quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A VERDADEIRA FELICIDADE (28)


 “Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no Senhor a misericórdia o assistirá” Salmo 32:10.
APRESENTAÇÃO DO HOMEM FELIZ E O HOMEM INFELIZ
    Caro leitor, meu trabalho consiste em apresentar as preciosidades do evangelho vistas nesses dois últimos versos desse Salmo tão revelador. O verso 10 começa mostrando quem é o homem infeliz: “Muito sofrimento terá de curtir o ímpio...”. Já pude enviar para meus leitores a introdução acerca desse assunto, mas sei que estamos perante  uma matéria que considero não somente importante como também oportuna. Minhas orações constantes é que o Senhor torne Sua Palavra conhecida e temida em nossos dias. Os meus leitores devem saber que a Palavra de Deus é penetrante e reveladora, para que homens e mulheres possam ser descobertos no íntimo e assim conheçam a misericórdia do Senhor e corram para Ele enquanto pode ser achado como Salvador (Isaías 55:1). Portanto vejamos a linguagem de Deus a respeito do homem infeliz.
    Observe no texto que Deus intitula o homem infeliz de “ímpio”: “Muito sofrimento terá de curtir o ímpio...”. Para Deus só há dois tipos de pessoas no mundo, o ímpio e o justo. A Palavra de Deus usa outras palavras que descrevem essa diferença: O salvo e o perdido; os filhos da obediência e os filhos da desobediência; os que sobem para o céu e os que descem para o castigo eterno, etc. Veja caro leitor, que não tem meio termo, e que Deus não aceita aparência, nem justifica o homem mediante sua religião; não o recebe mediante suas atividades, nem mesmo na aparência de piedade religiosa. Ora, o próprio Salmo 32 mostra essa gloriosa verdade nos dois primeiros versos, neles temos uma apresentação embrionária do evangelho conforme as Escrituras.
    Vou tentar ao máximo explicar essa verdade aos meus leitores, pois estou certo de que o corrompido coração disfarça-se muito bem na tentativa de manipular Deus e de apresentar suas justiças perante a face daquele que é santo 3 vezes (Isaías 6:3). Enquanto o homem não for justificado mediante o sangue da cruz ele é um ímpio e infeliz! Ninguém pode ser aceito livre da condenação perante o grande Juiz se não for mediante o sangue perdoador, purificador e justificador do Cordeiro puro e sem mácula (1 Pedro 1:18,19). Caro leitor preciso ser incisivo nesse assunto, porque é aqui onde começa a batalha das trevas contra a luz, do homem velho contra a retidão de Cristo. Os homens querem passar por cima da cruz, ou mesmo cavar um túnel e passar por debaixo, mas, todo esforço resultará em maior miséria, engano e endurecimento, porquanto não há mensagem tão dolorosa, humilhante e aterrorizante para o orgulho do homem no pecado, do que a mensagem da cruz.
    Então, caro leitor, digo e afirmo que começa a partir da cruz o novo homem, salvo, feliz, herdeiro de Deus, vencedor, que caminha triunfalmente para o lar celestial. Não tendo ocorrido esse evento glorioso e transformador no viver, certamente é uma alma infeliz, andando neste mundo sem a paz com Deus, debaixo da Ira aterrorizante do grande Senhor (João 3:36). Caro leitor, jamais poderei pregar outra mensagem! Como poderei lisonjear as almas que estão sob o terrível perigo da condenação? Qualquer outra mensagem, mesmo que seja adornada de versos bíblicos, não passa de ser remédio falsificado. Eu não posso lhe chamar de crente, enquanto o Senhor lhe chama de descrente e infiel! Jamais direi que Deus você é uma alma abençoada, enquanto você estiver debaixo da Ira Dele (João 3:36)! Jamais declararei que você é feliz, que pode prosseguir sua vida seguro, quando os perigos eternais rodeiam sua vida e que você está à perigo de cair no abismo eternal!
    O que o Senhor afirma a respeito do ímpio? Que o amanhã será melhor? Que seus pensamentos positivos resultarão em bênçãos? Jamais! Sua declaração é penetrante no verso 10: “Muito sofrimento terá de curtir o ímpio...”.     Mas a mensagem do evangelho chega para declarar que Deus enviou o Filho Amado ao mundo para resgatar perdidos das trevas para a luz, da morte para a vida. Agora mesmo é o momento do seu encontro com esse bendito e maravilhoso Cordeiro de Deus!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A VERDADEIRA FELICIDADE (27)


 “Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no Senhor a misericórdia o assistirá” Salmo 32:10.
APRESENTAÇÃO DO HOMEM FELIZ E O HOMEM INFELIZ
    Caro leitor estamos perante o verso 10 e agora chegou o momento quando o Senhor mostrará quem realmente é feliz e quem não é. Claramente vemos que Espírito de Deus faz distinção entre o justo e o ímpio. O ímpio é apresentado por Deus como uma pessoa infeliz. Seu futuro em nada é digno de ser contemplado à luz da verdade revelada, pois, o que lhe espera? “Muito sofrimento terá de curtir o ímpio...”. Os homens mundanos estão cegos, eles não percebem que viajam velozmente nas asas do tempo em direção à eternidade. Eles não sabem onde está a estação final chamada morte; Que estão presos no invólucro do pecado e acham que aqui tudo é luz, vida e prazer. Para eles a estrutura da vida está na boa condição física e financeira.
    Habitando nas tenebrosas trevas da ignorância espiritual os ímpios erigem colunas de fogo para que, à luz de seus sentimentos, a felicidade mundana venha a estampar em suas faces sem, contudo perceber que debaixo de seus pés há perigosas armadilhas que ameaçam extirpar sua pobre e frágil existência terrena. O mundo tem seu curso de ação (Efésios 2:2) e eles obedecem seguindo o curso normal desta vida desde o nascimento até a morte, peregrinando neste mundo sem qualquer esperança eterna e sem Deus (Efésios 2:12).
Mas quero convidar o amigo leitor a meditar no futuro do ímpio, porque o Grande Deus, o Deus da revelação bíblica afirma que “Muito sofrimento há de curtir o ímpio...”. Primeiramente devemos considerar o fato que o próprio Deus concede um bom viver nesta vida para milhares e milhares de pessoas não salvas. O Salmo 73 mostra tal verdade que o ímpio aqui tem prosperidade, saúde e conforto. Deus estica a corda da sua existência e prolonga seus dias.
Ilustremos na diferente forma que Deus tratou Jacó e Esaú. Ora, Jacó foi um homem chamado por Deus à salvação, e depois que foi salvo o caminho de Jacó foi cheio de severas provações e muitas lágrimas. Ele pode dizer, com razão para Faraó: “Poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida” (Gênesis 47:9). Por que Deus tratou assim Servo? Como crente não era para Jacó ter seus anos de fartura, prosperidade e felicidade? Porém, estamos tratando com um Deus que sabe lidar com Seu povo e cujos propósitos são perfeitos e eternos para cada um dos Seus.
Mas voltemos para Esaú. Veja a maneira materialmente próspera como Ele trata com um homem incrédulo e perverso como Esaú: “... a Esaú dei em possessão as montanhas de Seir; porém Jacó seus filhos desceram para o Egito”. Que coisa! Para um ímpio Deus dá prosperidade de um lugar de conforto e segurança como a terra de Seir. Esaú foi para lá e estabeleceu sua descendência passando a ser chamado de Edom. Quanto a Jacó e sua família, tiveram que descer para a escravidão Egípcia.
Nesta maneira de agir com os ímpios, Deus está mostrando que Ele lhes concede nesta vida aquilo que eles tanto desejam. Milhares desfrutam de tudo o que a carne e os olhos tanto anseiam ter e gozam de tudo que acham ser felicidade aqui. Mas o que lhes espera? Sofrimento: “Muito sofrimento terá de curtir o ímpio...”. No Salmo 73 o Salmista percebeu que os ímpios são postos em lugares escorregadios, perigosíssimos e estão à mercê de caírem no sofrimento eterno a qualquer momento. Há um sofrimento encubado em suas consciências cauterizadas, porque na euforia de um viver sem Deus estão sem amparo ante o poderio dos verdadeiros inimigos da alma. Estão debaixo de séria ameaça para ceifar suas vidas aqui.
O grande Deus é o Salvador daquele pecador que se arrepende do mal caminho por onde anda e que quer encontrar a salvação. O Senhor salva o homem que de coração busca pela Palavra de Deus a verdade salvadora; que não está jogando a culpa sobre os outros; que não está escondendo a verdade de sua culpa perante o Deus que tudo vê.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A VERDADEIRA FELICIDADE (26)


“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir, e sob as minhas vistas te darei conselhos. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem” (Salmo 32:8,9)
O CAMINHO DA FELICIDADE
    Dirijo-me novamente aos que ouvem atentamente a Palavra da verdade. Retomemos este verso 9 deste Salmo 32. Aliás, um verso que realmente esmaga toda expectativa mundana de vaidade e ambição carnal, como tanto deseja a natureza adâmica. Queremos beber das águas contaminadas deste vale de dor achando que a felicidade está aqui, e. se o Senhor nos soltar, certamente rolaremos ladeira abaixo achando que aqui encontraremos o paraíso. Nosso Senhor previne seus discípulos com relação a este mundo dizendo: “No mundo tereis aflições...”. Notemos bem, Ele não diz que acharemos felicidade aqui, mas sim aflições.
    Então, o que Deus faz conosco? Ele nos adverte de um perigo sério que ronda nossa alma: “Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento...”. Ora, é de se esperar que um cavalo ou uma mula aja sem qualquer entendimento. São animais, portanto agem por instinto, não pela razão. Mas o mundo é assim. Notamos em Gênesis 4 como Caim desprezou o Caminho da verdadeira vida dando as costas para Deus e correndo a fim de estabelecer sua sociedade conforme aquilo que tanto queria seu coração pervertido. A natureza pecaminosa é assim, animalesca, odeia as coisas lá de cima e ama as coisas passageiras. Acha que o verdadeiro viver está “debaixo do sol” conforme a linguagem do livro de Eclesiastes, e assim, nas densas trevas da mentira tenta acender as luzes da esperança mundanas em forma de política, religião, economia, cultura, etc.
    Encaremos o que aconteceu com o povo de Israel ao pé do Monte Sinai. Para aquele povo rebelde a felicidade consistia em fazer festas, dançar, pular, comer, e praticar imoralidade. Não desperdiçaram a chance com a prolongada ausência de Moisés que estava no cume do monte na presença de Deus. Aquele povo primeiramente estabeleceu seu sistema religioso quando fez o bezerro de ouro e deram ao bezerro o nome de deus. Firmaram sua confissão de fé naquele objeto e a partir dali se sentiram encorajados a dar toda vazão àquilo que a natureza carnal tanto queria.
    Amigo leitor, Deus não solta Seus santos. Ele não abandona aquele que Ele mesmo chama das trevas para Sua maravilhosa luz. Nossos olhos foram abertos por ocasião da conversão para conhecer o Amor eterno de um Deus que veio salvar e conduzir Seu povo. Cada crente é tratado como Sua ovelha que Ele, com amor, carinho, sabedoria, bondade e justiça a conduz (Salmo 23). Fomos chamados para pertencer a Ele; fomos salvos e libertos da tirania de satanás para que fôssemos servos daquele que provou Seu amor por nós; fomos escolhidos pela Sua Graça para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele (Efésios 1:4). Nosso viver por este mundo deve exibir a glória da Graça salvadora e santificadora; nosso estilo de vida deve mostrar as características celestiais porquanto somos de lá, e não daqui (Colossenses 3:1-4).
    Sendo assim, se espera daquele que é chamado de crente verdadeiro entendimento. Não há razão para desculpas; tudo aquilo que precisamos para vivermos como homens e mulheres, transformados pelo poder da graça salvadora e nos foi revelado na Palavra inspirada. Não faz sentido andar soltos como “cavalo ou mula”, vivendo segundo os prazeres da carne e do pensamento. Genuínos crentes amam a Palavra de Deus e mesmo com toda fraqueza da carne, lutam e anseiam por agradar o Senhor. Se alguém afirma ser crente e anda continuamente dando vazão às suas paixões pecaminosas, realmente nunca conheceu o Deus da bíblia. Tal pessoa tem nome de que vive, mas jamais conheceu o Grande Salvador e Senhor.

domingo, 22 de janeiro de 2012

QUANDO DEUS ENGORDA O CORPO


“Concedeu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma” (Salmo 106:15).
    Algumas histórias na Bíblia são repetidas, e o Autor Sagrado assim o fez para que ficasse bem impresso em nossos corações: “...para nosso ensino foi escrito”. Quem de nós pode ignorar os acontecimentos sucedidos no deserto quando Deus guiava Seu povo mediante a liderança humana de Moisés? Quantas vezes aquele povo ficou revoltado com sua situação e pecaram com rebeliões querendo voltar para o Egito?
    O verso lido mostra o que fez com aqueles mundanos e ingratos. Seus olhos eram fechados para ver as maravilhas dos milagres de Deus, mas eram abertos ansiando mais e mais daquilo que tanto queriam para a satisfação da carne. O resultado foi desastroso, porquanto Deus concedeu o que queriam. Tiveram carne, tiveram aquilo que o Egito lhes proporcionou na escravidão, mas notemos qual foi o resultado: “... fez definhar-lhes a alma”.
    Será que tem algo pior para o ser humano do que estar emagrecendo na alma? Milhares vivem assim neste “Egito” moderno. Vemos isso até mesmo nos arraiais chamados evangélicos. A insatisfação da natureza humana desencadeou uma verdadeira guerra contra o reino dos céus e contra a autoridade das Escrituras. O clamor é geral por mais conforto mundano, por mais prosperidade, por mais direitos que acham ter. Deus tornou-se um servo e eles senhores, ordenando a Deus que faça o que eles querem.
    Essa onda de culto da iniqüidade revela os seus resultados tremendo. Vemos as multidões definhando mais e mais em suas almas. O mais alarmante é ver com perplexidade o que está ocorrendo dentro das igrejas. A depressão tem feito com que as multidões vão à busca de psicólogos, mas não da Bíblia; um anseio por satisfação carnal tem feito com que os cultos se tornem espetáculos. é quase zero o interesse pela Palavra de Deus e por santidade de vida e acrescento o fato de que pecados e mais pecados estão fazendo parte da vida daqueles que se intitulam crentes, trazendo desgraça para a igreja e manchando a causa do Santo Evangelho.
    Santos de Deus voltemos em quebrantamento para o Deus da Bíblia. Aproveitemos o tempo da livre graça, deixando de lado toda essa euforia mundana para andarmos no Caminho estreito da vida satisfeita em Cristo Jesus. Humilhemo-nos debaixo dessa Potente Mão, quem sabe, ainda poderemos ver dias de refrigério vindo do céu sobre nós e sobre nosso povo.

sábado, 21 de janeiro de 2012

QUANDO DEUS ENDURECE O CORAÇÃO


“Como está escrito: Deus lhes deu espírito de entorpecimento, olhos para não ver e ouvidos para não ouvir, até ao dia de hoje” Romanos 11:8.
    Foi assim que Deus fez com Israel quando falou através de Isaías (Isaías 29:10). O mesmo Deus que leva o pecador à humilhação e arrependimento, é o Deus que também endurece (Romanos 9:18). Ignorar tal verdade resulta em tremendo prejuízo para a igreja e, com efeito, para o mundo.
    Não tem coisa pior para o homem do que ter olhos para não ver e ouvidos para não ouvir. É exatamente isso o que Deus faz quando endurece corações. O homem se torna espiritualmente uma estátua. Fale aos ouvidos de uma estátua, ela não pode ouvir. Mostre as mais belas figuras e cores diante dos olhos de uma estátua, ela não pode vê-las, jamais.
    Paulo esclarece isso na passagem de Romanos 11:8-10. Somente corações humilhados e quebrantados chegam para ouvir o que o Espírito tem para mostrar dos grandes feitos do Senhor.
    O que Deus faz quando leva alguém ao endurecimento? Primeiramente é dado um espírito de entorpecimento: “Deus lhes deu um espírito de entorpecimento...”. É óbvio que não se trata do Espírito Santo. Deus se utiliza de espíritos malignos para a realização de Seus atos punitivos, como ocorreu com os falsos profetas nos dias do rei Acabe (2 Crônicas 18:20-22).
    Que tremendo poder tem um só espírito maligno sobre os homens! A palavra “ entorpecimento” literalmente significa “ submetido às trevas”. O que acontece quando Deus endurece um coração para nunca, jamais se arrepender e se converter? Ele simplesmente entrega a alma a um estado de contínua escuridão espiritual. A pessoa se torna surda e cega, em nada percebendo nem o amor de Deus nem tampouco o juízo de Deus. Seu viver estará limitado apenas às coisas desta vida; seu corpo será como uma casa sem habitante.
    Então, aparecem os perigos à sua frente sem que sejam percebidos. A linguagem em Romanos é bem ilustrativa. Tudo aquilo que representa conforto e verdadeiro sentido de viver para o ser humano, não passa de perigos sérios que ameaçam sua vida. “A mesa”, sempre lembrando fartura, conforto e prosperidade poderá ser o lugar aonde chegará o seu juízo. Ela pode se transformar num “laço”, aonde a morte chegará para puxar a vítima para o abismo. “Armadilha”. Aquilo que parece ser paraíso poderá ser uma arapuca armada contra a alma. Em seguida aparece a palavra “tropeço”, indicando que a queda pode acontecer sem aviso prévio. Finalmente vem a palavra “punição”, indicando que o juízo chegou para sempre. Ah! Quantos agora estão brincando com Deus! Ah! Quantos estão desafiando o Todo-Poderoso! Ah! Quantos que estão aproveitando da paciência e longanimidade do Senhor! Horrenda coisa é cair nas mãos Dele!
    O Deus da revelação bíblica é o Deus dos humilhados e contritos. Ele tem prazer em chegar bem perto de uma alma aflita que clama a Ele em busca do Seu perdão e salvação.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A VERDADEIRA FELICIDADE (25)


“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir, e sob as minhas vistas te darei conselhos. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem” (Salmo 32:8,9)
    CAMINHO PERIGOSO
    Prezado leitor quero continuar observando com mais detalhes o verso 9, porquanto é um verso de especial importância, que revela nossa inclinação à miséria, quando achamos que realmente estamos na direção certa em busca daquilo que o mundo pensa ser felicidade. Vemos como o Senhor nos guarda de agirmos assim; vemos como Ele se interessa pelo nosso bem, por isso nos adverte e cuida para que jamais venhamos a cair na insensatez; vemos como Ele se posiciona como um pai amoroso, nos disciplinando e ensinando através de duras provas o que significa a verdadeira felicidade conforme os padrões bíblicos. Ele sabe que Suas ovelhas nada possuem de defesa contra os ferozes inimigos, que somos engodados pelas sutilezas de satanás. Ele sabe que o engano do pecado faz com que fiquemos cegos e não percebamos os perigos, quando o brilho deste mundo ofusca tudo ao nosso derredor.
    Creio que é o momento de mostrar essas verdades de forma prática. Primeiramente, por vezes Deus, em Sua bondade, ternura e paciência refreia nossa inclinação à insensatez. O próprio texto mostra isso com clareza: “... os quais com freios e cabrestos são dominados...”. Precisamos ver quais são os freios e cabrestos de Deus; precisamos ter discernimento bíblico, a fim de que não sejamos pegos de surpresa nalguma desventura de trevas e desespero. Deus utiliza os freios e cabrestos da dor. Deus não poupa seus açoites da disciplina atingindo nossos corpos. Foi assim com Paulo que estava sendo afligido por um espinho na carne e por várias pediu ao Senhor que tirasse aquele incômodo, mas teve sempre uma resposta negativa. Por quê? Eis aí um apóstolo, um dos homens mais usados por Deus em toda história da igreja, fazendo um pedido e tendo um não como resposta. Ora, Paulo foi um homem que recebera de Deus grandes visões e revelações jamais dadas a qualquer outro apóstolo. O Senhor sabia que Paulo precisava de aflições físicas e não físicas, a fim de mantê-lo humildemente na dependência do Senhor (2 Coríntios 12:7-10).
    Caro leitor, meditemos nessa verdade tão preciosa! Nossa felicidade consiste em estar cercado do amor cuidadoso, paciente e disciplinador de Deus, porquanto Ele sabe o que é melhor para Seus filhos. Seu amor eterno que nos chamou e nos acolheu jamais permitirá que sejamos tomados por qualquer desgraça advindas do mundo e de satanás. Aquilo que para nós é perda, na realidade é o começo do sucesso eterno! A real felicidade tem inicio quando entendemos adoração e realmente transformamos toda circunstância num majestoso culto de louvor: “...O Senhor deu e o Senhor tomou; bendito seja o Nome do Senhor” (Jó 1:21). Veja amigo, que o real significado de felicidade para o crente é ter Deus como seu Deus! É saber que não há perda, que só há ganho eterno quando estamos envolvidos e embalados no amor que nos acolheu em Cristo!
    Caro leitor, o que Deus tem usado em sua vida como freio e cabresto? Se você é um crente, as adversidades que porventura têm envolvido seu viver podem ser exatamente aquilo que Deus usando para mostrar o real significado de liberdade e felicidade. Veja como o choro e angústia de muitos santos foram transformados em alegria e prazer! Talvez para muitos leitores o momento agora é do choro de uma noite, mas logo virá o amanhecer de glória. Milhares de santos partiram deste mundo sem receberem explicações da parte do Senhor! Não podemos nós adorar o Senhor pelos Seus benditos freios e cabrestos? Seus desígnios são preciosos e maravilhosos e a fé recebe os pacotes grosseiros enviados do céu com satisfação. O verdadeiro cântico é entoado por uma alma satisfeita: “Sou feliz com Jesus meu Senhor!”

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A VERDADEIRA FELICIDADE (24)


“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir, e sob as minhas vistas te darei conselhos. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem” (Salmo 32:8,9)
    CAMINHO PERIGOSO
    Caro leitor, voltemos humilhados para esse verso tão carregado de profundas verdades a respeito da nossa inclinação natural. Nessa tremenda advertência o Senhor mostra que não agimos como seres humanos, mas sim irracionalmente, como animais, quando decidimos fazer nossa própria vontade e corremos à frente de Deus.
    Meditemos um pouco na linguagem de Deus vista no texto. Aprendemos que nossas decisões derivadas de nossa carnalidade, motivações mundanas na busca de felicidade terão resultados funestos lá adiante. Queremos alegria, prazeres, segurança, amor, saúde, etc. e não percebemos que estamos semeando vento para colher tempestade. Em toda revelação bíblica vemos o Senhor Deus comunicando aos homens a loucura do pecado e a bênção de andar com Ele: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8). Obviamente, o que é impossível para os homens nas exigências da lei, a graça se apresenta a fim de mostrar sua força em mudar o coração e posicionar o homem pelo caminho certo.
    Então, caro leitor, as lições com as quais deparamos no Salmo 32 não são derivadas da lei, mas sim da graça. O Salmo 32 é uma antecipação da mensagem da cruz, e releva a triunfante conquista do calvário, por esse fato os versos 1 e 2 são usados por Paulo em Romanos 4:7,8. Começa com humilhação e quebrantamento (versos 1 e 2); mostra o que acontece com qualquer um que ouse manter oculto o pecado no íntimo (versos 3-5), e a partir daí vemos o perfil do novo homem que agora anda no temor e na correção do Senhor. Ora, a lei jamais poderá produzir um novo homem. Jamais! A lei não opera felicidade, mas sim maldição: “Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição...” (Gálatas 3:10).
    Mas, viver na graça não significa que Deus nos solta como crianças sem proteção, para que façamos o que bem quisermos. Muitos pensam que uma vez salvo pela graça, pode o crente agora circular livremente no pecado porque foi salvo de uma vez para sempre. Quão errôneo é esse pensamento! Veja o que Paulo diz em Tito 2:11,12: “Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente”. Paulo ensina que a graça salva e educa; que livra da penalidade, mas que trabalha para a nossa santidade; que nos livra do inferno, mas nos prepara para o céu. Veja, caro leitor que é essa lição que temos no Salmo 32, especialmente nos versos 8 e 9. No verso 9 a graça de Deus mostra para onde somos inclinados a ir, caso somos deixados entregues às nossas paixões. Ainda carregamos uma natureza carnal conosco, por isso a bondade infinita não nos abandonará; amor cuidadoso e disciplinador cobrirá nosso viver, para que jamais venhamos a agir como fazíamos quando estávamos nas trevas.
    Veja, caro leitor que agir segundo a natureza corrompida é agir como “cavalo e mula”, como animais, sem bom senso. “Cavalo e mula” são usados para montagem. Deus não quer que sejamos usados para servir ao mundo e ao diabo. “Cavalo e mula” são fortes fisicamente, mas o Senhor não tem prazer na força física, mas sim naquele que confia Nele. “cavalo e mula” não vêem perigo, mas o Senhor livra Seus filhos dos perigos, protegendo-os do mal e guardando-os das ciladas armadas por satanás. Nossa felicidade consiste em habitar na segurança do amor eterno que nos acolheu em Cristo; nossa felicidade está na cidadela forte que é o Nome do Senhor, lugar de refúgio dos santos!