meninas fugindo para não encarar a realidade da vida. Meu amigo, você não pode fugir de Deus. Você neste mundo é como se fosse um pássaro dentro de uma gaiola. O Deus da bíblia é o Deus de compaixão, se você foge dessa misericórdia infinita, fatalmente você estará indo em direção ao juízo. Ou o homem se atira agora aos braços de amor eterno desse Deus que em Cristo providenciou o resgate na cruz, ou o homem escorregará para o assombroso juízo do Deus Reto e Justiceiro. Meu amigo, na sua fuga para não se deparar ante à verdade, sem dúvida alguma você verá como satanás, o deus deste mundo se achega a você e lhe enlaça com terríveis enganos religiosos. Ele é muitíssimo esperto e capaz de lhe atender naquilo que tanto você aspira em seu orgulho. Satanás é o rei dos orgulhosos, e ele sabe como mimar você como criança; ele sabe muito bem como pode afagar seu ego e como fazer você dormir um gostoso sono mediante as jogadas religiosas dele.
Digo mais que se você foge no seu orgulho de não querer enfrentar sua situação pecaminosa em sincera confissão de fé, você estará pronto a se unir com outros que seguem o mesmo caminho perigoso. As multidões se enveredam pelo caminho largo e fácil e eis aí milhares que lhe cercarão para aplaudir seus erros e  para incentivar a continuar no caminho por onde eles vão. Não tem outra decisão mais sábia para você, meu amigo, do que esta de dar as costas a tudo aquilo que parece belo e agradável aos seus olhos e humildemente buscar o socorro do Altíssimo. Por que essa decisão tão louca de seguir rumo a arapuca armada contra sua alma? Veja o caminho que Deus tem para o perdido pecador. É o Caminho humilhante do arrependimento e da sincera confissão de seus pecados perante aquele único capaz de tratar de uma vez para sempre com toda essa miséria que tanto lhe arruína. Eis aí o chamado de Deus para que homens e mulheres venham a Cristo para serem salvos.